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Que horas devo acordar para começar no meu home-office?

Regalona
Creative Commons License photo credit: Antífama

No episódio 29 do FalaFreela, nosso podcast, em resposta a pergunta do leitor/ouvinte Wendley Leal, disse que para questões como a dele a melhor coisa era “evocar a boa e velha disciplina”.

Para responder a dúvida título deste post e determinar qual a melhor hora para acordar em seu home-office, o caminho é semelhante. Depois de conquistar o privilégio da independência, instalado em seu próprio local e ritmo, envolto por tudo aquilo e aqueles que você mais gosta… vem a rotina

E com ela, um pouco de dificuldade em estabelecer uma rotina saudável e produtiva. Uma das questões que assola o freelancer é a determinação do horário de início de seus afazeres diários.

Muita gente, liberada do ambiente tradicional, do chefe a espreita, da pressão dos amigos, vê desaparecer o compromisso e as horas em procastinações e tarefas inúteis resultando num final de dia não muito bom com a sensação de que nada aconteceu. Tem como evitar esse tipo de coisa? Sim, claro.

Primeiro, o freela full-time.

Seu chefe é você, seu colega de trabalho é você. Mas os clientes não. Os clientes, são os outros. E para melhor atendê-los, vale fazer uma conta simples. Que horas a maioria dos seus clientes está ativa e atenta ao seu rendimento? Nove horas da manhã? E quanto tempo VOCÊ precisa para estar ativo e atendo? Uma hora? Então, meu caro, é simples: programe-se para acordar às sete horas da manhã, ora.

Digo isso porque não vale a pena no médio e longo prazo ir retirando da sua vida horas devotadas a qualidade e ritmo mais amigável de vida. É muito comum os primeiros meses de atividade em home-office ocasionar as temíveis lesões por esforço repetitivo (LER), menos horas para a família e outras coisas mais. E daí você se pega pensando se foi boa ou não a decisão, já que você se sente trabalhando mais e a todo momento.

Para evitar isso, faça a aritimética simples que indiquei no início: subtaria da hora inicial a quantidade de tempo que você leva para realmente acordar e dar uma pinta na turma da casa. E daí comece.

E quem só faz freela nas horas vagas?

Bom, se os freelas não são a primeira atividade do dia, esse post não se aplica. Mas, caso seja, utilize o mesmo raciocínio do perfil anterior. Caso não, lembre-se que você está utilizando suas horas vagas. E ponto.

Se depois disso , ainda tentar reaver esse tempo que seria dedicado ao descanso, a coisa pode complicar. Se a hora vaga virou de freela, não transforme a hora de trabalho ou faculdade em hora vaga, né?

Concluindo

A hora de acordar e a hora de “abrir a lojinha” são momentos diferentes. Invista na qualidade de vida e seu tempo futuro será o de tranqüilidade, de sobra, de qualidade de vida.

E vocês, que horas acordam para iniciar os trabalhos?

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Como um freela pode extrair o máximo de seu advogado?

Shaking Hands
Creative Commons License photo credit: Aidan Jones

Então você resolveu seguir o conselho do post anterior e contratar um advogado??? Ótimo!

Qualquer dia desses escrevo um post só sobre como ESCOLHER um bom advogado, logo depois que me certificar que não estarei infringindo nenhuma regra do Código de Ética da ordem)!

De todo modo, já dei algumas dicas em outro post. Corre lá e dê uma olhadinha!

De todo modo, você o escolheu! Ele é SEU! E agora? Vejamos algumas dicas para você extrair o máximo de sua relação com o seu advogado.

Por que você o contratou?

Ora, parece óbvio, não? Nem tanto. Às vezes a sua situação ou seu problema podem cegá-lo de tal forma que você não sabe nem onde fica sua nuca, quanto mais delimitar o campo de atuação de seu advogado.

Esse pode ser o primeiro passo! Agende uma reunião para contar os seus problemas, chorar, espernear… você precisa ser ouvido e todo advogado tem seu lado psicólogo.

