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Quero montar uma editora. Como fazer?

Nota rápida do Editor: a Carol responde seus e-mails com posts. É um hábito que, para o leitor que mandou o email é uma surpresa e tanto e para o editor aqui um presente sempre bem-vindo: um post prontinho! Então aí vai mais uma resposta fundamental para uma dúvida bastante especial da comunidade dos freelancers brasileiros. Capítulo de hoje: montar a própria editora!

Choices?
Creative Commons License photo credit: Shraddha Rathi

O mercado editorial está em transformação e, muito sinceramente, ninguém sabe direito para onde vai. Não tem fórmula mágica, acredite. Vou tentar te passar aqui algumas linhas gerais mas é extremamente importante que você siga a sua intuição e não leve isso aqui a ferro e fogo, ok?

0. Linha editorial

Botei “zero” de propósito, por ser o ponto mais crucial de uma editora. Tenha uma linha editorial definida e seja fiel a ela. De nada adianta você receber, por exemplo, o novo original do Harry Potter [bb]se você não publica livros infanto-juvenis. Você não vai conseguir trabalhar o livro direito, até pela falta dos canais certos e vai acabar matando o original.

Com o crescimento natural da editora, nada te impede de, depois, abrir novas linhas, ou até mesmo novos selos editoriais, mas mantenha-se sempre fiel às suas escolhas, por mais tentador que seja algo diferente. É melhor recusar um livro ótimo do que matar um livro ótimo.

1. Tiragens pequenas

É muito comum que a gente, por entusiasmo, dimensione as vendas de um determinado projeto com um otimismo além da conta. É fácil cair nessa armadilha porque os projetos editoriais são feitos com tanto carinho que é muito difícil acreditar que o resultado final não vá revolucionar o mundo e vender feito água no deserto.

O mercado editorial é um mercado de paciência. Você pode mudar o mundo sim, mas não vai ser com uma única publicação. É tudo muito devagar e tudo muito aos poucos. Então, pelo menos no começo, limite suas tiragens a mil exemplares (o mínimo de gráficas).

Não tem nada de errado – muito pelo contrário – em rodar uma segunda edição se precisar depois. Tem uma piada velha no meio: “Como o editor se suicida? Pula do alto do seu estoque.” Então lembre-se: pense muito, crie muito, imprima pouco.

2. Use tudo que puder

Eu estou absolutamente convencida de que a solução para o mercado editorial vai vir dos novos. Use twitter, plurk, orkut, qualquer coisa. Desenvolva aplicativos (joguinho, coisas pro facebook, etc), crie sites colaborativos (e gerencie-os bem!), coloque vídeos no youtube. Enfim, use as ferramentas que as editoras grandes não estão usando ainda (juro que não sei se por ignorância ou arrogância).

Não ignore os pequenos. Tente conseguir que autores e/ou ilustradores seus visitem escolas ou universidades, dando palestras sobre o trabalho deles e monte uma banquinha na porta. Mesmo que a venda nestes lugares seja efetivamente pequena, vá onde está o seu público leitor, dê atenção a ele, valorize a sua opinião, escute o que tem a dizer. Se você conseguir ganhar o respeito do seu leitor, você está feito na vida. E para isso você precisa ir onde ele está.

Converse com o seu autor sobre destinar alguns exemplares gratuitamente, dependendo do caso é claro, a professores, blogueiros ou outros “disseminadores”.

3. Cuidado com listas de discussão

Especialmente na linha editorial que você pretende seguir, que aqui no Brasil ainda é bem restrita (e portanto uma oportunidade interessante editorial, boa escolha!), as listas de discussão tendem a ser panelinhas fechadas e qualquer iniciativa de divulgar o trabalho nelas será entendido como spam.

Entre, participe, debata outros temas e, claro, quando couber na conversa, divulgue o seu trabalho. As listas são essenciais mas precisam sempre ser entendidas como um centro de debate, nunca como um grande mailing.

4. seleção de originais

Quando você abrir para chamada de publicação, precisa deixar claro os seus termos. Deixe claro que é submeter original para análise e que você não responde por telefone, etc. O processo de ler e analisar um original é e deve ser lento para ser bem feito, mas é como em uma festa: quem está na festa se divertindo não sente o tempo passar mas, para quem está na porta esperando, cada minuto é uma tortura.

Ou seja, não importa o quão rápido você seja nesta análise, o autor sempre estará ansioso do outro lado. É natural e você precisa respeitar o seu autor, mas não permita que ele o leve à loucura tampouco.

5. gráfica

Gráfica boa, felizmente, é o que não falta no Brasil. Esta é a parte mais simples. Contrate um produtor gráfico e peça orçamento (*) em duas ou três gráficas diferentes. O produtor gráfico é o sujeito que vai ver o seu original e vai analisar que gráfica é melhor para o job, que papel é mais adequado, etc. Nem sempre a melhor gráfica é a mais indicada para aquele job.

Existem autores e ilustradores geniais (Will Eisner[bb], só para citar logo o rei) que criam suas obras em preto e branco. Dependendo da quantidade de preto, pode ser necessário um papel mais grosso, para não “vazar” do outro lado, mas por outro lado existem gráficas menores que fazem bons trabalhos em preto e branco, por exemplo. E você pode rodar o miolo em um lugar, a capa em outro e juntar tudo em um terceiro, coisa que pouca gente sabe.

