Como enviar meu original para análise?


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Depois de todas aquelas intermináveis horas de trabalho, finalmente você terminou o seu livro. E agora? Uma das principais questões que surgem logo de cara é como enviar o livro para uma editora.

Esta coluna se propõe a sanar algumas dúvidas mais comuns do mercado editorial e, sem dúvida alguma, as etapas envolvidas no envio de um original para análise são uma parte importante do processo.

Como preparar o meu original para análise?

Antes de mais nada, certifique-se de que o seu texto está pronto para ser analisado. Ou seja, ao relê-lo, a sua mão não coça por mudanças estruturais. Claro que um ou outro polimento vai sempre existir. Tenho certeza de que se perguntássemos ao Camões hoje, 500 anos depois, ele teria alguma vírgula a alterar em Lusíadas. É importante, entretanto, que a sua estória esteja toda lá e contada como você quer.

Formatação

A parte de formatação é simples. A menos que o editor peça diferente, mande impresso, pelo Correio, em times ou fonte similar, corpo 12, espaço duplo, páginas A4 ou Carta numeradas, com cabeçalho ou rodapé que conste o título e o seu nome. Algumas editoras gostam de receber encadernado, outras não. Se você não sabe a priori, envie encadernado de forma simples, com espiral. Não fique inventando moda onde o que deve brilhar é o seu texto.

Ah, estamos no século 21, eu quero enviar por email!

Algumas editoras até aceitam originais por email, mas é raro. O motivo é que aceitar o texto por email significa provavelmente imprimí-lo. É que a versão impressa dá ao editor uma noção muito melhor do tamanho do texto e facilita anotações. Além disso, é muito comum os editores levarem trabalho para casa e vão lendo no caminho. Agora, imagine trabalhar 12, 14 horas por dia com leitura. Não há olho que aguente tanta tela de computador. Lembre-se que é um humano que lerá o seu texto.

Mando para um revisor antes?

Muitas pessoas me perguntam sobre revisão. Revise seu texto, é lógico. Cachorro com x dói na alma de qualquer um, ainda mais na de um leitor profissional como um editor. Não é tampouco para ficar neurótico com isso. As editoras tem revisores e, se o seu texto for aprovado para produção, passará com toda certeza por pelo menos uma revisão competente.

Eu tenho tudo pronto, capa, diagramação, tudo!

Outro aspecto importantíssimo é o acompanhamento de imagens. Não mande, simples assim. As editoras tem suas preferências e seus motivos para escolher a ou b fotógrafo/ilustrador/capista. Se você for ilustrador e escritor infantil ao mesmo, por exemplo, notifique o editor de que você gostaria de apresentar imagens para aquele texto e deixe que ele escolha. Você não está ajudando o editor ao enviar o seu maravilhoso livro ilustrado e diagramado “pronto” para publicação, você está enviando um recado alto e claro de que você é um desses escritores chatos que debatem cada escolha do editor, esquecendo que ele não ganha tanto assim para te aguentar. É lógico que existem exceções. Conheço textos que foram escritos a partir de imagens, mas são casos muito específicos e merecem uma cartinha explanatória ao editor.

Você é o famoso quem?

O que me leva a outro ponto. A famosa cartinha de apresentação. “Prezado conselho editorial…”. A coisa funciona como uma carta a outra pessoa qualquer. Não finja uma intimidade que você não tem e nem use um formalismo excessivo como se estivesse se dirigindo ao Papa. Conheço autores premiados que gelam frente à cartinha de apresentação, mas não entendo o mistério. Se você conhece o editor, envie diretamente. Se você não conhece ou não tem uma apresentação (“prezado Editor Fulano de Tal, sou primo do Zezinho de Mogi, seu vizinho…”), envie direto ao conselho editorial. A carta deve conter 2 parágrafos: no primeiro você escreve um resumo do livro e no segundo um sobre você, coisa não mais que 6, 7 linhas em cada. Assine com uma forma de contato, de preferência dando opção entre telefone, celular e email. Lembre-se de colocar endereço de correspondência também.

Saber esperar

A demora das editoras em responder depende muito mais da quantidade de originais a serem avaliados do que de quem você é ou deixa de ser. Então, editoras menores tendem a ter uma resposta mais rápida do que as maiores, mas isso não é regra. Depende da época do ano (editoras com linhas didáticas estão naturalmente atoladas em janeiro, por exemplo), da quantidade de leitores disponíveis e de mais um monte de outras variáveis que muitas vezes nem o editor sabe, que dirá o autor. Eu sei que é horrível essa espera, mas não tem como ser diferente, afinal, você quer que o seu texto seja lido, não quer?

Outra dúvida que surge muito é sobre enviar simultaneamente para várias editoras. Brigas por originais acontecem nas feiras literárias mas é briga de cachorro grande. Aqui tem uma “regra de boa etiqueta” não-dita, não-escrita, não-declarada mas que todo mundo sabe que diz que para livros infanto-juvenis você pode enviar para um monte de editoras ao mesmo tempo e que literatura ficcional adulta não. Os livros técnicos tem tão pouca opção que aconselho a esperar a resposta de um antes de enviar para outro. Esse povo todo se conhece e a última coisa que você quer é ter dois editores aceitando o seu livro e você tendo de, necessariamente, se queimar com um. O seu relacionamento com o mercado não é determinante de publicação mas conta.

Envie email, comente, pergunte, o seu contato é muito bem-vindo!

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Publicado em 12/03/2008 às 5:55 na categoria Editorial, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.





