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O time do Ikwa e a missão de ensinar você a fazer o que gosta

Mauro Amaral

Editor Chefe

Quando vi pela primeira vez o vídeo deles, fiquei absolutamente impressionado. Estava ali, turbinado por depoimentos, com linguagem cinematográfica e uma promessa latente, tudo aquilo sobre o qual gosto de escrever: fazer o que se gosta para fazer bem e ser feliz.


E a troca de e-mails foi imediata. O time capitaneado por Mauricio Schonenberger mostrou-se capaz de criar, ao redor do IKWA, um negócio inovador, focado e “do bem”. A entrevista que se segue demorou alguns meses para ficar pronta, porque eu simplesmente queria esperar para publicar já na nova versão no Carreirasolo.org.

Afinal, se o clima é fazer o que se gosta, não teria outra maneira de recebê-los. Acompanhem!

Publiquei recentemente a matéria onde vocês e a equipe do Boo-box faziam seus depoimentos sobre as start-ups e o mercado brasileiros de capital de risco. Eu tenho a opinião de que vivemos as voltas com o mundo tecnológico e as empresas que surgem parecem brotar somente deste filão. Vocês acham que a internet, o capital de risco e iniciativas mais afeitas ao geral da população ( ou seja, outros segmentos, produtos mais variados etc) têm vez?

Sem dúvida existem start-ups surgindo em todos os segmentos da economia. Aqui no Ikwa temos contato bem próximo com os investidores de venture capital e acompanhamos diversos investimentos que eles fazem em outras áreas.

Acredito que a internet oferece mais oportunidades pelo alcance de mercado que ela proporciona. Empresas no mundo físico têm a restrição geográfica para alcançar os consumidores de seus produtos, já na internet não há fronteiras e para citar um exemplo, no caso do Ikwa, temos usuários do interior e litoral de São Paulo, Norte e Nordeste e Sul do Brasil, e até alguns usuários internacionais em Portugal e nos EUA.

O empreendedor no Brasil é um ser que divide seu cérebro em dois: de um lado ele é obstinado de outro sonhador. A onda da web participativa, baseada em opiniões a qual convencionamos chamar 2.0, trouxe muitos sonhadores. Mas…só os obstinados chegam lá?

O primeiro passo para montar uma empresa é ter um grande sonho, no nosso caso sonhamos com um mundo onde as pessoas amam o que fazem e queremos ajudar os membros da comunidade Ikwa a encontrar seus caminhos profissionais para chegar lá.

Entre sonhar e fazer isto virar realidade há um grande passo. Estruturar a empresa (especialmente no Brasil onde a burocracia desanima até o mais persistente dos empreendedores), contratar a equipe, lidar com o dia a dia…

Sem um grande sonho acho que desistiríamos no caminho. Mas acho que todo grande sonho quando perseguido se transforma numa obstinação, e talvez a característica principal do empreendedor seja esta, sonhar a tal ponto que este sonho se transforma numa obstinação.

E por falar em sonhadores, como vocês enxergam a emergência de profissionais freelancers na comunidade IKWA? Eles aparecerão um dia na teia de ocupações? Em que se diferenciariam dos profissionais tradicionais (CLT) no que se refere a formação e postura profissional?

É cada vez mais comum as pessoas serem contratadas pelas suas habilidades e com a complexidade cada vez maior do mundo de trabalho especialistas em diversas áreas são necessários para as empresas, nem sempre em tempo integral.

Acreditamos que o trabalho por job, ou freelancer seja cada vez mais comum, assim como o trabalho de casa sem ir ao escritório.

No Ikwa as carreiras estão dispostas por áreas do conhecimento, e os profissionais que trabalham nestas áreas podem ou não ser freelancers. Em breve a área “trabalhe” estará no ar com oportunidades profissionais, e elas não devem se restringir a empregos fixos, os “freelas” terão um espaço interessante dentro da comunidade Ikwa também.

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Ah, sim…

É óbvio que estou lá, e cá está meu perfil.


Publicado em 07/03/2008 às 1:01 na categoria Destaques, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Humberto Oliveira conta como foi a criação do novo design do Carreirasolo.org

Mauro Amaral

Editor Chefe

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A participação do Humberto no projeto de redesign do Carreirasolo.org é a prova cabal de que podemos reunir talentos e disposições ao redor de um blog. E fazer desta troca fontes de projetos e sucesso para todos.

Conheci o Humberto Oliveira como um dos primeiros a manter o hábito regular de comentar no site. Cara disciplinado e profissional, rapidamente começamos a enfrentar algumas concorrências juntos, como uma “dupla de freelas”, eu como Editor ele como Designer e programador.

Muitas propostas depois e alguns projetos na cartola, resolvi apresentar os wireframes com as minhas idéias para a evolução gradual do Carreirasolo. Os bate-papos movidos a muito Gtalk, ele ainda no Banco do Brasil e eu ainda na Petrobras, rolaram por vários meses. Corta dali, corta daqui, esta forma final levou mais alguns meses concorrendo com agendas, rotina e vida atribulada de todos nós.

Mas não me apressei, nem troquei de profissional. Resolvi esperar, confiar e acreditar que, o dia que estivesse no ar, seria o dia certo. E este dia certo chegou há uma semana atrás quando viramos a nova versão.