Enfim, é uma área com muitos detalhes e, a menos que você tenha gosto pela coisa, contrate um produtor gráfico. A boa notícia é que existem muitos e bons. O custo do profissional se paga com a economia que você faz em adequar o seu job certinho.

(*) Não estranhe se depois de um certo tempo, a gráfica X sempre vier com o melhor preço. As gráficas dão descontos para clientes fiéis e como o seu produtor gráfico sabe disso, vai tentar rodar o seu job sempre nos mesmos lugares (além do fato dele já conhecer a gráfica, com quem falar, onde ir, essas coisas). Depois de umas quatro ou cinco “concorrências” é natural que você escolha algumas gráficas de sua preferência e fique com elas.

6. Distribuição

A distribuição é o calcanhar de Aquiles de todo editor. É o ponto mais dfícil. E é enlouquecedor. A maneira mais simples de não ter vontade e matar um ser humano todo dia no café da manhã é contratar um distribuidor.

O problema é que eles não aceitam poucos títulos no primeiro contrato e cobram uma fortuna. Muita gente, por falta de opção, acaba erguendo as mangas e fazendo a distribuição in house. É nesse momento que você enlouquece.

Cada livraria fecha de um jeito, em uma data, em determinadas condições. Os livros e revistas são sempre deixados em consignação nos pontos de venda e, na data de fechamento, você vai lá e recebe o que foi vendido. Nesta hora tanto você quanto o ponto de venda podem decidir renovar o estoque, manter como está ou não continuar mais (e neste caso você retira, é sempre o editor que paga a retirada, o restante do estoque).

O percentual de venda, que as livrarias chamam de “o meu desconto”, gira em torno de 50% do preço de capa. Se você for muito bom negociador, pode conseguir 40%. Se você for muito bom negociador e tiver muitos títulos, pode conseguir até 35, 30%, nunca menos que isso. Quem está começando paga 50% normalmente.

Os seus maiores custos são distribuição e papel. Sobre a distribuição, temos muito pouco a fazer. Sobre o papel, entra a figura do produtor gráfica que falei lá em cima. Ele vai saber como economizar no papel. E isso significa até mesmo mudar o tamanho da publicação para ter um aproveitamento melhor no corte da folha de papel. Portanto, contrate o produtor gráfico antes de começar a produção do livro.

7. Autores e ilustradores

Este é um contato pessoal e que a gente desenvolve com o passar dos anos. Respeite sempre o seu autor e o seu ilustrador mas se faça respeitar também. Proponha contratos corretos para ambos os lados (sim, isso é possível). Lembre sempre de colocar uma cláusula no contrato que te permita usar uma parte do trabalho para divulgação.

Se for de ilustração, deixe claro que você não vai usar a imagem para outro trabalho mas que precisa usá-la para divulgar o livro. Se for o de autor, deixe claro que você não vai republicar o texto dele sem a sua autorização mas que precisa de trechos para divulgação.

Outra coisa muito importante é cultivar o seu autor. Seja transparente. Mostre a contabilidade a ele (apesar de que eu acho que isso pode ser entendido como uma forma de tortura). Tenha uma contabilidade certinha, aliás. Atenda-o quando possível, tirando suas dúvidas ou simplesmente batendo um papo.

A atividade autoral é uma atividade muito solitária, o autor escreve absolutamente sozinho e sem certeza alguma de retorno e/ou publicação. O editor precisa se colocar como um parceiro do autor e nunca como um negociante. Acredite, tanto você quanto o autor só tem a lucrar com isso.

8. Organização

Você precisa ser muito, muito, muito (eu já disse muito?) organizado. Crie arquivos fup (follow up) para cada pessoa com quem você falar, escrevendo data, horário e conteúdo de telefonema ou email (ou pombo correio, ou sinal de fumaça, ah você entendeu!). Crie cronogramas realistas. Tenha cronogramas, aliás. Planilhas são suas amigas.

Organize a sua agenda por segmento (fornecedores, autores, ilustradores, etc), vai chegar uma hora em que você não vai lembrar se o Fulano da Silva é designer ou ilustrador, por exemplo.

No começo pode parecer que o tempo que você vai gastar para criar estas ferramentas de organização é precioso demais para ser gasto com isso, mas isso vai ser tão útil para você em um futuro breve que vale a pena, juro.

9. Revisores

Português é um idioma que só não é mais difícil que aramaico arcaico. Passe seus textos por revisão, de preferência mais que uma. O meu método pessoal de trabalho é assim (ênfase em pessoal, ok?):

  • Rev1 – sempre do editor
  • Rev2 – um redator, que muitas vezes pode sugerir alguma melhoria em estrutura
  • Rev3 – revisor, para resolver todos os buracos que deixamos na língua pátria.

E, claro, no final volta ao autor. Com o tempo você vai perceber que existem autores que aceitam este trabalho bem e até te agradecem eventualmente e existem aqueles que não aceitam mudança alguma.

É óbvio que você precisa ouvir o autor e muitas vezes existe uma intenção por trás de um erro ou de uma determinada estrutura lingüística, mas você precisa ter muito cuidado (e fugir destes!) com autores intransigentes. O respeito precisa ser bilateral.

Lembre sempre que um original que não se adéqua à sua linha editorial não significa, em absoluto, que o autor não se adéqüe à sua linha editorial e é importante tratá-lo com respeito, respondê-lo quando possível, etc, até porque amanhã ele pode te apresentar um texto fantástico que você vai querer publicar.