69 Comentários para “Como enviar meu original para análise?”

  1. Mauro Amaral -

    Até me animei para escrever o meu!

  2. Carolina Vigna-Marú -

    Escreve sim, Mauro! Tenho certeza de que será interessantíssimo, como tudo que vc faz.

  3. Carolina Vigna-Maru » Carreira Solo -

    [...] uma coluna no Carreira Solo, onde escrevo como editora (não do site, mas como profissão). O primeiro artigo já saiu. Espero que vocês [...]

  4. Fernanda Lobato -

    Olá!
    E nos casos em que o texto e a imagem forem indissolúveis…como um livro infantil composto apenas por imagens?

  5. Ju -

    Uêba! Parabéns!
    Beijo grande!
    Ju

  6. 30 & Alguns » Blog Archive » Meu Google Reader (09/03 - 17/03) -

    [...] PARA O PROGRAMA DE ESTÁGIO e Projeto para empregar pessoas com deficiência – Blog Crônicas  Como enviar meu original para análise? – [...]

  7. Carolina Vigna-Marú -

    Olá, Fernanda Lobato!

    Obrigada pelo comentário.

    Em casos assim em que o texto e a imagem forem indissolúveis, vale mais a pena entrar em contato com o editor primeiro, conversar com ele, explicar o projeto e perguntar se ele aceita que apresente imagens junto.

    É bom lembrar que são raros os casos em que isso ocorre. Existem, é óbvio, mas são raros. Mesmo em textos infantis, quando a maioria dos textos comporta outras escolhas de imagens.

    Na bibliografia de autores infantis mais conhecidos, como a Lygia Boyunga Nunes, por exemplo, você encontrará com facilidade um mesmo título ilustrado por vários ilustradores diferentes, dependendo da edição.

    Um forte abraço e boa sorte com o seu original!
    Carolina.

  8. Carolina Vigna-Marú -

    Ju,
    Obrigada!
    :-)

  9. Carolina Vigna-Maru debate quantro pontos cruciais para o mercado editorial. -

    [...] se segue teria por função, basicamente, apresentá-la aos leitores que ainda não leram o “Como enviar meu original para análise“, sua primeira colaboração por aqui; só que acabou se transformando numa fonte de idéias [...]

  10. Carolina Vigna-Maru » entrevista -

    [...] que se segue teria por função, basicamente, apresentá-la aos leitores que ainda não leram o “Como enviar meu original para análise“, sua primeira colaboração por aqui; só que acabou se transformando numa fonte de idéias bem [...]

  11. Carolina Vigna-Maru » Como enviar meu original para análise? -

    [...] publicado no Carreira Solo [...]

  12. Marcelo Cavilha -

    Vc pode mandar o resumo para mim?

  13. Carolina Vigna-Marú -

    Marcelo Cavilha,

    Desculpe (a falta de atenção certamente é minha) mas eu não entendi que resumo vc quer.

    à sua disposição,
    Carolina.

  14. Wagner Araujo -

    Ola Carolina,

    Pegando carona em teu site, não sei se vc trata de imagens tbem, sou fotografo aqui no planalto central e quero fazer contato com editores de fotografia das revistas nacionais e internacionais. Ainda não achei contato nos sites, da National Geographic por exemplo.
    Tem uma forma mais facil?

    Grato,

    Wagner.

  15. Carolina Vigna-Marú -

    Olá Wagner,

    Tudo bom?

    Antes de mais nada, o site é o Mauro Amaral, não é meu, não, ok?

    Vamos lá… Revistas como a National Geographic, acho, costumam trabalhar de 2 maneiras:
    1 – convite (eles entram em contato com o fotógrafo para um determinado projeto) ou,
    2 – projeto (você envia um projeto, normalmente já meio encaminhado, e eles aprovam).

    Até onde eu saiba os fotógrafos do staff deles são headhunted, ou seja, escolhidos por eles e não selecionados por contato direto.

    Você portfolio online? Pode ser uma boa forma – mesmo que em um flickr da vida – de ser visto, conhecido e chamado para os assignments.

    (desculpem a quantidade absurda de palavras em inglês, são jargões do meio)

    Outra forma bastante eficaz de ser contratado é ter um agente ou pertencer a uma agência de imagens. A própria Corbis, por exemplo, avalia portfolios para inclusão em seu banco de dados de fotógrafos. Isso vale para qualquer tipo de publicação.

    Vale a pena, mesmo que talvez não financeiramente no início, se associar a uma organização grande dessas pque são eles que os editores procuram quando querem alguém novo.

    Isso tudo em termos de mundo.

    Quando falamos de Brasil isso é verdadeiro também mas o poder do boca-a-boca ainda é muito grande e um contato com editores diretamente pode ser um bom caminho.

    Cabe a lembrança que lá fora existe a distinção entre o “editor” e o “publisher”. Normalmente quem bate o martelo final sobre imagens é o publisher, não o editor. São poucos os lugares como o Brasil, onde o editor e o publisher são uma pessoa só.

    Aí, que é um assunto que eu entendo um pouco melhor, te aconselho a primeiro fazer um portfolio online e depois enviar cartas curtas e simpáticas – (curtas, já falei curtas? curtas é importante!) – para os editores se apresentando e dando o endereço do seu portfolio. Não esqueça de fazer o famoso fup (follow-up), ou seja, ligue e pergunte se recebeu, se viu, se gostou, essas coisas. E claro, não esqueça de fornecer formas diferentes de contato (email, tel, celular, sinal de fumaça, qualquer coisa que você atenda sempre).

