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Arquivo para a categoria 'Blogosfera'

Read/WriteWeb analisa aplicações Web 2.0 brasileiras

Mauro Amaral

Editor Chefe

Acompanho o Read/WriteWeb há uns 2 anos e de lá tirei conceitos interessantes sobre o que ele chamada de Web como Plataforma…ou, mais popularmente, a Web 2.0.

Mas como tudo o que nos cerca é um círculo infinito de voltas e mais voltas, quis o destino que o amigo Fábio Seixas, como qual já escrevi um post coletivo sobre o mesmo tema, fosse a fonte do autor do Read/Write, o Richard Maccmanus, para um interessante post sobre aplicativos Web 2.0 aqui no Brasil.

O texto é bastante isento, sem armadilhas ou estranhamentos gringos tradicionais e faz um raio-x interessante. Tão interessante que até tiramos uma casquinha, aparecendo na home do BlogBlogs, um dos aplicativos citados.

Recomendo a leitura:

> Primeiro do post do Read/Write
> E depois, se você ainda não leu, do que escrevemos em conjunto aqui no CarreiraSolo sobre Web 2.0


Publicado em 11/09/2006 às 11:02 na categoria Blogosfera, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Camiseteria. Um ano de mangas arregaçadas!

Mauro Amaral

Editor Chefe

Fábio Seixas, o camiseteiro mor, manda avisar que para comemorar o primeiro ano de seu honrado estabelecimento mandou preparar iguarias e acepipes de dar inveja a massa blogueira. Acompanhem comigo no replay:

1. Promoção de Aniversário

Todas as camisetas com 15% desconto até sexta-feira (25/08/2006)! Corram porque o nosso estoque continua limitado!

2. Scrapbook (Sistema de Mensagens)

Agora você pode trocar mensagens com outras pessoas dentro do Camiseteria. Basta acessar o perfil do usuário e digitar sua mensagem no “Scrapbook” do seu amigo, colega, pretendente ou… Bom, vocês entenderam! :D

3. BlogBox (Blog Coletivo + Fórum)

Fábio, eu daqui e acredito que os leitores do CarreiraSolo de onde estiverem (ontem tivemos um amigo de Tel Aviv e outro de Rheinland-Pfalz, na Alemanha), enfim, todos nós, estamos torcendo para o sucesso desta grande idéia.

Galera, mandem suas estampas. Interessados, comprem seus modelos agora mesmo.


Publicado em 22/08/2006 às 6:54 na categoria Blogosfera, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

BlogBlogs. Já estou lá, e você?

Mauro Amaral

Editor Chefe

Blogópolis deu mais uma prova de que não está para brincadeira. Inaugurou sua primeira grande rede de blogs, ao melhor estilo Techonorati. Será que vamos nós criar nossa “Grande Cauda”?

De cara, me chateou um pouco a miopia dos participantes, que insistem em bater na mesma…tecla? Ou seja: muita pornografia e pouco conteúdo relevante. Ok, para o público é relevante. Mas para a relevância do meio, devemos investir em outros públicos.

Enfim, vamos navegando e testando. E vocês, clientes, leitores e amigos: confiram o BlogBLogs.


Publicado em 24/07/2006 às 11:47 na categoria Blogosfera, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

O melhor da festa é na cozinha.

Mauro Amaral

Editor Chefe

Pergunte a dez estrelas de hollywood, a cem mestres hindús, a mil presidentes ou a um milhão de papas, e a resposta será a mesma: o melhor de qualquer festa é na cozinha. Não importa a raça, o credo ou o sexo, todos concordam. E quem seria eu se discordasse?

Reunidos no último sábado numa mesa de restaurante no Centro do Rio, eu, a patroa, Fábio Seixas, Felipe Memória e Luli Radfaher, conversamos uns muito rapidamente, outros acaloradamente, sobre várias coisas. Separei cinco destes temas para partilhar com vocês.

São cinco temas e, ao final, um convite. Quem se habilita?
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Publicado em 08/05/2006 às 10:15 na categoria Blogosfera, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Os tagueadores estão chegando. Estão chegando os tagueadores.

Mauro Amaral

Editor Chefe

tagueadores.jpgEles são discretos e silenciosos, moram bem longe dos homens. Escolhem com carinho a hora e o tempo do seu precioso trabalho. São pacientes, assíduos e perseverantes. E, quando não o são, evitam qualquer relação com pessoas de temperamento sórdido.