Esta relação é sempre muito delicada porque trata-se da criação do autor, mas valorize os autores que entendem que publicação é um processo e que cada etapa é importante para o produto final.

De nada adianta um original bem trabalhado e um serviço porco em gráfica, por exemplo, ou ainda uma ilustração magnífica impressa em um papel tão vagabundo que se vê a frente e o verso juntos. Editar algo, não importa o quê (livro, revista, vídeo, cinema, áudio, etc) é necessariamente um processo onde cada etapa tem a sua importância e o seu valor.

E se o seu autor não entender isso, passe-o adiante, na boa.

Agora, isso também não significa que você é o dono do texto. Você não é. O dono do texto é o autor. E se ele te justificar algo, escute e respeite.

10. Lucro

Pois é… Aqui é o grande X da questão. Editores experientes debatem a questão todo dia. Editores de todos os lugares do mundo não pensam em outra coisa. O mercado está mudando, e muito. A fórmula preço de capa – distribuição, direito autoral, custos de produção, gráfica, etc = lucro ainda funciona mas eu tenho certeza de que por pouco tempo.

Precisamos nos reinventar e, sem saber para onde o mercado vai, é bem difícil acertar. Comece devagar, sem medo mas sem pressa. Edite três, quatro títulos e trabalhe-os bem. Tiragens pequenas. Pense em formas de divulgar os livros que saia do ordinário. Sei lá, é caso a caso, uma história em quadrinho adulta de repente pode ter uma aceitação incrível no circuito da noite, de barzinhos e etc.

Vai dar trabalho mas vale muito a pena. Quem começa agora precisa não apenas ser bom no que faz mas precisa ser melhor do que os que já estão estabelecidos. Se você pensar “ah, a editora grande XPTO faz assim, então isso é bom pra mim também” vai fracassar. Você precisa pensar “ah, a editora grande XPTO faz assim, então eu vou fazer isso e mais aquilo”. Faça sempre mais, pense muito, reflita muito e gaste pouco.

Uma dica final?

Existem editais de governo que você precisa ficar atento, porque são uma venda enorme e valem muito a pena. Acompanhe sempre o site da CBL - http://www.cbl.org.br/ - para ficar informado.

E, claro, boa sorte!

Como ampliar o meu portifólio?

Light Handed
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Seu trabalho é bom, mas o portifólio ainda em construção atrapalha a conquista de um novo job. E sem trampo para mostrar fica difícil convencer os possíveis clientes da sua capacidade como profissional. Para completar o cenário, falta QI (Quem Indique): alguém de bom coração, influente e com cacife para dar aquele empurrãozinho no fechamento do contrato.

QI, realmente, é artigo raro no mercado. Se você tem esse perfil deixe seus dados no comentário ao fim deste post. Com certeza, sua caixa de e-mails ficará mais lotada do que das adolescentes cadastradas em sites de namoro.

Agora, quanto ao portifólio…

Nos últimos anos a onda do voluntariado tomou conta do planeta. Seja porque faz bem para o ego ajudar ao próximo, seja porque contribui para uma boa imagem junto a sociedade ou, simplesmente, porque é moda. A todo o momento, o assunto é pauta na mídia, nos blogs em geral e até no boteco da esquina.

Se o seu ego vai bem obrigado, você está se lixando para a avaliação da vizinhança sobre a sua pessoa e tudo que é moda te dá alergia tenho uma revelação: o trabalho voluntário pode ser uma excelente maneira de ampliar o seu portifólio, sua rede de conhecidos na área e até gerar referências futuras.

Ah, tá! Além de freela, vou trabalhar de graça?

Gastar com transporte, alimentação, perder tempo para fazer um jornalzinho frente e verso em ofício pra um bando de hippie ambientalista? Ou pior, criar um cartaz ‘maneiríssimo’ para campanha de conscientização sobre DST e vê-lo impresso em pb e colado torto num bebedouro de posto de saúde?

Calma, para tudo tem jeito. E a internet existe para isso.

Primeiro, é preciso lembrar que o terceiro setor está muito bem organizado e conta com pessoas altamente capacitadas nas mais diversas áreas. Quando falta diploma, sobra experiência de vida e é esta parceria que tem gerado projetos bem-sucedidos em todo país. Portanto, seu cartaz pode até ser afixado mais assimétrico do que você gostaria, mas dificilmente será impresso em pb sem que você seja avisado sobre isso e possa implementar as adaptações necessárias.

Tá, mas e os gastos?

Os gastos persistem com o voluntariado presencial, mas já existe uma rede organizada para quem dispõe de tempo e internet. São sites que oferecem orientação para aqueles que desejam ser voluntários, reúnem no mesmo lugar oportunidades de participação no mundo real e virtual.

Você acessa, cria um perfil, define as áreas de interesse e aguarda o contato, como num site de empregos. Ou escolhe na lista de oportunidades a atividade de sua preferência, informa os dias da semana disponíveis e pronto.

As atividades variam de blogueiros divulgadores à criação de news letter, manutenção de conteúdo e planejamento de campanhas. É o tipo de coisa que vale a pena tentar.

Eu me cadastrei no Voluntariosonline , mas com certeza o São Google deve ter outras indicações.

Experimente, quem sabe dá certo?

Eu posso demitir um cliente?

