Como enviar um livro infantil a editora?
Nota introdutória do Editor: Carolina Vigna-Marú responde a todos os e-mails que recebe de nossos leitores. E em cada um deles, vejo material para um post muito bom. E como aqui, no Carreirasolo.org vivemos de conteúdo muito, muito bom; não me furto em publicar versões adaptadas destes e-mails. O post abaixo surgiu da dúvida de uma leitora aqui no Carreirasolo.org sobre como enviar seu livro infantil as Editoras. É uma continuação perfeita ao Como enviar meus originais para análise
Livro infanto-juvenil é aquilo…
Todo autor quer enviar ilustração junto. A menos que a ilustração seja premiada ou seja imprenscindível para a compreensão do texto, não envie. Deixa o editor escolher o ilustrador. Apenas manda uma cartinha junto, dizendo que você gostaria de apresentar imagens para este texto. Normalmente, uma vez aprovado o texto, os editores acatam as sugestões dos autores, mas são processos separados e você precisa deixar o editor livre para escolher.
O mesmo vale para capas de livros adultos (adultos como em “não-infantis”). O único tipo de livro que não tem problema você enviar as imagens junto é livro técnico e mesmo assim às vezes o editor contrata algum ilustrador ou fotógrafo para melhorar/aumentar a quantidade de imagens.
O tamanho do livro varia muito, mas muito mesmo, até mesmo da escolha da gráfica da editora. Eu já vi, para você ter uma idéia, um mesmo livro (mesmo texto, mesmo autor) ter um ilutrador e um formato em cada edição.
Às vezes a gente faz um projeto em que a imagem faz parte, é uma parte meio que grudada no texto. Se for muito, mas muito mesmo, importante para você que a imagem seja aquela, envie uma xerox colorida de UM ÚNICO exemplo de ilustração com um bilhetinho dizendo que é esta ilustração que você gostaria de PROPOR para aquele texto.
All we need is Type
Agora, seu texto será melhor recebido, honestamente, se for só o texto, sem mais nenhuma informação editorial. Envie apenas o texto, em páginas A4 numeradas, fonte Times New Roman, espaço duplo, corpo (tamanho da fonte) 12. No cabeçalho você coloca o título e no rodapé o seu nome com um telefone e um email de contato. Encaderne de forma simples, em espiral mesmo. Coloque junto uma carta de apresentação (atenção: é junto, não é encadernada no texto!!!!) assim:
Prezado Conselho Editorial,
Encaminho para sua análise o texto em anexo.
Resumo do livro ou comentários que julgar pertinentes (como a apresentação de imagens, por exemplo) – 1 parágrafo de no máximo 5 linhas
Resumo biográfico seu – 1 parágrafo de no máximo 5 linhas
Atenciosamente,
Assinatura
telefone/email
Prontinho. E boa sorte!
Publicado em 29/08/2008 às 11:37 na categoria Editorial, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.













Olá, tenho um conto infanto-juvenil que traz em suas páginas um linguajar poético e em seu conteúdo mensagens de fundo filosófico. Oque percebo é que todos que o leem se prendem na leitura e não conseguem parar de ler até que terminem.
Entendi que vc faz as ilustrações. Gostaria de saber, caso um editor se interesse pelo livro, quais as condições normalmente se consegue por isso?
Por favor, entenda minha curiosidade.. Um forte abraço: Dito Braz
Olá, Benedito!
Fiquei em dúvida sobre se você queria saber as condições normais para o autor ou para o ilustrador, então vou responder as duas coisas, ok?
Autor: o percentual do autor varia de 5 a 20%, sendo o mais comum em torno de 10% do preço de capa do livro vendido. 20% é raríssimo e só em casos muito especiais. As livrarias costumam enlouquecer os editores com as datas de fechamento e condições completamente diferentes entre si. Com isso, é muito comum o editor adiantar uma parte em grana para o autor e ir descontando na venda. Então, por exemplo, se a editora te paga mil reais adiantados, só vai tornar a te pagar novamente quando o seu percentual de autor superar os mil reais em vendas. A gente normalmente fala que isso é para beneficiar o autor (e é também) mas a verdade nua e crua é que é para o editor não ficar maluco com a prestação de contas de cada livraria, é mais fácil esperar passar um tempo e fazer a contabilidade geral do que tentar prestar contas mês a mês (tem livrarias que nem fecham mensalmente, por exemplo).
Ilustrador: Aqui é mais confuso ainda. Existe uma pressão grande por parte das associações de classe que o ilustrador se torne co-autor do livro, ou seja, além de receber pela ilustração ainda receberia um pequeno percentual na venda do livro. Esta é a opinião da esmagadora maioria dos ilustradores e de todas as sociedades e associações de ilustradores no Brasil. Os valores de cada ilustração variam tanto, mas tanto, de acordo com a técnica, com prazo, com quantidade, com contrato, com forma de pagamento, com ilustrador, com… enfim, ilustração é negociada praticamente que livro a livro.
A minha opinião pessoal é que ilustrador não é co-autor coisíssima nenhuma salvo casos muito raros (como em livros criados a 4 mãos, por exemplo). O ilustrador recebe contra-entrega por seu trabalho, não tem risco algum enquanto o autor escreve sozinho sem saber se o seu trabalho será publicado e tanto o autor quanto o editor trabalham por uma venda cheia de incertezas. Além disso, eu sou da opinião que o ilustrador ilustra e portanto usa por base um texto pré-existente. Agora, preciso te dizer que eu sou minoria e que normalmente os ilustradores caem de pau em cima de mim por causa desta minha posição. Já vou avisando, aliás, que não responderei embates políticos ou filosóficos sobre esta questão aqui nos comentários.
É muito comum o autor e o ilustrador ser a mesma pessoa e aí é uma questão de negociação caso a caso com a editora.
Respondi sua pergunta?
Abração,
Carol.
Entáo, no duro, como e que se contrata os prestimos de um ilustrador.? O ilustrador expoe seu interesse e a editora o contrata por tempo determinado para realizar algum projeto especifico? Tenho grande interesse em trabalhar com ilustracao mas nao sei por onde comecar a procurar interessados!
Sabrina,
Ilustração é, tradicionalmente, um serviço prestado de forma freelance, ou seja, por projeto. O ilustrador normalmente não tem vínculos com as editoras.
Existem algumas editoras (produtoras de material didático, por ex) que às vezes contratam um ou outro ilustrador “da casa”, com carteira assinada, horário, etc, mas isso é muito raro.
O normal é a contratação por projeto.
O editor, depois de selecionar o texto, procura em seu banco de profissionais alguém que ele julga ter afinidade com o texto. Muitas vezes esse alguém pode ser sugerido pelo autor ou ser até o próprio autor, mas são momentos de decisão separados.
Entrar neste mercado não é tarefa muito simples, principalmente considerando que o Brasil tem ilustradores magníficos que já são velhos conhecidos das editoras.
O primeiro passo é se apresentar. Entre em contato, se possível por telefone e pergunte para que email mandar a url do seu portfolio online. Peça para ser cadastrada na agenda dos ilustradores, para futuros projetos.