Assim que li o já famoso post State of The Blogosphere , que o Editor do Blog do Technorati, Dave Sifry, publicou no último dia 14 de fevereiro, a letra do clássico do Jorge Bem não me saiu mais da cabeça.

Sim, porque em um tom discreto e silencioso, os autores de blogs escolheram muito bem a hora de fazer seu trabalho. E, hoje, quando o mundo inteiro navega ao sabor de assuntos, dos mais específicos aos genéricos, eles estão com os vasos de vidro e os copos de louça prontos para consolidar um novo modelo de comunicação.

Um modelo que, arrisco, vai impactar o jornalismo, a propaganda, a indústria editorial, eu e você.

Todos que dependerem de conteúdo vão descobrir que, na verdade, a partir de agora, o conteúdo é que depende de nós.

Neste segundo post coletivo do Carreirasolo, uma parceria com o www.brandgame.net vamos discutir os impactos que os conceitos lançados por este artigo podem trazer para a cabeça de quem produz conteúdo.

Mas de que falava o State of The Blogosphere?

A Technorati publicou em duas partes no mês de Fevereiro (dias 06 e 14) uma nova edição da pesquisa State of the Blogosphere, que se iniciou em Outubro de 2004 como um trabalho atualizado regularmente de monitoramento da Blogosfera. O que dá autoridade à Technorati para falar sobre blogs é o fato de atualmente acompanhar mais de 28,9 milhões deles por todo o mundo e de fazê-lo já há algum tempo, com uma massa de blogs que aumentou 60 vezes nos últimos 3 anos.

  • Se você acabou de pousar no planeta terra…um blog é um diário mantido na web, de uma forma dinâmica, fluida, mais parecida com uma conversa do que com uma obra literária. Ele permite interação com os leitores, sob a forma de comentários, sendo um veículo mais adequado a dinâmica da nossa querida www.
  • Alguns números: 11% dos usuários da web, 50 milhões de pessoas, mantém um registro desse tipo, e 12,000 novos são criados a cada dia, sendo feitos mais de 50,000 novos posts a cada hora. Novo conteúdo é gerado pelos usuários a cada segundo, num rápido e claro movimento de transformação do consumo de mídia, principalmente pelos jovens adultos.

Claro, os sites mais acessados do mundo continuam sendo de grandes veículos de mídia tradicional, mas, pasmem, o décimo segundo maior já é um blog!!! (www.boingboing.com).

Long Tail e Middle Magic

Mas vamos ao que interessa: o estudo discute dois pontos interessantes para a nossa atenção. Estatisticamente, dos 29 milhões de blogs, é fácil inferir que há muitos, mas muitos mesmos, que são linkados por poucos outros sites e blogs , formando aquilo que se denominou Long Tail uma enorme massa de blogs de pequeno público, os 80% restantes de Pareto…

  • Lembre-se: da mesma forma que o Page Rank, o algoritmo do Google, a Technorati também mede autoridade de um blog pelo número de links em outras páginas.

Só que entre aquilo que se chama A list, blogs como BoingBoing e Engadget e o long tail, existe um grupo de blogs interessantes, influenciadores e focados. Esses blogs são temáticos, tem conteúdo específico, como culinária, som, tecnologia, programação. A esse grupo de blogs, linkados por outros 20 a 1,000 internautas, o State of the Blogsphere chamou de Magic Middle. É lá que estão os autores como o Carlos Merigo, do blog Brainstorm#9, brasileiro mais lido sob o tag Marketing.

O tag funciona como fichar um livro, ou referenciar uma dissertação de Mestrado com relação a que assuntos aborda. Na imensa Blogosfera, o tag diz em que prateleira cada página se encontra, tornando mais amigável o processo de busca.

Brasil: faltam ainda blogs ultra-específicos?

Quem começou a trabalhar no meio da década de 90 e desde lá tinha a ousadia de tentar explicar o modelo de agências de propaganda, clientes e diversos outros atores do mundo da comunicação acostumou-se a ouvir duas palavras: reengenharia e generalistas. A primeira tratava de reduzir o quadro das empresas ao mínimo tolerável. A segunda, em divulgar para o mercado que um novo perfil surgira. Ele sabia de tudo, mesmo que superficialmente e brilhava em palestras, em reuniões, em simpósios e eventos.

