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ACTION! Começa o Festival do Rio 2011

Luana Furtado

Jornalista

Produtor independente, cinéfilo apaixonado ou cidadão curioso? Não importa qual o rótulo cai melhor em você, o que todos concordam é que as próximas duas semanas, de 06 a 18 de outubro, são de celebração ao cinema mundial na cidade mais maravilhosa e agora também a mais cinematográfica: o Rio de Janeiro estende o tapete vermelho para seu festival de cinema.

A organização promete trazer o que há de mais significativo no cinema nacional, latino e mundial, e para isso conta com um circuito de 40 espaços de exibição. Nesta 13ª edição, são 350 filmes, de 60 países, distribuídos em mais de 30 mostras, incluindo aí a abertura e o encerramento que são um espetáculo à parte em um festival de cinema dessa proporção. Leia mais »


Publicado em 06/10/2011 às 3:30 na categoria Cinema, Destaques Novas, Eventos, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

WANTED. Comparamos HQ e Filme num festival de referências.

Ruronikz

Diretor de Arte

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Escrita por Mark Millar, publicada em 2003 e 2004, virou filme em 2008 com participações de Angelina Jolie, Morgan Freeman e James McAvoy. Mark Millar é autor de quadrinhos como The Authority, The Ultimates 1 e 2 (no Brasil conhecido como Os Supremos 1 e 2), Civil War (Guerra Civil) entre outros títulos.

A graphic novel, WANTED se passa num mundo fictício, onde, diferentemente do filme, os super-vilões se uniram em uma ultra aliança do mal e finalmente conseguiram derrotar todos os super heróis do mundo, fazendo com que o mundo como o conhecemos seja regido por uma sociedade secreta, uma “maçonaria” do mal.

WANTED choca pelo uso da violência explícita e muitas vezes sem sentido para provar o argumento da história, onde os super-vilões, fazem o que bem entendem sem maiores consequências, pois seus integrantes andam impunes de consequências para seus atos. No filme, essa “maçonaria” sofreu uma adaptação e se tornou a sociedade de assassinos a que o pai de Wesley e Jolie participam.

Os símbolos dos heróis e ícones são tão fortes e marcantes, que apenas fazendo referência é fácil identificar e reconhecer a quem ou ao que fazem referência. A obra está cheia de easter-eggs, onde o autor insere caricaturas de heróis conhecidos tanto ao Universo DC como ao Universo MARVEL e a outros heróis com “menos fama”.

Como os vilões triunfaram na batalha contra os mocinhos, todos os rastros da existência dos super heróis foram apagados da memória da população. Nessa graphic-novel, Millar presta inúmeras “homenagens” a personagens bastante conhecidos do mundo dos quadrinhos.

Se você prestar bastante atenção aos personagens, perceberá várias referências a personagens conhecidas: o souvenir que o Professor guarda, uma capa vermelha que fora do primeiro super-herói do mundo (Superman), quando o vilão Mister Rictus está prestes a matar dois homens e antes de fazê-lo, comenta que eles foram o melhor detetive do mundo e seu companheiro, ao que um dos homem alega apenas interpretar o papel de herói de um show para TV (Batman com Adam West), entre outras referências como a própria semelhança de alguns vilões com outros personagens conhecidos…

Dos quadrinhos para o cinema

Abaixo, nos Quadros Comparativos será possível observar algumas das semelhanças, por muitas vezes até gritantes com outros personagens ou semelhanças com atores reais.

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A diferença básica da graphic novel para o filme é o tom da narrativa. A mensagem foi amenizada no filme, onde a provocação com o leitor foi substituída por fantásticas e impossíveis cenas de ação. O enredo em si é bastante diferente, embora possua elementos similares. A crítica ao sedentarismo, a pessoas que preferem ficar navegando sem propósito na web, esperando tudo acontecer ao invés de “agarrarem” seu destino é feita tanto no filme quanto no gibi, mas de formas diferentes.

