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Freelancer se aposenta? Parte IV: os planos de previdência pessoal

Rafael Amaral

Atuário

Depois de avaliar tudo o que os planos oficiais ou particulares podem oferecer para o seu futuro, chegou a hora de conhecer os investimentos que você pode fazer, pensando em um fluxo de rendimentos que o ajude a “colocar o boi na sombra”. Hoje vamos avaliar de tudo um pouco, acompanhe:

FGTS, Tesouro Direto, Imóveis e Ações. A Previdência Pessoal

Chamei de plano de previdência pessoal aqueles investimentos que fazemos pensando na geração de renda passiva que no final das contas é o conceito de aposentadoria. É natural que optemos por esquemas de investimento pessoais ao invés dos sistemas tradicionais, afinal no Brasil temos um triste histórico de crises econômicas e logros perpetrados por empresas pouco idôneas.

Quem tem mais experiência vai recordar dos montepios que foram empresas de previdência privada criadas nos anos 60. Os planos dos montepios não tinham cláusula de correção pela inflação o que corroeu as reservas e benefícios de milhares de pessoas, acabando com a poupança realizada por décadas.

Outro ponto é que os planos de previdência cobram taxas de carregamento, saída e administração que são menores ou até inexistentes em outros tipos de aplicação.

Por último e não menos importante temos que o plano de previdência tem como objetivo principal o pagamento de renda vitalícias, o que garante o pagamento durante toda a vida, mas impede que deixemos os valores acumulados para nossos filhos e netos. Em contrapartida a previdência pessoal não conta com os dois incentivos tributários dos planos de previdência.

O primeiro incentivo tributário diz respeito ao abatimento das contribuições aos planos na declaração anual de imposto de renda. Nós podemos abater contribuições equivalentes a 12% da renda bruta tributável anual, o que diminui o total de imposto a pagar. Para aqueles que não se beneficiam desse sistema pode-se ainda contribuir a um VGBL, que não tem essa característica mais em contrapartida é tributado só sobre o rendimento na alíquota de 15%, podendo parte desse valor ser restituído na declaração do IR.

O segundo incentivo é que o pagamento do Imposto de renda é feito somente no resgate ou pagamento de benefício e de acordo com alíquotas mais baixas que aplicações normais. Isso significa que você não paga imposto quando muda o perfil de investimento, diferente do que ocorre com uma aplicação normal.

Vamos conhecer um pouco melhor as quatro opções mais indicadas para a sua fonte de renda passiva?

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Publicado em 13/03/2012 às 10:00 na categoria Dicas, Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Freelancer se aposenta? Parte III: os planos de previdência individual

Rafael Amaral

Atuário

O terceiro artigo da série que vai dar as dicas para você, profissional freelancer, conseguir montar seu plano de aposentadoria. Já abordamos em artigos anteriores o plano de previdência tradicional, o INSS e os planos de previdência patrocinados. O papo hoje é sobre os planos de previdência individual.

PGBL, VGBL e Planos Associativos. A Previdência Individual

Chamei de plano de previdência individual os planos que são contratados em agências bancárias, em seguradoras e os planos destinados a associações de profissionais liberais como advogados, médicos, professores, etc. É o segmento que mais cresce, já rivalizando em reservas com os planos patrocinados.

A característica principal desses planos é que você escolhe muitas das variáveis do seu plano o que deixa a maioria das pessoas sem norte. Qual a data de aposentadoria ideal? Qual o valor de contribuição? Qual plano deve escolher: PGBL? VGBL? Os dois? Qual o fundo de investimento: Renda fixa? Renda Variável?Que empresas em Renda Variável?


Creative Commons License photo credit: -syauqee-

Ocorre que na maioria absoluta das vezes os corretores não estão preparados para realizar uma venda consultiva, ou seja, não estão preparados para avaliar o perfil do cliente e montar o seu plano de previdência, o que eles fazem é apenas preencher como informações padrões sem conversar com o cliente e expor a importância de cada decisão tomada.

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Publicado em 08/03/2012 às 10:13 na categoria Dicas, Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

[Artigo do Leitor] Freelancer: qual é o seu salário?

Diego Fernandes

WebDesigner

Grande parte dos freelancers (se não forem todos) tem uma pergunta que fica martelando por um longo tempo, principalmente no início da carreira: quanto devo cobrar por meus serviços? O assunto é bastante e constantemente discutido.

Inclusive tem um artigo muito interessante de Cristiano Santos aqui no CarreiraSolo que pode dar uma luz a essa questão. Mas tem outro ponto pouco debatido, que talvez possa ser a resposta da questão inicial: Quanto você QUER ganhar pelos seus serviços?

Claro que queremos ganhar o máximo possível. Mas o interessante é se basear em um piso salarial. De que adianta fazer tabela de preços de seus serviços, calcular seu valor/hora e não ter a mínima noção de quanto se pode ganhar nas suas condições de trabalho? Foi pensando nisso que acabei “acordando” para essa realidade. Eu tinha uma base de quanto cobrar por cada serviço, mas não tinha uma base de quanto eu poderia produzir por dia, sem perder qualidade de vida – afinal, existe vida pessoal também, certo ;-)

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Publicado em 14/02/2012 às 8:58 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Qual é seu perfil digigráfico?