Com o tempo, as duas tendências foram amainando e, os mais antenados entenderam que mais valia (ops, Marx agora não) ter uma empresa enxuta e com objetivos e missões claras e profissionais especializados em solucionar os problemas de seus clientes.

Não que soubessem de tudo, mas tivessem algumas especialidades que somadas ao seu networking e vontade de trabalhar resultassem em retorno de investimento, ou, como preferirem, valorizassem o dinheiro investido em suas idéias.

A Blogosfera é uma terra indomada ainda e talvez não consigamos jamais segurar as rédeas deste unicórnio que nasceu para ser livre, mitológico e supostamente dotado de poderes mágicos. Como salvar empresas, catapultar editores ao estrelato, vender produtos, gerar renda através de conteúdo, dentro de empresas mudar planejamentos de marketing, mudar a vida e a opinião dos leitores, …o escambau.

Mas assim como as duas tendências de mercado, precisa encontrar seu próprio tempo e amainar, sossegar. Dentro desta visão, os Blogs Genéricos são ainda desassossegados, querentes de muitas coisas e realizações, fatos e fotos, mas sem um fio condutor. Foram ótimos para o lançamento da tendência (meio, ferramenta, técnica?) mas hoje o cenário carece de uma atenção diferenciada.É a hora e a vez dos tagueadores.

Venha, me dê a mão, venha conhecer minha história.

Os blogs específicos, que começam a pipocar no cenário da Blogosfera Nacional vêm para pegar o leitor pela mão, lembram? Clarice? Ser a peça que faltava entre o tema de interesse do leitor e a imensa massa amorfa de informações diárias, na velocidade da luz que hoje a web representa.

São agregadores de opinões e encontram sucesso (i.e. audiência, linkagem generalizada) quando criam um fluxo ininterrupto delas. Sejam nos posts em si, nos temas que levantam, nos memes que criam, nos comentários que geram, nas tags que dominam. Citando rapidamente alguns exemplos: DigitalMinds, RadarPop, Tableless, entre outros; tem leitores ávidos por seus temas centrais, geram buzz a todo momento e, em ferramentas como o Technorati estão começando a aparecer. E o tag, que maravilha, além de tudo, torna esses autores, esses blogs muito mais fáceis de achar.

Quanto mais específico o blog, maiores as chances de ele encontrar um grupo de leitores fiéis que o revisitam regularmente e o divulgam criando um saudável word-of-mouth voltado para um determinado conteúdo…É o magic middle versão verde-amarela.

Assunto quente!

Alguns autores da blogosfera nacional questionaram nas últimas semanas porque não estamos tão bem posicionados como os gringos. O brasileiro não lê e nem comenta blogs. O brasileiro não linka e considera seus colegas como concorrentes. A blogosfera brasileira não vai para frente…enfim, opiniões valiosas, relacionadas ao final deste artigo.

Aí me deu até a sensação que chamo de “sentado num departamento de criação de agência de propaganda multinacional”. Ficava eu olhando os colegas ao meu lado e tentando entender porque aquele diretor de arte se achava em NY, Milão ou Londres. Porque recebia o briefing e, alheio ao mundo lá fora, criava para um público, que considerava seu amigo-imaginário. É sempre o mesmo e não cresce com você. O mesmo que assina os jornais que ele lê como referência, o mesmo que compra os carros que ele anuncia, o mesmo que ele vai encontrar no almoço.

Enfim, um público pouco variado. E pequeno. Vivemos num país de renda ultra-concentrada porém criativo e comunicativo por natureza. A união disso? Gente que só pode consumir o sonho de consumir (mais detalhes em: Cliente de Marca Pirateada também tem valor).Acho que com os Editores da Blogosfera está acontecendo a mesma coisa.

Amigos, o brasileiro precisa apenas comer.

O que me levou a pensar o seguinte. Pode ser, eu disse pode ser, que estejamos num limite quantitativo entre aqueles que escrevem e os que supostamente podem ler. E entender. Somos nossa própria audiência.

Enquanto discutimos como e porque precisamos ser mais lidos, comentados e linkados para aparecer no Technorati, talvez tenhamos nos esquecido que precisamos antes de mais nada, criar um público não somente leitor, mas um público produtor de conteúdo e conectado a sua própria realidade.

Talvez a grande missão, o meme supremo dos Editores de Blogs nacionais seja criar a Blogosfera mais participativa, atuante, real, nacional, única…do planeta. Vamos divulgar os talentos dos amigos (dos reais e dos virtuais que acabamos fazendo aqui e ali) E aí, quem vai precisar de Technorati?