A partir de semana que vem, Humberto começa também como co-editor aqui no Carreirasolo.org contando pra gente um pouco do muito que tem vivido como Profissional Freelancer full-time. Aguardem.

Como você podem perceber ao redor deste post, ninguém perde por esperar.

Humberto, lembro que começamos a pensar neste projeto juntos ali pelo meio de 2006. Foi uma fase de agendas lotadas, pouco tempo para muitas idéias e alguns desafios profissionais. Mas diz aí, como foi seu processo criativo ao redor da idéia de remodelar o Carreirasolo?

Pois é, foi um período corrido, na época eu ainda não era freela fulltime e por isso tinha que dividir meu tempo entre o emprego formal, os projetos de freela e as nossas idéias de dominação mundial! Podemos dizer que o Carreirasolo foi um blog pioneiro, tratando de um assunto até recentemente pouco explorado até mesmo por blogueiros estrangeiros, muito mais acostumados com a vida de freelancer. Foi justamente esta inovação, junto com a ousadia de abordar um tema pouco comum, que tentei passar para o design do site.

Além disso, o grande desafio no redesign do Carreirasolo foi criar um layout sem muitas firulas, que fosse direto ao ponto e valorizasse o seu conteúdo. Por causa da inexplicável capacidade do Mauro de postar sobre diversos assuntos diariamente, o blog pode facilmente receber diversos posts em um mesmo dia, necessitando assim de uma atenção especial aos ajustes tipográficos para que o site seja agradável à leitura. Essa foi a minha principal preocupação, e acredito que o resultado final atende plenamente às necessidades.

A criação do logo foi uma surpresa, admito. Achei que você acertou de primeira e, se me lembro, só alteramos o detalhamento da lâmpada. Conta aí como chegou a essa idéia!

Você tem razão, esse foi o logotipo que foi mais rapidamente aprovado pelo cliente da minha história!

Criar um logotipo que realmente transmita a essência do cliente é uma das tarefas mais complexas que um designer pode receber. Vai muito além de escolher uma fonte, colocar uma sombrinha no photoshop e fazer com que ele siga a última moda dos logotipos.

No caso do Carreirasolo, o logotipo surgiu da seguinte frase, que resumia toda a essência do novo design do site:

“O redesign do Carreirasolo vai transformá-lo num verdadeiro celeiro de idéias, reunindo pessoas de diversas áreas ao redor de um mesmo tema com o objetivo de plantar nos leitores a semente da liberdade, discutindo os prós e os contras da vida de freelancer.”

Com este texto em mente, decidi evoluir com o tema da plantinha, já utilizado no site anterior. Representando o surgimento de idéias, coloquei a plantinha dentro de uma redoma, com um formato que remete a uma lâmpada. Para finalizar, escolhi uma fonte com serifas egípicas, mais grossas do que as tradicionais, para transmitir uma sensação de informalidade sem perder seriedade, combinando assim com o restante do layout do site.

Como já disse a alguns leitores, nesta nova versão o Carreirasolo.org vai se concentrar em solucionar as dúvidas dos Profissionais Freelancers. Neste sentido, sua participação como colaborador será fundamental. Já pensou numa pauta? Tópicos? Temas? Faz aí uma prévia, pô…

Esta semana completam seis meses desde que pedi demissão do meu antigo emprego e decidi embarcar de vez na vida de freelancer. É justamente sobre esta experiência pessoal que vou falar no Carreirasolo, sobre como enfrentar as adversidades deste mercado ultra-concorrente, como conquistar clientes e pouco a pouco aumentar a sua renda sem precisar trabalhar 12 horas por dia.

Com isso em mente, teremos diversos posts sobre como lidar com clientes, como reagir em determinadas situações e dicas de ferramentas úteis que ajudam a economizar tempo.

Vamos começar a trabalhar então? Se você pudesse dar apenas três dicas para nossos leitores serem Profissionais Freelancers, quais seriam?

Vamos lá então. A primeira dica que dou é sempre valorizar a sua condição de freelancer e nunca aceitar as condições desfavoráveis que o cliente impõe, mesmo que isso signifique perder o trabalho. Acredite, sempre aparece um trabalho melhor depois.

Segunda dica, tenha contatos em todas as áreas possíveis, saiba a quem recorrer no caso de um projeto complexo e sempre ajude outros freelancers, mesmo que não tenha nenhum retorno financeiro direto. Pense bem, um favor hoje pode se transformar num mega projeto em poucos meses.

E para fechar, trabalhe menos tempo. É isso mesmo, não é por que você é freelancer que deve passar 12 horas em frente ao computador. Não se esqueça que você depende de sua capacidade criativa para ganhar dinheiro, e ela é muito sensível, basta exigir demais que ela certamente de deixará na mão.


Publicado em 06/03/2008 às 4:42 na categoria Destaques, Inspiração, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Equipe do Receitáculo dá a receita para Web ao ponto.

Mauro Amaral

Editor Chefe

foto_receitaculo.jpgHá uns meses atrás fui indicado a responder uma pesquisa sobre meus hábitos na cozinha. Como a fonte era segura e a pesquisa muito bem montada, respondi tranquilamente às questões.

Eis que há uns 15 dias atrás, recebo um e-mail avisando que o resultado da pesquisa era nada mais, nada menos, do que mais um empreendimento da web nacional, o Receitáculo.