Please Kick The Shit Out Of Me!
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Você faz tudo como manda o figurino, prepara uma proposta bonitinha, escrita em português de verdade, com um orçamento que atenda tanto a você quanto ao seu cliente, ganha o projeto, faz o job e entrega no prazo. Afinal de contas, você tem total consciência da sua existência como freelancer e sabe muito bem que ela não existe se não atendesse muito bem os seus clientes.

Mas aí começam os problemas, surpreendentemente surgem defeitos no telefone do cliente que você nunca mais consegue falar com ele, os pagamentos começam a atrasar até chegar no inevitável calote. Seria a existência do freelancer fadada a servir bem os clientes e em troca levar voltas e mais voltas?

Como freelancer temos a tendência de supervalorizar qualquer tipo de projeto que apareça na nossa frente, correr atrás do cliente como quem corre atrás de um prêmio de loteria, na pura inocência de que devemos servir bem para servir sempre. Seria esse um traço de masoquismo que carregamos na nossa vida profissional?

Liberte-se e aprenda a dizer não

O grande momento de libertação do freelancer acontece quando ele descobre o poder que tem em suas mãos, quando a ficha cai e ele entente que pode simplesmente demitir os seus clientes. Uma simples atitude, com uma simples palavras que usamos tranquilamente em outras esferas da nossa vida, mas por algum motivo obscuro temos a tendência de deixá-la de lado quando lidamos com assuntos profissionais.

Não vou mais aceitar esses prazos ridículos para tentar resolver a desorganização do cliente. Não vou mais abaixar o meu orcamento para não perder o cliente. Não vou mais aceitar trabalhar com pessoas desonestas e desorganizadas. E principalmente, não vou mais aceitar desculpas esfarrapadas de clientes que atrasam pagamentos e depois de um tempo, com a cara mais lavada do mundo, fazem propostas surreais para quitar a dívida.

A partir do momento em que você toma consciência deste poder e passa a usá-lo de forma inteligente, selecionando os melhores projetos e valorizando os melhores clientes (nem que isso signifique passar alguns meses sem nenhum trabalho em vista) você valoriza a si mesmo e isso acaba refletindo na qualidade do seu trabalho, fazendo com que melhores projetos aparecam pra você.

Sim, concordo, é um trabalho árduo e requer um treinamento diário. Às vezes dói dizer não à um cliente e ver o dinheiro do job indo embora, mas tenha em mente que se o relacionamento for tumultuado a grana pela grana perde o seu valor rapidamente.

Você ilustra, retoca imagens e é designer. Tá, e faz mais o quê?


Jean-Baptiste Debret (1768-1848), Rideau de scène du Théâtre de la Cour à l’occasion du couronnement de D. Pedro I er.

Feudos e Mente Colonial no Mundo da Criação

Essa resposta em tom cretino eu recebi, com meus 20 e poucos anos. Já era formado com 23, pelo SENAI, porque eu, estagiário de uma grande agência do Rio, estava me prontificando a fazer uma ilustração, um trabalho bobo, para um pequeno anúncio que saiu as pressas e não tinha ninguém pra fazer. Isso levou, ao final, para uma armadilha comum nesses ambientes, um boicote. Acabei saindo da agência. E como é difícil explicar que dá pra gostar de samba, heavy metal e bossa nova… dammit!

Passei a vida toda sofrendo com essa questão, eu não caibo em nenhuma definição padrão de profissional. Até agora não consegui, nem via frila, capitalizar em cima disto ou achar alguém/empresa que reconheça isso. But, what the hell?

Ainda Feudos coloniais…

Na Europa e nos Eua, a versatilidade brasileira é extremamente bem vista tanto quanto a nossa rapidez e capacidade de se virar em condições adversas. Aqui, sinal de atraso, certamente, busca-se por definições estanques e feudos são formados, onde os detentores das posições morrem de medo dos estrangeiros que batem na porta da cidadela. Perdem eles, perdemos nós, os estrangeiros, perdem as empresas. Mas, ainda bem, isso está mudando.

Hoje, vislumbro uma luzinha no fim do túnel e ainda bem que não é o trem vindo. Anos e anos dando de cara na porta estão servindo para alguma coisa e, como disse o Luli Radfahrer num Braincast que não me lembro extamente, a gente tem de se preparar para estar ativo até os 80 anos, eu espero que o ditado “antes tarde do que nunca” seja, de fato, verdade, pois, por causa de anos de falta de habilidade em lidar com isto, quase entrei num ponto irreversível da minha vida profissional.

No meu atual trabalho, tenho conseguido pequenos avanços, mas ainda é complicado. Explicando. Sou formado em design gráfico, mas por causa da grana inicial maior e de talento próprio, caí direto para a área mais técnica, de pré-impressão e finalização e, como desenho, desde moleque, o caminho para a ilustração e para os retoques digitais foi natural, o que me levou para a área de controle de cores e imagem que é, mais ou menos, restrita porque envolve talentos bem específicos.

Quando quis tentar, além disso, exercitar minha formação em desgin, logo logo descobri, para meu descontentamento, que existe uma Casa Grande e Senzala nos ambientes de trabalho em agências.

Esta outra pérola eu ouvi quando ainda era colega do Mauro, em outra grande agência “cara, você não é arte finalista mesmo, você é criativo, tinha de estar trabalhando do lado de cá e não do lado de lá”. Por quê não posso ser os dois, ou os três, quatro ou tanto quanto eu possa ser? e porque isso não é reconhecido e devidamente apreciado?