Relacionamento é a alma do negócio. Não adianta sair mandando email para todas as editoras do país, não funciona. Entre em contato com 2, 3. Gerencie estas. Depois abra mais algumas e assim sucessivamente. É um trabalho árduo e lento, mas é um dos poucos que traz resultados concretos.
Para os mais endinheirados, vale fazer exposição em galerias, chamar assessoria de imprensa, etc.
Outra coisa muito legal é participar de concursos. A premiação em um concurso razoável já te dá um “gancho” para entrar em contato com editores e se apresentar de uma forma mais de igual para igual do que passando o chapéu.
Enfim, Sabrina, infelizmente não tem fórmula mágica.
Abraços,
Carolina.
Oi, Carolina!
Minha dúvida é referente a um concurso literário do qual quero participar. No edital eles solicitam uma formatação de texto similar à que você indicou. Contudo, eles exigem que em cada lauda haja, no máximo, 1.200 caracteres (incluindo os espaços). Mas cada lauda leva, em média, 1.600 caracteres. Estou quase enlouquecendo de tanto alterar o livro e não consigo diminuir o número de caracteres (embora o número de páginas esteja de acordo com o exigido). Pergunto: esses 1.200 caracteres devem ser obedecidos à risca, ou devem ser considerados apenas como mera referência?
Oi, Alexandre!
Olha, esse negócio de lauda é engraçado. Pode, na verdade, variar de pouco mais de 800 até quase 2000 caracteres se a gente considerar lauda jornalística, lauda literária, lauda de tradução, com ou sem espaços… É confuso mesmo. Normalmente quando me falam algo em lauda a pergunta imediata é “lauda de quanto?”.
Concursos costumam ser bastante rígidos quanto a isso. Se eu estivesse no seu lugar, não arriscaria. Especialmente se for um concurso literário importante e grande como o Barco a Vapor.
Agora, nada te impede de manter a versão “sem cortes” para as editoras e enviar outra para o concurso. Eu sei como dói fazer essa edição.
Abração e boa sorte!
Carolina
Olá, voce não pode desanimar o pessoal que quer entrar no mercado de livros desta maneira, discordo em número e gráu de todos os seus comentários.Veja, eu sou ilustrador e autor e me dou muito bem com as editoras,eu escrevo, ilustro, faço design gráfico do livro, peço a ficha catalográfica, mando pra editora sem problema algum, olha, quem quer escrever ou ilustrar, é só ser bom horiginal e acreditar, as coisas não são tão dificeis assim. Pessoal vá em frente, voces conseguem, é só acreditar os editores brasileiros são ruins? são. então façam tudo sozinhos, voces sabem que existe aquela famosa máfia. abraço.
Caro Jose Luiz Eugenio,
Bom, não vejo meus comentários como pessimistas ou desanimadores.
E os editores brasileiros não são ruins. Qualquer um que sobrevive dignamente neste mercado, onde metade do preço de capa vai para o distribuidor e a margem de lucro de um produto que quase não vende e tem muita concorrência normalmente não passa de 15% é, no mínimo, um herói.
É um mercado difícil, Jose Luiz, e eu não vou enganar ninguém. É claro que é possível viver do mercado editorial no Brasil. Assim como é possível viver de internet ou de qualquer outra coisa, mas isso não significa que seja simples ou muito menos fácil.
Não sei muito bem a que máfia você se refere. Neste meio existem duas, a do papel e a da distribuição. O resto todo é competitivo, segmentado e pulverizado (e extremamente desorganizado!).
O mercado infanto-juvenil (que tem seu centro em Minas Gerais, e não no eixo Rio-SP) é um pouco menos cruel e mais aberto a novidades, mas esta não é, em absoluto, a regra.
Quando comento algo, procuro sempre ser o mais generalista possível aqui no Carreira Solo. É claro que existem exceções para tudo na vida, mas o normal não é fácil, não é simples e o “façam tudo sozinhos” costuma ser mal visto pelo mercado.
Agora, novamente, na maioria dos casos. É claro que sempre existirá um novo Alê Abreu (felizmente!).
Abraços,
Carolina.
Eu sei que digitei original errado, foi de propósito,vai cair de pau em cima de min?, todos aqui nesta terra podem ser o que quiserem sem precisar de empressas que só querem travar o sonho dos outros, As editoras podam e aniquilam os novos talentos.Setenta por cento dos livros expostos em livrarias são estrangeiros,enquanto que os artistas Brasileiros são tratados desta maneira, ora pelo amor de Deus voce precisa dar idéias, e mostrar o caminho, pare com isso de normas e leis criadas para favorecer a Deus sabe quem.
j,
Desculpe, não entendi.
1 – Não cai de pau em cima de você.
2 – A quantidade massacrante de autores estrangeiros no Brasil é um problema sim. Faz parte do problema, aliás.
3 – Eu me esforço para dar idéias e mostrar caminhos e isto não é sinônimo de esconder dificuldades. Se você quer realmente ajudar, mostre onde estão as dificuldades no caminho, para que a pessoa esteja preparada para elas e saiba lidar com elas. De nada adianta eu passar uma falsa idéia de que o mundo é rosa. O mundo não é rosa, sinto muito.
4 – Normas e leis? Do que você está falando?
5 – favorecer a Deus sabe quem? Como assim? Eu NUNCA cito editoras nonimalmente aqui, justamente para não favorecer ou prejudicar ninguém. Tento, inclusive, sequer me ater a um único tipo de publicação.
Olha, j, é sexta a noite… Abre uma skoll, na boa.
nonimalmente = nominalmente
Ok! voce tem razão, nossa realidade é difernte ,não é como gostariamos que fosse, mas ha jeito pra tudo não podemos desanimar.
Boa idéia essa da skol, mas não tomo cerveja, um vinho vai bem!
Abraço pra voce!
Eugenio
À sua saúde, então, Eugenio!
Olá Carolina, é preciso registrar a autoria do texto antes de enviar os originais? Podemos mandar vários originais ao mesmo tempo para diversas editoras? Qual é normalmente o prazo para que as editoras dêem retorno sobre o texto?
Obrigada!
Oi, Eulene!
Não precisa registrar antes, pode mandar vários originais ao mesmo tempo (mas manda separado, em envelopes separados) e normalmente o prazo fica em torno de 3 a 4 meses.
Boa sorte!
Concordo com a Carolina,essa história de o “ilustrador ser co-autor da obra” é uma forçação de barra tremenda.
O Ilustrador recebe as idéias e até lê a história e conversa com o autor e com a editora para chegar a uma ilustração que agrade a todos,e só.
.
O ilustrador seria “co-autor” se ele ajudasse a escrever o livro,ou a criar os personagens.
.
Breve meu blog estará no ar,abraços a você Carolina.
Obrigada, Renato!
É muito raro (e gratificante) encontrar alguém que concorde comigo neste ponto.
Um forte abraço,
Carolina.
Querida Carolina, como ilustradora (escritora e também editora) venho esclarecer alguns pontos equivocadíssimos colocados aqui.