Comparativo - Fuckwit

Referência: Fuckwit = Bizarro

Comparativo - Shit-Head

Referência: Shit-Head = Clayman

Comparativo - The Fox

Comparativo - Wesley

O mais impressionante é que o aspecto que deixou o impacto do filme abaixo do impacto causado pela graphic novel é a própria presença dos super-heróis e super-vilões na história com a infinidade de referências. A adaptação para os cinemas não foi conduzida da mesma forma que a brilhante adaptação de WACTCHMEN, e por isso o filme não passa de mais um “filminho de ação”. Se você gostou do filme, leia a graphic novel e se surpreenda!

E no final…

Outra coisa que eu tenho que comentar é o final da série. Relaxem que não vou estragar o final para ninguém, mas quero falar que o final é um daqueles finais que te fazem pensar bastante e te provocam, e acima de tudo não é um final previsível, pelo menos para mim não foi. Millar conseguiu criar uma série inovadora com aspectos bem familiares que te provocam de uma forma que todas as ótimas séries de HQs/Comics devem fazer.

Fica aí a sugestão de leitura de uma série muito boa e relativamente curta. Leia antes de ver o filme para não se decepcionar no cinema e achar que Wanted se resume em balas que fazem curva e Angelina Jolie, pois acredite em mim quando digo que há muito mais nessa série do que você pensa….


Publicado em 29/08/2009 às 8:47 na categoria Cinema, Destaques, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Grey Gardens: 40 anos de decadência na espera por outra chance

Mauro Amaral

Editor Chefe

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Por indicação do Arthut Xexeo, parei ontem para dar uma olhada no Grey Gardens (HBO Films, 2009), filme que reconta a vida nada convencional das Edith Beale (mãe e filha homônimas), ex-socialites fracassadas americanas, durante um quase infinito período de decadência de 40 anos, entre 1936 e 1975.

Até aí, você pode dizer “Ok, quem nunca ouviu falar de histórias de decadência, ainda mais na década de 30 onde os EUA afundaram de vez com a Grande Depressão?”. Mas Grey Gardens está aqui por outro motivo.

A história real

200px-GreygardensExpressão mágica do cinema moderno, as histórias baseadas em situações reais atraem nossa atenção a priori. Nesse caso, não faltam motivos. Primeiro, as duas eram tia e prima de, ninguém mais ninguém menos do Jack O., ícone da elegância americana.

Segundo, quando se fala em decadência isso inclui no caso de Grey Gardens uma casa (uma vida?) sem manutenção por 40 anos, com lixo, restos de comida, dejetos dos 80 gatos, notificações da prefeitura, rostos, roupas, móveis e carros apodrecendo a céu aberto, na comunidade de elite de East Hampton.

A notificação e posterior chegada do caso aos jornais e revistas leva a famosa prima a reformar casa (a mãe se recusou a vender até a morte) e atrai atenção de dois cineastas que decidem registrar num documentário a inusitada situação.

Esse foi o ponto de partida no filme da HBO, reconstruindo esse momento, com Jessica Lange (mãe) e Drew Barrymore (filha), e a chegada da dupla de cineastas

Vale comparar essas duas cenas a primeira do documentário original e a segunda, do filme da HBO.

Um trabalho bem interessante, com destaque para Drew Barrymore.

“Um dia minha segunda chance virá.”

Entramos, então, no ponto que queria expor por aqui. Grey Gardens, em complemento ao drama pessoal e familiar, é uma lição importante sobre “esperar sua segunda chance.”

Quantas vezes ficamos parados vendo nosso mundo desmoronar, ou a imaginar um mundo que não existe mais, a espera da super chance que nos tirará da miséria, do marasmo, da empresa que não entende você?

Como diz Little Eddie, “às vezes é muito difícil separar o presente do passado”. A lição do filme pra mim é outra: preso a essa miopia, a maioria simplesmente se recusa a escrever o próprio futuro.

Estranhamento: é assim que você vai para frente.

