Comunicação Interna, por onde começar?



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Teoricamente, podemos definir comunicação interna como uma série de ferramentas utilizadas para promover a interação e a troca de informação entre a empresa e seus funcionários. As ferramentas podem variar de um cartaz parabenizando os aniversariantes do mês à foto do colaborador de maior destaque no período, passando por um programa de tv com o mais alto executivo da instituição transmitido no refeitório da fábrica.

Como em qualquer relação interpessoal a forma tem grande importância, mas o conteúdo é decisivo.

É clichê, todo mundo já sabe, alguns discordam, mas é preciso repetir: a primeira impressão… pode minar as chances de uma nova tentativa. Por indicação você pode comprar um livro com capa esquisita, ouvir o cd de uma banda com nome impronunciável e até ir ao cinema com o amigo excêntrico da sua irmã, mas é preciso uma dose a mais de coragem para encarar tudo isso sem o selo “eu recomendo”.

Não podemos esquecer de um conceito básico: sua informação só será transmitida se existir alguém do outro lado. Sem receptor não há valor para a mensagem. Então, ao criar o layout (seja newsletter, boletim ou cartaz) esteja atento ao tipo de público e reúna argumentos sólidos para defender sua criação junto ao cliente. Neste caso, elaborar um projeto que agrade à diretoria da empresa pode não surtir efeito na prática. O produto para comunicação interna deve gerar empatia no seu público-alvo: os profissionais da entidade. Em suma, a forma deve despertar o desejo de experimentar o conteúdo, sem precisar de recomendações.

Após delinear o formato…

O foco da comunicação interna é a motivação. Toda instituição é formada por pessoas e o modo como estas pessoas se relacionam com o cliente, os parceiros de trabalho e os fornecedores pode ser decisivo. Já li muitos artigos de especialistas em RH sobre a importância de sorrir ao atender o telefone. Parece piada, mas, pasmem, funciona. O bom atendimento pode ‘desarmar’ seu interlocutor e ser fundamental na resolução de um problema. Em alguns casos, sociabilidade, educação e simpatia podem gerar mais retorno que conhecimento técnico. A comunicação interna deve transmitir esse conceito aos profissionais. Todos devem estar comprometidos com os objetivos da empresa.

Como faço isso?

Levando em conta que você já segmentou o público, delineou um projeto gráfico adequado a este grupo e percebeu que o foco da comunicação interna é a motivação falta “apenas” escolher o conteúdo.




O tipo de veículo, o público-alvo e a filosofia da empresa serão fundamentais para determinar o que será abordado. Como são raras as instituições com capital suficiente para investir em house organs mais corpulentos, em geral, o espaço é tão curto quanto o tempo do leitor, portanto, a linguagem deve ser objetiva, clara e concisa.

Em empresas com ambiente mais descontraído vale criar tirinhas com uma mascote superando obstáculos comuns a rotina dos funcionários. É de bom tom parabenizar os aniversariantes do mês, os novos contratados e informar os colaboradores desvinculados da entidade. Dicas de cursos e eventos nas áreas de atividade do servidor, desde que estejam dentro dos respectivos orçamentos, também são interessantes. O conteúdo apresentado está ligado diretamente a filosofia da instituição, necessidades do público-alvo, objetivos da comunicação interna e, claro, da sua criatividade.

E o principal: a equipe não pode figurar de “marido traído”. Se há algum lançamento para ser feito; se a empresa ganhou uma licitação; vendeu uma filial; esta sendo acusada de fraude; ou comprou uma concorrente é imprescindível que o grupo seja informado de imediato, com uma versão oficial da diretoria mesmo que, para isso, seja necessária uma edição extraordinária. Ao ler a notícia na grande imprensa o funcionário já informado se sentirá parte daquela vitória e, se o caso for de derrota, a versão oficial no órgão da instituição trará a confiança de que aquilo que foi dito é a verdade, independente do que a mídia divulgar.