O ilsutrador é autor sim. Protegido por Lei. Tanto é assim que para ter qualquer criação sua publicada é obrigatório o Contrato de Licenciamento de Direitos Autorais. Ele não é prestador de serviços, portanto não pode gozar dos mecanismos de proteção do mesmo (é, um prestador de serviço, não poderia, por exemplo praticar “cessão integral”, o que seria caracterizado como serviço continuado). Em contrapartida ele tem as mesmíssimas proteções de direitos do escritor, do coreógrafo, do intérprete musical… O fato de a ilustração ter sua criação impulsionada por um texto não a torna menos autoral que o próprio texto (este, muitas vezes tb se inspirou em obra anterior, e não é tão raro termos textos criados a partir de imagens). O fato do ilustrador “não participar do risco do negócio”duas razões: como é criação “on demand” o editor precisa que ele esteja a disposição integralmente do processo, em geral ilustradores não tem profissoes paralelas tradicionais como alguns escritores tem, justamente p poderem cumprir os prazos restritos dos editores. Se eu pudesse trabalhar “no meu tempo” em meus projetos pessoais (aliás, faço isso…) o recebimento dos Direitos Autorais poderia ser pingadinho, como nos escritores. A segunda razão é que a Lei entende que cabe ao EDITOR o risco do negócio. Logo, o certo seria o ESCRITOR pedir também seus direitos na forma de adiantamento.
O que os ilustradores reclama, e com direito, é que sejam obrigados por pura pressao economica a cederem de forma universal suas ilustrações, que não raro vão formar bancos de imagens que irão tirar trabalho futuro do próprio ilustrador de cedeu a imagem. Imagine isso acontecendo com todod os autores, ibclusive os escritores! Seria o fim da profissão, e de fato, esse tipo de relação massacrante prejudica e muito uma carreira de ilustrador (podemos extender ao design gráfico, inclusive).
É muito comum fazer como você fez, confundindo e dizendo que o ilustrador não é co-autor. De fato ele não é co-autor do TEXTO assim como o escritor não é co-autor da IMAGEM, e cabe apenas ao ilustrador gerir o uso de suas criações juntamente com o editor (ou outro parceiro no mercado de livros, posteres, embalagens, por aí vai).
Negar ao ilustrador direitos garantido s a uns 200 anos pelo menos revela uma grau de ignorância que infelizmente é comum até mesmo entre EDITORES!!!!
Não raro vemos problemas que brecam a publicação de livros e geramm mal estar entre as partes, o que não ocorreria se apenas os envolvidos procurassem se informar melhor sobre as Lei e licenciamentos.
Abração, não deixe de ler
http://www.oguiadoilustrador.com.br
http://www.abipro.org.br
http://www.aeilij.org.br
OOps, perdão pelos erros de portuga! Ah… pressa maldita de sair antes da chuva… Já foi, tá caindo canivetes!
Thais,
Como disse anteriormente, nao vou debater o tema aqui.
Esta é uma interpretação. Eu tenho outra. Não é confusão, não é erro, não existe apenas uma verdade. Eu sei muito bem a diferença entre texto e ilustração. Existem casos, é óbvio (como HQs, por exemplo) em que o ilustrador é co-autor sim. Na maioria, entretanto, o ilustrador presta um serviço ao texto. E isso não tem nenhuma relação com direitos autorais, inalienáveis e intransferíveis. É CLARO que o ilustrador tem direito autoral mas isso não faz dele um co-autor. Faz dele o autor das ilustrações, não co-autor do livro.
De toda forma, eu realmente não vou ficar discutindo este assunto aqui. Esta é a minha opinião, apenas isso.
Sorte e sucesso a todos,
Carolina.
Compare o trecho escrito por mim:
“É muito comum fazer como você fez, confundindo e dizendo que o ilustrador não é co-autor. De fato ele não é co-autor do TEXTO assim como o escritor não é co-autor da IMAGEM”
Com este escrito por você:
“Faz dele o autor das ilustrações”.
Tirando a parte em que o retira como um dos autores de conteúdo do livro, tudo, ok.
Porém, não coloquei aqui minha opinião. Coloquei fato estabelecido em lei e em mercado. Dizer que o que escreveu é sua oinião não a valida em termos reais. Apenas ressalta que precisa conhecer mais sobre a edição de obras criativas (como ilustração) antes de tecer opiniões, sob o risco óbvio de cometer equívocos, como foi o caso.
Apenas se informe melhor, comece por artigos da própria Internet (ao alcance de seus dedos) e se interessar se aprofundar mais para assim poder embasar melhor suas opiniões, participe dos Fóruns de Direitos Autorais, e cursos da FGV, estão à disposição de todo cidadão, eu tratei de freqüentá-los, em paralelo com consultas a diversos advogados e colegas que já se envolveram em litígios.
Não é raro que pessoas já estabelecidas no mercado se confundam sobre os Direitos Autorais do Ilustrador (isso acontece até em outras áreas…) ainda o encarando como prestador de serviço. Ele não o é. A ilustração é obra original, criação do espírito humano, etc. Sequer é considerada obra derivada (como a tradução, que também tem direitos autorais, e também responde com contrato de DAs!)
Como editor, ele deve cuidar de estabelecer contratos onde se prime pelo equilíbrio entre as partes. Se um lado se sentir por demais lesado, como por exemplo em uma cessão universal sem a devida remuneração, ele pode recorrer em juízo. Logo o ideal é sempre garantir a boa relação contratual.
Como escritora, que também sou, se entrego meu texto na mão de um ilustrador, entendo ele como um parceiro dentro da obra impressa. Um autor autônomo, que pode não ter interferido em meu texto, mas é um co-autor da obra impressa, ou seja o livro. Passa a ser “nosso”livro e quero ele comigo nas tardes de autógrafo, assim como participei de tantas como autora das ilustrações. Se fosse um balé, e eu tivesse escrito a música, haveria ainda de precisar do coreógrafo, da figurinista, da bailarina. Todos tem direitos autorais. Pasme, até a rede de TV que transmitir os tem (ver direitos conexos).
Abraços e sucesso em sua busca.
Thais,
É ÓBVIO que o ilustrador é autor de sua imagem e que ilustração é um trabalho autoral a serviço do texto, assim como redatores contratados também são autores de seus textos, mesmo que sob encomenda.
A questão é que eu não concordo que o ilustrador seja co-autor do livro por uma série de motivos.
Mas claro, você é detentora da razão e eu devo buscar me informar para concordar contigo, única conclusão lógica de informações disponíveis em associações de classe e organizações que – ooooh – defendem o seu ponto de vista. Interessante esta lógica.
Autor do livro é quem cria o conteúdo sem o qual o livro não existe. Ilustrador (na maioria dos casos) ilustra. O ilustrador apenas seria co-autor se o seu trabalho não pudesse ser substituído.
Daqui a pouco vão querer que o diagramador seja co-autor de livro também, é tudo que falta.
Encerro – de minha parte, naturalmente – o debate que já foi além do que considero razoável para este veículo.
Abraços
Adendo, que faltou (encerro mesmo, agora): em NENHUM momento eu disse ou sugeri que o ilustrador não tem direito autoral. Ele o tem sobre suas imagens, não sobre o livro. O livro é do autor, que o escreveu. Não é do ilustrador, não é da editora, não é do diagramador, não é da gráfica, não é da livraria e nem do leitor. O livro é do autor. Encerro.
Ok, troquemos opiniões por fatos: se o livro fosse do escritor, e apenas do escritor não haveria necessidade de nenhum tipo de contrato com ilustrador, e ele mesmo seria encarregado da comercialização. Mas, creio que o erro aqui é apenas na escolha da palavra correta.
