Como enviar meu original para análise?

Depois de todas aquelas intermináveis horas de trabalho, finalmente você terminou o seu livro. E agora? Uma das principais questões que surgem logo de cara é como enviar o livro para uma editora.
Esta coluna se propõe a sanar algumas dúvidas mais comuns do mercado editorial e, sem dúvida alguma, as etapas envolvidas no envio de um original para análise são uma parte importante do processo.
Como preparar o meu original para análise?
Antes de mais nada, certifique-se de que o seu texto está pronto para ser analisado. Ou seja, ao relê-lo, a sua mão não coça por mudanças estruturais. Claro que um ou outro polimento vai sempre existir. Tenho certeza de que se perguntássemos ao Camões hoje, 500 anos depois, ele teria alguma vírgula a alterar em Lusíadas. É importante, entretanto, que a sua estória esteja toda lá e contada como você quer.
Formatação
A parte de formatação é simples. A menos que o editor peça diferente, mande impresso, pelo Correio, em times ou fonte similar, corpo 12, espaço duplo, páginas A4 ou Carta numeradas, com cabeçalho ou rodapé que conste o título e o seu nome. Algumas editoras gostam de receber encadernado, outras não. Se você não sabe a priori, envie encadernado de forma simples, com espiral. Não fique inventando moda onde o que deve brilhar é o seu texto.
Ah, estamos no século 21, eu quero enviar por email!
Algumas editoras até aceitam originais por email, mas é raro. O motivo é que aceitar o texto por email significa provavelmente imprimí-lo. É que a versão impressa dá ao editor uma noção muito melhor do tamanho do texto e facilita anotações. Além disso, é muito comum os editores levarem trabalho para casa e vão lendo no caminho. Agora, imagine trabalhar 12, 14 horas por dia com leitura. Não há olho que aguente tanta tela de computador. Lembre-se que é um humano que lerá o seu texto.
Mando para um revisor antes?
Muitas pessoas me perguntam sobre revisão. Revise seu texto, é lógico. Cachorro com x dói na alma de qualquer um, ainda mais na de um leitor profissional como um editor. Não é tampouco para ficar neurótico com isso. As editoras tem revisores e, se o seu texto for aprovado para produção, passará com toda certeza por pelo menos uma revisão competente.
Eu tenho tudo pronto, capa, diagramação, tudo!
Outro aspecto importantíssimo é o acompanhamento de imagens. Não mande, simples assim. As editoras tem suas preferências e seus motivos para escolher a ou b fotógrafo/ilustrador/capista. Se você for ilustrador e escritor infantil ao mesmo, por exemplo, notifique o editor de que você gostaria de apresentar imagens para aquele texto e deixe que ele escolha. Você não está ajudando o editor ao enviar o seu maravilhoso livro ilustrado e diagramado “pronto” para publicação, você está enviando um recado alto e claro de que você é um desses escritores chatos que debatem cada escolha do editor, esquecendo que ele não ganha tanto assim para te aguentar. É lógico que existem exceções. Conheço textos que foram escritos a partir de imagens, mas são casos muito específicos e merecem uma cartinha explanatória ao editor.
Você é o famoso quem?
O que me leva a outro ponto. A famosa cartinha de apresentação. “Prezado conselho editorial…”. A coisa funciona como uma carta a outra pessoa qualquer. Não finja uma intimidade que você não tem e nem use um formalismo excessivo como se estivesse se dirigindo ao Papa. Conheço autores premiados que gelam frente à cartinha de apresentação, mas não entendo o mistério. Se você conhece o editor, envie diretamente. Se você não conhece ou não tem uma apresentação (“prezado Editor Fulano de Tal, sou primo do Zezinho de Mogi, seu vizinho…”), envie direto ao conselho editorial. A carta deve conter 2 parágrafos: no primeiro você escreve um resumo do livro e no segundo um sobre você, coisa não mais que 6, 7 linhas em cada. Assine com uma forma de contato, de preferência dando opção entre telefone, celular e email. Lembre-se de colocar endereço de correspondência também.
Saber esperar
A demora das editoras em responder depende muito mais da quantidade de originais a serem avaliados do que de quem você é ou deixa de ser. Então, editoras menores tendem a ter uma resposta mais rápida do que as maiores, mas isso não é regra. Depende da época do ano (editoras com linhas didáticas estão naturalmente atoladas em janeiro, por exemplo), da quantidade de leitores disponíveis e de mais um monte de outras variáveis que muitas vezes nem o editor sabe, que dirá o autor. Eu sei que é horrível essa espera, mas não tem como ser diferente, afinal, você quer que o seu texto seja lido, não quer?
