Essa foi mais uma questão muito interessante, enviada por e-mail pelo leitor Davi Miranda. Ele é revisor e ao terminar um projeto ficou em dúvida sobre como registrá-lo em seu currículo. “Peço ao cliente um certificado indicando que realmente fui eu quem fiz o job”?

Respondi a questão no vídeo aí em cima e ao final do post, tenho uma transcrição do que falei. Mas, para complementar a sua experiência, gostaria que você seguisse também o meu podcast.

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Mas a experiência por aqui no blog não fica só no convencional. Por isso, indico também alguns livros que podem complementar a sua vida como freelancer.

Livros que podem ajudar em sua carreira de freelancer


Compre o livro “Quanto custa o meu design” na Amazon

Esse é um clássico, há muitos anos nas prateleiras. Ele vai ensinar em poucas páginas a como alocar os diversos custos fixos e também os variáveis de cada projeto; de que forma calcular juros para parcelamentos; quando dar descontos; qual a hora ideal de abrir uma empresa; dicas para se relacionar com os clientes (inclusive com os difíceis) e como valorizar o seu trabalho e administrar trabalho/vida pessoa, sem dramas.


Comprar o livro “Trabalhar por contra própria” na Amazon

Este funciona mais como um manual para ajudar você a qualquer que seja a razão ( desemprego, idade, aposentadoria ou aspiração pessoal) deseja trabalhar por conta própria, abordando as qualidades necessárias para esse tipo de trabalho e seus principais aspectos.


Comprar o livro “Finanças para autônomos” na Amazon

Como separar a vida financeira pessoal da profissional? Como estabelecer o preço pelo produto ou serviço oferecido? O que fazer nos meses ruins, de baixa demanda? Como tirar férias sem prejudicar o orçamento? Como se preparar para a aposentadoria? Essas e outras questões, respondidas aqui.


Comprar o livro “Meu Poupe”da Nathalia Arcuri na Amazon

Nathalia Arcuri é criadora do Me Poupe!, maior canal de finanças do mundo no YouTube. “Os fãs do canal Me Poupe! não vão se decepcionar. Nathalia Arcuri venceu o desafio de levar para o papel a linguagem que se tornou sua marca registrada, o que deve fidelizar multidões e reforçar o propósito de seu trabalho.

> Confira a lista de livros sobre freelancing, negócios, startup e carreira que selecionei na Amazon para vocês

Agora, voltando: a transcrição do vídeo

Davi, para ajudar a você a outros leitores que tiveram ou terão a mesma dúvida, vou expandir um pouco o horizonte do cenário. Vamos assumir aqui para o post que você já fez vários trabalhos freelas e quer vê-los constando em seu currículo ao lado de ocupações, digamos, mais tradicionais. A partir daqui divido a abordagem em dois momentos.

Primeiro: você é só freelancer.

Então, entenda-se como uma empresa. Que seja de um homem (ou mulher) só, mas empresa. Com este raciocínio todo projeto deve constar em seu currículo ou portfólio. A abordagem pode ser até um pouco diferente do currículo tradicional. Já ouvi aí pelo mercado que, nesses casos, não estamos falando exatamente de um currículo, mas das “Credenciais” de sua empresa. Nesse caso, detalhes como formação e cursos extra-curriculares perderão espaço para “missão”, “metodologia” e “objetivos” de sua empresa.

Segundo: você trabalha no mercado tradicional e faz alguns freelancers

Este é o caso do Davi, acredito eu. No que se refere à comprovação da realização do trabalho, caso seja um produto de massa, distribuído comercialmente, é só indicar a referência ao produto final como prova. Caso seja um produto de propaganda (um anúncio, um filme etc) você pode dispor de uma cópia online do material e fazer referência via URL em seu currículo.

Vale lembrar que no Brasil, os negócios jurídicos em geral são interpretados conforme a boa-fé, ou seja, parte-se do princípio que os negócios foram feitos sem a intenção de prejudicar a terceiros. Em outras palavras, caso alguém o acuse, questionando a sua participação em algum trabalho, deverá prová-lo, ressalvados os casos em que o sigilo de informações seja a regra (advogados, por exemplo)

(Aos interessados em aprofundar-se nos meandros jurídicos, sugiro o FalaFreela#26)

Voltando! Mas e a questão de “como publicar o trabalho freela?” Vejo aqui duas opções: ou você relaciona o cliente em sua experiência profissional como um contratante comum indicando no campo “Período de atuação” o tempo do projeto, ou você relaciona como “Projetos Pessoais”, e faz uma pequena descrição. Confesso que a minha preferida é essa segunda. Dá um aspecto de pessoa mais interessada e aberta a novas experiências, sabe?

Das duas, uma: não esconda os trabalhos que você faz como freela. Eles são uma experiência valiosa que vai além do seu fazer profissional. Eles ensinaram a você a atender clientes. Quem sabe é essa sua nova função?