Mauro Amaral

Editor Chefe

Em um trabalho absolutamente criterioso e bem montado, a DM9DDB lançou semana passada o resultado de sua pesquisa “Perfis Digigráficos” que consolida os levantamentos feitos em parceira com a Vox Pesquisas sobre como interagimos com as mídias digitais.

Como muito bem falado no vídeo de introdução que você pode assistir logo abaixo, o mundo digital não é mais fronteira de poucos, de desbravadores ou geeks sem alma. É, antes disso, o lugar comum, a praça pública.

É onde aprendemos, interagimos e damos voz a nós mesmos, àquilo que achamos que somos; é a fronteira do eu, do outro, das instituições que nos rodeiam e do mundo em que vivemos. A partir dessas instâncias e da constatação que variáveis como idade, sexo e domicílio fazem tanto sentido como vender passagens de avião em mundos virtuais onde podemos voar, foi cunhado o termo que batiza a pesquisa.

Ao entrevistar diversas pessoas, consultar especialistas (antropólogos, psicólogos e educadores) e pensar um pouco, a pesquisa propõe reclassificar o mundo digital em cinco grandes grupos: imersos, ferramentados, fascinados, emparelhados e evoluídos.

Segundo Cynthia Horowicz, vp de planejamentoda DM9DDB:

…o estudo reforça o posicionamento que escolhemos para a DM9DDB como uma agência convergente. Geramos ideias e construímos marcas independentemente da plataforma.

Vale dar uma olhada no “memorial” da pesquisa, disponível no Blog da agência.

Originalmente publicado no RTRBlog.


Publicado em 08/02/2012 às 12:22 na categoria Destaques Novas, Vídeo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Quais são as diferenças entre editar vídeos para TV e para a Internet?

Gustavo H M Silva

Cineasta independente

Muita gente edita seus vídeos para gravar em DVDs ou para um programa de televisão e tem sérios problemas ao portabilizar esse conteúdo para Internet. Nesse artigo eu vou passar algumas diferenças básicas entre trabalhar com estes dois formatos e como você pode se poupar de dores de cabeças durante o trabalho.

WHOS
Creative Commons License photo credit: Symic

Primeira parte: Entendendo o I e o P

Existem uma quantidade incontável de formatos de áudio/vídeo no mercado (tanto com respeito ao encapsulamento, quanto com respeito a CODEC’s). Os grandes sites de vídeo como Vimeo, Youtube, Metacafe e Videolog.tv aceitam praticamente todos os formatos, mas se tem algo com que eles não sabem como trabalhar é com a questão interpolação X progressão.

O formato de TV é um formato interpolado devido a limitações quanto ao nosso padrão elétrico e as tecnologias das televisões no mercado. Algumas novas já suportam progressivo, mas seu formato nativo ainda é o interpolado.

Neste formato,  cada frame recebido pela televisão via cabo ou antena é um composto de linhas, numeradas como ímpares e pares, que chegam e se juntam como um quebra cabeça de linhas ao serem exibidas. O sinal lembra muito uma folha de papel que passou por um triturador de escritório, reduzido a linhas de papel… só uma referência.

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Publicado em 15/12/2011 às 9:14 na categoria Respostas, Vídeo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

A data do boleto pode ser diferente da data da nota fiscal?

Henrique Arake

Advogado

Prezados leitores: como vão? Resposta à dúvida deixada por um leitor no post “Sou obrigado a emitir nota fiscal mesmo se o cliente não pedir?

Sou MEI. Posso emitir a Nota Fiscal quando constar constar o pagamento do boleto que emiti para outra data? Tem cliente que não paga, ou quando paga, o faz com atraso. Daí tenho que somar juros e multa por atraso, valor que deve bater com a Nota Fiscal que emiti.

Uma série de assuntos interessantes para debatermos! Traduzindo a pergunta aos poucos:

MEI = Sou microempreendedor individual, não confundir com o EIRELI (já bastante discutido em outros posts por aqui).

Nota Fiscal = Documento que indica, pra quem interessa (adivinha), quanto você faturou! (Pegou? “Faturou”…”Fatura”)

Boleto bancário = Instrumento para facilitar cobranças.

Isso posto, vamos discutir o que eu entendi da pergunta. O leitor quer saber se pode emitir uma nota fiscal com data divergente da que o boleto foi pago e como proceder com relação aos juros e multas por atraso.

Money makes the world go around!
Creative Commons License photo credit: Anders.Bachmann

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Publicado em 05/12/2011 às 11:18 na categoria Legalize, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como fazer um portfólio de edição de vídeo?