Outra dúvida que surge muito é sobre enviar simultaneamente para várias editoras. Brigas por originais acontecem nas feiras literárias mas é briga de cachorro grande. Aqui tem uma “regra de boa etiqueta” não-dita, não-escrita, não-declarada mas que todo mundo sabe que diz que para livros infanto-juvenis você pode enviar para um monte de editoras ao mesmo tempo e que literatura ficcional adulta não. Os livros técnicos tem tão pouca opção que aconselho a esperar a resposta de um antes de enviar para outro. Esse povo todo se conhece e a última coisa que você quer é ter dois editores aceitando o seu livro e você tendo de, necessariamente, se queimar com um. O seu relacionamento com o mercado não é determinante de publicação mas conta.
Envie email, comente, pergunte, o seu contato é muito bem-vindo!
Publicado em 12/03/2008 às 5:55 na categoria Editorial, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.












Até me animei para escrever o meu!
Escreve sim, Mauro! Tenho certeza de que será interessantíssimo, como tudo que vc faz.
[...] uma coluna no Carreira Solo, onde escrevo como editora (não do site, mas como profissão). O primeiro artigo já saiu. Espero que vocês [...]
Olá!
E nos casos em que o texto e a imagem forem indissolúveis…como um livro infantil composto apenas por imagens?
Uêba! Parabéns!
Beijo grande!
Ju
[...] PARA O PROGRAMA DE ESTÁGIO e Projeto para empregar pessoas com deficiência – Blog Crônicas Como enviar meu original para análise? – [...]
Olá, Fernanda Lobato!
Obrigada pelo comentário.
Em casos assim em que o texto e a imagem forem indissolúveis, vale mais a pena entrar em contato com o editor primeiro, conversar com ele, explicar o projeto e perguntar se ele aceita que apresente imagens junto.
É bom lembrar que são raros os casos em que isso ocorre. Existem, é óbvio, mas são raros. Mesmo em textos infantis, quando a maioria dos textos comporta outras escolhas de imagens.
Na bibliografia de autores infantis mais conhecidos, como a Lygia Boyunga Nunes, por exemplo, você encontrará com facilidade um mesmo título ilustrado por vários ilustradores diferentes, dependendo da edição.
Um forte abraço e boa sorte com o seu original!
Carolina.
Ju,
Obrigada!
[...] se segue teria por função, basicamente, apresentá-la aos leitores que ainda não leram o “Como enviar meu original para análise“, sua primeira colaboração por aqui; só que acabou se transformando numa fonte de idéias [...]
[...] que se segue teria por função, basicamente, apresentá-la aos leitores que ainda não leram o “Como enviar meu original para análise“, sua primeira colaboração por aqui; só que acabou se transformando numa fonte de idéias bem [...]
[...] publicado no Carreira Solo [...]
Vc pode mandar o resumo para mim?
Marcelo Cavilha,
Desculpe (a falta de atenção certamente é minha) mas eu não entendi que resumo vc quer.
à sua disposição,
Carolina.
Ola Carolina,
Pegando carona em teu site, não sei se vc trata de imagens tbem, sou fotografo aqui no planalto central e quero fazer contato com editores de fotografia das revistas nacionais e internacionais. Ainda não achei contato nos sites, da National Geographic por exemplo.
Tem uma forma mais facil?
Grato,
Wagner.
Olá Wagner,
Tudo bom?
Antes de mais nada, o site é o Mauro Amaral, não é meu, não, ok?
Vamos lá… Revistas como a National Geographic, acho, costumam trabalhar de 2 maneiras:
1 – convite (eles entram em contato com o fotógrafo para um determinado projeto) ou,
2 – projeto (você envia um projeto, normalmente já meio encaminhado, e eles aprovam).
Até onde eu saiba os fotógrafos do staff deles são headhunted, ou seja, escolhidos por eles e não selecionados por contato direto.
Você portfolio online? Pode ser uma boa forma – mesmo que em um flickr da vida – de ser visto, conhecido e chamado para os assignments.
(desculpem a quantidade absurda de palavras em inglês, são jargões do meio)
Outra forma bastante eficaz de ser contratado é ter um agente ou pertencer a uma agência de imagens. A própria Corbis, por exemplo, avalia portfolios para inclusão em seu banco de dados de fotógrafos. Isso vale para qualquer tipo de publicação.
Vale a pena, mesmo que talvez não financeiramente no início, se associar a uma organização grande dessas pque são eles que os editores procuram quando querem alguém novo.
Isso tudo em termos de mundo.
Quando falamos de Brasil isso é verdadeiro também mas o poder do boca-a-boca ainda é muito grande e um contato com editores diretamente pode ser um bom caminho.
Cabe a lembrança que lá fora existe a distinção entre o “editor” e o “publisher”. Normalmente quem bate o martelo final sobre imagens é o publisher, não o editor. São poucos os lugares como o Brasil, onde o editor e o publisher são uma pessoa só.