Há advogados que cobram por isso, há quem faça de graça. Eu, particularmente, cobro, mas abato o valor acaso seja necessário serviços posteriores. :) Não perca seu tempo pensando sozinho, converse-com-seu-advogado! 

Como você quer ser cobrado?

Já sabe porque precisa de um advogado? Ótimo. Defina AGORA a forma de cobrança dos honorários! Quanto mais cedo, melhor.

Vamos supor que contratou seu advogado para viabilizar um novo projeto, ok? Nesse caso a cobrança pode ser estabelecida por hora, pelo serviço, ou pelo sucesso do projeto. 

Se o contrato for por hora:

  • Qual é unidade de tempo mínima para a fixação da base-hora?
  • Com que freqüência e em que condições poderá solicitar uma auditoria dessas horas?
  • Consultas eventuais serão cobradas a parte?
  • Haverá cobrança pelo acompanhamento diário de sua ação?

Se pelo serviço:

  • Haverá a possibilidade de reajuste?
  • Quais as condições para atendimento do cliente?
  • Quais os gastos incluídos?
  • Advogados usam seus próprios carros, carros do escritório ou táxi?

Se pelo sucesso:

  • Quais os parâmetros para se determinar o sucesso do projeto?
  • Haverá algum adiantamento?
  • Quais os gastos incluídos?

Tenha em mente que o advogado pode ajudá-lo antes, durante e após o término do projeto, elaborando o contrato, ajudando nas negociações, avaliando a outra parte, acompanhando a execução do projeto, cobrando, etc. O céu é o limite!

Não negocie honorários!

Não é ruim quando fazem isso com você? Normalmente para te forçar a abaixar o preço do seu serviço, costumam desmerecê-lo de alguma maneira, certo?

Por que com advogados isso seria diferente?

Quando for pesar os custos e benefícios, não considere apenas o lucro que espera obter com aquele serviço, mas também os riscos e prejuízos possíveis caso algo dê errado.

Inclua os custos de sua assessoria jurídica no seu preço de seu serviço. Ofereça-a como diferencial!

Em vez de negociar, peça justificativas. De repente, o custo apresentado está incluindo itens dispensáveis dado o que esse contrato vale para você.

Pese a exclusividade por determinado serviço versus a remuneração exigida. Pode ser um bom parâmetro para sua avaliação.

Inclua o advogado no processo

Já que a idéia é criar um relacionamento de longo prazo, porque não vincular seu advogado ao projeto desde o início até o final? Proponha cláusulas prevendo quanto custará ingressar na Justiça caso algo dê errado. Inclusive se algo der errado POR CAUSA de algo que o advogado deixou passar!

Ninguém é perfeito, ora essa: as pessoas erram.

Fazendo dessa forma, o advogado deixa de ser um mero prestador de serviços e passa a ser seu parceiro nessa nova empreitada.

Sério, faça isso. Advogados também não estão acostumados a se envolver com seus clientes nesse nível.

Conclusão

Então, o que você achou? Essas dicas foram úteis a você? Como você acha que pode melhorar sua relação com seu advogado? Comente logo abaixo!

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Um freela precisa ter advogado?

Signing of the Treaty of Versailles, 1919
Creative Commons License photo credit: cliff1066

Esse post é bem… digamos… suspeito, certo? O cara é advogado! É óbvio que vai querer vender o peixe pra cima de mim. Quem sou “mim”? “Mim” sou um freela roots: mato um leão por dia, enfrento clientes que não valorizam o meu trabalho, mas querem resultados, e, quando pagam, pagam chorando, achando ruim, etc… etc…

E ainda por cima vem esse… esse… ADVOGADO, criatura duas evoluções acima da sanguessuga pantaneira, acostumado a ganhar milhões (todo mundo sabe que advogado ganha bem), querer que eu o contrate? Como se eu tivesse dinheiro pra isso.

Sabem de uma coisa? Eu, Henrique Arake, advogado, concordo com tudo o que foi dito ali. :D

Como não concordar? De fato, advogados andam pra cima e pra baixo de terno. Aliás, os juristas são as únicas criaturas nesse planeta, salvo autoridades públicas, que parecem andar, dormir, comer, conversar, se divertir e, de vez em quando, trabalhar de TERNO.