    Os periódicos de natureza documental e/ou científica costumam funcionar muito mais por projeto. Vamos documentar as antas no cerrado! Aí você vai, escreve o projeto, apresenta e manda. Depois de você já ter feito um projeto desses, passa a ser conhecido e considerado por aquele periódico no quadro fixo.

    Vale a ressalva importantíssima, entretanto, de que eu nunca trabalhei com uma revista do gênero documentário (mas já trabalhei em uma científica) e posso estar enganada. O que estou te dizendo é baseado na minha experiência com outros tipos de periódicos e o que a gente acaba sabendo, ouvindo falar, estudando, lendo, etc, por aí.

    Eu estou preparando um artigo com o perfil das editoras brasileiras, o que cada uma prefere publicar, endereço de contato, etc. Tá dando um trabalhão e eu espero não explodir a já muito testada paciência do meu editor, Mauro Amaral. Vai sair logo, logo. Acompanhem aqui.

  16. Como faço para trabalhar de fotógrafo freelancer numa revista internacional? | Carreirasolo.org -

    [...] que, claro, estão abertas a sugestões e adendos. Este post começou como um comentário na minha primeira participação aqui no Carreirasolo.org e, portanto, é um “work in [...]

  17. Carolina Vigna-Maru » Como faço para trabalhar de fotógrafo freelancer numa revista internacional? -

    [...] que, claro, estão abertas a sugestões e adendos. Este post começou como um comentário na minha primeira participação aqui no Carreirasolo.org e, portanto, é um “work in progress” [...]

  18. Pedro Cruz -

    Sobre o registro autoral do livro e se é necessário enviá-lo ao editor junto com a obra.
    Adorei o post.

    abraço

  19. Carolina Vigna-Marú -

    Pedro,

    Tudo bom? Fico feliz que tenha gostado do post.

    Mandar junto com a obra é bobagem e dá um recado ao editor que você não confia nele, além de parecer um início ruim de relacionamento.

    Para editoras grandes e conhecidas, como Cia das Letras, Rocco, etc, eu nem me daria ao trabalho de registrar a obra antes, a editora mesmo faz isso.

    É sempre bom lembrar que é muito comum que a versão a ser impressa fique muito diferente do que o autor considerou na hora de registrar a obra. E aí isso pode ser uma dificuldade para você e para a editora, na hora de registrar a obra como foi publicada (mesmo nome/autor com a mesma sinopse, a BN não vai aceitar).

    Agora, é importante que você se sinta seguro e confiante na hora de enviar o seu original e se registrar antes é importante, registre, mas guarde com você o registro até o ok do editor, aí vc apenas o informa. Eu não aconselho a fazer nem isso, entretanto. Existem outras soluções possíveis.

    Por este motivo, o das inúmeras revisões, edições, copy-desk, etc, normalmente a gente deixa para registrar o livro pouco antes de ir pra gráfica.

    As editoras não tem nenhum interesse em roubar o seu original e muito menos estão dispostas a jogar a sua imagem no lixo por causa de um livro, mas eu entendo a insegurança de enviar o seu “filho” sem conhecer quem vai recebê-lo.

    Então, para que você se sinta seguro em enviar o seu original para análise e, ao mesmo tempo, não caia nesse problema das revisões, te aconselho a fazer o que o Sid Field contou que faz em uma entrevista: envie para você mesmo, em um envelope lacrado, em carta registrada, o seu original. Não abra quando receber. Guarde este envelope. Se precisar, só o abra em frente a um juiz. A data dos Correios vale como prova jurídica.

    Desta forma, você se protege e ao mesmo tempo não entra em conflito com a editora e/ou com a Biblioteca Nacional.

    Espero ter ajudado.

    Abração

  20. Carolina Vigna-Maru » Devo mandar o registro autoral junto com os originais? -

    [...] Cruz trouxe a dúvida, eu comentei lá no post, mas como aquilo que serve a um, muito mais intensamente serve a muitos, transformei o comentário [...]

  21. Devo mandar o registro autoral junto com os originais? | Carreirasolo.org -

    [...] Cruz trouxe a dúvida, eu comentei lá no post, mas como aquilo que serve a um, muito mais intensamente serve a muitos, transformei o comentário [...]

  22. Lara -

    Esse “espaçamento duplo” é referente à distância entre as linhas ou ao parágrafo?

  23. Carolina Vigna-Marú -

    Lara,

    É o espaçamento entre linhas.

    Abraços e boa sorte!

  24. Lara -

    Devo mandar o original como o mandei para a Biblioteca Nacional, com dedicatória, sumário, agradecimentos, etc?

  25. Como enviar um livro infantil a editora? | Carreirasolo.org -

    [...] Nota introdutória do Editor: Carolina Vigna-Marú responde a todos os e-mails que recebe de nossos leitores. E em cada um deles, vejo material para um post muito bom. E como aqui, no Carreirasolo.org vivemos de conteúdo muito, muito bom; não me furto em publicar versões adaptadas destes e-mails. O post abaixo surgiu da dúvida de uma leitora aqui no Carreirasolo.org sobre como enviar seu livro infantil as Editoras. É uma continuação perfeita ao Como enviar meus originais para análise [...]

  26. jose luiz eugenio -

    Socorro, faço ilustrações para uma editora,envio a boneca com texto tudo certinho,
    mas a editora quer que eu mande o livro já formatado. Por favor me explique como eu formato o meu livro, é um livro infantil. muito ilustrado e com pouco texto, as vezez cinco ou quatro linhas por paginas, me ajude, pelo amor de deus. Abraço, Eugenio

  27. Carolina Vigna-Maru -

    jose luiz eugenio,

    A editora quer que você envie os arquivos para impressão, é isso? Que estranho…

    Bom, vamos lá.