Aí, que é um assunto que eu entendo um pouco melhor, te aconselho a primeiro fazer um portfolio online e depois enviar cartas curtas e simpáticas – (curtas, já falei curtas? curtas é importante!) – para os editores se apresentando e dando o endereço do seu portfolio. Não esqueça de fazer o famoso fup (follow-up), ou seja, ligue e pergunte se recebeu, se viu, se gostou, essas coisas. E claro, não esqueça de fornecer formas diferentes de contato (email, tel, celular, sinal de fumaça, qualquer coisa que você atenda sempre).
Os periódicos de natureza documental e/ou científica costumam funcionar muito mais por projeto. Vamos documentar as antas no cerrado! Aí você vai, escreve o projeto, apresenta e manda. Depois de você já ter feito um projeto desses, passa a ser conhecido e considerado por aquele periódico no quadro fixo.
Vale a ressalva importantíssima, entretanto, de que eu nunca trabalhei com uma revista do gênero documentário (mas já trabalhei em uma científica) e posso estar enganada. O que estou te dizendo é baseado na minha experiência com outros tipos de periódicos e o que a gente acaba sabendo, ouvindo falar, estudando, lendo, etc, por aí.
Eu estou preparando um artigo com o perfil das editoras brasileiras, o que cada uma prefere publicar, endereço de contato, etc. Tá dando um trabalhão e eu espero não explodir a já muito testada paciência do meu editor, Mauro Amaral. Vai sair logo, logo. Acompanhem aqui.
[...] que, claro, estão abertas a sugestões e adendos. Este post começou como um comentário na minha primeira participação aqui no Carreirasolo.org e, portanto, é um “work in [...]
[...] que, claro, estão abertas a sugestões e adendos. Este post começou como um comentário na minha primeira participação aqui no Carreirasolo.org e, portanto, é um “work in progress” [...]
Sobre o registro autoral do livro e se é necessário enviá-lo ao editor junto com a obra.
Adorei o post.
abraço
Pedro,
Tudo bom? Fico feliz que tenha gostado do post.
Mandar junto com a obra é bobagem e dá um recado ao editor que você não confia nele, além de parecer um início ruim de relacionamento.
Para editoras grandes e conhecidas, como Cia das Letras, Rocco, etc, eu nem me daria ao trabalho de registrar a obra antes, a editora mesmo faz isso.
É sempre bom lembrar que é muito comum que a versão a ser impressa fique muito diferente do que o autor considerou na hora de registrar a obra. E aí isso pode ser uma dificuldade para você e para a editora, na hora de registrar a obra como foi publicada (mesmo nome/autor com a mesma sinopse, a BN não vai aceitar).
Agora, é importante que você se sinta seguro e confiante na hora de enviar o seu original e se registrar antes é importante, registre, mas guarde com você o registro até o ok do editor, aí vc apenas o informa. Eu não aconselho a fazer nem isso, entretanto. Existem outras soluções possíveis.
Por este motivo, o das inúmeras revisões, edições, copy-desk, etc, normalmente a gente deixa para registrar o livro pouco antes de ir pra gráfica.
As editoras não tem nenhum interesse em roubar o seu original e muito menos estão dispostas a jogar a sua imagem no lixo por causa de um livro, mas eu entendo a insegurança de enviar o seu “filho” sem conhecer quem vai recebê-lo.
Então, para que você se sinta seguro em enviar o seu original para análise e, ao mesmo tempo, não caia nesse problema das revisões, te aconselho a fazer o que o Sid Field contou que faz em uma entrevista: envie para você mesmo, em um envelope lacrado, em carta registrada, o seu original. Não abra quando receber. Guarde este envelope. Se precisar, só o abra em frente a um juiz. A data dos Correios vale como prova jurídica.
Desta forma, você se protege e ao mesmo tempo não entra em conflito com a editora e/ou com a Biblioteca Nacional.
Espero ter ajudado.
Abração
[...] Cruz trouxe a dúvida, eu comentei lá no post, mas como aquilo que serve a um, muito mais intensamente serve a muitos, transformei o comentário [...]
[...] Cruz trouxe a dúvida, eu comentei lá no post, mas como aquilo que serve a um, muito mais intensamente serve a muitos, transformei o comentário [...]
Esse “espaçamento duplo” é referente à distância entre as linhas ou ao parágrafo?
Lara,
É o espaçamento entre linhas.
Abraços e boa sorte!
Devo mandar o original como o mandei para a Biblioteca Nacional, com dedicatória, sumário, agradecimentos, etc?
[...] Nota introdutória do Editor: Carolina Vigna-Marú responde a todos os e-mails que recebe de nossos leitores. E em cada um deles, vejo material para um post muito bom. E como aqui, no Carreirasolo.org vivemos de conteúdo muito, muito bom; não me furto em publicar versões adaptadas destes e-mails. O post abaixo surgiu da dúvida de uma leitora aqui no Carreirasolo.org sobre como enviar seu livro infantil as Editoras. É uma continuação perfeita ao Como enviar meus originais para análise [...]