A resposta é simples, gente com muitos talentos gera medo. Medo de que os outros sejam balizados por você, pois “daqui a pouco vão querer que eu ilustre também”, e por aí vai e, quanto mais alguém exibe com orgulho e proficiência suas habilidades, mais o cerco aperta, mais os senhores sentem seus feudos ameaçados.

Daí entra-se num ciclo ruim, destrutivo, de não aceitação e sentimento de inferioridade e injustiça, o que leva a revolta e a falta de inteligência que determina o fracasso, por vezes, bem próximo do sucesso. Bem, agora vamos a parte boa da coisa.

Divulgação em escala mundial

Na “minha época”, só havia o portfólio padrão e poucos meios de mostrar qualquer coisa, ainda mais se fossem técnicas, porque não dá pra pôr em portfólio e, por outro lado, não dá pra montar portfólio se dedicando 24/7 a ralar resolvendo pepinos variados em gráficas e bureaus.

Mas hoje, a situação melhorou e muito. Hoje, através de um bom blog, de um flickr e etc, dá para cada um montar da maneira que achar melhor, um trajeto, uma bula, um escopo do que pode fazer e, montando uma boa história ao redor e com paciência e um pouco de acertividade, dá pra chegar lá, porque aí não é mais uma chance a pedir ou torcer pra alguém confiar, os trabalhos estão ali, os cometários estão ali, a explicação está ali, e as coisas são muito mais claras desta forma e, hoje, essas ferramentas são tão bem ou mais aceitas do que um portfólio tradicional.

E o mais importante é que você passa a ser a sua própria empresa, mesmo estando empregado. Não é mais a empresa que te empresta visibilidade “ah, eu sou o fulano da Agência Tal”, isso não mais existe.

Hoje podemos expressar numa medida muito mais recompensadora e verdadeira a autonomia do que sabemos e gostamos de fazer independentemente de rótulos. Quem ainda pensa em feudos, é bom repensar e não há volta.

Se você é assim, multitalentoso, não espere reconhecimento, não se revolte. Faça um plano.

Abraço e boa sorte.

Vale a pena ser multitarefa e não ser recompensado por isso?

Now U Know
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Um dia típico na vida do profissional multitarefa é movido pela aventura de se fazer o que gosta. Contudo, quando se gosta de muita coisa, a aventura é multiplicada a infinitas potências. E é aquele rio de adrenalina e prazer, criando, executando, cantando, assobiando e cortando a cana, enfim. Tudo bem, tudo certo.

Só que um dia esse profissional multitarefa começa a trabalhar num escritório novo. Da entrevista, que fora um sucesso, ele saiu contratado com louvor. Acredita, inclusive que porque faz de tudo um muito, tem (teve e terá) larga vantagem sobre seus concorrentes. Tá, vamos concordar, é uma puta qualidade.

(Corta. Seis meses depois. O profissional multitarefa chega às 11h no trabalho, emburrado)

“Faço de tudo por aqui, mas ninguém valoriza.”, “Eu acho que deveria ganhar mais”, “Um cara de talento como eu poderia estar já em outro nível profissional”, “Preciso sair daqui….”. Essas são as frases que o outrora empolgadíssimo profissional multitarefa irá bradar, ou segredar, por entre os cantos e máquinas de café do escritório.

Ele está certo? Errado? Precipitado? Louco?

Não exatamente. A função deste post é ajudar a crescer uma discussão interessante, baseada em três idéias. Através delas, vamos mostrar porque este tipo de profissional por vezes cai nessa, como ele pode identificar esta armadilha antes que aconteça e, claro, como dela sair. E, bem, explicar que em alguns casos a melhor coisa que você faz é ficar onde está.

#idéia1: Separando o que você gosta de fazer daquilo que precisa ser feito

Sabe uma maneira fácil de evitar a armadilha do super aproveitamento não remunerado se você é um profissional multifunção? Entender exatamente para o que você foi contratado e separar daquilo que você gosta. Veja bem: não estou dizendo que você deve evitar tornar mais brilhantes aquilo que você cria.

Mas, guarde bem tudo o que você sabe fazer. Faça aquilo para o que você foi designado excelentemente bem. E guarde suas outras funções para “O” momento. Quando você vai com muita sede, acaba misturando as bolas e, muitas vezes, caindo nessa armadilha. Portanto, olho no laaaance.

#idéia2: Empresas são empresas. Idéias são idéias.

Por ser multitalentoso seu alimento (além de “mana”…provavelmente) são as idéias. Você não pode ver um projetinho no ar, ou uma idéia nova e quer logo executar, né?

E mais: você pensa que o ambiente ideal para o florescimento dessa sua idéia maravilhosa é a empresa para a qual você trabalha. E isso, sinto dizer, raramente acontece.

Procure então entender que uma empresa tem sua filosofia, direcionamento e missão e, mesmo que você tenha sido contratado para mudar isso, algumas vezes não funciona. (não vou citar aqui o lance da Microsoft, porque o Merigo apresentou o case em seu Videocast…).

Entrando aqui no capítulo de ações que você deve evitar para não se sentir subaproveitado, vale repetir que: Empresas são empresas. Suas idéias, suas idéias. Existem casos em que as duas coisas podem coexistir. Daí, muito provavelmente você seguiu a…

…idéia#3: A melhor empresa, quem sabe, pode ser a sua.