    O ideal seria você contratar um profissional (designer, diagramador) para fazer isso, mas como eu sei que a realidade dos autores não é bem essa, vou tentar ajudar o máximo possível, ok?

    Existe um software gratuito muito bom para diagramação chamado Scribus. Infelizmente neste você vai precisar se virar sozinho (eu uso um comercial chamado InDesign) mas o que não falta na web é tutorial bom.

    Lembre-se de sempre, sempre, sempre, sempre (eu já disse sempre?) usar imagens em alta resolução (300 dpis são suficientes) e em CMYK.

    Uma vez diagramado o seu livro, você precisa gerar o arquivo para gráfica. Normalmente enviamos um PDF mas não é esse pdf que vemos pela internet, é um, digamos, em alta resolução. Na hora de exportar você vai ser perguntado especificações. Seria bom que te falassem que especificações são essas, mas se você estiver voando no escuro, vá com 10mm de sangamento, sem marcas (corte, registro, etc) e, claro, tudo em CMYK.

    Só estou achando muuuuuito estranho a editora te pedir isso. Você está pagando pela publicação*?

    Se a editora só está com dificuldade de visualizar o seu livro e tudo que quer é uma diagramação melhor, talvez seja o caso de considerar o Fotolivro ou o Blurb e enviar um livrinho de modelo para eles.

    Não sei muito como te ajudar mais. Por favor retorne o comentário se ainda tiver dúvidas.

    Abração,
    Carolina.

    * existem editoras que aceitam que o autor pague pela edição, e elas por sua vez entram com nome, estrutura, distribuição, etc.

  28. Denise Mussini -

    Bom dia, adorei encontrar respostas tão esclarecedoras. Obrigada!
    Meus originais estão em uma grande editora,passando por uma análise. Estou ansiosa, mas, já recebi e-mail confirmando que ele será avaliado.
    Eu preciso contratar um agente literário?
    Beijão.

  29. Carolina Vigna-Marú -

    Denise,
    Não! Espera um pouco!
    Beijão (e boa sorte!),
    Carol

  30. Julia -

    Olá!

    Eu já conhecia esse artigo de longo prazo e havia guardado nos meus favoritos esperando colocar as dicas em prática algum dia.

    Pois então, este dia chegou!

    Na hora H, me empolguei e acabei deixando algumas coisas de lado. Tanto que não sei muito bem se devo ficar esperando a resposta da editora com a qual entrei em contato.

    Foi mais ou menos o seguinte:
    De posse do original em mãos (melhor dizendo, em computador), telefonei para uma grande editora já tendo conhecimento que ela publica livros relacionados a área que estou abordando. Uma atendente me passou o e-mail do editor e me disse simplesmente para enviar por e-mail. Ou seja, nao tive chance de falar com ele por telefone e perguntar se ele preferia que fosse enviado de outra forma.
    Perguntei novamente para a “moça” se o procedimento era esse mesmo e ela me disse com um seco “sim”.
    Bem…já faz mais de um mês que enviei o meu arquivo com 200 páginas para o editor, que por sinal nem respondeu se recebeu ou não.

    Agora não sei como proceder.

    Telefono novamente incorrendo no risco de ser atendida pela mesma atendente que não me explica nada?

    Mando outro e-mail para o editor correndo o risco de parecer que estou insistindo demais no assunto?

    Deixo quieto e parto para a próxima editora?

    O que vocês acham?

  31. Carolina Vigna-Marú -

    Julia,

    Que boa notícia! É raríssimo encontrar editores que aceitam receber originais sem ser em papel. \o/

    Bom, 2 coisas:

    1 – um mês ainda está dentro de um prazo beeeem razoável de resposta, que costuma ser de até 2, 3 meses.

    2 – essas “moças” são treinadas para filtrar o contato direto mesmo. Se vc soubesse a quantidade de pessoas tentando falar com o editor, entenderia que se não fosse assim o cara simplesmente não conseguiria trabalhar. No seu lugar, eu mandaria um email simpático e CURTO para ele pedindo apenas a confirmação de recebimento. Algo no tom de “entendo que a resposta demora mas não confio 100% em email e gostaria de saber apenas se o sr. recebeu o original” nas suas palavras, claro. E pronto (eu já disse que o email precisa ser curto?). Se o editor não responder em uma semana, esquece e manda pra outro.

    Se o seu original for infanto-juvenil, pode já ir mandando pra tudo que é editora – esta é A época para isso. Se for adulto, espera mais um pouco.

    Abração e boa sorte!

  32. Julia -

    Carolina, obrigada pela resposta rápida! rs

    Farei conforme o seu conselho então.

    Agora um comentário que nada tem a ver com o assunto: Eu sempre ouço o “fala freela” e adoro os bate papos entre Mauro e cia! Você tem uma voz muito agradável de se ouvir! =)

    Um abraço!

  33. Carolina Vigna-Marú -

    Julia,

    Boa sorte e muito sucesso!

    Agora… Xiii… Pirou de vez! Minha voz é horrível! :D

    Obrigada. Essa semana tem gravação! Oba! Tô com saudades do Mauro e do Humberto.

    Bjs!