Troque LIVRO por TEXTO que ficará perfeito.
O TEXTO é do autor. Ele entrega seu texto para um editor que irá criar uma edição, onde outras pessoas que não o escritor irão criar: projeto gráfico, diagramação, ilustração e o que mais for interessante de forma a tornar o LIVRO mais agradável esteticamente. Interessante ressaltar o valor do copydesk, um auxílio a não se rejeitar e que influi diretamente na qualidade do LIVRO, ainda se tentarmos ignorar a importância que tal procedimento já provou em certos textos.
O livro não é sequer produzido pelo escritor. Ele entrega uma pilha de papéis, ou arquivo de word. Daí vai para a mão e criatividade de outrem. Até virar livro… um longo caminho a ser percorrido, e muitas mãos a contribuir.
Para pensar:
O livro Magnólia foi criado pelo Rui de Oliveira na forma de imagens, que então convidou sua colega Luciana Savaget para “ilustrar”(no sentido de tornar esteticamente mais agradável) com suas palavras e assim nasceu um livro em que as imagens inspiraram o texto e não o contrário. Segundo sua opinião, o LIVRO é de autoria exclusiva do Rui. E a Luciana, que maldade, apenas prestou um serviço… Bem, como nenhum dos dois compartilha sua opinião, ambos se consideram autores do livro. Um fez a imagem, outro fez o texto. Ficou lindo e tem até site com animação, do Rui é claro.
Abração autoral, Thais.
Ai meu deus isso não vai ter fim… Mas sim, o livro que vc citou é de autoria do Rui. O livro é de autoria seu criador. Conheço outros inúmeros casos em que o texto foi feito a partir da imagem e não o contrário. E, como eu disse, existem casos – como esse – em que o ilustrador é autor sim. Apenas não é a regra.
E ah, não sei se vc sabe mas a gente faz contrato com gráfica também. E com diagramador também. E com distribuidor! De acordo com a sua lógica, eles também são autores do livro. E ser autor do livro não é sinônimo de comercializá-lo. O ilustrador ser autor do livro significa, por exemplo, ele ter direito a percentuais em cima de novas edições onde não constam imagens suas (com outro ilustrador), o que é absurdo naturalmente.
É ÓBVIO que o ilustrador deve receber pelos direitos autorais do seu trabalho. Isso NÃO é a mesma coisa que ser autor do livro. O ilustrador tem direitos autorais sobre aquela edição, não sobre a obra.
Ai, chega né? Cansei, de verdade. Vamos abrir uma skoll? Além do que, detesto esse negócio de falar – mea culpa que encerra e voltar e responder mais alguma coisa. Perdoem.
Pois, perdão, acredite que não se trata de ter a última palavra, mas a forma como coloca as coisas pode levar às pessoas ao erro. E isso, no meu entender não é nada legal. Sim, fazemos contrato com gráfica, com revenda, com TV à Cabo. Mas não é do mesmo tipo que fazemos com o ilustrador. Como um ilustrador é autor, ele assina o Contrato de Licenciamento, ou Cessão, o de edição… de Direitos Autorais.
Não sei se percebeu, basta ler minha mensagem anterior. Que está construindo com português errado. O escritor é autor do texto, e não do livro. Quando você diz: ele é autor do livro “Tal” está simplesmente fazendo uso de uma figura de linguagem chamada Metonímia. Da mesma forma podería um ilustrador falar (e costumam falar mesmo): meu livro… Ou o editor… ou o tradutor que nele trabalhou. Mas o conjunto da obra impressa… não é apenas do escritor. Para tanto ele teria ter de criado a capa… as imagens… Entendeu agora? Não se trata de quem “chegou primeiro”…rs.
O ilustrador pode escolher como quer receber seus direitos autorais. Se na forma de um adiantamento (o mais comum, ver o porquê disso em minhas msgs anteriores), em percentual, ou um misto dos dois. O essencial é que não faça cessão universal, porque sairá muito prejudicado e não há como se justificar isso a não ser por pressão econômica – pois infelizmente os grandes grupos editoriais eminentemente comerciais usam de toda pressão para obrigar a cessão integral e assim formar bancos de imagens. Alguns desses estão empurrando os escritores para o mesmo buraco, querendo diminuir o percentual de 10% para até 6% como denunciado em nossos grupos de discussão e associações.
Mas , para verdadeiramente encerrar essa troca eterna sugiro aos interessados que se informem na FONTE, procurem o Escritório de Direitos Autorias, a Biblioteca Nacional a AEILIJ (www.aeilij.org,br) a ABIPRO (www.abipro.org.com) a SIB (www.sib.com.br) o http://www.guiadoilustrador.com.br e demais associações (a argentina, a espanhola e a norte-americana tem farto material e estão todas submetida à mesma convenção internacional de direitos autorais, a Convenção de Berna – estudar isso também). Indo direto na FONTE vai ajudar um bucado e mostrar coisas novas e bem interessantes). E,claro , leiam na íntegra a Lei dos Direitos Autorais (tecle e achem).
Um site excelente para ver sobre contratos de profissionais de ilustração é o http://www.montalvomachado.com.br
Ao invés de skol sugiro mesmo um belo suco, para manter a mente alerta e a criatividade à toda, abração,
Thais.
“Ilustrador: Aqui é mais confuso ainda. Existe uma pressão grande por parte das associações de classe que o ilustrador se torne co-autor do livro, ou seja, além de receber pela ilustração ainda receberia um pequeno percentual na venda do livro. ”
O justo, que qualquer autor quer (seja de uma música ou de uma foto, etc) é participar do lucro auferido com sua arte.
Meu Deus! QUEM disse que tem ilustrador doido o suficiente para ganhar em livro onde ele não é co-autor, ou seja onde a ilustração inexiste ou é de outro colega???Onde você achou um doido assim???
E não queremos ficar em casa chupando o dedo enquanto outro enriquece comercializando nossas criações (às vezes até mesmo re-utilizando as imagens em outros livros sem nos avisar!!!). É POR ISSO que nós, ilustradores somos tão “chatos”. A gente quer apenas o que é nosso de direito (mais uma vez… ler a Lei…). E é difícil entender que alguém defenda argumentos em contrário.
O erro em seu texto acima é que nós não recebemos pela ilustração, recebemos pelo seu licenciamento. Engraçado é que quando um fotógrafo de esquina avisa ao cliente que não pode usar sua foto comercialmente todo mundo entende… O ECAD invade até festinha de aniversário para parar a banda e está tudo bem… Mas ainda há quem não entende que ilustrador é AUTOR, e que pode, e deve, participar dos lucros igualzinho ao escritor, seu PARCEIRO (ou co-autor, para quem preferir construir assim) dentro do livro. Mas, para entender isso de fato, há de se permitir uma mente criativa.
Elvira, com todo respeito, não se trata de rebater o que EU digo, nem de ir contra o que é defendido por três associações nacionais (uma delas de escritores também!!!) você está refutando o sistema legal brasileiro!!!! ÔH difícil!
Well, mas se vai ficar nessa, ok, boa sorte.
Abração, pelo menos foi divertido e foi uma chance de passar informação pra galera sobre as Leis – vindo de alguém que trabalha com elas e participa ativamente de 3 associações onde o assunto é debatido (quantas vezes for necessário e com franqueado à todos os interessados, pois que venham…).