Socorro, faço ilustrações para uma editora,envio a boneca com texto tudo certinho,
mas a editora quer que eu mande o livro já formatado. Por favor me explique como eu formato o meu livro, é um livro infantil. muito ilustrado e com pouco texto, as vezez cinco ou quatro linhas por paginas, me ajude, pelo amor de deus. Abraço, Eugenio
jose luiz eugenio,
A editora quer que você envie os arquivos para impressão, é isso? Que estranho…
Bom, vamos lá.
O ideal seria você contratar um profissional (designer, diagramador) para fazer isso, mas como eu sei que a realidade dos autores não é bem essa, vou tentar ajudar o máximo possível, ok?
Existe um software gratuito muito bom para diagramação chamado Scribus. Infelizmente neste você vai precisar se virar sozinho (eu uso um comercial chamado InDesign) mas o que não falta na web é tutorial bom.
Lembre-se de sempre, sempre, sempre, sempre (eu já disse sempre?) usar imagens em alta resolução (300 dpis são suficientes) e em CMYK.
Uma vez diagramado o seu livro, você precisa gerar o arquivo para gráfica. Normalmente enviamos um PDF mas não é esse pdf que vemos pela internet, é um, digamos, em alta resolução. Na hora de exportar você vai ser perguntado especificações. Seria bom que te falassem que especificações são essas, mas se você estiver voando no escuro, vá com 10mm de sangamento, sem marcas (corte, registro, etc) e, claro, tudo em CMYK.
Só estou achando muuuuuito estranho a editora te pedir isso. Você está pagando pela publicação*?
Se a editora só está com dificuldade de visualizar o seu livro e tudo que quer é uma diagramação melhor, talvez seja o caso de considerar o Fotolivro ou o Blurb e enviar um livrinho de modelo para eles.
Não sei muito como te ajudar mais. Por favor retorne o comentário se ainda tiver dúvidas.
Abração,
Carolina.
* existem editoras que aceitam que o autor pague pela edição, e elas por sua vez entram com nome, estrutura, distribuição, etc.
Bom dia, adorei encontrar respostas tão esclarecedoras. Obrigada!
Meus originais estão em uma grande editora,passando por uma análise. Estou ansiosa, mas, já recebi e-mail confirmando que ele será avaliado.
Eu preciso contratar um agente literário?
Beijão.
Denise,
Não! Espera um pouco!
Beijão (e boa sorte!),
Carol
Olá!
Eu já conhecia esse artigo de longo prazo e havia guardado nos meus favoritos esperando colocar as dicas em prática algum dia.
Pois então, este dia chegou!
Na hora H, me empolguei e acabei deixando algumas coisas de lado. Tanto que não sei muito bem se devo ficar esperando a resposta da editora com a qual entrei em contato.
Foi mais ou menos o seguinte:
De posse do original em mãos (melhor dizendo, em computador), telefonei para uma grande editora já tendo conhecimento que ela publica livros relacionados a área que estou abordando. Uma atendente me passou o e-mail do editor e me disse simplesmente para enviar por e-mail. Ou seja, nao tive chance de falar com ele por telefone e perguntar se ele preferia que fosse enviado de outra forma.
Perguntei novamente para a “moça” se o procedimento era esse mesmo e ela me disse com um seco “sim”.
Bem…já faz mais de um mês que enviei o meu arquivo com 200 páginas para o editor, que por sinal nem respondeu se recebeu ou não.
Agora não sei como proceder.
Telefono novamente incorrendo no risco de ser atendida pela mesma atendente que não me explica nada?
Mando outro e-mail para o editor correndo o risco de parecer que estou insistindo demais no assunto?
Deixo quieto e parto para a próxima editora?
O que vocês acham?
Julia,
Que boa notícia! É raríssimo encontrar editores que aceitam receber originais sem ser em papel. \o/
Bom, 2 coisas:
1 – um mês ainda está dentro de um prazo beeeem razoável de resposta, que costuma ser de até 2, 3 meses.
2 – essas “moças” são treinadas para filtrar o contato direto mesmo. Se vc soubesse a quantidade de pessoas tentando falar com o editor, entenderia que se não fosse assim o cara simplesmente não conseguiria trabalhar. No seu lugar, eu mandaria um email simpático e CURTO para ele pedindo apenas a confirmação de recebimento. Algo no tom de “entendo que a resposta demora mas não confio 100% em email e gostaria de saber apenas se o sr. recebeu o original” nas suas palavras, claro. E pronto (eu já disse que o email precisa ser curto?). Se o editor não responder em uma semana, esquece e manda pra outro.
Se o seu original for infanto-juvenil, pode já ir mandando pra tudo que é editora – esta é A época para isso. Se for adulto, espera mais um pouco.
Abração e boa sorte!
Carolina, obrigada pela resposta rápida! rs
Farei conforme o seu conselho então.