Se você entendeu que deve guardar aquilo que faz de melhor para o momento certo e que algumas empresas não vão mudar a maneira de pensar e agir só porque você sabe plantar bananeira numa mão só, avalie se você tem estrutura (financeira, profissional, psicológica) para dar um próximo passo: abrir sua empresa. Nela, suas idéias serão sua missão, seu tempo será seu guia e seus clientes, um laboratório perfeito.

Para fechar

Sobre o tema “avalie se você tem estrutura”, aconselho o episódio 3 do FalaFreela, nosso podcast. Onde eu e Humberto Oliveira falamos sobre a preparação que se deve ter para se lançar como “empresa de uma pessoa só”. Sobre o mundo das idéias e de como realizá-las, dê um pulo em nosso Guia, recheado de posts sobre o assunto.

Ah sim, e queria muito ouvir seu comentário sobre o que falamos por aqui. Seja no espaço aí embaixo ou levando esse papo para o twitter.

Como evitar que meu email seja ignorado pelos editores?

Urna electoral de D.C.
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Muita gente envia toneladas de e-mails e não sabe porque motivo eles não são respondidos. Na vida corrida de hoje, quando sua concorrência é composta POR TODO O PLANETA, a grande lance é ser simples, direto e útil a quem recebe uma mensagem sua. Quer saber O QUE NÂO FAZER? Acompanhe essa lista dos 10 erros mais comuns:

1. Emails pesados, em HTML

Você tem idéia de quantos emails um editor recebe por dia? E do tamanho do fluxo de informação com que ele precisa lidar por hora? E da quantidade de coisas que um editor lê? É sério. Tudo que a gente não precisa é receber aquele fantástico PowerPoint que você levou dias fazendo.

O texto, para um editor, é a essência da vida. Você precisa ganhá-lo no conteúdo. Escreva o que quer, simplesmente. Palavras deveriam ser suficientes e o editor não precisa que o texto seja colorido, em extra bold, corpo 32, para enxergar. Acredite, ele provavelmente não é cego. Você pode apenas escrever o que quer dizer.

2. Imagens anexadas

Imagens anexadas pesam o email e muito provavelmente o editor não pediu para que você a enviasse. Primeiro faça contato e se – somente se  - o editor pedir, você envia imagem. E mesmo assim, envie sempre em baixa resolução, leve, pequena (a menos que o editor peça diferente, é claro).

3. Faça-o trabalhar!

Quer mostrar o seu portfólio online? Não faça o editor ser obrigado a pesquisar no Google para te achar.

Envie o link de maneira clara. Algo como “veja o meu portfólio no link www.blablabla.com” . Simples, direto, fácil de achar. Se no seu site não tiver, envie uma mini (mini!) biografia no final do email. É sempre bom saber com quem estamos falando.

4. Erros crassos de português

Português é um idioma complexo e difícil. Todo mundo erra. É natural que um profissional da área erre menos. Espera-se que um médico saiba onde fica o fígado, por exemplo, mas não que ele tenha todas as respostas de todas as especialidades. Vai doer no olho de um editor cachorro com x. Não precisa enviar para um revisor profissional cada email que você troque, mas releia com atenção antes de enviar.

5. Muita informação!

Juro, o editor não precisa saber que o seu livro é baseado na triste história da sua Tia Conchita, que veio de Costa Rica para tentar a sorte vendendo mariola na porta do Banco Xurumbambos Inc., mas que ela então casou com Rodoaldo, um engenheiro mecânico especializado em tratores e por causa disso se mudou para Pirapora do Bom Jesus e… Não, ele não precisa saber de tudo isso! Diga “baseado em uma história real”, é suficiente. Mesmo que a sua Tia Conchita tenha sido a pessoa mais importante na sua vida, não foi na vida do editor.

O editor também não precisa saber que você mora em um aprazível sobrado do lado da editora e que pode ir lá sempre que ele precisar de uma fotografia. Envie apenas o seu endereço. Editores pensam, juro para vocês! Se esta informação for de alguma forma importante, ele vai notar, acredite.

6. Pouca informação

Pelo amor de deus também não envie um email apenas com “portfólio link tal”. Apresente-se, diga ao menos o seu nome e o que deseja! Editores costumam ser pessoas inteligentes mas não são videntes!

7. Use hotmail e afins

Nada contra o hotmail especificamente, mas infelizmente este é um daqueles endereços que acabou caindo nas mãos dos spammers. E não tem nada nesse mundo que um editor tenha mais nojo que spam. Uma barata morta dentro de um envelope faz mais sucesso que um spam. Se o editor achar, por um segundo que seja, que o seu email é spam, você já era.

8. Formal demais! Informal demais!

Você não é amigo íntimo do editor, não o trate como tal. Agora, o editor tampouco é juiz do Supremo. Tratamento informal como “você” não tem problema algum, mas “aí cara, tá ligado?” é um pouco demais. Um bom parâmetro é falar com o editor como você normalmente fala com o gerente do seu banco. Não precisa ter medo do sujeito mas não é de bom tom botar o pé na mesa dele.

9. Arrogância

Não, você não é o melhor e muito menos o único fotógrafo / ilustrador / autor do mundo. Sinto muito. E a oportunidade não é imperdível. O seu livro não vai mudar o mundo. A sua ilustração não é a única solução possível para aquele texto. Lamento muitíssimo mas o seu texto não é revolucionário e não trará, sozinho, a paz ao mundo.

