bernardo.jpgBernardo Mariani é mais um dos integrantes de nossa, graças a Deus, crescente Galerasolo. Vem somar seu

s talentos a uma turma que tem braço para toda hora: designers, músicos, programadores e, até mesmo, pasmem!, redatores. Engraçado como este perfil aparece pouco por aqui. Galera, e aí? Tem mais algum redator nos lendo? Manifestem-se! Comentem o trabalho do Bernardo e, quem sabe, me ajudem a entender duas coisas: porque temos tão poucos redatores aqui no carreirasolo e, claro, porque vocês comentam tão pouco!

1. Freela em…

Eu sou, antes de tudo, redator profissional: traduzo o que o meu cliente tem a dizer para as palavras que o seu público-alvo deseja ouvir, de preferência com criatividade no uso da língua e do pensamento. Acho que meu trabalho também se inclui nas nomenclaturas arquiteto de informação e estrategista de conteúdo: estruturo e escrevo sites e campanhas de publicidade, house organs e folhetos institucionais, livros…

2.Entrou para essa vida em:

Décadas atrás, no segundo ano da faculdade.

3.Como?

Levei uns artigos para os editores de um tablóide de resistência bancado pelo Fernando Gasparian. Os artigos foram descartados como catastrofistas, mas recebi a encomenda de fazer a resenha de um livro. O primeiro dinheiro que ganhei na vida. Uma delícia.

4. Tem firma legalizada?

Não tenho.

5. Dedica-se totalmente ou é freela “meio-expediente”?

Há mais de cinco anos, venho sendo freela full-time, mas ao longo da carreira estive contratado e independente algumas vezes.

6. Como aborda e prospecta clientes?

Meu público-alvo é formado por pessoas sensacionais: designers, diretores de arte e de criação, empresários ou executivos de design, de publicidade ou de eventos. O método de prospecção é simples: telefono para a pessoa, marco uma entrevista e vou a ela apresentar meu portfólio.

7.Costuma formalizar propostas?

Sempre. A proposta contém um resumo do briefing, a descrição do serviço que está sendo orçado, os prazos para a sua execução, o custo e o prazo de pagamento.

8. Qual foi o pior calote?

Não me lembro mais; faz tempo.

9. O projeto ideal, como seria?

Um projeto com pouco prazo e muita grana com o objetivo de provocar, em milhões de pessoas, mudanças de comportamento que redundassem na melhoria das condições de vida de mais gente ainda.

10.Indicaria de olhos fechados:

Os designers e diretores de arte com quem tenho trabalhado ao longo da carreira são quase todos excelentes, mas ficaria chato listá-los aqui.

11. Espaço livre

Quando comecei a fazer freelas e durante ainda um bom tempo, o texto, depois de criado e redigido, demorava para chegar ao cliente. O processador de texto era a máquina de escrever, o que tornava bastante complicado conseguir uma boa apresentação para o trabalho. Era preciso, ainda, levar o texto, tarefa que o surgimento do fax auxiliou muito, embora piorando ainda mais a apresentação. Ser freela era ou um sonho inviável pela grande quantidade de tempo demandada por cada job ou uma necessidade entre empregos.

A internet tornou possível ser freela em tempo integral e há de se espalhar no Brasil a concepção de que não é necessário conhecer pessoalmente um redator para contratá-lo! Chego a sonhar com e-commerce de textos… o cliente conhece o portfólio pela internet, faz seu cadastro, acerta o contrato por e-mail, faz uma transferência bancária de parte do valor, recebe e comenta o texto por e-mail, recebe a versão final, deposita o restante e pronto. Por enquanto, uso meu site, o www.texto.tk, para mostrar uma seleção dos trabalhos realizados nos últimos três anos. Quem sabe um dia…