Prontamente preparei uma resenha com algumas sugestões neste post no Contém Conteúdo (meu blog sobre produção e consumo de conteúdo nestes tempos colaborativos). Sempre muito atentos e receptivos Maicon e Alessandro já até impementaram algumas delas.

Não poderia deixar de inaugurar esta nova fase do Carreirasolo.org com um bate-papo com esta dupla. Acompanhem!

Como vocês chegaram ao conceito e a necessidade de um serviço como esse?

A palavra chave é justamente essa, necessidade. Toda idéia deveria vir de uma necessidade, esta é a etapa fundamental na criação de qualquer projeto ou idéia.

O principal conceito surgiu da tendência de comportamento das pessoas tanto de internet como em relação à culinária. Saber cozinhar nunca foi tão hype como agora. A culinária, gastronomia e a cozinha contemporânea definitivamente estão num patamar mais elevado, consumindo espaço e fazendo tendência em comportamento.

E isso não é só no Brasil é global. Queremos que as pessoas se inspirem em chefs que estão em voga como Jamie Oliver[bb], Alex Atala[bb] e Nigella[bb] e produzam seus próprios vídeos de culinária e montem o seu próprio programa de televisão.

O Receitáculo traz um foco bem definido para uma rede social e aproxima pessoas com os mesmos interesses.

Posso dizer que a principal necessidade é a própria necessidade das pessoas se relacionarem através do paladar e sentirem que fazem parte de um grupo, de produzir, de se comunicar, de aparecer, enfim, de ser o foco.

Conte um pouco pra gente do início do projeto, primeiros conceitos, mascotes etc…

O conceito inicial do Receitáculo era algo bem mais simples e direcionado à busca de receitas apenas por ingredientes que você tivesse em casa (isso já faz alguns anos).

A idéia era quebrar o galho das pessoas que estavam sem grana ou que não queriam sair de casa para comprar algo. A partir disso Receitáculo foi se encaixando, como goiabada e queijo, à idéia de rede social até chegar nesta versão beta básica que está no ar hoje.

A idéia dos mascotes foi uma maneira de incentivar as pessoas a produzirem. O Davi Viegas acertou de primeira todos os esboços dos mascotes, e nenhum precisou ser revisto e em praticamente uma semana todos eles já estavam finalizados e prontos para usar. Foi muito bom.

Como formaram a equipe? Freelancer teve vez no Receitáculo?

Foi levado em conta quatro características para formação da equipe. As pessoas envolvidas deveriam ter um vínculo pessoal, deveriam ser ótimos profissionais, gostar muito de culinária e se dedicar fulltime ao Receitáculo.

Com isso, no decorrer dos acontecimentos, de cinco integrantes sobraram apenas dois. Não é todo mundo que está diposto a largar emprego em nome de um projeto no papel.

Apenas eu e Alessandro (que na época morava e trabalhava em Florianópolis) resolvemos arriscar em nome da idéia. O Alessandro voltou de mala e cuia para Curitiba para tocarmos o projeto e depois disso foi só ralação na construção do Receitáculo. Chamamos o Davi Viegas, ótimo ilustrator, para dar conta dos estilos dos mascotes e “pronto”.

Como o Receitáculo pretende sair do mundo virtual? Um encontro gastronômico seria bem bacana, não?

Com certeza, na verdade essas idéias já estão surgindo dos próprios membros do site (que ainda são em pouco número mas está crescendo a cada dia).

É inevitável e muito importante que esse tipo de interação aconteça. Como vai acontecer ainda é cedo dizer, tomara que para este ano, porque temos membros do Brasil inteiro então organizar qualquer encontro ou evento que queira englobar todas essas pessoas, sem restrição de localidade, requer uma logística bem aplicada e bem planejada.

Mas está totalmente em nossos planos.

Vocês estão confiantes com os futuros anunciantes? Mande um alô para eles!

Estamos sim, e muito. Queremos algo que agrege ainda mais valor tanto aos anunciantes quanto aos nossos usuários. Não podemos deixar de lado os formatos padrões, banners (em número muito reduzido) e anúncios de texto, mas o que está por vir é muito, mas muito interessante e difere de impressões e cliques em anúncios.

O que exatamente é não podemos divulgar agora.

Estamos apenas começando e captando membros para o site um a um. Mas os Planos de mídia de agências que antendem clientes do setor alimentício, gastronômico e culinário podem ter certeza que acaba de entrar uma ótima ferramenta para explorar a criatividade para suas campanhas e para os clientes de seus clientes, ou seja, membros do Receitáculo.


Publicado em 29/02/2008 às 1:59 na categoria Destaques, Inspiração, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Erika Louise Correia – Marketing para Eventos Corporativos. Conheça as atividades de um setor que tem tudo para gerar muitos projetos para Profissionais Freelancers

Mauro Amaral

Editor Chefe

erika.jpgQuando me proponho a entrevistar alguém, procuro trazer para meus leitores profissionais que possam somar conhecimento e experiência à comunidade. No caso da Erika não foi diferente. Esta entrevista, por exemplo, seria para a Galerasolo, mas, trocando e-mails percebi que seria muito mais produtivo para todos se Erika contasse para nós sua experiência com comunicação, marketing e eventos (ela trabalha na FGV de São Paulo), setor que não pára de crescer, inclusive no mundo virtual. Confiram e não deixem de entrar em contato com Erika que também realiza consultorias como profissional Freelancer.