A maioria absoluta das pessoas com menos de 35 anos vestiram terno nas seguintes ocasiões: formatura da oitava série (na minha época era oitava), formatura do terceiro ano, formatura da graduação, casamento e enterro.

E … são caros! R$ 600,00 é o mínimo de um terno decente + R$ 120,00 por uma boa camisa de algodão branca + R$ 105,00 numa gravata vermelho bem forte + R$ 150,00 num belo par de sapatos com solado de couro (o solado não é de madeira, é couro, beleza?) + R$ 15,00 num par de meias + R$ 50,00 num cinto preto. PÁ! Pronto pro evento!

Vamos combinar: quem consegue se vestir nesse padrão todo dia TEM que estar ganhando bem, certo?

Ademais, como já CANSEI de dizer no meu blog, não é da cultura do brasileiro ser prevenido. Ele não se consulta com um médico, ele vai para o médico para ser curado (muitas vezes depois de se automedicar)! Ele não faz a prevenção com o dentista, ele vai porque o dente já está podre, fedido e doendo insuportavelmente!

Com advogados não é diferente.

Para muitos poucos, o advogado é visto como Il Consiglieri ou mesmo como o legal advisor para quem você se volta ANTES de ingressar em um emprendimento. O advogado brasileiro é visto como um estorvo. Pior, um estorvo CARO, mas não precisa ser assim.

Diferentemente da relação com um médico ou dentista (pois você sabe o que e onde está doendo), a relação com um advogado se assemelha bastante com a de um mecânico de sua INTEIRA confiança.

Você o levará para avaliar um carro usado que quer comprar. Deixará o veículo nas mãos dele e confiará em sua avaliação. E - oh god - pagará de bom grado o preço que ele cobrar, pois 1) confia que o preço é justo e 2) confiança não tem preço. Pare agora e leia esse post.

Pense agora nos seus projetos, nos seus contratos. No valor envolvido e leia este e este post.

Agora que você já sabe o porquê e o quanto custa, leia este post para abrir um pouco mais a mão.

Para não cair na tentação de se indispor com o seu advogado, com o qual está criando uma bela e saudável relação de confiança, leia este post. Por fim, um bônus: saiba que advogados são, ao menos, dedutíveis! :D

E não perca amanhã a segunda parte: Como extrair o máximo de seu advogado – para frelas!

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Eu preciso assinar NDAs em meus projetos freela?

Speak no evil, See no evil, Hear no evil
Creative Commons License photo credit: Rose Davies

O freela, em sua generalidade, é um prestador de serviço por excelência. É redator, programador, desenhista, ilustrador, publicitário, e até mesmo advogado ;)

Em outras palavras, trabalha por meio de contratos regidos pelo Direito Civil, não o direito trabalhista, o que traz grandes conseqüências.

O dever de sigilo do freela

Importa ressaltar que esse dever tem origem no que nós, os iniciados na difícil e milenar arte do juridiquês, chamamos de cláusula geral dos contratos.

Significa dizer que, como norma de ordem pública, permeia TODOS os contratos no Brasil (e, em alguns casos, fora dele). Ou seja, não é exclusividade do freela.

Dito isso, o que caracteriza o trabalho do freela? Informação. O seu cliente te fornecerá muita, mas muita informação acerca do que ele pretende fazer, ou melhor, do que ele pretende que VOCÊ faça ou dê um jeito para que seja feito.

Normalmente são informações valiosas que podem ser: a) copiadas, b) utilizadas para concorrência desleal, c) divulgadas com intuito de difamação, etc.

Isso significa responsabilidade penal, responsabilidade civil, perda de credibilidade e um lugar a menos no céu para o inconfidente.

A BOA-FÉ OBJETIVA impõe aos contratantes um comportamento de lealdade e confidencialidade independentemente da assinatura de NDAs ou, em português, dos termos de confidencialidade.