Chegou a hora.

E você não está de fora. Que tal nos reunirmos e pensarmos como fomentar essa brincadeira? Só tá lendo e não tá escrevendo ainda??? Muita gente boa já começou a batucar no teclado, veja:

Viu só? Tá esperando o quê??? Eleja seu tag e junte-se ao Magic middle, pra não ficar mofando no long-tail.


Publicado em 11/04/2006 às 10:47 na categoria Blogosfera, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

As Tags de José Arcadio Buendia

Mauro Amaral

Editor Chefe

Cem anos de Solidão foi escrito em 1967 por Gabriel García Márquez[bb]. É considerado umas das maiores obras em língua espanhola, responsável, inclusive, pelo renascimento do idioma na literatura mundial. Eu considero o melhor livro que já li na vida, numa vida ainda curta, se Deus quiser longe de terminar, e já com alguns livros lidos.

O que me fez lembrar este trecho, quando escrevia sobre as mudanças no layout do www.carreirasolo.org, foram as etiquetas que davam nome as coisas.

Na passagem que mencionei, a pequena aldeia de Macondo está inteiramente contaminada por uma epidemia que fez seus habitantes perderem a vontade de dormir. Como efeito colateral a memória de todos começa a desaparecer e, com ela, os SIGNIFICADOS das COISAS que os rodeiam. A crise se agrava quando perde-se também a noção exata da função das coisas, seu propósito no mundo.

Aureliano, filho de José Arcádio, soluciona o problema colando etiquetas com os nomes das coisas e, em alguns casos, descrevendo sua função. Em alguns dias, seu laboratório (ele ainda é apenas um ourives que faz peixinhos de ouro) está repleto de etiquetas: lápis, carimbo, papel, fogareiro etc.

Num ato consciente e particular ele organizou um mundo com falta de memória e que não conseguia desligar (dormir), mesmo que por alguns momentos, da realidade.

Clique e leia este trecho.

E o que seria hoje a sopa digital em que vivemos? Não seria nossa própria epidemia de insônia? Vindo de nenhum lugar, pelo vento, pelos fios, nos deixam sem dormir num eterno ato contínuo de consumo de informação. No início, como os habitantes de Macondo, até gostamos da idéia: tudo sempre à disposição 24 horas por dias todos os dias da vida. Mas aí sobreveio o cansaço e o que era bênção virou maldição. Tendinites, cefaléias, desencontros profissionais etc etc.

Não conseguimos desligar (dormir) de nossa realidade e, ela mesma, nos dá pistas de não existir totalmente.

Egípicios, Judeus, Proto-Cristãos e Maçons.

Eis que começamos a colar nossas etiquetas. Nossas fotos receberam suas etiquetas no Flickr, nossos textos e links do del.icio.us. O Technorati (quem já jogou RPG e GURPS aí na Platéia? Technorati não parece nome de clã de vampiros?) nos classificou em etiquetas e nelas aplicou classificações que versam sobre autoridade, popularidade e uma série de índices.

Novidade dos tempos modernos? Nada: egípicios criaram os primeiros hieróglifos para representar (aprisionar) o poder místico de seus Deuses-Reis, Judeus interpolam a Torah nos últimos cinco mil anos tentando achar o significado do todo, nas pequenas coisas-palavras-conceitos; Cristãos foram chamados de “O povo do livro” porque deles veio o hábito de encadernar os rolos sagrados tornando-os mais portáteis e próprios a sua missão de divulgadores da bo(ss)a-nova. Maços e demais iniciáticos cifram documentos secretos em seu canto superior direito para só os irmanados em sua seita poderem entender e decifrar. Etiquetar o mundo não é novidade.

Só que tem uma diferença com o mundo das tags de hoje e as de Aureliano Buendia, Faraós, Cabalistas, Apóstolos e Grãos-Mestres…

…organizamos o caos com o caos pessoal.

A Tagsonomia versa sobre uma classificação através de nomes de uma realidade que em sua essência é caótica e irregulável. Reino imperfeito da entropia, como a vida, vá lá. A mesma foto, por exemplo, de um ato terrorista no Flickr receberia de mim uma tag HORROR, ou HISTÓRIA e de um jornalista, por exemplo, receberia outra: PAUTA, BIN LADEN.