  34. Lucianna -

    Eu tenho apenas dez anos, mas mesmo assim fiz um livro.Terminei ele. Mas não sei como mandar para uma editora.Alguém pode me ajudar?
    Enquanto isso espero escrevendo mais livros.
    (Isso só porque eu quero ser escritora quando crescer).
    E só estou aqui para saber disso.Amei o site.

  35. Carolina Vigna-Marú -

    Lucianna,

    Eu não conheço nenhuma editora que trabalhe com, publique ou mesmo aceite avaliar originais de menores de idade. O que, claro, não significa que não exista, apenas que eu não conheço.

    Por este motivo, não sei como te ajudar, infelizmente.

    Um forte abraço e tomara que o seu interesse continue.
    Carolina.

  36. Sinicley Menezes do Nascimento -

    Sou escritor, a procura de edição – esse ainda é um mercado de difícil acesso, infelizmente, ainda mais quando se trata de temáticas homoafetivas, como são as minhas, por acreditar que se trata de um universo rico de personagens, e por ser um universo que me cerca, pois estou incluso nele – e por isso, almejo ver meus romances, que se ambientam na capital: Belém, e em outras cidades do estado do Pará, impressos. Ainda mais quando esses romances falam da contemporaneidade da região norte, levando em consideração seus valores culturais, pop, no universo homossexual. Só não tive chance de levá-lo a público, primeiro porque, por mais que eu me esforce, ainda encontro portas fechadas. Segundo porque sou um novo escritor, mesmo que tenha em mão dois originais. E julgo – e posso estar errado no meu julgamento – esse espaço literário tão hermético. Contudo, não desisto, pois se Adolfo Caminha, em 1895, conseguiu que alguém acreditasse em seu romance: “Bom-Crioulo”, mesmo que o romance tivesse sido ignorado na época pelo grande público, devido o tabu homoafetivo, eu não posso perder a esperança, e desacreditar nesse novo milênio, em que a palavra diversidade sexual está tão em voga, e os homossexuais estão finalmente lutando por seus direitos, mostrando seus rostos.
    A minha luta é pela escrita literária homoafetiva, e não me importaria nem um pouco de ser um escritor que aborda essa temática, pois mesmo falando de homossexualidade, muitas estórias ainda estão por ser contada. Por ser um universo extremamente rico, e principalmente porque meus romances se passam em Belém, eu acredito – e posso estar enganado – ainda não haver textos literário abordando esse universo na nossa região, e que felizmente começou a sair do gueto em outros estados. E com direito de ser contextualizado em romances.

  37. Carolina Vigna-Marú -

    Sinicley,

    A literatura GLBTS está em franca expansão.

    Eu tentaria de novo se estivesse no seu lugar.

    Tenta a editora Record primeiro e depois a Sundermann.

    A questão da localização, a meu ver, não é determinante da publicação/aceitação do texto.

    Não sei se ajuda ou se piora, mas o espaço hermético é generalizado e não algo restrito ao universo homoerótico (ou mesmo apenas erótico). Pelo contrário: o erotismo tradicionalmente vende mais e conseqüentemente tem mais espaço do que outros gêneros literários.

    Te desejo toda a sorte do mundo.

    Abraços,
    Carolina.

  38. gutierre alessandro rocha -

    ola carolina,eu nunca escrevi um livro começei um agora tenho toda a historia mas nao sei como devo passar pro papel se puder me ajudar agradeço

  39. Janaina Berto -

    Olá,

    Eu estou com uma obra de ficção pronta.
    Pensei em mandar para 5 editoras, mas depois de ler esse post, fiquei em dúvida.

  40. Carolina -

    Olá, Carolina!

    Primeiramente, parabéns pela iniciativa
    Suas dicas são muito preciosas e têm me ajudado bastante.

    Contando histórias aos meus filhos à noite fui obrigada a inventar algumas, pois as tradicionais já não agradavam mais. Eles adoram essas histórias.

    Dessas eu já escrevi 4 e gostaria de mandar à alguma editora para análise.

    Como procedo nesse caso? São hitórias curtas que contaram com ilustrações de acordo com o que a editora achar apropriado.

    Sendo assim as histórias contariam com apenas 2 páginas cada.

    Posso enviá-las todas juntas ou envio apenas uma?

    Que editora vc indicaria?

    Abraços,

    Carolina.

  41. Márcia -

    URGENTE!!! Querida, Parabéns pelo site e pelo saco…rs!!! Percebemos que´tem muita paixão em suas respostas.

    Minha história é mágica…rs, mas acredite, é real. Se quiser por e-mail te envio links das matérias nos jornais… vamos lá.

    Escrevi uma obra, que, de forma mágica…rs, foi lida por um diretor de uma grande, grande emissora de TV. Ele se encantou e me propôs adaptação para uma minissérie antes mesmo de publicar a obra. Enviei o originais ara uma única e grande editora e esta me respondeu que a obra é boa, mas não publica esoterismo… horas, o livro não era esotérico, só a introdução. OIsso me desanimou pois fiquei 3 meses esperando uma resposta que algum editor só leu as 3 primeiras páginas. Enfim, coloquei os originais na gaveta e nos últimos 9 meses fiquei trabalhando (roteirizando) a obra junto com esse diretor e roteirista (sem remuneração) pois é um trabalho que ainda iríamos apresentar para a emissora. Pois bem, até agora só despesas e bons amigos, pois nesse vai e vem hoje sou membro da Academia Brasileira de Cinema dentre outros convites… e a obra na gaveta…rs
    Ha 2 semanas, tive uma folga, fiz a última revisão (pois já tinha enviado para um revisor e 2 críticos literários), e fiz contato com 5 grandes (acho que as maiores) editoras do Brasil.
    3 destas editoras me ligaram hoje. 2 delas pediram que eu aguardasse mais uns dias, pois os originais ~já estão sendo analisados e com grandes chances de serem aprovados. Uma outra analizou em apenas 2 dias e aprovou, quer uma reunião urgente para possível publicação. Não tenho agente literário e agora acho que nem quero mais, pois já fiz meu nome e todo o trabalho sozinha. No entanto não sei com agir:

    1) em cada reunião que for, posso contar que tem mais duas editoras interessadas?
    2) devo ouvir propostas e pedir um tempo para analisar a melhor opção ou isso é anti ético?
    3) existe algum manual on line que dê essas dicas (de negociação), adiantamento, nº de tiragens mínimas, contratos, etc…
    4) meu marido é advogado, mas não nessa área e não quero me queimar no mercado editorias, pois segundo essas editoras, elas pararam na minha obra para poder dar uma respota rápida em função da minissérie e reportagens que já estão saindo a respeito.(claro que eu enviei os links para meus originais não irem para o lixo)

    Por enquento, sou uma “ninguém”…rs “nova autora, mas é obvio que eles estão interessados, não só na obra , que é boa, mas na reportagem que enviei junto onde esse famoso diretor fala do meu talento e futura minissérie da obra.

    Não posso desprezar nada, pois preciso fechar algo urgente e de um valor de entrada… mas não sei se pedir um tempo pode ser pretensioso demais e me queimar. Pode me orientar.

    Devo esconder das editoras que enviei para as outras?

    Beijos e muito agradecida

  42. Carolina Vigna-Marú -

    gutierre,

    > “nunca escrevi um livro começei um agora tenho toda a historia mas nao sei como devo passar pro papel”

    A melhor maneira de começar é começando. Como vc está começando nisso agora, saiba que cada livro tem mil versões, revisões. E é muito comum a gente jogar fora trabalhos inteiros, de meses, pque chegou no final um profissional/pessoa tão melhor que aquilo não representa mais.

    Comece. Simples assim.

    ————

    Janaina,

    > “Eu estou com uma obra de ficção pronta. Pensei em mandar para 5 editoras, mas depois de ler esse post, fiquei em dúvida.”

    Se for infanto-juvenil não tem problema algum. Se for adulto, mande um de cada vez.

    ————

    Carolina,

    > “Posso enviá-las todas juntas ou envio apenas uma?”

    Pode enviar junto. São muito pequenas para se transformarem em um livro sozinhas.

    > “Que editora vc indicaria?”

    Isso é quase impossível de responder sem conhecer o seu trabalho. Cada editora tem um perfil específico. O melhor que vc pode fazer é procurar livros que tenham conteúdo/assunto próximos às suas estórias, olhar que editoras são e mandar.

    Abraços,
    Carolina.

  43. Carolina Vigna-Marú -

    Márcia,

    > Escrevi uma obra, que, de forma mágica…rs, foi lida por um diretor de uma grande, grande emissora de TV. Ele se encantou e me propôs adaptação para uma minissérie antes mesmo de publicar a obra.

    Isso é mais ou menos como ganhar na mega sena acumulada.

    > Enviei o originais ara uma única e grande editora e esta me respondeu que a obra é boa, mas não publica esoterismo… horas, o livro não era esotérico, só a introdução. OIsso me desanimou pois fiquei 3 meses esperando uma resposta que algum editor só leu as 3 primeiras páginas.

    Bom, 2 coisas aí…

    1, tem leitor/editor que faz serviço porco mesmo.

    2, o fato da introdução ser esotérica já classifica o livro como esotérico porque apresenta uma forma de pensamento, uma estrutura de pensamento e até mesmo de linguagem.

    > 3 destas editoras me ligaram hoje. 2 delas pediram que eu aguardasse mais uns dias, pois os originais ~já estão sendo analisados e com grandes chances de serem aprovados. Uma outra analizou em apenas 2 dias e aprovou, quer uma reunião urgente para possível publicação.

    Pois é… Não avaliou em 2 dias, isso é impossível. Não tem tempo hábil nem de portador para enviar o original para um leitor, pensar na comercialização, analisar o texto, linguagem, etc… Avaliou os links e o lance da tv em 2 dias. Não que isso faça diferença a essa altura do campeonato, é claro.

    > Não tenho agente literário e agora acho que nem quero mais, pois já fiz meu nome e todo o trabalho sozinha. No entanto não sei com agir:

    Não acho que vc deva procurar um agente. O mais difícil você já conseguiu.

    > 1) em cada reunião que for, posso contar que tem mais duas editoras interessadas?

    DEVE!!!!!

    > 2) devo ouvir propostas e pedir um tempo para analisar a melhor opção ou isso é anti ético?

    Não sei na verdade se é uma questão de ética, mas é um tanto incomum no mercado.

    > 3) existe algum manual on line que dê essas dicas (de negociação), adiantamento, nº de tiragens mínimas, contratos, etc…

    Se existe eu não conheço.

    > 4) meu marido é advogado, mas não nessa área e não quero me queimar no mercado editorias, pois segundo essas editoras, elas pararam na minha obra para poder dar uma respota rápida em função da minissérie e reportagens que já estão saindo a respeito.(claro que eu enviei os links para meus originais não irem para o lixo)

    Seus originais não iriam para o lixo, tenho certeza. Agora, sem dúvida alguma um aproveitamento em tv apressa a análise.