Também é importante salientar que todo trabalho em prol do relacionamento funcionário-empresa só terá resultado se estiver aliado ao real investimento da instituição em sua equipe. Exemplificando: não adianta reclamar que as atendentes comem na recepção se não há intervalo para o lanche…

Medidas simples às vezes geram tanto retorno quanto grandes investimentos. O profissional deve estar integrado a empresa, reconhecendo a importância do trabalho que desenvolve e, acima de tudo, percebendo o reconhecimento da entidade por sua atuação. O comprometimento, de ambas as partes, é fundamental para o sucesso de qualquer iniciativa.

E a nossa comunicação? Comente o texto, envie dúvidas, sugira novos temas. Participe do Carreira Solo.

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Publicado em 10/03/2008 às 11:06 na categoria Jornalismo, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.




13 Comentários para “Comunicação Interna, por onde começar?”

  1. Mauro via Rec6 -

    Comunicação Interna, por onde começar?…

    Algumas dicas para quem planeja ou vive de criar peças de comunicação interna para empresas de todos os portes!…

  2. Demétrio Sobrinho -

    Concordo plenamente que a motivação é fundamental.
    Não importa os meios, se os funcionários não se interessam a comunicação continua ineficiente.
    Eu e minha equipe pretendemos aplicar suas dicas, obrigado pelo artigo.

  3. Alice Selles -

    Acho o texto muito bom mesmo. Ele traz dicas importantes, e uma visão bem prática da vida real.

  4. Tatiana Bruzzi -

    Concordo com tudo o que o texto abordou. Para se fazer um bom trabalho é preciso motivação, força de vontade e entrosamento. Caso contrário, corremos o risco de penetrarmos numa Torre de Babel. Aonde muito se fala, pouco se entende e, no final, chega-se a lugar nenhum.

  5. Mauro Amaral -

    Muito bacana sua estréia!
    Num próximo artigo podemos abordar como tratar os clientes internos não? Rotinas de apresentação e aprovação das peças, por exemplo. Que tal?

  6. Elson Carlos Queiroz -

    Gostei muito das dicas. Principalmente na hora de colocar em prática… vale até como um caminho a ser seguido e com todas as ações realizadas no nosso dia-a-dia, acabamos esquecendo uma ou outra etapa. Muito bom para quem está começando e um lembrete de tudo que pode ser feito nesse trabalho para os que batem no peito e dizem que isso é uma coisa simples.

  7. João Neto -

    e pq não uns termos técnicos ?

  8. julio -

    Muito bom o artigo

  9. Carlos Silvério -

    Sou estagiário e atuo na área de Comunicação Interna. Parabéns pelo artigo, foi de grande proveito para o meu tranalho.

    Obrigado

  10. Sandra Nunes -

    Sou aluna do 8º período de Relações Públicas e sei da importância da comunicação interna como base para o progresso das organizações.Parabéns pelo artigo.

  11. Andrea -

    Em que programa seria mais adequado fazer o jornal interno, a empresa onde trabalho precisa de um jornal, mas não tem estrutura para isso em terno de programas…

    Gostei do artigo.

    valeu.

  12. jabar Tufai Dauto -

    Estava a ler artigo sobre comunicacao interna,gostei da forma como expoe e organiza
    os conteudos. contudo apelaria que fizesse
    o mesmo esfor,cao a nivel das organizacoes,
    como ministerios, e outras do governo cental.

  13. Fátima Nascimento -

    Gostei muito da matéria. Parabéns!
    Interesso-me muito pelo assunto, aliás sou apaixonada pela comunicação interna porque é muito dinâmica. É isso mesmo uma boa comunicação entre empresa x funcionário, melhora o nível de satisfação.

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Luciana Ribeiro

Jornalista

Jornalista, pós-graduada em Marketing atua como freelancer para o setor de saúde. Bio | Mande sua dúvida

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