A partir deste exemplo simples imagine notícias sobre um fato relevante sobre a política; um lançamento de um filme, um perfil de Orkut etc etc. Criamos mil organizações. Padrão nenhum é nenhum padrão?

Tag-o ou deixe-o!

Mais ou menos. Profissionais de Comunicação, Freelancers ou não, que somos devemos começar a farejar o diferencial que existirá em saber ficar de pé na prancha da Taglândia.

  • Imaginem poder oferecer como diferencial a nossos clientes a habilidade de ser o mais representativo na TAG Limpeza. Quanto será que vale esta liderança para a Procter&Gamble?
  • E a maior autoridade da TAG DVD. Por quanto será que a Sony vai querer contratar o Editor de um blog que domine esta TAG?
  • Você já pararam para pensar como será analisar as clouds de Tags (a Taglâdia logo abaixo) de um artigo digamos, do próximo candidato da presidência da República? Ou de todos os candidatos?
  • E que tal desafiar um cliente assim: se em três meses eu te der a liderança dos assuntos VEÍCULOS, VELOCIDADE, AUTOMÓVEIS, ESTILO, STATUS, HOMEM, COURO, MOTOR E FÓRMULA 1, você leva a conta para minha agência? E se o cliente em questão for o Presidente da Volkswagen?

Vão, vão, espalhem a idéia.

É isso turma. Queria convidar vocês a pensar seriamente sobre isso. Tragam suas idéias, criem posts em seus blogs respondendo a estas perguntas acima. Vamos fazer um barulho e entender como transformar a Taglândia numa fonte de Negócios novos e interessantes?


Publicado em 24/03/2006 às 3:00 na categoria Blogosfera, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Chaplin, Marx e Katilce. Quatro mil e trezentas pageviews depois.

Mauro Amaral

Editor Chefe

Hoje o efeito Katilce, um post que sozinho gerou mais de quatro mil pageviews em poucas semanas, volta como tema de uma reflexão que sugeri a um amigo de muito tempo, hoje economista lá em Brasília, trabalhando em um instituto de pesquisa governamental.

Tasquei na lata uma pergunta quase acadêmica:

A universalização da produção de informação armazenada trará que conseqüências econômicas imediatas?

Fizemos um post meio em conjunto, costuramos as idéias e estamos trazendo as conclusões aqui para vocês. Antes de mais nada, obrigado pelos links, comentários, citações e tudo mais, no já citado post. Mas vamos em frente. Ah, antes de mais nada: este post tem uma coluna à direita com livros e DVD´s que achei interessante destacar como complemento ao que está sendo discutido aqui. Quem quiser, pode já adquitir o(s) seu(s) exemplar(es), bastando para isso clicar nas imagens.

Ideologia, eu quero uma para esquecer.

karlmarx_livro.jpg[bb]Como diria o velho barbudo, Karl Marx, a sociedade como nós a conhecemos depende da IDEOLOGIA e da ALIENAÇÃO. Se todos nos tornarmos hippies anabatistas e virarmos as costas para o consumo, o mundo como nós o vivemos acaba, e nascerá outro. Mas apenas extremas minorias assumem outras posturas. No geral, PRECISAMOS consumir – livros, carros, pornografia, TVs de Plasma ou verduras hidroponicas ultra-vanguardistas, vai do gosto do freguês. Mas PRECISAMOS.

Setenta por cento deste país vive com um dígito a menos de renda do que eu e você. Uma boa parcela dessa galera vive tão feliz quanto nós. Fomos crianças e adolescentes junto dessa galera (Nota do Editor: para quem não sabe eu, meus irmãos, este meu amigo e tantos outros fomos criados no que aqui no rio chama-se de subúrbio.), nos tornamos classe média e vivemos em pânico com nossos filhos e sobrinhos que já nasceram classe média e não estão nem aí para os contratos de vida que nós julgamos importantes – como, por exemplo, se dedicar nos estudos pra “subir na vida” e coisa e tal.

miserias_livro.jpg[bb]Mas alguém pretende mudar prum subúrbio mais tranqüilo? Tirar o filho daquele colégio particular top-top que no fim das contas treina a garotada pro Vestibular mas não está nem aí pra EDUCAR UM CIDADÂO, assim em caixa alta, mesmo? Parar de juntar uma puta grana para comprar um Tv de Plasma?? Pois é. Somos convencidos pela Ideologia a ter um comportamento estritamente necessário pra Metropólis de Lang funcionar. Mas não temos a menor noção disso, porque somos Alienados, desconhecemos o nosso real papel como engrenagens, pelo simples fato de não imaginar como seria a vida em outra “maquina”.