Agora um comentário que nada tem a ver com o assunto: Eu sempre ouço o “fala freela” e adoro os bate papos entre Mauro e cia! Você tem uma voz muito agradável de se ouvir! =)
Um abraço!
Julia,
Boa sorte e muito sucesso!
Agora… Xiii… Pirou de vez! Minha voz é horrível!
Obrigada. Essa semana tem gravação! Oba! Tô com saudades do Mauro e do Humberto.
Bjs!
Eu tenho apenas dez anos, mas mesmo assim fiz um livro.Terminei ele. Mas não sei como mandar para uma editora.Alguém pode me ajudar?
Enquanto isso espero escrevendo mais livros.
(Isso só porque eu quero ser escritora quando crescer).
E só estou aqui para saber disso.Amei o site.
Lucianna,
Eu não conheço nenhuma editora que trabalhe com, publique ou mesmo aceite avaliar originais de menores de idade. O que, claro, não significa que não exista, apenas que eu não conheço.
Por este motivo, não sei como te ajudar, infelizmente.
Um forte abraço e tomara que o seu interesse continue.
Carolina.
Sou escritor, a procura de edição – esse ainda é um mercado de difícil acesso, infelizmente, ainda mais quando se trata de temáticas homoafetivas, como são as minhas, por acreditar que se trata de um universo rico de personagens, e por ser um universo que me cerca, pois estou incluso nele – e por isso, almejo ver meus romances, que se ambientam na capital: Belém, e em outras cidades do estado do Pará, impressos. Ainda mais quando esses romances falam da contemporaneidade da região norte, levando em consideração seus valores culturais, pop, no universo homossexual. Só não tive chance de levá-lo a público, primeiro porque, por mais que eu me esforce, ainda encontro portas fechadas. Segundo porque sou um novo escritor, mesmo que tenha em mão dois originais. E julgo – e posso estar errado no meu julgamento – esse espaço literário tão hermético. Contudo, não desisto, pois se Adolfo Caminha, em 1895, conseguiu que alguém acreditasse em seu romance: “Bom-Crioulo”, mesmo que o romance tivesse sido ignorado na época pelo grande público, devido o tabu homoafetivo, eu não posso perder a esperança, e desacreditar nesse novo milênio, em que a palavra diversidade sexual está tão em voga, e os homossexuais estão finalmente lutando por seus direitos, mostrando seus rostos.
A minha luta é pela escrita literária homoafetiva, e não me importaria nem um pouco de ser um escritor que aborda essa temática, pois mesmo falando de homossexualidade, muitas estórias ainda estão por ser contada. Por ser um universo extremamente rico, e principalmente porque meus romances se passam em Belém, eu acredito – e posso estar enganado – ainda não haver textos literário abordando esse universo na nossa região, e que felizmente começou a sair do gueto em outros estados. E com direito de ser contextualizado em romances.
Sinicley,
A literatura GLBTS está em franca expansão.
Eu tentaria de novo se estivesse no seu lugar.
Tenta a editora Record primeiro e depois a Sundermann.
A questão da localização, a meu ver, não é determinante da publicação/aceitação do texto.
Não sei se ajuda ou se piora, mas o espaço hermético é generalizado e não algo restrito ao universo homoerótico (ou mesmo apenas erótico). Pelo contrário: o erotismo tradicionalmente vende mais e conseqüentemente tem mais espaço do que outros gêneros literários.
Te desejo toda a sorte do mundo.
Abraços,
Carolina.
ola carolina,eu nunca escrevi um livro começei um agora tenho toda a historia mas nao sei como devo passar pro papel se puder me ajudar agradeço
Olá,
Eu estou com uma obra de ficção pronta.
Pensei em mandar para 5 editoras, mas depois de ler esse post, fiquei em dúvida.
Olá, Carolina!
Primeiramente, parabéns pela iniciativa
Suas dicas são muito preciosas e têm me ajudado bastante.
Contando histórias aos meus filhos à noite fui obrigada a inventar algumas, pois as tradicionais já não agradavam mais. Eles adoram essas histórias.
Dessas eu já escrevi 4 e gostaria de mandar à alguma editora para análise.
Como procedo nesse caso? São hitórias curtas que contaram com ilustrações de acordo com o que a editora achar apropriado.
Sendo assim as histórias contariam com apenas 2 páginas cada.
Posso enviá-las todas juntas ou envio apenas uma?
Que editora vc indicaria?
Abraços,
Carolina.
URGENTE!!! Querida, Parabéns pelo site e pelo saco…rs!!! Percebemos que´tem muita paixão em suas respostas.
Minha história é mágica…rs, mas acredite, é real. Se quiser por e-mail te envio links das matérias nos jornais… vamos lá.