O que isso significa? Significa, e isso é óbvio para todo mundo que teve uma boa educação em casa, 1) que não interessa ao Direito proteger contratantes que agem com dolo de se beneficiar ilicitamente em detrimento da outra parte, e 2) que não é porque não foi pactuado o sigilo que você não deve guardá-lo.

Ué, e pra quê servem os NDAs, TCs, ACs e afins? Reitero o que já disse no post acima:

Não significa dizer, contudo, que termos de confidencialidade são inúteis. Pelo contrário, por meio deles, é possível modular e relativizar essa proteção – se necessário para adequação dos interesses econômicos envolvidos –, ou mesmo pré-determinar as conseqüências civis relativas à indenizações por perdas, danos, lucros cessantes e afins.

Significa dizer que um bom NDA trará para as partes envolvidas (e para o juiz, se necessário) elementos objetivospara fixar indenizações, determinar a extensão do sigilo, hipóteses de exceção, etc.

Faça como o Jaiminho: Evite a fadiga! Celebre NDAs sempre que possível.

Dica de Leitura

Dá uma olhada também no meu artigo sobre NDAs no Direito&Mercado.


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Como montar um contrato para projetos de conteúdo?

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Creative Commons License photo credit: qwrrty

Olá, caríssimos leitores do Carreira Solo! Se estavam esperando um post bacana e bem escrito pelo Mauro, Vigna-Maru ou Humberto… sinto muito, este aqui coube a mim!

Para quem não me conhece, meu nome é Henrique Haruki Arake Cavalcante. Advogado, mas o importante é ter saúde. Sou o autor, editor, cinegrafista, designer, promotor do Direito & Mercado. Quem disse que o Direito não pode ser legal?.

Ok, vamos ao que estou sendo pago (NOT!) para fazer: Como montar um contrato básico para projetos de conteúdo? Post absolutamente inspirado pelo e-mail de Eve Portilho, leitora aqui no blog, que escreveu mais ou menos o seguinte:

Sou uma estudante de publicidade pretendendo começar meus trabalhos de freelance na web (na área de redação e textos para blogs e redes sociais em geral). Estou estudando bastante antes de começar e me deparei com este projeto maravilhoso que é o carreirasolo. Desde então estou devorando-o. Porém tenho algumas dúvidas que gostaria de esclarecer contigo.

Vamos à elas: gostaria muito de saber como funcionam os contratos, se eu preciso pagar impostos (quais?) e se eu vou sempre precisar fazer a nota fiscal para os clientes. Eu não sei como funcionam os esquemas de pagamento. No caso do carreirasolo, vocês têm alguma influência sobre o pagamento dos jobs?

Repondendo…

Já escrevi uma série no Direito & Mercado (“Como redigir um contrato”) em que procurei descrever, passo-a-passo, os principais elementos de qualquer contrato, que recomendo como leitura complementar, ok?

Primeiro, relembremos: CONTRATOS SÃO LIVRES! Principalmente contratos de prestação de serviços, como são a maioria dos contratos de freelancers.

Passo-a-passo?

  • Dados completos das partes: nome, endereço, estado civil, profissão, CPF, e o que mais achar conveniente.
  • Objeto: o que está sendo contratado? Quanto mais detalhes, melhor! Se possível indicar as motivações que levaram à contratação, melhor ainda!
  • Condições de pagamento: cheques pós-datados? Depósito em conta? Boleto?
  • Juros, multa? Vá no conhecido: 1% a.m. e 2% sobre o saldo devedor. Evite a fadiga.
  • Cláusula Resolutória (rescisória). Aqui é uma arte! Vai depender do tipo de serviço, da duração, de um sem-número de razões. Na dúvida, copie e cole os arts. 599, 603 e 60 do Código Civil.

Dicas finais?

Guarde toda a documentação que puder. Tenha tudo por escrito (e-mails inclusive). Procure agir de maneira que possa reconstruir, via documentos, todo o histórico da negociação, contratação, execução e pagamento do job que pegar.

Agora comentem que outro dia tem mais!

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Contrato editorial é uma armadilha?