Uma das práticas mais curiosas a se praticar nesse mundo de clientes e projetos é o estranhamento. Chamo de Estranhamento aqui a capacidade de retirarmos esse véu de miopia da rotina e práticas profissionais corriqueiras para vislumbrar a realidade, ou as várias realidades que nos envolvem.

Publicitários ao praticar Estranhamento entendem o quão inútil é ficar batendo na mesma tecla das situações, casting e gírias de classe média paulistana para comerciais de alcance nacional.

Empreendedores de internet ao praticarem o Estranhamento descobrem que um mundo que funciona só no timeline de seus twitters (coloque no lugar de twitter o nome do aplicativo mais famoso de todos os tempos na última semana, ok?), não reflete a realidade da internet nacional. E com isso, impedem o crescimento real da indústria, ou seja, a realização das potencialidades de sua ferramenta: na educação, no processo de inclusão social e resgate da cidadania, na simplificação de processos governamentais etc.

Educadores ao praticarem o Estranhamento entendem que são hoje facilitadores, canais, seres inspiradores e não mais ejaculadores de conteúdo semi-pronto.

Enfim, você, leitor, ao praticar o Estranhamento, entende de uma vez por todas que um filme não é só um filme, não é só um filme, não é só um filme.

Vale então, da próxima vez, avaliar o estado de coisas e olhar para seuu Grey Gardens interior e perguntar em que ano afinal, você está ou estacionou: 1936? 1975? Ou 2009?

Referências fundamentais:


Publicado em 21/06/2009 às 3:30 na categoria Cinema, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

O Lutador somos nozes. Fique atento para não cair nessa: freelancer está sempre na próxima onda.

Mauro Amaral

Editor Chefe

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Nenhum filme, nessa curta história do Subsolo, nossa seção de resenhas e pensamentos aleatórios, falou tão precisamente ao foco do Carreirasolo.org como O Lutador (The Wrestler – 2008). A possibilidade de leituras, a narrativa crua e emocionante, a interpretação – ou apenas transliteração – de Mike Rourke… enfim… sentar e assistir o filme é entender uma das máximas sobre a qual já escrevi um post muito legal há vários anos atrás: olhar para o céu é ver estrelas mortas.

O Roteiro

Randy “The Ram” Robinson (Mickey Rourke) é um bem-sucedido pugilista nos anos 80 que é impedido de lutar depois de sofrer um ataque cardíaco. Assim, ele consegue um emprego em um restaurante, passa a morar com uma stripper tenta se aproximar da stripper que sempre o atende visando estabelecer uma insólita relação “estável” e, assim, levar uma vida mais “padrão”. Mas não consegue resistir a vontade de retornar à antiga carreira, mesmo sabendo que isso oferece riscos a sua saúde. (Peguei essa no Cinema com Rapadura. Valeu Jurandir!)

A medida que assitia ao desenrolar deste plot, conduzido com firmeza por Darren Aronofsky (de Black Flies, Fonte da Vida e Réquiem Para Um Sonho) fiz várias conexões com o nosso papo diário aqui sobre a vida dos freelas e de como isso pode nos conduzir a uma vida tranqüila ou a derrota atrás de derrota. Vamos entender por quê?

Resiliência vazia, sem missão

Randy resiste a tudo: ao tempo, a velhice, as crianças, a fama vazia. Mas sua resiliência (qualidade muito admitrada hoje em dia) é vazia. É interessante notar como temos profissionais repletos dessa resiliência vazia no mercado. “A internet não vai funcionar nunca”, “web 2.0 é moda”, “e-commerce não pegou”, “lan-house não representa o grosso do público conectado no Brasil”, “crise? no máximo uma marolinha”. A resiliência vazia é a morte da missão. Tenha um missão e lute por ela. Não tenha uma luta e crie uma missão vazia ao seu redor.

Apego ao passado

Outro traço marcante é o apego ao passado. Randy, em seus momentos de tristeza mais profunda, olha o interior de sua minivan e seus recortes, inclusive de sua luta final, como quem vê estrelas mortas. A diferença é que ele ainda acredita que elas brilham. Prete atenção se você cultiva uma nostalgia segura e saudável ou cai de cabeça num cronômetro reverso de sua ambição, onde cada dia que passa foi pior que um passado irreal e fantasiado.