Escrevi uma obra, que, de forma mágica…rs, foi lida por um diretor de uma grande, grande emissora de TV. Ele se encantou e me propôs adaptação para uma minissérie antes mesmo de publicar a obra. Enviei o originais ara uma única e grande editora e esta me respondeu que a obra é boa, mas não publica esoterismo… horas, o livro não era esotérico, só a introdução. OIsso me desanimou pois fiquei 3 meses esperando uma resposta que algum editor só leu as 3 primeiras páginas. Enfim, coloquei os originais na gaveta e nos últimos 9 meses fiquei trabalhando (roteirizando) a obra junto com esse diretor e roteirista (sem remuneração) pois é um trabalho que ainda iríamos apresentar para a emissora. Pois bem, até agora só despesas e bons amigos, pois nesse vai e vem hoje sou membro da Academia Brasileira de Cinema dentre outros convites… e a obra na gaveta…rs
Ha 2 semanas, tive uma folga, fiz a última revisão (pois já tinha enviado para um revisor e 2 críticos literários), e fiz contato com 5 grandes (acho que as maiores) editoras do Brasil.
3 destas editoras me ligaram hoje. 2 delas pediram que eu aguardasse mais uns dias, pois os originais ~já estão sendo analisados e com grandes chances de serem aprovados. Uma outra analizou em apenas 2 dias e aprovou, quer uma reunião urgente para possível publicação. Não tenho agente literário e agora acho que nem quero mais, pois já fiz meu nome e todo o trabalho sozinha. No entanto não sei com agir:
1) em cada reunião que for, posso contar que tem mais duas editoras interessadas?
2) devo ouvir propostas e pedir um tempo para analisar a melhor opção ou isso é anti ético?
3) existe algum manual on line que dê essas dicas (de negociação), adiantamento, nº de tiragens mínimas, contratos, etc…
4) meu marido é advogado, mas não nessa área e não quero me queimar no mercado editorias, pois segundo essas editoras, elas pararam na minha obra para poder dar uma respota rápida em função da minissérie e reportagens que já estão saindo a respeito.(claro que eu enviei os links para meus originais não irem para o lixo)
Por enquento, sou uma “ninguém”…rs “nova autora, mas é obvio que eles estão interessados, não só na obra , que é boa, mas na reportagem que enviei junto onde esse famoso diretor fala do meu talento e futura minissérie da obra.
Não posso desprezar nada, pois preciso fechar algo urgente e de um valor de entrada… mas não sei se pedir um tempo pode ser pretensioso demais e me queimar. Pode me orientar.
Devo esconder das editoras que enviei para as outras?
Beijos e muito agradecida
gutierre,
> “nunca escrevi um livro começei um agora tenho toda a historia mas nao sei como devo passar pro papel”
A melhor maneira de começar é começando. Como vc está começando nisso agora, saiba que cada livro tem mil versões, revisões. E é muito comum a gente jogar fora trabalhos inteiros, de meses, pque chegou no final um profissional/pessoa tão melhor que aquilo não representa mais.
Comece. Simples assim.
————
Janaina,
> “Eu estou com uma obra de ficção pronta. Pensei em mandar para 5 editoras, mas depois de ler esse post, fiquei em dúvida.”
Se for infanto-juvenil não tem problema algum. Se for adulto, mande um de cada vez.
————
Carolina,
> “Posso enviá-las todas juntas ou envio apenas uma?”
Pode enviar junto. São muito pequenas para se transformarem em um livro sozinhas.
> “Que editora vc indicaria?”
Isso é quase impossível de responder sem conhecer o seu trabalho. Cada editora tem um perfil específico. O melhor que vc pode fazer é procurar livros que tenham conteúdo/assunto próximos às suas estórias, olhar que editoras são e mandar.
Abraços,
Carolina.
Márcia,
> Escrevi uma obra, que, de forma mágica…rs, foi lida por um diretor de uma grande, grande emissora de TV. Ele se encantou e me propôs adaptação para uma minissérie antes mesmo de publicar a obra.
Isso é mais ou menos como ganhar na mega sena acumulada.
> Enviei o originais ara uma única e grande editora e esta me respondeu que a obra é boa, mas não publica esoterismo… horas, o livro não era esotérico, só a introdução. OIsso me desanimou pois fiquei 3 meses esperando uma resposta que algum editor só leu as 3 primeiras páginas.
Bom, 2 coisas aí…
1, tem leitor/editor que faz serviço porco mesmo.
2, o fato da introdução ser esotérica já classifica o livro como esotérico porque apresenta uma forma de pensamento, uma estrutura de pensamento e até mesmo de linguagem.
> 3 destas editoras me ligaram hoje. 2 delas pediram que eu aguardasse mais uns dias, pois os originais ~já estão sendo analisados e com grandes chances de serem aprovados. Uma outra analizou em apenas 2 dias e aprovou, quer uma reunião urgente para possível publicação.