He can stand up an ly down at the same time
Creative Commons License photo credit: The Akermarks

O lado negro do mercado editorial

Não que eu seja autoridade no assunto, longe disso. Não sou advogada ou jurista e sempre estive do outro lado do balcão, mas ainda assim achei que seria legal colocar aqui as armadilhas mais comuns, que os autores precisam ficar atentos.

  • O encalhe: Às vezes a editora tenta empurrar para cima do autor a resposabilidade de lidar com o encalhe. As formas mais comuns de fazer isso é colocar uma cláusula em que aquele título é da editora até que a edição se esgote ou que o autor pague por ela. Cartão vermelho aqui! É claro que a editora precisa de um tempo para trabalhar o livro e como esse é um mercado lento, esse tempo costuma ser grande (7, às vezes 10 anos), mas se depois desse prazo a editora ainda tiver exemplares lá no estoque, problema dela.
  • Sem garantia: O contrato deve conter algum tipo de cláusula dizendo que a editora se compromete a publicar o trabalho em X tempo (freqüentemente algo em torno de 6 meses a 1 ano).
  • Sem tiragem: A tiragem (quantos exemplares serão impressos) é algo que consta de contrato. É muito comum, entretanto, a possibilidade de adendos ao contrato, modificando este número (em função de um edital que abriu, por exemplo).

Coisas que são assim mesmo

Portanto relaxe e vá pensar em seu novo livro.

  • Novas edições: Durante o período em que o livro está com a editora, ela pode sim fazer quantas edições precisar para atender o mercado.
  • Autenticidade: Quem responde por plágio e afins é o autor.
  • Impedimento de outras mídias: O autor compromete-se a não fazer nada que possa prejudicar a venda da obra.

Conclusão

Agora, pessoal, pelamordedeus, consultem um advogado antes de assinar qualquer documento. Estas são apenas alguns pontos a prestar atenção, ok?

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A editora pode mudar o conteúdo do meu livro?

Nota do editor: mais um post nascido comentário. As coisas são assim, às vezes a gente tem que dar uma alteradinha para dar vida nova. Opa, esse é o tema do post. Vamos ler?

Reading a book on the floor
Creative Commons License photo credit: net_efekt

Quando fui editora da Next, mudava muito textos, que eram artigos que precisavam estar completamente em sintonia com a revista e com os demais artigos. Por outro lado, não mudava quase nada de livros ou textos de ficção.

Eu entendo que um artigo técnico precisa estar de acordo com a publicação e com os objetivos a que se destina mas que uma obra ficcional é uma criação que se sustenta sozinha e portanto deve ser respeitada como uma unidade.

Claro que já recusei textos que poderiam até ser trabalhados e publicados mas, justamente por considerar que o autor apresenta aquilo que considera pronto, achei que não devia nem propor alterações.

Agora, alguns bons editores tem o hábito de mudar sim. Na minha experiência e no que vi acontecer com autores amigos, a maior área de conflito é na diagramação do livro, não no conteúdo. Coisas como ilustrações feitas para fundo branco e o diagramador “decide” que “precisa de uma corzinha” e taca um tenebroso tom pastel por trás, coisas assim.

E aí a gente não tem muito o que fazer além de engolir em seco e esperar por uma segunda edição melhor.

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Eu fiz as ilustrações de meu livro infantil. A editora vai aceitar?

Nota do editor: Este é mais um post que nasceu de uma resposta a um comentário neste outro post aqui. Fiz uma ligeira adaptação para iniciarmos aqui uma nova conversa sobre este tema.

baby-girl
Creative Commons License photo credit: rahel sarid

Cá entre nós, a verdade nua e crua é que a maioria dos autores infantis, por melhor que desenhe, não conhece bem gráfica. O que a gente recebe de ilustração com especificações inadequadas, nem te conto. Isso sem nem falar em formato. Às vezes (ok, na maioria das vezes, ok, quase sempre) as editoras trabalham com determinados formatos e sair deles é uma dor de cabeça sem tamanho.