Fale um pouco para nossos leitores sobre este segmento de organização de Eventos Corporativos

É um segmento que vem crescendo muito nos últimos anos. As empresas realmente descobriram o evento como uma importante ferramenta de comunicação e relacionamento com seus públicos de interesse. É uma maneira interativa de apresentar a instituição, seus produtos e serviços com muito mais qualidade e informação que qualquer outro meio permite. Podemos dividi-los em 04 tipos básicos: eventos institucionais (geralmente em parceira com outras instituições e busca apresentar a empresa ou algum programa da empresa, como um programa de Responsabilidade Social), os eventos promocionais (lançamento de produtos e serviços, por ex.), as feiras de negócios e os eventos internos (público interno).

Você mencionou em nossa conversa preliminar que este tipo de atuação traz consigo possibilidades para vários tipos de profissionais. Poderia dizer quais são e que tipo de especialidade uma empresa (ou profissional) de Eventos espera deles?

Como disse, os eventos foram redescobertos como importante ferramenta da comunicação e marketing, e estão pipocando por todo o país. E para chamar a atenção das pessoas para esses eventos precisamos de verdadeiras campanhas de divulgação. Hoje, com a internet (sites e e-mail mkt) conseguimos atingir o público alvo com muito mais assertividade e ainda acompanhar todo seu processo de busca de informação e inscrição para o evento. Isso, sem falar no trabalho de assessoria de imprensa, diagramação de materiais de apoio e outros serviços que dão suporte ao evento, como foto e filmagem, tradução simultânea, alimentação, decoração, etc…

Quais são as principais armadilhas que Profissionais dedicados ao segmento de organização de eventos enfrentam?

Acho que os principais problemas são de estrutura. O que pode atrapalhar o sucesso de um evento, e que foge da nossa competência, é o trânsito, a violência das grandes cidades e atualmente a crise aérea.

Que resultados uma empresa pode esperar de um evento? Em quem momento ele é mais indicado?

Um evento cabe em qualquer momento. Pode servir de apoio para qualquer ação interna ou até mesmo ser a grande estrela de uma campanha. A empresa proporciona uma verdadeira experiência da marca com seu público, gera aproximação e interação com esse público, reforçando conceitos e produtos, atrai a atenção da imprensa e ainda, se bem trabalhado, gera um mailling importante. Afinal, quem irá num evento corporativo se o assunto, produto ou empresa não for de real iteresse?

Qual é a formação que um profissional desta área precisa buscar?

Eu sou Relações Públicas, mas encontro profissionais de diversas áreas. O profissional deve trabalhar bem com planejamento e com pessoas, ser detalhista, paciente e otimista…Ter bom gosto e conhecimentos em comunicação e marketing também é fundamental. Mas o mais importante é gostar desse trabalho dinâmico e imprevisível.

Você mencionou a internet como a plataforma que permite um acompanhamento maior do desenrolar do evento. Semana passada estivemos conversando com o autor do livro Second Life. Guia de Viagem. Este tipo de plataforma também é propício para eventos? Conhece algum caso recente?

O número de eventos corporativos cresce no Second Life também. A Intel fez sua festa de 20 anos simultâneamente na vida real e virtual. Os diretores da empresa estavam com seus avatares presentes na festa virtual, que teve também a presença de funcionários que não estavam em São Paulo no dia da festa e interessados em geral. A Intel aproveitou para lançar um novo produto, e distribuir brindes virtuais (que conferem poderes aos residentes). Para receberem este brinde, era preciso preencher um cadastro, que com certeza gerou um mailling riquíssimo, já que os residentes do Second Life são antenados com tecnologia. Além disso, o evento chamou a atenção da imprensa e marcou a história.

E para fechar
Dê sua opinião, leitor! Você acredita que o mercado de eventos corporativos é bom para os freelancers? E essa de Second Life? É onda passageira ou veio para ficar?


Publicado em 26/06/2007 às 12:35 na categoria Inspiração, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

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Mauro Amaral

Editor Chefe

Em conversa informal há um ano atrás, comentei com o amigo Cris Dias: “poxa, acredita que até hoje não vi um capítulo do Lost…mó mico”. “Calma rapaz, no próximo evento que participarmos eu levo os DVD´s da primeira temporada. Vi, assisti, gostei e descobri que o mantra da produção no mundo de hoje poderia ser cantado assim:

torrentttttssssredeeeesssocciiallllllluébidoispontozerooooommmm

Criadores americanos perceberam isso e, entre mortos e feridos, usaram e abusaram da rede para divulgação de seus episódios, sinopses, fãs, promoções. Podemos citar o “Lost Experience” como um ponto alto, onde pedaços de um vídeo secreto “vazaram” pela rede e o grande barato foi procurar estas partes e fazer a história completa.

Fazer a própria história poderia ser outra maneira de entender porque o modo de consumo de conteúdo “televisivo” mudou. E, na minha opinião, para melhor.

Nas esteira de tanta evolução, Fábio Spiceee (sim, o autor do Pensaletes) criou o Orangotag, um ambiente descompromissado e fluido onde fãs de séries (todas elas!) podem trocar idéias, resenhar episódios, fazer uma agenda dos episódios vistos e muito mais. Por lá percebemos que a terceira temporada de Lost já terminou. A primeira de Heroes também. O ritmo é o ritmo de quem tem pressa de fazer a própria história.