Pois é… Não avaliou em 2 dias, isso é impossível. Não tem tempo hábil nem de portador para enviar o original para um leitor, pensar na comercialização, analisar o texto, linguagem, etc… Avaliou os links e o lance da tv em 2 dias. Não que isso faça diferença a essa altura do campeonato, é claro.
> Não tenho agente literário e agora acho que nem quero mais, pois já fiz meu nome e todo o trabalho sozinha. No entanto não sei com agir:
Não acho que vc deva procurar um agente. O mais difícil você já conseguiu.
> 1) em cada reunião que for, posso contar que tem mais duas editoras interessadas?
DEVE!!!!!
> 2) devo ouvir propostas e pedir um tempo para analisar a melhor opção ou isso é anti ético?
Não sei na verdade se é uma questão de ética, mas é um tanto incomum no mercado.
> 3) existe algum manual on line que dê essas dicas (de negociação), adiantamento, nº de tiragens mínimas, contratos, etc…
Se existe eu não conheço.
> 4) meu marido é advogado, mas não nessa área e não quero me queimar no mercado editorias, pois segundo essas editoras, elas pararam na minha obra para poder dar uma respota rápida em função da minissérie e reportagens que já estão saindo a respeito.(claro que eu enviei os links para meus originais não irem para o lixo)
Seus originais não iriam para o lixo, tenho certeza. Agora, sem dúvida alguma um aproveitamento em tv apressa a análise.
> Por enquento, sou uma “ninguém”…rs “nova autora, mas é obvio que eles estão interessados, não só na obra , que é boa, mas na reportagem que enviei junto onde esse famoso diretor fala do meu talento e futura minissérie da obra.
Tenho certeza de que a obra é fantástica mas não se iluda: o que interessa agora é apenas a tv. Editor de livro precisa vender livro para sobreviver (às vezes as pessoas esquecem disso) e é claro que não vão deixar passar essa vitrine fantástica que uma minissérie representa.
> Não posso desprezar nada, pois preciso fechar algo urgente e de um valor de entrada… mas não sei se pedir um tempo pode ser pretensioso demais e me queimar. Pode me orientar.
Eu acho apenas estranho, não é uma questão de pretensão ou de ética. A lógica é a seguinte: se você mandou um original para ser avaliado pela editora é porque tem necessariamente interesse em publicar por essa editora. Como o resto todo é meio padrão, é assumido automaticamente que se a editora aceita, vc publica por ela porque afinal de contas era esse o seu interesse inicial ao enviar o original para lá.
Agora, essas coisas vão muito de relacionamento com o seu editor também. Seja simpática. O cara está te dando uma atenção que normalmente não dispensa para outros autores, é importante vc ter consciência disso mas isso também não significa que vc deva aceitar qualquer coisa de qualquer um.
> Devo esconder das editoras que enviei para as outras?
NÃO!!! Nunca! Aí sim vc estaria sendo anti-ética.
Abração e boa sorte!
Carolina.
Querida Carolina,
Agradeço a repsota. Entendi que devo dizer a pura verdade a todos nessas reuniões, não é? A metade eles já sabem, que é a parte mágica que rolou na minissérie e vou exclarecer minha falta de experiência com autora e dizer que tenho as outras reuniões já agendadas, mas que em breve darei um retorno…rs Não vou me queimar?
De suas respostas não entendi o seguinte:
“Eu acho apenas estranho, não é uma questão de pretensão ou de ética. A lógica é a seguinte: se você mandou um original para ser avaliado pela editora é porque tem necessariamente interesse em publicar por essa editora. Como o resto todo é meio padrão, é assumido automaticamente que se a editora aceita, vc publica por ela porque afinal de contas era esse o seu interesse inicial ao enviar o original para lá.”
Ok. mas devido a experiência anterior, fiz quase que “livros” com fotos, formatação, enfim, sempre deixando claro que era mera ilustração a ser mudada. Contratei atores que fizera as cenas dos crimes… durante uma chacina, pessoas sem cabeça… achei legal madar pois no contexto essa parte ficou arrepiante. Então, fiz várias “apostilas” em gráfica e enviei para as 5 maiores (todas elas me interessam, lógico) No entanto , como não sei onde as negociações podem chegar, temo aceitar essa primeira que de repente nem me oferece um adiantaento e promete uma tiragem pequena na 1ª edição e tal. Temo que a próxima editora possa querer inestir mais na divulgação, em tiragens e me adiantar um bom valor… entende? Por isso enviei pras 5, mas estou sem jeito pois 3 já querem conversar…
Bom acho que é isso…
Você pode me passar uma idéia de qual um número bom de exemplares na 1ª edição? “o que seria apostar no meu trabalho? 10.000, 50.000 ou 100.000 cópias? E nesse caso, o que essas “grandes editoras” costumam adiantar? Todos os 10% da 1º editação ou só metade?