Elvira?
Muito me lisonjeia que você tenha me confundido com a minha mãe mas não, infelizmente não tenho nem um décimo do gabarito dela. Um dia quem, sabe, chego lá…
(não vou continuar o debate, de fato)
[]s
CAROLINA Vigna-MARÚ
minha prima tem apanas 6 anos e adora nventar historias além de escrever também inlustra como faço para enviar a uma editora infantil?
Nayara,
Não conheço nenhuma editora que aceite publicar textos de menores de idade, infelizmente.
Naturalmente, isso não significa que não exista, apenas que eu não conheço.
Abraços,
Carolina.
Caras Carolina e Thaís
Lendo os textos de ambas, não posso deixar de expressar meu ponto de vista. Desculpem se o assunto já está desgastado para vocês, mas ainda não está para mim.
Conheço e respeito o trabalho das duas, e as tenho como referência profissional há muitos anos.
Neste caso específico, tenho um ponto de vista bastante simples, quase simplista: O escritor é o autor único de seus livros quando estes não necessitam de um parceiro para existirem.
Se o livro é ilustrado, torna-se IMPOSSÍVEL ser autor único, a não ser que o próprio escritor faça as ilustrações, como é o caso do Cárcamo, nos livros de sua própria (e dupla) autoria, escrevendo e ilustrando a obra.
Livro ilustrado é um termo auto-explicativo, e esta categoria literária não existe sem ilustrações.
Fundamentado nesta lógica é que o ilustrador se torna co-autor, porque sem ele o livro não seria apenas inviável, ele simplesmente não existiria.
É um fato concreto, não há o que questionar ou debater neste assunto, um livro ilustrado depende integralmente da parceria com um ilustrador, portanto ele se torna co-autor da obra, com direitos a créditos na capa, e os mesmos destaques que o escritor nas orelhas do livro, uma vez que sem ele, a obra não se materializaria.
Ilustrador é o autor das imagens, co-autor da obra finalizada.
Pena que alguns escritores, editoras e livrarias o considerem algo menor, um mero lubrificante.
É lamentável que seu nome não esteja catalogado juntamente com o escritor, e sinto muito que os ilustradores não tenham adquirido o merecido respeito na cadeia produtiva do mercado.
Mas a culpa é nossa, muitos ilustradores não sabem respeitar a si mesmos e não tem noção de quanto são absolutamente vitais para a existência de um mercado milionário, talvez bilionário, considerando o mundo todo como referencial.
Sem eles, a literatura seria restrita a livros de texto corrido, sem imagens ilustrativas.
Em um mundo sem ilustrações, a literatura infantil e infanto-juvenil seria uma abstração surreal e o ensino formal seria… inimaginável.
Os autores visuais jamais serão mais (nem menos) importantes que os escritores no mercado de literatura ilustrada, eles são apenas indispensáveis.
Abraços às duas.
Montalvo
Caríssimo Montalvo,
Antes de mais nada, preciso registrar a minha profunda admiração por você.
Concordo em muito do que disse.
O meu ponto de vista é simples, na verdade: o ilustrador receber por tarefa *e* um percentual de direito autoral o coloca em uma posição de importância maior que o autor, que recebe apenas o percentual de autor. E isto, IMHO, é um absurdo.
O dinheiro que o autor (texto) recebe no ato da publicação é um adiantamento de seu percentual de venda, não é um pagamento por serviço prestado.
O dinheiro que o ilustrador recebe no ato da publicação é um pagamento por serviço prestado.
Antigamente (sou velha), o ilustrador podia inclusive optar se preferia receber como serviço prestado *ou* um percentual depois. Lembra disso?
Lutamos por anos a fio para sermos reconhecidos como prestadores de serviço – que somos – e agora a classe parece arrependida (ou quer ser mais que o autor).
Eu sou ilustradora. Eu quero receber na hora em que entrego o meu trabalho. Isso não significa que eu abra mão de meus direitos, que o editor possa re-imprimir o meu trabalho à vontade ou usá-lo para outros fins. Isso não faz de mim autora do livro, faz de mim autora das ilustrações.
Agora, claro, não estou falando de quadrinhos ou outros tipos de livros em que a *criação* é feita em conjunto. Refiro-me ao padrãozinho clássico de receber um texto para ilustrar já pronto. O bom senso precisa imperar sempre. Conheço casos (um da minha mãe inclusive) de livros que foram escritos a partir da ilustração, não o contrário. Aí é óbvio que o ilustrador é o autor.
Sem dúvida alguma ainda temos muito pelo que lutar. O nome do ilustrador precisa constar da ficha catalográfica sim.
Acho que na verdade concordamos, com “profundidades” diferentes. Logo no início do seu comentário você diz: “O escritor é o autor único de seus livros quando estes não necessitam de um parceiro para existirem”. A questão é que a maioria dos livros ilustrados são assim. Os livros da Lygia Bojunga Nunes, só para citar um exemplo, foram editados inúmeras vezes com ilustradores diferentes. Ou seja: o ilustrador não é parte indissociável do texto.
O ilustrador é fundamental? Claro que é! Isso não faz dele superior ao autor (e receber mais que o autor faz com que ele – mercadologicamente falando – ganhe um peso maior).
O livro pode, de fato, não existir sem o ilustrador, mas pode, na maioria das vezes, (exemplos não faltam) existir com ilustradores diferentes o que, por si só, já caracteriza o papel do ilustrador.
Um forte abraço,
Carolina (sua fã)
Oi Carolina,
A admiração é mutua (viximaria, mutua tem acento ou não?), obrigado pela gentileza das palavras, e pela resposta rápida.
O mercado editorial infelizmente está minguando, com valores pagos cada vez menores aos criadores da obra, e sob o peso da mão gigante dos contratos nos batendo cada vez mais forte.
E ainda assim os ilustradores são chamados de “sortudos” por escritores e editores, por receber contra-entrega, mesmo que seja uma micharia.
Afinal, eles devem pensar que vivem de luz estes seres quase divinos, trabalhando por amor, em nome da Arte…
Triste e dolorosamente real.
E sobre tudo isto, a questão autoral. É na verdade uma questão mais de dignidade ferida do que jurídica ou financeira, uma vez que a legislação não é tão clara como gostaríamos neste aspecto.
Como eu disse, o ilustrador não é mais (nem menos) importante que o autor, e mesmo a obra reimpressa com outros artistas não o faz “sócio” do escritor. Ele é um parceiro de negócios em cada livro publicado onde os dois realizaram uma obra em comum, cada um executando a sua parte, seu trabalho, sua Arte.
Concordo quando diz que o ilustrador não é parte indissociável do texto original, mas o é de cada obra publicada.
E um ponto extremamente importante, que eu já levantei em uma reunião da AEILIJ, é que a fatia dos direitos do ilustrador sobre a obra JAMAIS deve ser extraída da fatia do escritor.
Nunca, de forma alguma, queremos dividir com o escritor a parte que lhe cabe, ou receber dele algum valor financeiro.
A porcentagem do ilustrador deve vir dos outros 90% do borderô daquela obra, assunto que faz os editores espumarem pela boca e soltarem relâmpagos pelos olhos.