Conta pra gente aí, Spiceee, como você está escrevendo a sua?

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Como surgiu a idéia para o Orangotag. E mais…do rabisco num guardanapo até o primeiro protótipo tivemos quanto tempo?

A idéia do Orangotag partiu de uma necessidade minha de catalogar de maneira rápida e informal as coisas que eu consumia: livros, dvds, cds, etc para o sidebar do meu blog, o Pensaletes. Escrevi uma aplicação muito básica em Rails que funciona até hoje e que é chata de atualizar porque preciso inserir os itens um a um ao invés de ir buscá-los num site repositório de produtos, como a Amazon, visto que alguns dos livros, hqs, etc, são publicados no Brasil e não estão catalogados lá.

Como não existe um repositório central de mídia no Brasil, já que sites “magazines” como Americanas.com e Submarino não disponibilizam uma API – uma camada de programação que permite que qualquer desenvolvedor interaja com a loja de um outro site ou aplicação – a maneira de se ter um site tipo checklist de mídia só pode se dar por um esforço colaborativo e daí a web 2.0 entra como solução e não como conseqüência.

O rabisco do guardanapo foi um esqueleto básico da aplicação que o Anderson Kenji Mise, do blog vardump.com fez no Basecamp (um project manager para o qual Rails, a plataforma que faz o Orangotag funcionar, foi escrita) em 16 de junho de 2006. Eu comecei a programá-lo em fevereiro desse ano e ele está no ar há 2 meses e três dias.

O que mais me chamou atenção foi o clima despretencioso do site. Vocês, pelo menos até agora, não perderam o clima “Amigos que encontram amigos e compartilham seus interesses”. Tenho visto muitos projetos com cara de web 2.0 perderem este clima logo depois do lançamento. A interface simples (fluida), funcionalidades enxutas e o foco em conteúdo garantiram uma boa impressão inicial. Como fazer para manter este clima “indie”?

Acho que isso talvez venha da própria iniciativa do projeto: “precisamos organizar esse monte de séries que assistimos o quanto antes” e não “precisamos fazer alguma coisa web 2.0 que alguém ainda não tenha feito”.

A interface é o que mais dá trabalho no site, de longe. Tem sido fácil mantê-la fluida por enquanto, mas vai ficar cada vez mais difícil à medida que novidades vão sendo adicionadas. Eu mesmo não estou satisfeito com algumas coisas dela, mas gosto da solução que chegamos de evitar mensagens crípticas e de não ter que explicar tudo o tempo todo.

Você recentemente gravou com a turma do Braincast um programa sobre Liberdade Digital (Galera, me convidem para voltar no próximo hein!). Muitos dos leitores aqui…e…vá lá…eu também…consumimos séries através dos torrents…Como você vê esta tendência e em que este ambiente se vê impactado (legalmente, funcionalmente) por isso?

Os meandros legais desse lance de séries em rede p2p é algo muito confuso. Pra você ter uma idéia, agora tem gente nos EUA transmitindo a série ao vivo por sites tipo ustream.tv: as pessoas não querem esperar nem mesmo o torrent ficar pronto!

Eu pagaria por um serviço como o do iTunes, que deixa você comprar as temporadas das séries que mais gosta e vai baixando um novo episódio sempre que este fica disponível, acho que as distribuidoras das séries no Brasil têm a chance de correr atrás disso e não repetir a enrolação das gravadoras, por exemplo.

Eu vejo que o Orangotag como ferramenta pode funcionar em qualquer tipo de situação: para quem vê a série na TV paga ou aberta, quem está vendo a série agora no DVD, quem vê a série fora do país, quem baixa o torrent.

Estou pensando em como tornar a informação mais útil para quem assiste a série na TV paga, mas estou em dúvida entre formalizar essa informação num campo “wiki” separado ou deixar o próprio senso colaborativo do site se organizar em torno disso, colocando a informação na descrição da série, como algumas séries até já possuem.

Quais são os próximos passos do projeto?

A idéia é criar mais funcionalidade para que quem assista à série tenha mais controle sobre o ambiente que a cerca: possa esconder comentários que são spoilers, banir ou indicar membros que estão se comportando mal, etc. Refinar o processo que corrige erros na listagens dos episódios também é um trabalho constante e também precisamos implementar os plugins para blogs e abrir a API do site para quem quiser estender a aplicação. Depois, fazer o site entender todo tipo de mídia e não só séries.

O objetivo final é ter um lugar onde todos meus filmes, hqs, livros e séries estejam catalogados. Daí o meu problema estará resolvido e quem sabe o de mais gente também!

Chamada geral!

Porque você não dá um pulinho por lá e faz a sua conta? A minha já está lá.


Publicado em 06/06/2007 às 3:05 na categoria Inspiração, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Música de Cinema. Fábio Scrivano e a trilha sonora na sétima arte

Mauro Amaral

Editor Chefe

Foto Fábio Scrivano cópia.jpgTemos um LP na casa dos meus pais que embalava algumas tardes memoráveis: a trilha sonora de 2001. Uma Odisséia no Espaço. Tempos depois, já comprando minha própria coleção, curti excelentes momentos com as trilhas de Forrest Gump, Pulp Ficction, Gladiator, Senhor dos Anéis…enfim. A lista é grande e quem curte música para cinema tem sempre a sua atrelado a momentos que superam aqueles passados na sala escura, com o saco de pipocas na mão. Fávio Scrivano, jornalista, foi além. Além deve ter várias ainda compartilha conosco suas opiniões num blog que já acompanho há um tempo: o Música para Cinema. Chamei-o para uma rápida entrevista e o resultado está logo abaixo. Ao final indicação do TOP 5…que discordo. Mas blog é para isso mesmo.