Engana-se quem pensa que somos nós que comandamos as máquinas – o Marx, lá atrás, olhava as primeiras máquinas têxteis a vapor e percebeu a mudança – coçava a barba e pensava – “Humm…” Charles Chaplin expressou como ninguém esse choque, no seu “Tempos Modernos”: se os artesãos comandavam suas ferramentas, os operários não comandavam suas máquinas – elas é que ditavam o ritmo. “Ah, o mundo hoje está super-ultra-hiper mudado, com as novas tecnologias, a globalização, bla,blá,blá.”

Será? As DORTs não estão aí super-ultra-hiper renovadas? E a massa de informações , que nos tornaria mais livres-pensantes – “Informação é poder” – não nos tornou Dataholics escravos dos Feeds que nos tiram aquele tempo em que iríamos ao cinema, leríamos um bom livro, dentre outras coisas muuuuito mais importantes?? Pois é.

Tudo muda, mas Belchior estava correto, em mais de um sentido: “ainda somos os mesmos, e vivemos como nossos pais…”

Reflexo sem reflexão

O que a geração desenfreada e universal de informação pode impactar nisso? Se lembrarmos que a maioria das estruturas fundamentais parecem diferentes, mas continuam as mesmas, em essência, o ceticismo cresce, dificultando muito a minha esperança Trekker de que o futuro trará um mundo melhor. Fico tentado a considerar uma visão pessimista e elitista – estaremos nos tornando mais conservadores. O homem comum é ignorante – no sentido estrito da palavra-, imediatista, conservador e pouco dado a reflexões.

temposmodernos_dvd.jpg[bb]Como pode um Morumbi e uma Rede Globo inteira cantar “I still haven´t found” e NÃO refletir??) A imensa quantidade de informação pode nos levar a uma nova era obscurantista, porque não estamos preparados pra interpretá-las, na média

Para ilustrar, ela volta. Há dois tipos de recados predominantes no Orkut da Katilce; “Parabéns, que inveja” e “Porra, vc transformou o seu namorado no corno do ano”. Milhares de pessoas escrevendo sobre um show onde mais da metade das músicas e mensagens são pacifistas e cristãs no sentido “direto do autor” do termo, e olhem o que ficou na mente dessas pessoas.

Aliás, não sei como foram os jornais das outras cidades, mas uma matéria do Correio Braziliense do dia 5 de março, foi na mesma linha: dedicou uma página para debater com os jovens e psicólogos daqui uma questão profunda – “Selinho no Ídolo é traição??” “Você encerraria o seu casamento ou namoro?”. As respostas da “juventude” são simplesmente assustadoras, quase na linha “Quié isso rapá? Mulher minha se dá um selinho em outro homem nem precisa voltar pra casa.”

Em outras palavras, informação não é conhecimento. Um chip Matrix NÃO te dará a experiência de um Mestre Shaolin. Te transformará num Pitboy que luta muito kung fu, só isso.

Por outro lado, isto tudo permite que aqueles que têm algo a dizer consigam ser ouvidos, antes e apesar das estruturas de mídia business – mesmo que os nossos melhores exemplos até aqui sejam a Bruna Surfistinha, o Cocadaboa e o Vizinho do Jefferson. Mas, poxa, temos o filme mais visto da história da Finlândia – que nunca foi exibido nos cinemas -, as bandas que “estouram” através dos MP3 nos sites, em cidades a milhares de km de distancia da sua residência.

A mídia convencional terá que incorporar esses “novos nomes” o tempo todo, pra poder sobreviver.

E aí volta aquela discussão da época da “bolha” – a indústria estabelecida saberá incorporar estes nomes e fenômenos? Ou assistiremos a criação de novos impérios? A Academia lancará Oscars para filmes virtuais?? Ou a premiação do Oscar perderá o sentido?

Em vez de abrirmos jornais ou vermos o Jornal Nacional, abriremos um dúzia de blogs de pessoas com opinião representativa pra nós?? Tudo isso acontece já, sim e não, ao mesmo tempo.