    > Por enquento, sou uma “ninguém”…rs “nova autora, mas é obvio que eles estão interessados, não só na obra , que é boa, mas na reportagem que enviei junto onde esse famoso diretor fala do meu talento e futura minissérie da obra.

    Tenho certeza de que a obra é fantástica mas não se iluda: o que interessa agora é apenas a tv. Editor de livro precisa vender livro para sobreviver (às vezes as pessoas esquecem disso) e é claro que não vão deixar passar essa vitrine fantástica que uma minissérie representa.

    > Não posso desprezar nada, pois preciso fechar algo urgente e de um valor de entrada… mas não sei se pedir um tempo pode ser pretensioso demais e me queimar. Pode me orientar.

    Eu acho apenas estranho, não é uma questão de pretensão ou de ética. A lógica é a seguinte: se você mandou um original para ser avaliado pela editora é porque tem necessariamente interesse em publicar por essa editora. Como o resto todo é meio padrão, é assumido automaticamente que se a editora aceita, vc publica por ela porque afinal de contas era esse o seu interesse inicial ao enviar o original para lá.

    Agora, essas coisas vão muito de relacionamento com o seu editor também. Seja simpática. O cara está te dando uma atenção que normalmente não dispensa para outros autores, é importante vc ter consciência disso mas isso também não significa que vc deva aceitar qualquer coisa de qualquer um.

    > Devo esconder das editoras que enviei para as outras?

    NÃO!!! Nunca! Aí sim vc estaria sendo anti-ética.

    Abração e boa sorte!
    Carolina.

  44. Marcia -

    Querida Carolina,

    Agradeço a repsota. Entendi que devo dizer a pura verdade a todos nessas reuniões, não é? A metade eles já sabem, que é a parte mágica que rolou na minissérie e vou exclarecer minha falta de experiência com autora e dizer que tenho as outras reuniões já agendadas, mas que em breve darei um retorno…rs Não vou me queimar?

    De suas respostas não entendi o seguinte:

    “Eu acho apenas estranho, não é uma questão de pretensão ou de ética. A lógica é a seguinte: se você mandou um original para ser avaliado pela editora é porque tem necessariamente interesse em publicar por essa editora. Como o resto todo é meio padrão, é assumido automaticamente que se a editora aceita, vc publica por ela porque afinal de contas era esse o seu interesse inicial ao enviar o original para lá.”

    Ok. mas devido a experiência anterior, fiz quase que “livros” com fotos, formatação, enfim, sempre deixando claro que era mera ilustração a ser mudada. Contratei atores que fizera as cenas dos crimes… durante uma chacina, pessoas sem cabeça… achei legal madar pois no contexto essa parte ficou arrepiante. Então, fiz várias “apostilas” em gráfica e enviei para as 5 maiores (todas elas me interessam, lógico) No entanto , como não sei onde as negociações podem chegar, temo aceitar essa primeira que de repente nem me oferece um adiantaento e promete uma tiragem pequena na 1ª edição e tal. Temo que a próxima editora possa querer inestir mais na divulgação, em tiragens e me adiantar um bom valor… entende? Por isso enviei pras 5, mas estou sem jeito pois 3 já querem conversar…

    Bom acho que é isso…

    Você pode me passar uma idéia de qual um número bom de exemplares na 1ª edição? “o que seria apostar no meu trabalho? 10.000, 50.000 ou 100.000 cópias? E nesse caso, o que essas “grandes editoras” costumam adiantar? Todos os 10% da 1º editação ou só metade?
    As 2 do Rio (que são mais longes), É chato eu pergutar se eles pagam minha viagem, (passagem e hospedagem?). Já que eles estão interessados, costumam fazer isso? É chato eu pedir?

    HELP… Serei eternamente grata…rs
    Não quer ir pra lá comigo não?
    Beijos a Aguardo

  45. Carolina Vigna-Maru -

    Márcia,

    Agradeço a repsota. Entendi que devo dizer a pura verdade a todos nessas reuniões, não é? A metade eles já sabem, que é a parte mágica que rolou na minissérie e vou exclarecer minha falta de experiência com autora e dizer que tenho as outras reuniões já agendadas, mas que em breve darei um retorno…rs Não vou me queimar?

    Não é uma questão de em breve dar retorno ou de (in)experiência mas sim de transparência. O editor investe ao analisar um original. Ele paga um leitor especializado. Ele paga por análises, ele gasta tempo e energia, gasta pessoal e recursos com o seu texto. O mínimo que vc precisa fazer é avisá-lo que está considerando outras alternativas.

    De suas respostas não entendi o seguinte: “Eu acho apenas estranho, não é uma questão de pretensão ou de ética. (…) Ok. mas devido a experiência anterior, fiz quase que “livros” com fotos, formatação, enfim, sempre deixando claro que era mera ilustração a ser mudada. Contratei atores que fizera as cenas dos crimes… durante uma chacina, pessoas sem cabeça… achei legal madar pois no contexto essa parte ficou arrepiante. Então, fiz várias “apostilas” em gráfica e enviei para as 5 maiores (todas elas me interessam, lógico) No entanto , como não sei onde as negociações podem chegar, temo aceitar essa primeira que de repente nem me oferece um adiantaento e promete uma tiragem pequena na 1ª edição e tal. Temo que a próxima editora possa querer inestir mais na divulgação, em tiragens e me adiantar um bom valor… entende? Por isso enviei pras 5, mas estou sem jeito pois 3 já querem conversar…

    Ok, por partes….

    1, você não tem como saber, determinar ou opinar sobre o quanto e como a editora vai investir na divulgação do seu livro.