Pagam 50% aos distribuidores, que nem sabem o que vai dentro das caixas, e se recusam a pagar 5% a quem criou a identidade visual, a alavanca de vendas da obra?
Não, isto não é aceitável e não é negociável.
Não temos a pretensão de receber os mesmos valores do escritor, é claro. Que sejam 2%, talvez 5%, além do valor quase simbólico pago pelas artes na contra-entrega.
Isto nos faz “sortudos”? Não, absolutamente.
Isto nos faz profissionais comissionados, chamados com uma tarefa, um prazo de entrega e um valor a receber, volto a dizer, da EDITORA.
Enfim, por mais bem intencionado ou vigoroso que eu seja nesta questão, sei que não sou capaz de fazer nem marola no que já está estabelecido no mercado.
A briga é de cachorro grande, as cifras são enormes, e a gente só quer receber 1000 reais por capa e 500 por página inteira. Mas é muito, aos olhos dos editores.
E toca ilustrador fazendo capa por 200 reais e 40 pilas por “ilustra” interna.
E ainda são chamados de “sortudos”…
Não vou remover a montanha do caminho, mas continuo empurrando.
Abraços,
Montalvo
Montalvo,
Obrigada você por comentários tão bem estruturados e claros, que possibilitam o debate saudável.
(eu não faço a mínima idéia se mutuo tem acento ou não, estou perdidinha com essa reforma sem sentido)
Só para não deixar uma idéia errada, em nenhum momento eu disse (ou achei) que ilustradores são sortudos ou que a parcela deve vir do autor.
Devemos lutar sempre por melhores condições de trabalho e isso inclui preços melhores para nossos serviços. 500 reais por uma ilustração que muitas vezes custou isso só de material é um ultraje.
O fato de eu achar que o ilustrador não é co-autor não significa, em absoluto, que veja nossa profissão como menor importância ou sem função.
Acredito que muitas vezes o ilustrador se confunde com o papel de artista. Profissionais como o magnífico Cárcamo citado por você são as 2 (3, 4, 5, N) coisas ao mesmo tempo. É artista-criador, autor, ilustrador, gênio. Entretanto, assim como não temos a mesma postura quando falamos com nossos filhos ou com o atendente de telemarketing, precisamos saber nos posicionar de acordo com o caso.
Novamente (porque isso é importante no meu raciocínio), falo do caso típico de receber um texto pronto para ilustrar. O ilustrador serve ao texto, não o contrário. Assim como o designer de interiores serve à arquitetura ou como o ator serve ao roteiro. São – todos – partes importantíssimas e sine qua non do processo, mas o ator não é roteirista, o designer de interiores não é arquiteto e o ilustrador não é autor.
Assim como você, luto por melhores condições de trabalho. Quero receber dignamente por meu trabalho e ter contratos de licenciamento de imagem dignos e justos. Quero, por exemplo, ser informada quando um trabalho meu vai para a Feira de Bologna e não descobrir 2 anos depois (aconteceu comigo no ano passado, pasme). Quero ser tratada como uma especialista – que sou – na minha área de atuação. Quero que o *&&^%%$# do editor não coloque um “tonzinho pastel” na ilustração que fiz com cores primárias de propósito para “não ficar branco” (aconteceu… 2). Quero ter minha voz ouvida no que diz respeito a todo visual do livro (estudei anos da minha vida para isso e continuo me aprimorando sempre). Quero que tanto o autor quanto o editor reconheçam que os traços são diferentes e que não adianta ele me pedir para fazer “igualzinho a fulano” (peça para fulano, porcaria! – aconteceu… 3). Não quero ouvir coisas como “é no computador, é rapidinho” (aconteceu… 4). Quero que quando eu diga que o texto não pode ir em cima do rosto da personagem (aconteceu… 5) isso seja compreendido e não descartado como algo irrelevante. Quero que o quadrúpede do diagramador não aplique “um efeitinho” na minha ilustração (aconteceu… 6). Quero muita coisa, muita mesmo.
Não quero ser co-autora do livro. O livro é do autor. Não é do editor, não é do ilustrador, não é do distribuidor, não é do livreiro.
O livro muda de ilustrador, de editora, de formato, de idioma e continua sendo do autor.
Mas tudo isso sou eu, que estou muito, muito, muito longe de ser uma unanimidade.
Fica aqui registrado preto no branco (“amarelinho”, na verdade) o meu total e irrestrito respeito a você, sua história e suas posições.
Fortíssimo abraço.
Obrigado Carolina,
Apenas para esclarecer o que deixei meio em aberto na última mensagem, o termo “sortudo” ficou entalado na minha garganda desde que um editor disse isto em uma lista, há anos atrás.
O lance da nossa porcentagem não vir da fatia do escritor é uma coisa que repito sempre, só pra deixar claro um ponto de vista, que às vezes não fica muito claro.
Não concordamos sobre a co-autoria, mas nem por isto deixo de respeitar o seu ponto de vista.
Voltaire ficaria orgulhoso se pudesse ler esta frase, ou talvez me processasse por plágio, hehehe.
Novamente agradeço as suas palavras, e jogo o meu último punhado de confete pra você, antes que os leitores reclamem da rasgação de seda.
Abração.
Montalvo,
Desculpe a demora em responder. Esses dias foram meio enlouquecedores.
Minha admiração por você só aumenta.
E (neste ponto concordamos, viva Voltaire!) também respeito – e muito – a sua opinião e defenderei até o fim dos meus dias os nossos direitos de expressão.
Um grande abraço,
Carolina, sua fã.
Olá.
Meu blog já está no ar,coloquei em outros lugares também,o link tá no próprio blog,espero que gostem.
O Ilustrador tem sua participação sim,mas ser co-autor é demais,seria co-autor se ele ajudasse a escrever o livro.
É claro que a participação do ilustrador é importante,mas cada macaco no seu galho.
Carolina,
Em primeiro lugar queria apenas deixar claro o que muitas mensagens que li aqui já disseram: Você é fantástica!
Seria um prazer poder debater alguns assuntos pessoalmente com você, pois acho que como poucas pessoas, você tem uma mente abertíssima e se expreessa maravilhosamente…
Puxação sincera de saco à parte, me ajude a publicar um romance que estou acabando de escrever? Onde posso patenteá-lo? Onde encontro endereços para enviá-lo às editoras para análise? Ajude-me e nunca me esquecerei de você, pois favor só se paga com favor!
E trate de perdoar os meus erros…
Renato,
Sei que vai parecer redundante, já escrevi detalhadamente sobre o que penso, mas talvez ainda não tenha sido suficientemente claro.
É óbvio que o ilustrador não ajuda o escritor a escrever a obra, ele faz com que o universo imaginário do texto escrito tenha uma contrapartida visual, sendo por todos os méritos o autor das imagens, co-autor de um livro ILUSTRADO.
Sem o ilustrador a obra não estaria na estante LIVROS ILUSTRADOS.
Sem o ilustrador não existe LITERATURA ILUSTRADA.
Será que se pode conceber uma categoria literária tão importante sem a co-autoria dos ilustradores com seus parceiros de trabalho, os escritores?
Ambos são pais da mesma criança: o Livro Ilustrado.