O Caderno Cultural de qualquer jornal que não seja a Folha de SP já corre atrás, com 48 horas de atraso, do Omelete – pelo menos no que diz respeito a cinema. Nunca mais li uma novidade nesses cadernos. Por outro lado, o Mauricio Ricardo, do www.charges.com, já realiza trabalhos periodicamente para a Globo. E na parte de política e economia, não aconteceu nada semelhante – há rostos da midia tradicional como o Ricardo Noblat e a Lílian Witte Fibe surfando uma nova mídia, mas não há ainda uma “BrunaSurfistinha” falando da vida econômica como ela é.

Resumindo, a discussão levantada no CarreiraSolo tem fundamento, sim, quando vocês percebem que há um espaço não ocupado entre a produção de conteúdo e o mercado pra esse conteúdo – sejam clientes corporativos ou consumidores diretos. São esses caras e/ou empresas que vão definir o resultado final dessa zona. Porque os “novos produtores de informação” , sinto muito, não estão nem aí.


metropolis_dvf.jpg
Neste ponto chegamos a um questionamento fundamental:

Como nos dividiremos? Entre Jedis e Siths? E onde estarão os Jedis? Intermediando a transformação das empresas tradicionais ou criando novas estruturas??

Prefiro ser o Jedi que distribui pílulas para quem quiser sair desta Matrix. E o Sith que leva este conhecimento a empresas que queriam faturar.

zeh.jpgEste Post coletivo foi escrito, produzido e dirigido por Mauro Amaral e este camarada da foto logo abaixo.
José Aparecido Carlos Ribeiro, casado, 31 anos, é economista, professor, baixista e leitor voraz de HQs, não necessariamente nessa ordem. Já tocou comigo numa banda de subúrbio e, em Brasília, teve algumas temporadas de relativo sucesso nas festas da UNB e nos bares da cidade com a TAXI BLUES. Já foi professor-subsitituto na Universidade Federal Rural do RJ; Estagiário Docente (PED) na Unicamp; e professor da AEUDF – atual Centro Universitário UniDF. Trabalha como pesquisador no Instituto de Pesquisa Economica Aplicada, na área de Políticas Sociais, está adorando a fase de Joss Whedon como roteirista de X-Men, e garante que estava sóbrio durante as nossas conversas por email que confeccionaram este post – ainda que as mesmas tenham se realizado durante o Carnaval.”


Publicado em 08/03/2006 às 2:07 na categoria Blogosfera, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Wasabi. O agregador de conteúdo brasileiro com clima Zen só para os mais chegados

Mauro Amaral

Editor Chefe

A semana começou com um convite do amigo CrisDias para entrar em mais uma rede social, desta vez com nome de tempero de comida japonesa, o Wasabi. Entrei cadastrei e achei um barato. Ainda temos muito o que contribuir, seja populando a comunidade, ou indicando melhorias que vamos descobrir, claro, com o uso.

Fuçador que sou rapidamente entrei em contato com um dos criadores da brincadeira, Danilo Medeiros, e trocamos alguns e-mails. Resultado? Uma pequena entrevistinha, que segue para o deleite de vocês. Não percam uma só linha.
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Publicado em 07/02/2006 às 12:01 na categoria Blogosfera, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Web 2.0. Você sabe o que é ? Nossos clientes também não.

Mauro Amaral

Editor Chefe

Sumário:
Depois de bolhas, tsunamis, katrinas, terremotos e demais catástrofes não anunciadas, parece que podemos divisar uma bonança no cenário internético: a Web 2.0. Se você acha que já ouviu falar é porque ainda não percebeu que já faz parte dela. Se está estudando sobre o assunto, como a equipe que produziu este post, já entendeu o mar de oportunidades que a tagsonomia, o conteúdo em XML, linguagens de programação como o AJAX, a supremacia do Google como lançador de memes virtuais e tantos outros assuntos representam.

E se você ficou perdido com esta rajada inicial de petardos, fique tranqüilo. Vamos explicar, mas não tão devagar, porque tem muito trabalho esperando por aqueles que abrirem os olhos agora.

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Publicado em 19/10/2005 às 7:00 na categoria Blogosfera, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Persona única. Vozes várias

Mauro Amaral

Editor Chefe

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Recebo um link de um amigo pouco internético com o pedido que eu divulgue e dissemine o portfólio de uma diretora de arte sua amiga que muito precisa se recolocar no mercado de trabalho. Ela faz freelas, mas como teve um filho agora, sabe como é, está procurando um emprego fixo.