Sair de um formato habitual, para a editora, muitas vezes significa reposicionamento no PDV, perda de papel e às vezes até troca de gráfica. Olha, dá tanto, mas tanto trabalho, que por isso eu sempre recomendo os autores de mandar os textos sem nada, para não ter mais um “quesito atrapalhador” na aprovação do texto.

Mandando as ilustrações separadas

Ao optar por esse caminho, você tem a vantagem de deixar o editor mais livre para adequar o seu original dentro da linha dele mas tem a desvantagem de que o resultado pode não sair exatamente o que você considera mais adequado para aquele texto/imagem.

Entregando a boneca pronta

Optar pelo caminho 2 tem a vantagem de que você sabe o que vai sair dali mas a desvantagem de que você “engessa” o editor. Aí, se você for neurótico com TOC como eu, monta uma boneca para cada editor, de forma a não atrapalhar a vida do cara e ao mesmo tempo manter o que você quer.

Ilustrando para outros escritores

Pode ocorrer de você querer também ilustrar para outros escritores, uma vez que tenha seu trabalho aceito pela editora. Isso é, ao mesmo tempo, muito legal e difícil. Mas é isso mesmo: só mandando o seu trabalho é que o editor vai saber.

Se você tiver isso em mente, é melhor enviar o texto e ilustrações separadas, com o argumento de “é esta ilustração que eu gostaria de apresentar para o texto e este estilo que eu gostaria de oferecer para outros títulos, como freelancer.”

Acho mais simpático do que “ó, taí o livro como deve ser”, que, cá entre nós, é meio arrogante. ;)

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Quanto ganha um escritor?

Magazine stack
Creative Commons License photo credit: bravenewtraveler

Você tem talento, disciplina e até mesmo uma editora querendo publicar seu original. Mas aí, pinta a dúvida: afinal, quanto eu vou ganhar com isso? As respostas que se seguem são os casos mais comuns, a partir da minha experiência, mas na verdade as editoras estão livres para outras negociações. Então vamos lá entender quanto ganha um escritor:

  • Critério: na maioria dos casos é percentual de direito autoral, que costuma ser entre 8 e 10% do preço de capa do exemplar vendido.
  • Vendagem: cada livraria fecha de um jeito e em uma data. As editoras normalmente disponibilizam as planilhas de contabilidade para os autores só uma vez no semestre ou no máximo no trimestre, justamente porque tem livrarias que fecham trimestralmente, por exemplo, então para não ficar incompreensível, muitas editoras optam por mostrar o balancete para o autor também com uma periodicidade baixa.
  • Tempo de repasse: novamente, na maioria das vezes, ok? Normalmente as editoras adiantam uma quantia a combinar para o autor, antes das vendas e vão descontando desta quantia os livros vendidos. O autor só torna a receber quando e se ultrapassar aquela quantia já recebida em direitos autorais (ítem 1). Algumas editoras muito pequenas e sem fluxo de caixa para isso, pagam o autor nas suas datas de fechamento, normalmente de 3 em 3 meses.
  • Exemplares de autor: isso varia muito, principalmente do tipo de livro que vc escreveu. Livros didáticos normalmente recebem 10 exemplares, ficção costuma receber um pouco mais, em torno de 30, mas isso você pode conversar com o seu editor. Se a quantia que você precisa for maior do que a editora pode lhe dar, vc pode sempre comprar os seus livros com o preço de autor (com um desconto em torno de 60% do preço de capa).
  • Tiragem: sim, as edições sempre tem uma quantidade de exemplares determinada e isto é sempre colocado muito claramente e muitas vezes consta até mesmo do seu contrato. Você fica sabendo exatamente quantos exemplares rodaram em gráfica, quantos foram para imprensa, quantos foram para livraria, etc. Isto tudo é feito de forma muito transparente e às vezes o editor pede para você assinar junto com ele os exemplares de cortesia do editor (jornalistas, etc).

Vale lembrar que…

Esses são detalhes técnicos que em nada devem impedir sua vontade de publicar ou doutrinar seu talento e disposição para compartilhar suas idéias, certo? E por falar em idéias, depois dá uma lida nos posts que temos sobre o Mercado Editorial!