Concordo com você quando diz: “cada macaco no seu galho”. O escritor que não precisa de co-autor pode ilustrar a própria obra ou escrever um livro de literatura convencional, só com textos. Se a obra é ILUSTRADA, ele depende de um co-autor, ou o livro não sai.
Simples assim.
Abraços,
Montalvo
Azzevedo,
Obrigada pelo gentil comentário!
Vamos lá… É bobagem registrar o livro antes de ser aprovado. É muito comum que o livro ganhe novas versões e/ou revisões depois de aprovado e isso dificulta o trabalho do editor (sem falar no recado alto e claro de que não existe relação de confiança). Faz o seguinte: manda para você mesmo o seu original em um envelope lacrado e não abre, a data do correio serve como prova em tribunal no caso de algum problema.
Endereços:
SNEL – http://www.snel.org.br/ui/associado/listaAssociado.aspx
CBL – http://www.cbl.org.br/telas/cbl/associados.aspx
Antes de mandar, visite o site das editoras para encontrar aquelas que tem linhas editoriais parecidas com o romance que você escreveu. É perda de tempo e energia enviar textos para editoras que tradicionalmente não publicam aquele gênero.
E, claro boa sorte e me convide para o lançamento!
Abração,
Carolina.
Thais versus Carolina, muito bom o diálogo, gostei e aprendi muita coisa, mas na minha humilde opinião,alguém ai ficou um pouco perdido, e adivinhe quem foi?
José Luiz
Caro José Luiz Eugenio,
A comunicação escrita, principalmente esta mais rápida de internet, não tem tom de voz e uma série de outros recursos que nos auxiliam compreender o outro melhor.
Aparentemente, quem ficou perdido fui eu, com os seus comentários.
A Thais é profissional e tem o seu ponto de vista. Nossos pontos de vista são opostos mas isto não significa, em absoluto, que eu não respeite o que ela diz.
Como sabiamente disse o Montalvo, apud Voltaire: “Não concordamos sobre a co-autoria, mas nem por isto deixo de respeitar o seu ponto de vista.”
Então agora me conte, na sua humilde opinião, quem ficou perdido?
Abraços,
Carolina.
Oi carolina, tudo bem? sou escritora mais nãotenho livros publicados, e sim engavetados,talvez pela minha minha insegurança, não em relação aos livros que sei que são ótimos, mas em relação as imensas duvidas sobre esse mercado editorial, por exemplo:escrevi um livro infantil de contos que abordam temas importantes sobre a vida social ética e até moral,educativo mesmo, porém tenho apenas o segundo grau, amo criança sei o que elas gostam, sou mãe e tenho dizem, talento para escrever,MAS gostaria de saber em fim se é preciso ter curso superior ou pedagógico para que as editoras aceitem meu livro e então responda-me por favor! beijos pra você carolina, the end!!
oi, Luciana!
Não, as editoras não exigem nenhum tipo de diploma ou curso para publicar. A análise é sempre do texto (e texto a texto, ter um livro publicado não é garantia de publicação dos próximos).
No caso da literatura infanto-juvenil as editoras têm em seus quadros/staff profissionais de pedagogia que avaliam os originais.
Abraços,
Carolina
Ah! um livro infantil que contenha apenas 22 contos é considerado pequeno?
Luciana,
A medida do livro infantil não é exatamente esta. Pode até ser, dependendo da faixa etária, que a editora decida quebrar esses 22 contos em 22 livros, por exemplo. Ou que sim, seja pequeno. O fator de decisão não é apenas a quantidade de texto mas a relação entre a quantidade de texto, a faixa etária, o ritmo, o selo editorial, se é coleção, se é paradidático, etc (mil outros fatores).
Ou seja: eu não posso te responder isso. De toda forma, envie para uma editora que você perceba que publica uma linha editorial parecida com o que você escreveu e aguarde a análise. Se for pequeno, vão te dizer. E se o texto for muito bom mas fora dos padrões de tamanho da editora, vão te propor alguma coisa (quebrar em livros diferentes ou participar de uma coletânea, por exemplo).
A primeira coisa a fazer é selecionar editoras que tenham afinidade com o que você escreveu. De nada adianta, por exemplo, enviar um conto de ficção científica para a Cia. das Letras. Eles não publicam, ponto. Entre no site da editora, veja o catálogo, leia as orientações dela para envio de originais quando disponíveis (nem toda editora coloca no site), visite uma livraria, folhei livros… Esta escolha é importantíssima. Cansei de ver ótimos textos serem recusados por não estarem de acordo com a linha editorial daquela editora em específico.
Gaste tempo com esta seleção. Depois formate o seu texto e mande!
Abração,
Carolina.
Carolina meu muito OBRIGADO! pelas respostas as minhas dúvidas, foram de vital importancia pra mim, parabéns pelo excelentissímo trabalho como um todo,grande abraço!
Olá Carol!
Sim, vc respondeu minha pergunta.
Como poderia enviar cópia de meu livro para vc avaliar a possibilidade de ilustrá-lo e achar uma editora para nós? Meu email acima é uma opção e em meu site tem outro email.
Abraço Dito Braz
Benedito,
A busca por uma editora é do autor, nunca do ilustrador.
E, infelizmente, a opção de ilustrador é na maioria das vezes do editor, não do autor.
De toda forma, gosto de ser considerada/indicada para trabalhos de ilustração sim, obrigada!
Abração,
Carolina.
Oi, Carolina!
Voltei! Queria saber se você saberia indicar uma boa editora para enviar romances e dramas… Tenho dois trabalhos finalizados e estou + ou – na metade d’um outro… Caso você possa me ajudar, valeu… caso não possa, valeu também porque eu te acho demais!
Obrigado de novo!
Azzevedo,
\o/ É sempre bom quando as pessoas voltam. Obrigada.
Você pode falar mais detalhes? É diferente um romance/drama naturalista ou histórico ou urbano, ou ainda regionalista…
Só assim, meio genérico “romance/drama”, recomendo de cara a Cia. das Letras e a 7 Letras, que são as editoras – imho – que melhor “trabalham” o texto.
Agora, se for um romance histórico, por exemplo, a Rocco tem mais experiência (e penetração no mercado, conseqüentemente).
Tudo isso IMHO, ok?
Bjão,
Carol
Oi carolina, eu sempre brigo muito com voce, não leve a mal, gosto de voce. Vou lhe fazer uma pergunta: Tenho um livro prontinho pra mandar para gráfica. Eu fiz tudo, diagramei,ilustrei, ja mandei fazer revisão. Agora, a grafica,irá deixar a marca dela no livro, e a editora? eu vou precisar ter um selo Editorial, ou não? Gostaria que me desse uma opinião. Obrigado José Luiz.
José Luiz,
Para que eu fique chateada primeiro preciso entender que você está brigando comigo…
Respondendo: depende do que você quer. Se a sua meta é vender o livro nos bares ou em portas de museus como muitos poetas (ontem mesmo comprei Trimênio, de Olivio Basievisctus, na porta do Masp), você não precisa de uma editora. Se você pretente qualquer outra coisa com o livro, precisa de uma editora.
Na esfera profissional, livros, assim como CDs e DVDs, são obras multi-disciplinares e o resultado do trabalho de muitas pessoas. O seu livro feito sozinho, sem mais ninguém, será tão bom quanto um CD de uma banda de garagem masterizado no PC do vocalista da banda: a banda pode ser ótima mas se quiser um CD de qualidade, precisará ir a estúdio. Simples assim.