O editor muito provavelmente tem muito – mas muito! – mais experiência do que você. Escute o que ele tem a dizer.

10. Envie algo completamente fora da linha editorial

Por melhor que seja, de nada adianta você enviar um texto infantil para uma editora que não tem um selo infanto-juvenil. Ela vai recusar. Antes de enviar qualquer coisa a um editor, pesquise. Entre no site, veja o catálogo, leia o “quem somos”. Você mesmo vai perceber se vale a pena entrar em contato com aquela editora ou não.

Dúvidas e sugestões?

Campo de comentários (se você está no RSS, faça-nos uma visita!) ou e-mail!

Onde encontrar um bom agente?

pre-ejection
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Eles já foram citados duas vezes nos podcasts do Carreirasolo.org e são figuras fundamentais se você é do tipo que não curte muito o mundo burocrático e mundano das contas a pagar, a receber, contratos, etc e tal.

Falamos, claro, dos agentes. Comum no mundo das celebridades e artistas em geral, pouco se fala da atuação destes profisisonais no ambiente freelancer. Quem sabe é algo que o Carreirasolo.org virá a instituir?

Carolina Vigna-Marú, nossa colaboradora aqui e no Fala Freela, listou alugns, dedicamos ao mercado de ilustração, com suas respectivas avaliações. É lista mais do que valiosa!

Aquent

Pronto positivo: São grandes
Ponto Negativo: muitas vezes acabam sendo mais uma agência de empregos do que de representação
Link: http://www.aquent.com/

The July Group

Pronto positivo: são respeitadíssimos
Ponto Negativo: são fechados, não é muito fácil ser representado por eles (mas
eu acho que vale tentar!)
Link: http://www.thejulygroup.com/

Whirledvisions

Sem avaliação, foi apenas um link recebido
Link: http://www.whirledvisions.com/

DeFreece Group

Pronto positivo: tem fama de dar resultado rápido
Ponto Negativo: é mais de fotografia, nem sei se aceitam design
Link: http://defreece-group.com/

Ripcord graphics

Sem avaliação, foi apenas um link recebido
Link: http://www.ripcordgraphics.com/

Giant Artists

De todos, foi o que eu mais gostei. Mas acho legal você entrar em todos e, claro, dar uma googlada por “artist representation” e entrar em contato
Link: http://www.giantartists.com/

Devo cobrar ou aceitar permuta?

Day 4 - Paying off debt
Creative Commons License photo credit: quaziefoto

A única certeza que você tem quando aceita trabalhar sob permuta é a de que perdeu dinheiro. Podem burilar a argumentação, apresentar fatos e teorias conspiratórias, mas a verdade é essa. O que muda é o quanto de capital você deixa de ganhar ou, se realmente quiser entrar nessa, o quanto de grana você vai perder em nome de um projeto futuro, de uma “parceria imensamente lucrativa”, da “maior chance do mercado”.

Separei três situações para você analisar:

O cliente pode pagar, mas prefere oferecer permuta

Para sair dessa, faça um exercício de inversão da situação. Imagine que você quer comprar um carro zero, entra na concessionária senta com o vendedor, pede todas as especificações (vidro, trava, alarme, IPVA grátis, tanque cheio e som instalado) e, ao realizar o pagamento, saca seu bloquinho e começa: “Vamos lá, como você quer sua nova campanha de marketing?”.

Acha que vai funcionar? Você acredita mesmo que vai sair de carro zero porque ofereceu em troca uma página dupla e um roteiro para comercial de 30 segundos? Pois é, tem cliente que consegue fazer isso com você.

Você quer oferecer um projeto para um cliente que não pode pagar

Aqui a situação é um pouco diferente. Digamos que você teve uma grande idéia para um mercado específico. Sabe que, por exemplo, se investir em links patrocinados e criação de comunidades para uma pequena rede de farmácias no interior de Goiás, fará o rendimento deles triplicar. Só que o cliente ou não acredita, ou não tem verba separada para isso ou nem sabe o que é um link; e ainda mais patrocinado. Mas você acredita na idéia. Então vá em frente SE e somente SE sua atividade freelancer comportar uma verba de investimento.

O que é verba para investimento? Você não fez cartões pessoais pra você, ou passou três semanas criando seu portfólio online? Isso tem um valor e você investiu esta quantidade de horas. Pense da mesma forma: se sua situação atual comportar alguma verba de investimento; use-a para este tipo de projeto. Do contrário não, será prejuízo.

E mesmo se a relação com este cliente não envolver qualquer tipo de compensação financeira imediata para você, registre-a num contratinho simples entre você e o cliente. Sempre ajuda.

Você quer trocar hora de trabalho com um parceiro de atividade complementar

É um tipo comum de parceria, principalmente no mercado digital. O segredo aqui é ser transparente e contabilizar as horas gastar de um lado e de outro, criando um banco de horas a ser compartilhado em projetos futuros.

Mas atenção: busque profissionais realmente complementares a sua atividade. A sobreposição de horas, ou seja, duas pessoas trabalhando na mesma coisa, costuma dar uns atropelos de entendimento e insatisfação que merecem ser evitados.

Mas o ideal continua sendo…

Fazer seu orçamento, aprová-lo, entregar um produto final 100% e receber por isso. A permuta, como vimos pelos exemplos acima é um caso a ser encarado como exceção e não regra.