Falta de planejamento

Mesmo tentando sobreviver aqui e ali em feiras sobre seu mercado (o de luta livre), Randy vive o resultado de sua completa falta de planejameto. Cigarra com corpo de touro. Formiga do formigueiro alheio. Não planejou, não poupou, não lutou. Sobre isso falamos intensamente no FalaFreela#3, sobre Controle Financeiro. Dá lá uma ouvida!

Concluindo

O Lutador é um excelente filme. É emocinante sem ser piegas e nostálgico sem ser fantasioso. Trouxe pra cá, desapegado da neura de falar somente de lançamentos, para transformá-lo numa referência real para os profissionais que querem mais do que lutar ou vencer. Querem construir seus próprios ringues.


Publicado em 13/04/2009 às 5:39 na categoria Cinema, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Coraline e o outro mundo de quem viu Coraline.

Mauro Amaral

Editor Chefe

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coraline_poster2Imagine que, num belo dia Stephen King acordou e não curtiu sua vida. Ele queria ser um dos Irmãos Grim.

Escrever histórias ao mesmo tempo assustadoras e que pudessem trazer algo de bucólico e imemorial, sabe? Que misturassem crianças e monstros reais, o lado mais soturno dos desejos a mais cruel das vilanias.

Você sabe quem seria o Stephen King se materializasse do outro lado do espelho como um dos irmãos Grim?

Neil Gaiman escrevendo Coraline.

O filme por si só traz muito da esfera do livro, esses que só Gaiman sabe tornar (ir)reais. É infância e crise de meia idade ao mesmo tempo, é Alice no Pais das…Desventuras em série. E é, claro, IT em sua melhor essência. (It e Mulholand Drive me deixaram sem dormir, já adulto).

Mas tem mais: a realização em si é fantástica. Um filme em stop motion gravado em 3D, o primeiro da Laika Enterteinment House, dirigido por Henry Selick e que nos conta a história da pequena Coraline que, ao descobrir uma porta para um “outro mundo” dentro do quarto de sua casa nova, abre possibilidade infinitas de questionamentos nela e na platéia. De que lado da Matrix você quer ficar? O que mais vale ajudar: a si mesmo ou aos outros? A presença é substituível pela providência?

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“Não é um filme para crianças, é um conto de terror, o que elas fazem por aqui? Só quero ver no que isso vai dar”. Ouvi essa frase por um casal de góticos tatuados que, com certo descaso, fazia pouco da platéia infantil.

Coraline e Neil Gaiman têm esse poder: levantar fãs ardorosos por onde passam. Mesmo os mais amedrontados com a possibilidade de todos gostarem daquilo que consideravam só seu.

Vai lá ver e depois comenta!


Publicado em 27/02/2009 às 5:03 na categoria Cinema, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Slumdog Millionaire leva oito Oscar e uma questão no ar. Responda!

Mauro Amaral

Editor Chefe

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slumdog_millionaire_posterSurpresa, espanto, dúvida, assombro. Emoções que percorreram a última entrega do Oscar, que aqui caiu num domingo de carnaval, quando o bicho-papão da noite foi o bollywood movie Slumdog Millionaire.

A possibilidade de leituras que esse momento nos traz, vão além do cinema. Tomemos, por exemplo, a produção da festa, notadamente menos dispendiosa que em anos anteriores.

Teriam os produtores da academia sido pegos pela crise? Claro que não. O fato é que, com alguns descontos, a indústria do cinema, que tradicionalmente nos vende ilusões paleativas há mais de 100 anos, tem seu pezinho ali na realidade.

E se a realidade da vez é uma crise (real, sem dúvida), porque não embarcar no tema? Podemos dizer: o tema da entrega do Oscar esse ano foi a crise. E isso acabou se refletindo na premiação de Slumdog Millionaire.

