A editora pode mudar o conteúdo do meu livro?
Nota do editor: mais um post nascido comentário. As coisas são assim, às vezes a gente tem que dar uma alteradinha para dar vida nova. Opa, esse é o tema do post. Vamos ler?
Quando fui editora da Next, mudava muito textos, que eram artigos que precisavam estar completamente em sintonia com a revista e com os demais artigos. Por outro lado, não mudava quase nada de livros ou textos de ficção.
Eu entendo que um artigo técnico precisa estar de acordo com a publicação e com os objetivos a que se destina mas que uma obra ficcional é uma criação que se sustenta sozinha e portanto deve ser respeitada como uma unidade.
Claro que já recusei textos que poderiam até ser trabalhados e publicados mas, justamente por considerar que o autor apresenta aquilo que considera pronto, achei que não devia nem propor alterações.
Agora, alguns bons editores tem o hábito de mudar sim. Na minha experiência e no que vi acontecer com autores amigos, a maior área de conflito é na diagramação do livro, não no conteúdo. Coisas como ilustrações feitas para fundo branco e o diagramador “decide” que “precisa de uma corzinha” e taca um tenebroso tom pastel por trás, coisas assim.
E aí a gente não tem muito o que fazer além de engolir em seco e esperar por uma segunda edição melhor.
Publicado em 14/01/2009 às 4:26 na categoria Editorial. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.












São os pequenos toques assim que nos ajudam muito Carol! Estou de olho por aqui, aprendendo muito!
Valeu!
Daniel!
Que bons ventos o trazem?
Felicidade total em ver teu comentário.
\o/
Beijos grandes,
Carol
Mas, isso fica registrado no contrato? Eles avisam, perguntam, ou vão editando assim, ao léu?
Isso o que? Novas edições? Varia muito de contrato e você naturalmente só assina aquilo com que concorda. É comum que o contrato diga que a editora, durante X tempo, tem direito de fazer novas edições “ao léu”.
Lembrando sempre que uma nova edição significa que a primeira esgotou e que isso interessa ao autor. De toda forma a editora presta contas, inclusive das novas edições.
Ah, agora caiu a ficha.
Editar de copydesk, de modificar. Foi mal, Nicole, estou até o último fio do cabelo de trabalho e a atenção, que nunca foi o meu forte, fica prejudicada.
Em revistas editar ao léu – especialmente entrevistas – e nem notificar o autor é meio que padrão. Em livros, nada é publicado sem o ok do autor.
Quando eu era editora da Next, devolvia aos autores toda e qualquer edição (a menos que fosse obviamente um erro de digitação como “cachorrp”).
Em livros não precisa nem se preocupar, a editora devolve o original para o autor dar o ok, comentar, debater, etc.
Quando for algum periódico vc pode sempre usar o recurso extremo de perguntar ao editor se alterações voltam para vc ou não.
[]s
Em Portugal não mudam textos ( graças a Deus), apenas sublinham o que acham que deve ser alterado, e dão sujestões para mudar, nada mais.