Nem entrei no mérito do nosso assunto aqui. Até porque, bom já estou eu entrando no mérito do nosso assunto aqui, cada um escolhe a melhor fórmula de lidar com seu fazer profissional. O papo é justamente sobre o link, sobre o site ou sites vários que eu e vocês, mais atentos ao mundo digital temos.

O papo é sobre a Persona Digital de cada um. Como anda a sua? Em quantos lugares você está e de quantas formas diferentes? Em que a diversidade ou unicidade ajudou a fechar um projeto, conhecer pessoas interessantes, escrever um livro, plantar uma árvore ou planejar vários filhos?

Respondo com uma rápida passagem pelas minhas.
Até bem pouco tempo atrás, talves menos de dois meses, eu tinha três personas mais ou menos atuantes. Mauro Amaral que escreve no carreirasolo, o antigo mamaral (a origem remonta a minha conta de e-mail numa produtora web carioca) e uma última, mmrl, redução sem vogais da primeira; uma tentativa meio hebraico-cabalística para desovar minhas tendências literárias em contos rápidos, crônicas suburbanas e coisas do gênero.

Mas é muito melhor ser um só.
Só que, de uma hora para outra, outros três amigos me chamaram para um projeto pra lá de interessante, o Sublinhado, um espaço que estamos cultivando todo dia, com pequenos posts sobre cultura, literatura, entretenimento etc etc. E aí pensei: isso só vai funcionar se dermos a cara à tapa. Se nossa opinião, uma espécie de versão txt de nossa personalidade, casar com a cara que aparece aqui e ali nos registros fotográficos do Nababu, o Amaury Junior da BlogosferaBr, no Orkut, no Multiply, no Technorati e em todo lugar.

Então, em vez de criar um de mim para cada espaço, porque não amarrar todos os canais a uma única fonte geradora? Nada demais ela ser plural, idiossincrático, intempestivo, contraditório, complementar, contemplativo…desde que seja uma só. E assim, tirei a cara de periquito (uma ilustração presentada pelo amigo Diego, dos tempos de uma produtora web ipanemense…), e troquei pela minha foto atual. E como passo final, mando a lista completa logo abaixo. Se você ainda não conhece os lugares onde esta foto e seu autor aparecerão quase que diariamente, vai aí o mapa da mina, ou da estrada, ou do desvio….

SublinhadoURL / Feed
Onde faço críticas sobre Livros, Cd´s e DVD´s que acredito serem interessantes. O barato do espaço é que criamos o conceito todo de frente pra praia, numa vigaem que o Bia e o Galvão fizeram para comemorar a ida do Alex para…bem, o Reino de Oz.

PessoaFísicaURL / Feed
Quem me conhece sabe que ando na rua meio que avoado, olhando para todos e para ninguém. É costumeiro, por exemplo, quando saio para jantar com a cara-metade passarmos boa parte do tempo analistando todos ao redor. O projeto nasceu desta mania: indentificar as pessoasfísicas em cada uma das situações, inclusive as fictícias, e traçar um rápido comentários sobre elas.

CamiseteriaPerfil
O primeiro projeto Web2.0 da InternetBr vai de vento em popa (post aqui). Tenho lá meu perfil e, apesar de mandar gente todo dia, ninguém ainda comprou. Vambora coçar o bolso aí galera?

OrkutPerfilComunidade
Já são quase 400 contatos. A todos vocês muito obrigado. Continuem sempre lendo os e-mails de divulgação que mando, lendo os posts de nossa comunidade etc etc.

MultiplyPerfil
É uma espécie de posto de fronteira do carreirasolo. Gosto demais de algumas das funcionalidades do ambiente. Vale a visita

TechnoratiPerfil
Aos poucos vamos sendo linkados e em algmas tags (Inspiração e Artigos) aparecemos bem posicionados. Quer melhorar esta figura? Linkanóis.

Que tal uma pergunta para fechar?
Fiquei aqui mais ou menos uma hora preparando este post, enquanto as crianças desenhavam ao pé da mesa. De sua imaginação ainda intocada (5 e 3 anos) brotam cenas imaginárias, realidades interessantíssimas, um mundo virtual só delas, em que, elas mesmas, se manifestam em formato de sóis que lutam com a lua, em carnavais com banderinhas de São João, árvores, cachorros etc. Não é a mesma coisa? Não é isso que fazemos? Manifestamos nós mesmos em realidades que acreditamos?

E vocês, acreditam em quê?


Publicado em 08/09/2005 às 9:50 na categoria Blogosfera, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.