As 2 do Rio (que são mais longes), É chato eu pergutar se eles pagam minha viagem, (passagem e hospedagem?). Já que eles estão interessados, costumam fazer isso? É chato eu pedir?
HELP… Serei eternamente grata…rs
Não quer ir pra lá comigo não?
Beijos a Aguardo
Márcia,
Agradeço a repsota. Entendi que devo dizer a pura verdade a todos nessas reuniões, não é? A metade eles já sabem, que é a parte mágica que rolou na minissérie e vou exclarecer minha falta de experiência com autora e dizer que tenho as outras reuniões já agendadas, mas que em breve darei um retorno…rs Não vou me queimar?
Não é uma questão de em breve dar retorno ou de (in)experiência mas sim de transparência. O editor investe ao analisar um original. Ele paga um leitor especializado. Ele paga por análises, ele gasta tempo e energia, gasta pessoal e recursos com o seu texto. O mínimo que vc precisa fazer é avisá-lo que está considerando outras alternativas.
De suas respostas não entendi o seguinte: “Eu acho apenas estranho, não é uma questão de pretensão ou de ética. (…) Ok. mas devido a experiência anterior, fiz quase que “livros” com fotos, formatação, enfim, sempre deixando claro que era mera ilustração a ser mudada. Contratei atores que fizera as cenas dos crimes… durante uma chacina, pessoas sem cabeça… achei legal madar pois no contexto essa parte ficou arrepiante. Então, fiz várias “apostilas” em gráfica e enviei para as 5 maiores (todas elas me interessam, lógico) No entanto , como não sei onde as negociações podem chegar, temo aceitar essa primeira que de repente nem me oferece um adiantaento e promete uma tiragem pequena na 1ª edição e tal. Temo que a próxima editora possa querer inestir mais na divulgação, em tiragens e me adiantar um bom valor… entende? Por isso enviei pras 5, mas estou sem jeito pois 3 já querem conversar…
Ok, por partes….
1, você não tem como saber, determinar ou opinar sobre o quanto e como a editora vai investir na divulgação do seu livro.
2, o investimento que você fez é seu e o seu livro poderia ser aceito com ou sem isso.
3, tiragem pequena é a realidade brasileira.
4, vc está preocupada com o valor do adiantamento quando deveria estar preocupada com a qualidade da editora, com o cuidado que vão ter com o seu livro (inclusive de preparação de texto), com a reputação que a editora tenha… Escrever/editar/publicar livros é um trabalho de retorno a longo prazo. É algo que forma o profissional/empresa. Se você ficar pensando no que vai ganhar agora, vai acabar perdendo no futuro.
Você pode me passar uma idéia de qual um número bom de exemplares na 1ª edição? “o que seria apostar no meu trabalho? 10.000, 50.000 ou 100.000 cópias? E nesse caso, o que essas “grandes editoras” costumam adiantar? Todos os 10% da 1º editação ou só metade?
Nossa… Como eu queria trabalhar nesse mercado editorial que você criou na sua cabeça… CEM MIL exemplares para um escritor iniciante no Brasil???
A tiragem inicial padrão é de 3 (três) mil exemplares. Quando a editora acredita MUITO no livro, de 5 (cinco) mil exemplares. Não conheço, na história editorial brasileira, nenhum livro que tenha saído com uma tiragem inicial da ordem de grandeza de 50.000. Nem Machado de Assis…
As 2 do Rio (que são mais longes), É chato eu pergutar se eles pagam minha viagem, (passagem e hospedagem?). Já que eles estão interessados, costumam fazer isso? É chato eu pedir?
Não fazem isso, não. A viagem é por sua conta. É chato pedir sim.
Abraços,
Carolina.
Ola Carolina!
Fiquei super feliz de encontrar este site. Moro no Timor Leste ha dez anos e estou escrevendo um livro que conta a historia de tres meninas que foram abusadas sexualmente e vendidas como escravas humanas. Sou diretora de uma (a primeira)ong que trabalha nesta area e as historias que ouvi durante estes anos deram origem a este livro. Pretendo tambem ambientar o leitor dentro deste universo rico e complexo que eh a cultura timorense.
Espero sinceramente que alguma editora se interesse pelo livro. Enquanto trabalho para finaliza-lo, vou acompanhando as boas dicas deixadas aqui por vc.
Beijos e ate breve!
Vc acredita que ha tres anos atras escrevi quatro livros infantis (maravilhosos,modestia a parte)trilingues e por pura ignorancia sobre o assunto, assinei um contrato passando os direitos autorais para uma ong que iria publica-los com fundos do UNICEF?
*Perdao, mas estou em um computador publico chines e nao sei como usa-lo corretamente (cansei de tentar descubrir como acentuar as palavras).
Aiaiai!
Isto que da ter pressa em escrever! Ja DESCOBRI palavras escritas erradas! Aiaiai
Bem, se vcs levarem em consideracao que uma hora em uma internet cafe no Timor custa 6U$…