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Minha marca deve ter um nome fantasia ou meu próprio nome?

Museum Ludwig
Creative Commons License photo credit: Jeremy Burgin

Como dar o nome para meu escritório de Design? Uso meu nome ou um nome fantasia? Um de nossos leitores mandou esta dúvida recentemente e eu passei alguns dias refletindo em como repondê-lo. Porque, se você for analisar existem escritórios de design estabelecidos que carregam em suas razões sociais, os nomes de seus criadores. E, em suas criações, a mesma chancela, o que muitas vezes deixa as equipes destes profisisonais fulos da vida ; ) Mas isso é outra história.

Por outro lado, neste nosso mercado mega pulverizado, muitos freelancers montam seus escritórios com nomes um pouco mais pomposos do que a média…o que, pode parecer um diferencial competitivo.

Mas não é

E daí me veio a resposta: a escolha é sempre a da transparência. Você alcançará a confiança de seus clientes quando, ao ser apenas um freela, mostrar que o é por escolha profissional e tende a evoluir no sentido de ter uma estrutura maior e que ele, o cliente, é o parceiro ideal nesta caminhada.

E, por outro lado, será um “XPTO Design” respeitado se mostrar que esta estrutura é o reflexo de sua experiência e empregos que gerou e por isso, é até um pouco mais caro do que a média.

A verdadeira escolha não é a do nome, mas da filosofia com a qual você guiará seus negócios. Ou será transparente ou será fake, tanto para mais, como para menos.

Ah Mauro, mas e o Contém Conteúdo?

Hoje, “O” Contém Conteúdo é um blog de tendências que tem meu portfólio e, na página de projetos deixo bem claro as maneiras com as quais posso interagir profissionalmente com meus clientes. Ta lá bem claro: “Quer me Contratar” ou “Quer minha consultoria”? Veja bem que isso não bloqueia uma possível evolução. Aliás, ela é um estímulo para tal.

E quando isso acontecer, mudamos o nome, mudamos o discurso, mudamos o cliente. E mudamos o orçamento.

Transparência. Essa é a escolha.

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Música

Alison Krauss. Discografia, estilo e Grammy em 2009 para bluegrass

Alison Krauss. Discografia, estilo e Grammy em 2009 para bluegrass

Outro dia zapeando esbarrei num canal obscuro com um show de Alison Krauss and Union Station. Gostei antes de saber que se chamava assim, pelo simples fato de ser fã de bluegrass. E, ao avaliar a discografia e virtuosismo da banda, novas surpresas aconteceram.
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Cinema

Grey Gardens: 40 anos de decadência na espera por outra chance

Grey Gardens: 40 anos de decadência na espera por outra chance

Reflexões sobre Grey Gardens (HBO Films, 2009), filme que reconta a vida nada convencional das Edith Beale (mãe e filha homônimas), ex-socialites fracassadas americanas, durante um quase infinito período de decadência de 40 anos, entre 1936 e 1975.
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Livros

A Cabeça de Steve Jobs e a habilidade de tomar chopp sem espuma.

A Cabeça de Steve Jobs e a habilidade de tomar chopp sem espuma.

O livro de Leander Kahney, editor da Wired.com, que há anos acompanha Jobs e suas façanhas pelo mundo da inovação tecnológica e cultural, é por vezes um relato quase fan-boy – daí a espuma – e em outras uma análise mais pop e distanciada dos fatos, lendas e projetos que levaram a “empresa da maçã” a se reiventar duas vezes.
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Inspiração

FalaFreela#30 traz idéias para andar na linha sem usar programas piratas

FalaFreela#30 traz idéias para andar na linha sem usar programas piratas

Em um bate-papo sem a intenção de julgar ninguém e muito menos c#$%agar regra nenhuma, Mauro Amaral, Humberto Oliveira & Carolina Vigna-Maru buscaram apresentar respostas básicas para três questões fundamentais: O que é um programa pirata? Porque pirateamos? Como trabalhar com o máximo de programas gratuitos legais?
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