Fale sobre sua atuação como crítico de músicas para cinema…é profissão ou um hobby?

Gostaria muito que fosse profissão, mas desde o início da adolescência, quando me apaixonei por trilhas sonoras, tem sido apenas hobby. Consegui publicar um ou outro artigo mas, de maneira geral, a imprensa não leva a sério os compositores de cinema, o que é um erro grave. Tive que criar meus próprios veículos (site, blog) para poder escrever sobre o assunto. Minha intenção como crítico é, principalmente, alertar leigos e desatentos sobre a importância cinematográfica e a beleza artística da música orquestral composta para os filmes.

Para a grande maioria das pessoas, trilha sonora são aqueles CDs com canções pop reunidas para determinado filme.

Como você avaliaria este tipo de trabalho aqui no Brasil?

Ainda está engatinhando, embora a internet tenha revelado gente muito esforçada em reverter essa situação.

É natural que o país dedique menos espaço ao assunto do que Estados Unidos e Europa, lugares onde a história da música de cinema realmente foi construída. Mas isso não torna menos lamentável o descaso da nossa imprensa com o gênero. E quando resolvem fazer alguma matéria, ela fica a cargo de algum crítico de música clássica, gente que notoriamente detesta os compositores que se dedicam ao cinema.

De qualque maneira, os últimos anos foram animadores, com alguns livros publicados e a realização do Música em Cena, evento que trouxe Ennio Morricone ao Brasil e promoveu debates.

Algumas dicas para quem quer começar a trabalhar como músico para cinema?

O músico de cinema precisa, acima de tudo, de versatilidade e adaptabilidade. Versatilidade para lidar com histórias e exigências musicais das mais variadas. Adaptabilidade, para atender às necessidades do filme, sua principal função.

Você destacaria cinco trilhas sonoras recentes que causaram impacto…e porque?

  • Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001, John Williams)
    A responsabilidade e o desafio de criar um universo musical para o primeiro filme de Harry Potter eram imensos.Mas John Williams, como era de se esperar, não decepcionou.
  • Abril Despedaçado (2001, Antonio Pinto)
    Nunca a trilha de um filme brasileiro havia me comovido tanto. Uma das várias virtudes do esplêndido drama de Walter Salles.
  • Munique (2005, John Williams)
    Mais uma do genial John Williams, transmitindo com suas pungentes melodias toda a tristeza deste círculo vicioso de violência.
  • King Kong (2005, James Newton Howard)
    Parecia impossível, mas Howard criou uma trilha tão boa quanto a do filme original de 1933, que fez do compositor Max Steiner o “pai” da música de cinema.
  • O Código da Vinci (2006, Hans Zimmer)
    Zimmer não desperdiçou a oportunidade de musicar a adaptação de um dos maiores fenômenos literários de todos os tempos. A cena final no Louvre é exemplo conclusivo do que a música pode fazer pelo cinema.

Publicado em 06/06/2007 às 7:00 na categoria Inspiração, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Live and get E-LIFE

Mauro Amaral

Editor Chefe

Em vários momentos nesta vida de gerador de conteúdo, expus minha opinião sobre como profissionais de comunicação poderão (na verdade já podem) usufruir da imensa torrente de ações de compartilhamento de informação gerada por consumidores no mundo todo em benefício para marcas de seus clientes. Falei sobre isso no artigo sobre Web 2.0, no post homenageando o Cem Anos de Solidão, quando brinquei ao comparar as etiquetas que os habitantes de Macondo colaram em seus objetos como as Tag´s de hoje em dia; até mesmo num Braincast recente (para quem não sabe é o Podcast do Brainstorm#9, o melhor blog de propaganda do Brasil) abordei a questão, quando discorríamos sobre CGM (Consumer Generate Media). Enfim, é assunto recorrente.

Na vida profissional de Alessandro Barbosa Lima também. Acho que até mais do que eu, afinal, ele criou a E-LIFE depois de defender sua tese de mestrado sobre comunicação interpessoal e todos os seus desdobramentos.

Com dois anos de existência, e passado um período inicial que segundo Alessandro serviu para evangelizar os clientes, a E-LIFE começa a nos mostrar interessantes maneiras de analisar e interagir com o mundo da comunicação atual.

Leia mais »


Publicado em 18/04/2007 às 10:30 na categoria Inspiração, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Brasil e Portugal. Pensamento positivo e Motivação pessoal.

Mauro Amaral

Editor Chefe

Um belo dia você começa um blog, meio sem querer e, se estiver realmente desprendido de grandes ambições, nunca sabe onde ele pode levar você. Isso é o mais corriqueiro de se ver nesta mega-comunidade de escritores-leitores que, entra ano, sai ano, só faz crescer.

O que me surpreende mesmo é entender que o mais valioso é descobrir o que o blog vai TRAZER pra você. E não estamos falando de parcos dólares do AdSense ou comissões de vendas de livros que vocês compram por aqui.