Abraços,
Carolina.
Muito obrigado, Foi muito importante a sua opinião. Até!
Jose Luiz.
O livro é simples: é uma porçãozinha de romance, com uma pitada de drama, que fui misturando numa cidadezinha fictícia do Estado de São Paulo, até dar o ponto.Como acompanhamento, adicionei algumas histórias paralelas e alguns mistérios que, na minha opinião, dão um sabor especial ao livro!
Você não teria um e-mail para que eu te passasse um resuminho? Teria?
Desde já agradeço as respostas às minhas dúvidas!
Agora deixa eu almoçar que esse papo me deu uma fome…
Azzevedo,
Já te mandei um email diretamente, olha lá.
De toda forma, com mistério, urbano, sem ser FC, histórico, etc, eu mandaria primeiro para a Cia das Letras, que tem inclusive uma coleção (um selo editorial, digamos) exclusiva para este tipo de romance.
Abs,
Carolina
oi Carolina, uma pergunta:É verdade que as editoras brasileiras tem preconceito com livros defantasia tipo JK ROWLING, JR TOLKIN, C.S LEWS, POR ACHAREM QUE AQUI NO BRASIL NÃO VENDERIA SE FOR DE UM ESCRITOR BRASILEIRO, DEVIDO A CULTURA, NO BRASIL TEM ESSE TIPO DE ESCRITOR COM LIVROS NA PRAÇA?
Andei dando uma olhada nas livrarias pesquisando livros infantis e vi que os livros hoje são cheios de bichinhos que vem como acessorio do livro até mais isso que conteúdo,porque isso? não achei nenhum livro de contos fiquei tão decepcionada,pois tenho um livro de contos pra enviar pra editora mais tenho apenas os contos e um personagem que os abordará nada mais.
Sou escritora de livros infantis, infanto-juvenil, já tendo meu primeiro livro publicado, com obras hospedadas no site http://www.mesadoeditor.com.br e gostaria de saber como enviar originais para apreciação para editoras e quais você me recomenda..
Prezada Carolina,
Parabéns ! Todas as dúvidas que eu tinha a respeito de livro infantil foram sanadas. Que bom ter pessoas como vc que nos indicam o caminho .
Att
Mariana
Luciana,
Fantasia
O mercado editorial é muito orgânico, muito dinâmico e as realidades mudam de tempos em tempos. Hoje em dia não vejo preconceito com livros de fantasia. Conheço inclusive ótimas editoras (como a Tarja Editorial, só para citar um exemplo) trabalhando exclusivamente com este gênero.
Contos infantis
Mude de livraria! Contos infantis são extremamente comuns e bem aceitos.
Sucesso aí!
—————-
Sueli,
Se você já usa a mesa do editor, centralize tudo lá.
Não posso recomendar uma editora. É o mesmo que recomendar uma roupa sem saber o seu número, o seu estilo, o clima do lugar onde você vive…
—————-
Mariana,
Obrigada pelo gentil comentário! São retornos como o seu que fazem a gente continuar escrevendo esse tipo de artigo.
Abraços e sucesso a todos!
Carolina.
Ólá aí vai mais uma!Na carta de apresentação de um original o que realmente deve-se escrever? falar do livro como se dando informações sobre ele e vender o peixe,ou fazer resumo do livro? responda-me por favor!
Luciana,
Não existe uma fórmula para isso, mas de uma forma geral o editor espera receber na carta de apresentação alguma informação sobre o original (um resumo é de bom tom, mais que isso é bobagem) e alguma informação sobre o autor (uma mini-biografia de no máximo 1 parágrafo curto). E, claro, formas de contato (email, telefone com código de área, etc).
É sempre bom lembrar que muitas vezes a carta se separa do original, então coloque no rodapé do seu texto o seu nome, email e telefone.
Abração e boa sorte!
Carolina.
Oi, Carolina
quem sabe vc pode me ajudar:
estou montando um portfólio p/ tentar uma vaga em agência de publicidade e gostaria de saber como obter fotos e ilustações da internet em alta resolução e tamanho (gratuitas) e como fazer o download.
Obrigada,
Mari
Mari,
Desculpe. Não entendi.
Você está montando um portfólio (ou seja, trabalhos SEUS) e quer fotos e ilustrações em alta resolução de outras pessoas?
Você “obtém” imagens as produzindo ou pagando pelo direito de uso delas.
De toda forma, você pode sim procurar por imagens em domínio público. Uma das fontes mais importantes é o site http://www.dominiopublico.gov.br/
[]s
Oi,
Soh para esclarecer: o livro que estou escrevendo eh de ficcao baseado em fatos reais. Corrigindo: escravas sexuais e nao humanas. Ufa! Espero que fique mais claro!
bjs
gostaria de saber como faço escrevi um livro infantil e gostaria de ter um patrocinio pois ja esta digitado e faltam alguns detalhes gostaria de algumas orientaçoes.Desde de ja agradeço pela atençao e fico a espera !!!!!
Simone A.,
O personagem escraviza o quê, então? Escravas sexuais não são humanas? Zoofilia? Nossa, o assunto fica cada vez mais estranho.
Eu só conheço 2 caminhos de publicação para esse tipo de assunto: pulp e sociologia. Ou seja, ou é um livro no melhor estilo Tarantino ou é um tratado científico. Não faço idéia de qual é o seu caso. Além, claro, da possibilidade de você ter inventado uma nova linha literária.
Infelizmente não é um estilo com o qual eu esteja acostumada a trabalhar e acredito que não posso ajudar muito.
Desejo-lhe sorte.
——————–
Carolina Rios Godoy,
Ok… Vamos lá… Patrocinar livros é a mesma coisa que qualquer outro assunto cultural. Enquadra-se em lei e segue os caminhos normais daí.
Agora…
Eu não te aconselho a seguir por este caminho, não.
A Rouanet está mudando. E para muito pior.
A nova lei diz que 18 a 30 meses depois da publicação o livro passa a ser explorado livremente pelo governo sem pagar direitos autorais. Ou seja: a gráfica é paga, o papel é pago, o caminhoneiro da distribuição é pago, a moça do cafezinho é pago… Todo mundo menos o autor. É o mesmo que colocar um texto em domínio público 1 ano e meio depois de publicado e não 70 anos após a morte do autor, como manda a nossa lei de direitos autorais. E, ao enquadrar o seu texto em lei, você está concordando com isso.
Se vc realmente quiser isso, entre no site do MinC que lá tem todas as informações de como enquadrar em lei, formulários para baixar, etc.
Só pensa bem, ok?
Abraços,
Carolina.
Olá Carolina, tudo bem?
Tenho uma dúvida e preciso da sua orientação.
Tenho algumas idéias para um livro, mas não me sinto segura para escrevê-lo.
Gostaria de saber onde posso encontrar alguém que me ajude? Se procuro na própria Editora, por exemplo? Não sei ao certo qual delas meu livro se enquadraria?
A linguagem será voltada para esposas de jogadores de futebol, ou aqueles que mudem muito de cidade.
Obrigada pela atenção.
Grande abraço.
Andréa