Uma cidade de milhares de deuses

Que aliás tem um roteiro que você já viu: menino de favela se vira aqui e ali e tem um grande amor e um irmão que por sua vez escolheu o lado mais rápido para alcançar alguma posição na vida, o crime. Mas nosso herói é batalhador e tem lá seus talentos.

O máximo que se permite é ser um “malandro do bem” enganando aqui e ali turistas que visitam sua cidade natal. Tudo isso filmado e mini flash backs indo e vindo entre o momento de ruptura do roteiro, uma espécie de “Show do Milhão” e a infância pobre.

Troque Jacarepaguá por Bombaim e você tem, em vez de Cidade de Deus, o ganhador do Oscar de melhor filme.

E é aí que a vitória de Slumdog Millionaire traz sua leitura mais interessante. É para mim o sussurro de uma indústria: “Nós tememos os seus call centers que tentam nos enganar que nos atendem do bairro ao lado; tememos sua capacidade de remexer e reiventar nossos programas de TV e nosso estilo de vida; tememos até nos tornarmos no futuro o que vocês são hoje, numa insuspeita – mas não impossível-, troca de papéis entre nossas nações”.

Em outras épocas bastaria fagocitar essa avalanche de avanços na Índia, Brasil, China e Russia para, através dessa própria indústria cultural, perpetuar ciclos de dominação.

Será essa a alternativa correta agora?


Publicado em 24/02/2009 às 5:11 na categoria Cinema, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Você quer saber como eu me transformei num filme perturbador?

Mauro Amaral

Editor Chefe

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Perturbador e tenso sem deixar de ser embalado por uma excelente trilha que é mais um personagem em meio a tantos, feito por atores de ponta em papéis secundários e outros quase novatos mandando bem nos papéis principais neste que é o, ahmmmm, tschunchh, o melhor filme de herói do ano fingindo ser o melhor filme de ação do ano uhuhahaha representando o melhor thriller psicológico do ano. Mas em que ano estamos? Você quer saber em que ano estamos? Eu posso contar para você. Estamos no ano em que, ahmmm, vão fazer um filme quase um pouco longo demais, mas na medida certa. Medidas, tudo se resume a medidas. Aliás, não se pode resumir – a vida, o que dirá 142 minutos -, num texto tão curto, este ano em que estamos. Mas podemos falar de medidas, a medida do dilema, eu dizia. Dilemas e desafios morais. Ser ou não ser, todas as questões acima. O rei sou eu e eu estou nu. Ahm…como dizer…para você. Não, não, meu lápis não vai desaparecer agora, não. Preciso dizer de forma conclusiva que…dilemas, sim, dilemas. O bem que se faz ao cometer um mau ancestral, ou o mal que se comete como desculpa para o bem renovado nas esperanças de uma cidade? Pergunte a polícia. A polícia sabe: ela atira, mas não ladra. Mata, mas não morde. Cães que mordem, sim…ahm…como cães que só mordem podem acabar com as nossas armaduras? Como anda a sua armadura? Você tem alguém para construir a sua? Ou ela toma a forma de seu corpo, mesmo se você não saiba mais onde começa o seu limite corporal e onde termina o do outro? O que é o outro se não o palhaço de todos nós? Corpo docente e discente da indisciplina global, que se manifesta nos…ahm….olha aí…nos dilemas de barcos que passeiam pela bahia sem saber se vão ou se ficam, os dois. Guanabara, Houston ou Shangai: todos dilemas dos confrontos morais. Dos que nos deixam desnorteados pelos corredores de um shopping querendo entender como falar sobre mais essa referência, aqui para o Subsolo. Ahm…talvez seja isso, subsolo, caos, lama. Da Lama ao Caos. Sim, é uma obra pós-mangue-science. 142 minutos da lama ao caos. Você quer saber como acaba? Ahnmmm…eu posso dizer pra você.

(O Cavaleiro das Trevas, The Dark Knight, EUA, 2008 – Christopher Nolan)

Zemanta Pixie

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Publicado em 22/07/2008 às 10:39 na categoria Cinema, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Quebrando a Banca: liderança, meios e fins num filme fraquiiinho.