Tomemos o meu caso específico. O CarreiraSolo vive de transmitir, em última análise, pensamento positivo para quem está começando como freelancer. Em doses proporcionais aos desafios que designers, redatores, programadores, fotógrafos, jornalistas, músicos etc etc, enfrentarão.

Divagando um pouco
Não há ciência ou corrente religiosa neste e em outros mundos que conteste uma lei básica do universo: tudo o que você pratica, recebe de volta, normalmente em dobro. Se você aponta o dedo, tem outros quatro voltando para você, se acredita que pode ajudar alguém, alguém lá na frente ajudará você, se pratica o bem no presente, seu futuro terá como recompensa um bem maior. Acho que todo mundo já ouviu alguma vez essa história, contata com mais ou menos um ponto, não é?

Pois bem. O que o Carreirasolo.org trouxe para seu humilde editor? Iates? Mansões? Cem Mil dólares? Tsc…nada disso. Ele me devolve o mesmo pensamento positivo que imprimo (digito?) quase todos os dias para vocês. Ele pode vir como um comentário, um clique num anúncio, um testemunhal espontâneo, uma sugestão de posts, um pedido de conselho profisisonal, nos novos amigos que faço.

Assume diversas formas, como a tal lei universal da ação e reação.

A ação.
Imaginem vocês que dia desses, ao abrir meu Gmail, deparei-me com um pedido inusitado, toda uma história pessoal e uma motivação surpreendentes. Tudo assim, num parágrafo único e com um portfólio em anexo. Tum!

Tratava-se do designer português Rui Fernandes que depois de passar por várias cidades de lá trabalhando como Diretor de Criação resolveu largar tudo e se mudar para cá, para tentar tudo novamente.

Leitores portugueses não são raros por aqui. Tivemos o prazer de entrevistar o profissional de Ergonomia Ivo Gomes e a WebDesigner Margarida e muitos outros, acredito, já leram o MiniCurso, as entrevistas, nossas dicas etc.

Mas largar o país e vir para o Brasil, mas precisamente o Rio de Janeiro, essa era nova:

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Olha Rui, o CarreiraSolo é um espaço aberto para todos os freelancers mas o máximo que posso oferecer é um post, uma rápida entrevista e enviar seu portfólio para dois ou três contatos mais próximos que acredito possam se interessar por seu trabalho.

E tive como resposta uma das frases que já assumiu várias formas (impressão minha ou as coisas estão assumindo diversas formas ultimamente?) nestes quase três anos de blog, mas que adoro ouvir:

Nunca diga que é pouco aquilo que se disponibilizou a fazer por mim, ou que faz por outros, porque é raro encontrar pessoas como você.

Então vamos lá, seu Rui. Raro por aqui só os cabelos ultimamente…mas conte pra gente.

Como se deu sua formação aí em Portugal? Em que cidades atuou?

A minha formação como poderá ver no meu curriculum ficou pela frequência do curso superior de desenho, depois de no secundário ter feito o complementar de artes e técnicas gráficas numa das duas mais prestigiadas escolas de artes portuguesas (escola de artes e técnicas decorativas Soares dos Reis – Porto), curso superior esse do qual não cheguei a concluir o primeiro ano.

Porquê? Nessa época, um pouco à imagem de hoje, o ensino em Portugal pautava-se por constantes alterações na forma e no conteúdo, isto implicou que durante alguns anos a fórmula de acesso ao ensino superior fosse constantemente alterada, mais, dado que na altura o ensino privado era praticamente nulo e as vagas para o público eram muito reduzidas, muito boa gente viu-se obrigada a ficar de fora. No primeiro ano em que isto me sucedeu optei por começar a trabalhar como profissional liberal com o apoio do meu pai que, embora formado em engenharia, foi desde sempre um apaixonado pelas artes gráficas e um excelente pintor autodidacta (poderá ver uma pequena amostra do seu trabalho no meu portfolio em dois cartazes que fiz para exposições suas), no ano seguinte decidi candidatar-me então ao ensino privado na ESAP, onde fui admitido com a segunda melhor nota no curso de desenho, mas infelizmente por dificuldades financeiras que a minha família na altura atravessou e dado que as mensalidades do curso eram muito elevadas, fui obrigado a repensar as minhas opções e tomei a decisão de fazer da via profissional o meu curso permanente.

Até hoje nunca me arrependi, mais ainda porque naquela época aqui em Portugal o ensino do design gráfico (curso que eu verdadeiramente ansiava) ou de outros cursos ligados à comunicação e design eram, na minha opinião, bastante antiquados e algo fracos, ao contrário nas agências por onde passei tive sempre acesso, através de toda uma série de publicações (principalmente inglesas e americanas), do trabalho com profissionais experientes e de alguns contactos com associadas internacionais, a uma panóplia de informação e formação que me proporcionou um crescimento profissional e pessoal que julgo invulgares para um designer com a minha idade e limitações de base, dado não possuir habilitações académicas de nível superior.

Com esta formação auto imposta de forma contínua e por vezes quase obsessiva consegui chegar a director criativo do Grupo Bebiano – Porto, e mais tarde a director de arte da Direnor, imagem e comunicação – Braga, tendo sido nestas duas cidades, para além da minha terra natal, Ovar, que desenvolvi a maior parte da minha carreira.

Quais são suas qualificações atuais (programas, cursos etc) e o que pretende adicionar à sua experiência uma vez no Brasil?