E vocês, o que acham?

Ainda tem espaço para novos editores?

Entrevista com o Richard Diegues, autor e editor, dono da Tarja Livros.

A Tarja é uma editora especializada em literatura de fantasia e ficção científica.

Quem o entrevista é o também autor Eric Novello.


Richard Diegues from Aguarrás on Vimeo.

Eu fiz questão de colocar este vídeo aqui porque ele fala de algo que todos que pretendem entrar no mercado editorial se perguntam: ainda tem espaço?

Sim, tem. Você só precisa encontrar o seu nicho, a sua especialidade, aquilo que você faz melhor que qualquer outro.

Não abra uma editora agora achando que vai ser a próxima Companhia das Letras. Não, você não vai. Agora, se você começar determinado a ser a melhor editora de XYZ, suas chances são bem melhores e o espaço existe.

Quer ser editor? Mantenha-se fiel ao que você sabe.

Quer começar a blogar? Escolha o seu “mentor”

No final de semana dos dias 30 e 31 de agosto aconteceu, em São Paulo, no espaço Gafanhoto, a segunda edição do Blogcamp-SP. O Blogcamp é mais uma das muitas des-conferencias que tomaram conta do mundo da tecnologia nos últimos dois anos.

Inspirado nos barcamps, os blogcamps, assim como start-upcamp, luluzinhacamp, etc… se propõem a ser um espaço aberto de discussões, conversas, nertworking e porque não, diversão, com o foco nos blogueiros.

O mundo é tosco e eu me divirto

Nesta edição estiveram presentes várias figurinhas carimbadas da blogosfera, desde os que blogam porque gostam, até os que blogam pra literalmente fazer dinheiro, entre eles estavam o mestre/show-man Luli Radfahrer, Guilherme Valadares do Papo de Homem, Manoel Netto do Tecnocracia/Balela.info/Blogblogs.com.br, Bruno Torres, Lucia Freitas a LadyBug, entre muitos outros.

Mas uma figurinha em especial me chamou a atenção, Gabriel Naressi do Mundo Tosco, o garoto tem apenas 11 anos, passou o dia fazendo contatos, e distribuindo seu cartão de visitas, com o divertido slogan: O Mundo é tosco e eu me divirto.

Gabriel não chamou a atenção apenas pela idade, mas pela inteligência, pela forma como ele trava os outros blogueiros e por uma frase que soltou enquanto conversava, de igual pra igual, diga-se de passagem, com Maestro Billy e Luli Radfahrer, Billy perguntou pro Gabriel o que ele queria ser quando crescer, a resposta veio na lata: Blogueiro! Fez-se um enorme silêncio na hora.

Gabriel pode ser o representante de uma nova geração de profissionais, hoje dizer-se blogueiro profissional pode gerar sustos, discussões homéricas, como as sobre monetização que durante mais de ano tomou conta da blogosfera, ou soar como piada. Mas a geração de Gabriel, me lembra o Rafinha do video feito pela TV1 sobre a revolução da internet.

Gabriel estava no blogcamp para conhecer seus ídolos blogueiros, como Mr. Manson e o Raphael Mendes. Ele estava à procura daqueles que considera como mentor.

Se você está começando a blogar, se pretende começar, ou se já bloga a algum tempo, faça como o Gabriel, procure alguem em quem se inspirar, siga os passos dele, entenda como ele(a) blogam, quais os motivos para escreverem, enfim, faça um benchmark na blogosfera, você não tem nada a perder, mas pode aprender muito.

Pra não dizer que não fiz igual, há alguns anos acompanho o Mauro aqui no carreira solo, o CrisDias, o Pedro Markun e o mestre Luli, ainda longe de ser como eles, mas um dia chego lá ;)

Selo Audio Jungle
selo theme forest
Selo Camiseteria



Música

2º Ato me fez pensar: será que o Teatro tem força para continuar mágico?

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Trupe circense liderada por Fernando Anitelli teria perdido a mágica em troca de aliterações e versos infinitos, mas sem tanta alma. Em apenas dois momentos sentimos a presença do Entrada para Raros. Mas ainda há esperança, no final, os dispostos se atraem.
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Cinema

Você quer saber como eu me transformei num filme perturbador?

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Dilemas e desafios morais. Ser ou não ser, todas as questões acima. O rei sou eu e eu estou nu. Ahm…como dizer…para você. Não, não, meu lápis não vai desaparecer agora, não. Preciso dizer de forma conclusiva que…dilemas, sim, dilemas. O melhor filme do ano?
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Livros

Eventos literários fora do eixo Rio e São Paulo são uma boa para novos autores.

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Estive na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre e não conseguia parar de pensar sobre como esse negócio de eixo Rio-SP perde o sentido cada dia mais. Com isso em mente, resolvi fazer aqui uma breve e pessoal relação dos eventos que acontecem fora deste eixo.

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Inspiração

Ilustradores e retocadores de imagens são o foco do FalaFreela#14

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Quando você recebe uma foto escura, sem foco e detonada qual é a sua reação? a) joga fora e tenta achar outra; b) começa a pensar em usar apenas texto em seu próximo layout; c) scaneia, abre o photoshop e começa a fazer sua magia. Se você respondeu letra “c”, o episódio 14 do Fala Freela foi feito pra você.

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