Mauro Amaral

Editor Chefe

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Quebrando a Banca (21 – EUA – Robert Luketic[bb]) é uma daqueles filmecos que tentam nos convencer de alguma coisa que nem mesmo eles sabem o que é. Neste caso específico o diretor Robert Luketic (Legalmente Loira[bb]) enveredou por uma fábula de pretenso fundo moral ambientada da cidade que se vê do espaço, ou seja, Las Vegas. Ao que me parece a idéia era mostrar que os fins justificam os meios. Desde que você saiba discernir um do outro.

Já escrevi aqui , num post muito procurado por estudantes de direito, que a inteligência no cinema americano é má. Não só no cinemão, na TV com a emergência das séries hypadas também. Benjamim Linus[bb] e Sylar[bb] que o digam.

Só isso, acredito, justificaria Kevin Spacey[bb] e Jim Sturgess[bb] numa briga Jedi do Bem e Mestre Sith do mal das mais simplistas: um gênio em matemática descobre entre seus amigos do MIT um grupo liderado pelo Prof. Micky Rosa que montou um esquema mnemônico para quebrar o sistema de Blackjack ou 21.

Como Ben Campbell é um ser superdotado de memória fotográfica, e precisa de US$ 300 mil para ser aceito no curo de medicina em Harvard, topa entrar para a gangue e invadir os cassinos em busca de (muita) grana fácil.

Pronto. O filme é isso. (Aliás, é baseado numa história real que já foi até matéria da Wired)

Meios, fins e lideranças

Resovi trazê-lo aqui para o Subsolo, que como já mencionei, é nossa humilde central de referências para vocês que começam a criar, planejar e implementar seus projetos como Profissionais Frilas, porque me ajuda e falar sobre três variáveis muito importantes para a carreira de todos nós.

  • Antes de mais nada você precisa pensar nos FINS. Para que você montou seu próprio esquema? Quebrar o mercado? Montar um cassino? Ou ser o melhor aluno do MIT? É tudo questão de escolha e, garanto, todas elas vão gerar algum lucro. Só não se esqueça que para toda grana que você ganhar, sempre tem algum imposto a pagar.
  • Não se esqueça de planejar seus meios até porque eles vão ser decorrência natural do FIM que você escolheu.
  • Escolher a quem seguir é outra dica importante que o filme nos deixa. Bons líderes nem sempre lideram boas causas. Aliás a história nos parece mostrar[bb] que os mais carismáticos escondem projetos não muito louváveis. Portanto, seja tão criterioso com sua liderança como foi Ben Campbell ao desafiar seu professor de equações não-lineares

Mas isso eu deixo para você escolher

Até porque essa é outra idéia bem legal de Quebrando a Banca[bb]: o livre arbítrio nos possibilita escolher em qual time jogar. Você pode até mesmo se identificar com o Cole Willians, (Laurence Fishburne[bb])contratado para identificar larápios de Cassino…e ser feliz assim. É com vocês.


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Publicado em 17/05/2008 às 2:02 na categoria Cinema, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Homem de Ferro. Com esse você pode baixar a guarda: é ótimo.

Mauro Amaral

Editor Chefe

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Homem de Ferro (EUA – Marvel Studios – 2008 – Jon Favreau) é, sem sombra de dúvida, a melhor adaptação do universo de HQ até agora. É ágil, enxuto, engraçado, violento, bonito. Tony-DowneyJr-Stark nasceu para o papel e Gwyneth Paltrow[bb] me faz pensar como é feliz Chris Martin[bb] que depois de fazer um show a encontra em casa, enfim, dizendo “Calm Down, baby…I´ll Fix You”. ;D

Antes de começar a escrever esta rápida resenha, dei uma volta pelos blogs e sites especializados e posso garantir que assino embaixo de tudo o que está publicado por lá, com destaque para o Especial Homem de Ferro do Omelete, que tem se firmado como a referência em termos de cultura pop no cenário da internet brasileira.