Gustavo H M Silva

Cineasta independente

Antes de tudo, vamos esquecer o termo Portfólio. Isso porque em sua melhor tradução ele representa os trabalhos na íntegra, ou seja,  uma lista de trabalhos de um profissional. Para um editor de vídeo pode se mostrar impossível! Pense que, mesmo que você selecione três trabalhos para apresentar, isso deve totalizar aproximadamente uma hora e meia. Nenhum cliente vai assistir isso tudo.

Sendo assim, na área audiovisual, dois tipos de exibições servem para substituir o Portfólio: Demo Reel e o Promo. Vamos entender neste post como cada um deles deve ser montado e quando utilizar um ou outro.

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Publicado em 30/11/2011 às 2:00 na categoria Respostas, Vídeo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Qual é o melhor software para edição de vídeo?

Gustavo H M Silva

Cineasta independente

Selecionar o melhor software para edição de vídeo é uma tarefa complexa. Em geral, editores de vídeo sempre selecionam seus softwares preferidos por um motivo próprio, seja por ter iniciado com um curso em uma produtora em que se utiliza determinada plataforma, por limitações de sistema operacional ou até mesmo por preguiça de aprender uma nova linguagem.

Early morning FCP edit
Creative Commons License photo credit: ColumbusCameraOp

Eu conheci uma vez um editor de vídeo (por motivos óbvios, não vou revelar seu nome) que por anos trabalhou fazendo edições profissionais para vídeos de casamentos e showreels corporativos utilizando o software iMovie, da suíte Apple iLife. Hoje, com o lançamento do Final Cut Pro X, ele finalmente mudou para essa nova plataforma, pois as duas ficaram muito parecidas, facilitando sua familiarização.

Ao mesmo tempo, o lançamento do novo Final Cut X tem sido fortemente criticado por editores de vídeo em todo o mundo, tendo sido chamado de iMovie melhorado, ao invés de um software profissional de edição. Até canais de televisão lançaram campanhas cômicas sobre a nova plataforma:

Nesta guerra de softwares de edição, só existe uma opção para que editores de vídeo selecionem sua plataforma preferida, e a única opção realmente funcional e lógica é: ESCOLHA VOCÊ MESMO! Leia mais »


Publicado em 21/11/2011 às 11:25 na categoria Respostas, Vídeo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Existe bibliografia relacionada à edição de vídeo? Algumas indicações!

Gustavo H M Silva

Cineasta independente

Algumas pessoas encontram muita dificuldade em encontrar material em português e atualizado em livrarias online e físicas sobre edição de vídeo. Eu gostaria de ser a pessoa responsável por dizer que livros comprar, porém também sofro do mesmo problema.

A verdade é que não há (ou há, porém pouco) interesse das editoras nacionais em trabalhar literatura para o mercado de vídeo, pois em geral editores de vídeo ou cursaram alguma instituição (mais tarde irei citar algumas muito boas para os interessados), e com isso ganharam suas apostilas, ou são fluentes (alguns só tem domínio técnico) na língua inglesa.

Film Department
Creative Commons License photo credit: D Services

O que é mais fácil de encontrar no Brasil são os video-treinamentos, via streaming online ou via DVD comprado e, diga-se de passagem, eles são muito bons. Abaixo segue uma lista (ordenada por qualidade superior > inferior) dos sites onde é possivel encontrar tal conteúdo. Leia mais »


Publicado em 18/11/2011 às 4:04 na categoria Respostas, Vídeo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Qual câmera de vídeo escolher para começar como freelancer ?

Gustavo H M Silva

Cineasta independente

A primeria observação quanto a este conturbado tópico não começa em qual modelo é melhor, mas sim qual é o foco dos seus clientes. Hoje o mercado está inundado de empresas e modelos de filmadoras para os mais diferentes objetivos, desde filmagens caseiras até produções de curta, média e longa-metranges.

Essa variedade de tecnologias deixa a maioria dos profissionais confusos e exige uma constante monitoria de sites de tecnologia para ficar “afiado” nos lançamentos, e para saber quando é de fato necessário renovar seu material (ou, no caso deste tópico, qual o melhor para sua primeira compra).

Comerciais para TV e para transmedia demandam câmeras diferentes das necessárias para filmagens de documentários ou casamentos por exemplo. Por isso, sempre decida seu foco de atividade principal antes de quais equipamentos comprar.

Diferentes ramos também significam diferentes valores de investimento. Logo, tudo está entrelaçado e deve ser pensado com muita calma. Após uma longa deliberação eu decidi começar esquematizando fluxogramas básicos para auxiliar a compra de novos equipamentos, tendo em vista os modelos mais recentes lançados, e separando de diversas formas.

Outra forma de seleção também pode ser por Downsides e Upsides (pontos fortes e fracos). Para tal, eu elaborei uma tabela. Como sempre, tendo em vista os modelos mais utilizados no mercado atualmente). Os dois documentos estão disponíveis logo abaixo:

Fluxograma básico de escolha | Tabela comparativa de modelos

IMGA0899
Creative Commons License photo credit: eddypedro

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Publicado em 17/11/2011 às 4:31 na categoria Respostas, Vídeo. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.