A nível de programas, posso dizer que tanto em ambiente mac como pc, domino totalmente freehand e photoshop, parcialmente quase todos os outros programas do universo adobe e macromedia com excepção dos programas de elaboração de sites, uma vez que quando tive necessidade de construir os mesmos, limitei-me a fazer como que um storyboard que depois cedi a um amigo e óptimo profissional que se encarrega de por o site a funcionar, no entanto esta é uma das áreas em que estou agora a iniciar, mais uma vez por minha conta a aprendizagem, e que penso poderia aprender muito com seus compatriotas, para além de disso acho que também poderia beneficiar da vossa capacidade de comunicar, mensagens publicitárias, para aprender e retomar um pouco da minha carreira na área da publicidade, visto que ultimamente me tenho dedicado mais, ou quase exclusivamente, ao design gráfico.

Por que o mercado brasileiro?

Porquê o mercado brasileiro? Não é tanto o mercado brasileiro, mas sim o Brasil. Porquê? Poderia dizer-lhe que a paixão, o amor, a emoção não precisa de explicação, mas tentando racionalizar os sentimentos dir-lhe-ia que: um pouco desiludido com o rumo que o meu país há muito parece tomar, com a pouca identificação que desde sempre senti com a sua sociedade sempre tive alguma vontade de emigrar e pelas razões que de alguma forma expus na minha carta penso entender-se o porquê do Brasil.

Porquê o Rio e não outras cidades brasileiras? Porque sendo eu muito ligado á família, e tendo alguma necessidade de apoio numa primeira fase de adaptação a uma nova realidade, seria para mim importante estar em contacto, próximo, com ela aí no Rio, não coloco no entanto de parte a sua sugestão de poder trabalhar noutras cidades brasileiras, sendo que nesse caso a compensação financeira teria que ser mais atractiva, não que eu à partida esteja em busca da “árvore das patacas” mas porque penso que tudo o que implica de alguma forma um (sacrifício) merece ser compensado.

A reação
Viram só? O cara quer vir para nossa terrinha mesmo. Sei que alguns amigos aí vão levantar o dedo: mas se já está difícil pra gente, vai importar designer de portugal? Se esta dúvida ocorrer a vocês, leiam a parte em que falei sobre ação e reação.

A minha foi mandar o portfólio do Rui Fernandes para dois diretores de criação. E a de vocês, qual será? Mandar um e-mail agora para o Rui indicando uma oportunidade por aqui, por exemplo?


Publicado em 16/11/2006 às 7:00 na categoria Inspiração, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Kirigami. Cartões Pessoais artesanais. Solução diferenciada

Mauro Amaral

Editor Chefe

kirigami_autor.jpgVou confessar uma coisa aqui que achei que nunca teria coragem: eu nunca tive um cartão pessoal. Sabe esses que você entrega na reunião com o cliente? Nada. Já tive portfólios diferenciados, peças promocionais sobre meu trabalho, e-mail marketing…o escambau. Mas o bom e velho retângulo de cartolina…nunca tive. Isso porque nunca havia chegado a um layout/formato que me agradasse verdadeiramente.

Então, sem mais nem porque, recebi um e-mail do Daniel, da KYD – Design&Paper, que trabalha com Cartões Pessoais em Kirigami, ou seja, a mistura de kiri (corte) + kami (papel). O resultado, que vocês podem ver ao final da entrevista é simplesmente de cair o queixo.

Trocamos e-mails esta semana e fechamos esta entrevista que conta um pouco da história da técnica e de como ele trabalha com parceiros em diversos tipos de projeto. Achei bacana trazer para vocês aqui. Não deixem de comentar, visitar o site e encomendar os seus.
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Publicado em 31/07/2006 às 7:00 na categoria Inspiração, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Blog Corporativo já tem seu primeiro livro no Brasil

Mauro Amaral

Editor Chefe

Ter um Blog, segundo Jonathan Schwartz, presidente da Sun Microsystems, “…será tão obrigatório quanto possuir um e-mail ou um telefone, quem não tiver um blog se tornará inútil.” Eu particularmente não sou tão radical. Acho que ter uma opinião é ainda mais importante.

Por exemplo: minha humilde opinião é que a empresa que não percebeu o poder que um Blog Corporativo tem na condução da relação de sua marca com seus diversos públicos, está deixando o bonde passar.

Blogs Corporativos têm representado para empresas de todo mundo um canal de comunicação não só útil como fundamental nesta era em que o fluxo de opiniões é quase ou mais importante do que produtos e serviços.

Fábio Cipriani também tem uma opinião parecida e com esta e muitas outras idéias na cabeça, saiu a campo para coletar material , entrevistar vários profissionais e trazer para o mercado brasileiro o primeiro livro sobre Blogs Corporativos.

Na entrevista que segue após seu clique, Fabio (que conheci através de seu excelente Serendipidade), contou um pouco do processo criativo ao redor da idéia, das principais tendências de mercado e de como a Blogs Corporativos e demais Blogs conversarão.

Por falar em conversa não deixe de registrar seu comentário. O meu primeiro é que sinto-me enormemente honrado de poder ter feito esta entrevista, ocorrida nas últimas duas semanas por e-mail.

Vocês vêm com a gente?
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Publicado em 22/05/2006 às 9:20 na categoria Inspiração, Paposolo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.