Digo isso porque sendo o Subsolo esta seção de referências que é, vez por outra precisamos sair do formato tradicional e apontar algo que some a voz corrente. Neste caso, sobre o Homem de Ferro, gostaria de falar sobre…

…o show do lado de cá

Um dentre os muitos méritos da versão cinematográfica de Homem de Ferro está do lado de cá da tela. Na sala onde estava pude contar pelo menos dez casos como o meu: pais trintões levando suas famílias para ver o “gibi que o pai lia quando era criança”. As mães reclamando “ai, quanta violência”, os pais, adorando: “Noosssaaaaa” ou “Olha lá o Stan Lee, ele sempre dá um jeito de aparecer”. E os filhos…

…bem, a moleacada desta vez tomou conhecimento do que vem a ser um alter ego bem interpretado. Sim, porque em adaptações anteriores, seja o emo-Peter Parker, o pastelão-Reed Richard ou o Shrek-Hulk; autores e diretores miraram num público neo-adolescente que quase ou nada teve de contato com os dilemas sessentistas-setentistas, fonte de grande parte dos roteiros dos gênios Lee, Jack Kirby e sua turma.

Homem de Ferro, não à toa a primeira produção assinada integralmente pela Marvel Studios, parece ser a versão turbinada de um bom gibi dos que se lia depois da escola. Ou tudo o que passava na cabeça da gente quando tentávamos imprimir movimento aos quadrinhos.

Especifique, construa, pinte!

Mais uma: ao lado de Minority Report[bb] (EUA – 2002 – Steven Spilberg[bb]) Homem de Ferro é um dos raros filmes onde se tem uma preocupação genuína com a direção de arte do “maquinário” e sua tecnologia.

A armadura, que o mestre Maron batizou de o cavaleiro definitivo, é de uma precisão assombrosa me fazendo lembrar várias vezes os circuitos desenhado por John Byrne nos anos 80-90 para o laboratório do Sr.Fantástico.

A estação de trabalho de Tony Stark, garanto, é sonho de consumo agora de metade da nerdolândia que assistiu ao filme. Incluindo este editor. Inteligência artificial, mesa de simulação 3-D em tempo real, sistemas pervasivos…tá tudo lá. E o que é o “construa, pinte”, que Tony Stark manda para seu assistente Jarvis, um mordomo-robô movido a inteligência artificial, que monta a armadura enquanto ele vai tomar uns drinques em alguma festa pela cidade?

Filme de menino

Mas não posso discordar das mães presentes: Homem de Ferro é, por fim, um filme de meninos, com brinquedos que gostamos. E que usa isso para product-placements bem inteligentes. Quer mostrar telefonia 3G? LG[bb]. Computadores robustos o suficiente para acompanhar o intelecto do bad-boy bilhonário? Dell[bb]. Correr pela cidade como um bom playboy? Audi[bb]. Acabou de chegar do cativeiro e não se segura de vontade de comer um junk-food? Burger King[bb] neles! E por aí vai.

O maior deles, contudo, é subliminar e vai direto, novamente, ao público de trintões que encantou. Que diga o Ballantines lá de casa que sofreu um baque considerável. ;D

Um brinde a Tony Stark. E que venha o segundo! \0/


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Publicado em 12/05/2008 às 11:44 na categoria Cinema, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Jumper deu todas as dicas antes de ir às telas. Só não viu quem não quis.

Mauro Amaral

Editor Chefe

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jumper_cartaz.jpgQuando as primeiras notas de pré-lançamento de Jumper (EUA – 2008 – Doug Liman[bb]) chegaram ao Brasil, ninguém notou, mas a pista era clara: todo foco estava nas locações que, a despeito da tendência atual de “vamos gravar tudo em fundo verde que depois o pessoal de CGI resolve”, foram cuidadosamente escolhidas e elevadas a personagens principais da trama. Pelo menos assim nos disse o diretor, que já assinou também Sr. e Sra Smith[bb] e o Ultimato Bourne.[bb]

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Publicado em 29/03/2008 às 7:54 na categoria Cinema, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.