Como registrar os freelas em meu currículo?

photo credit: Shutter Stealth Photography
Essa foi mais uma questão muito interessante, enviada por e-mail pelo leitor Davi Miranda. Ele é revisor e ao terminar um projeto ficou em dúvida sobre como registrá-lo em seu currículo. “Peço ao cliente um certificado indicando que realmente fui eu quem fiz o job”?
Davi, para ajudar a você a outros leitores que tiveram ou terão a mesma dúvida, vou expandir um pouco o horizonte do cenário. Vamos assumir aqui para o post que você já fez vários trabalhos freelas e quer vê-los constando em seu currículo ao lado de ocupações, digamos, mais tradicionais. A partir daqui divido a abordagem em dois momentos.
Primeiro: você é só freelancer.
Então, entenda-se como uma empresa. Que seja de um homem (ou mulher) só, mas empresa. Com este raciocínio todo projeto deve constar em seu currículo ou portfólio. A abordagem pode ser até um pouco diferente do currículo tradicional. Já ouvi aí pelo mercado que, nesses casos, não estamos falando exatamente de um currículo, mas das “Credenciais” de sua empresa. Nesse caso, detalhes como formação e cursos extra-curriculares perderão espaço para “missão”, “metodologia” e “objetivos” de sua empresa.
Segundo: você trabalha no mercado tradicional e faz alguns freelancers
Este é o caso do Davi, acredito eu. No que se refere à comprovação da realização do trabalho, caso seja um produto de massa, distribuído comercialmente, é só indicar a referência ao produto final como prova. Caso seja um produto de propaganda (um anúncio, um filme etc) você pode dispor de uma cópia online do material e fazer referência via URL em seu currículo.
Vale lembrar que no Brasil, os negócios jurídicos em geral são interpretados conforme a boa-fé, ou seja, parte-se do princípio que os negócios foram feitos sem a intenção de prejudicar a terceiros. Em outras palavras, caso alguém o acuse, questionando a sua participação em algum trabalho, deverá prová-lo, ressalvados os casos em que o sigilo de informações seja a regra (advogados, por exemplo)
(Aos interessados em aprofundar-se nos meandros jurídicos, sugiro o FalaFreela#26)
Voltando! Mas e a questão de “como publicar o trabalho freela?” Vejo aqui duas opções: ou você relaciona o cliente em sua experiência profissional como um contratante comum indicando no campo “Período de atuação” o tempo do projeto, ou você relaciona como “Projetos Pessoais”, e faz uma pequena descrição. Confesso que a minha preferida é essa segunda. Dá um aspecto de pessoa mais interessada e aberta a novas experiências, sabe?
Das duas, uma: não esconda os trabalhos que você faz como freela. Eles são uma experiência valiosa que vai além do seu fazer profissional. Eles ensinaram a você a atender clientes. Quem sabe é essa sua nova função?
Publicado em 25/01/2010 às 10:44 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.











Muito interessante e útil o post. Tava precisando de algo que explicasse justamente isso.
Poxa Mauro,
Bem que imaginei que talvez não fosse o único a ter essa dúvida! Só o fato de transformá-la em post já demonstra o quanto reconheceu a importância da questão.
Antes do seu post, encontrava-me receoso de fazer isso, pois nunca vi ou pelo menos não me recordo de ter visto atividades frilas em currículos alheios, o que me fez pensar que tal prática não fosse habitual e tampouco recomendada.
Gostei muito do campo “Projetos Pessoais” sugerido por você: a meu ver isso realmente poderá conferir um caráter “empreendedor” e de realização ao dono do currículo.
Fico grato não só pela resposta como também pelo interesse demonstrado no esclarecimento da questão.
Davi,
As questões do leitores são sempre consideradas. Afinal, essa é a razão de ser do Blog. Pode mandar mais dúvidas e divulgar para os amigos que por aqui, nós encontramos as respostas, ok?