    2, o investimento que você fez é seu e o seu livro poderia ser aceito com ou sem isso.

    3, tiragem pequena é a realidade brasileira.

    4, vc está preocupada com o valor do adiantamento quando deveria estar preocupada com a qualidade da editora, com o cuidado que vão ter com o seu livro (inclusive de preparação de texto), com a reputação que a editora tenha… Escrever/editar/publicar livros é um trabalho de retorno a longo prazo. É algo que forma o profissional/empresa. Se você ficar pensando no que vai ganhar agora, vai acabar perdendo no futuro.

    Você pode me passar uma idéia de qual um número bom de exemplares na 1ª edição? “o que seria apostar no meu trabalho? 10.000, 50.000 ou 100.000 cópias? E nesse caso, o que essas “grandes editoras” costumam adiantar? Todos os 10% da 1º editação ou só metade?

    Nossa… Como eu queria trabalhar nesse mercado editorial que você criou na sua cabeça… CEM MIL exemplares para um escritor iniciante no Brasil???

    A tiragem inicial padrão é de 3 (três) mil exemplares. Quando a editora acredita MUITO no livro, de 5 (cinco) mil exemplares. Não conheço, na história editorial brasileira, nenhum livro que tenha saído com uma tiragem inicial da ordem de grandeza de 50.000. Nem Machado de Assis…

    As 2 do Rio (que são mais longes), É chato eu pergutar se eles pagam minha viagem, (passagem e hospedagem?). Já que eles estão interessados, costumam fazer isso? É chato eu pedir?

    Não fazem isso, não. A viagem é por sua conta. É chato pedir sim.

    Abraços,
    Carolina.

  46. Simone A. -

    Ola Carolina!
    Fiquei super feliz de encontrar este site. Moro no Timor Leste ha dez anos e estou escrevendo um livro que conta a historia de tres meninas que foram abusadas sexualmente e vendidas como escravas humanas. Sou diretora de uma (a primeira)ong que trabalha nesta area e as historias que ouvi durante estes anos deram origem a este livro. Pretendo tambem ambientar o leitor dentro deste universo rico e complexo que eh a cultura timorense.
    Espero sinceramente que alguma editora se interesse pelo livro. Enquanto trabalho para finaliza-lo, vou acompanhando as boas dicas deixadas aqui por vc.
    Beijos e ate breve!
    Vc acredita que ha tres anos atras escrevi quatro livros infantis (maravilhosos,modestia a parte)trilingues e por pura ignorancia sobre o assunto, assinei um contrato passando os direitos autorais para uma ong que iria publica-los com fundos do UNICEF?

    *Perdao, mas estou em um computador publico chines e nao sei como usa-lo corretamente (cansei de tentar descubrir como acentuar as palavras).

  47. Simone A. -

    Aiaiai!
    Isto que da ter pressa em escrever! Ja DESCOBRI palavras escritas erradas! Aiaiai
    Bem, se vcs levarem em consideracao que uma hora em uma internet cafe no Timor custa 6U$…

  48. ENEIDA RAQUEL SANDER -

    Carolina!Sou professora há 22 anos numa instituição de ensino que é referência no RS.Há muitos anos faço da minha sala de aula o meu laboratório. Trabalho com ed. infantil e sei que tipo de leitura encanta as crianças.Tenho histórias interessantíssimas!!Minha pergunta é:tu recomendas alguma editora em especial para livros infantis? Os procedimentos para enviar os originais para análise eu compreendi.atenciosamente, eneida

  49. Erivan A. -

    Bom dia, essa é a segunda pergunta que faço a vc, e obrigado por ter respondido a primeira.
    Bem, terminei meu livro, 409pg, mas ao prepara-lo para enviar para as editoras me surgiu uma dúvida: Posso imprimir frente e verso, ou tem que ser apenas frente?
    Obrigado desde já.
    Erivan

  50. Carolina Vigna-Marú -

    Simone A.,

    “(…) que conta a historia de tres meninas que foram abusadas sexualmente e vendidas como escravas humanas. Sou diretora de uma (a primeira) ong que trabalha nesta area (…)”

    Bom, você sabe como o assunto é delicado. Não acredito em assuntos tabus, acho que qualquer assunto pode e deve ser abordado desde que com um mínimo de delicadeza. Por outro lado a complexidade do assunto pode ser um fator de maior dificuldade para o seu livro em termos comerciais. Lembre-se que editor vive de vender livro.

    Eneida,

    “tu recomendas alguma editora em especial para livros infantis?”

    Aí pertinho de você conheço as ótimas Projeto e Artes&Ofícios. Tanto uma quanto outra fazem um trabalho de qualidade, com linhas editoriais impecáveis. Preciso te dizer, entretanto, que recomendar editora é como recomendar médico: a afinidade conta tanto quanto a experiência. Vá em uma livraria, selecione 30 livros que você gosta (conteúdo, ilustrações, acabamento, tudo) e anote as editoras. É o melhor método, juro.

    Erivan,

    “Posso imprimir frente e verso (…)?”

    Não precisa ser só frente, não. Pode (e deve) imprimir em frente e verso. É até melhor, fica mais leve para enviar para leitor especializado se for o caso.

    Boa sorte a todos!
    Abraços,
    Carolina

  51. Willian -

    Olá, Carolina. Parabéns pelo blog. Tem sido de grande ajuda.

    Eu terminei o meu primeiro Romance há alguns meses. Por enquanto, enviei os originais para duas editoras apenas.

    Uma delas foi a Objetiva, que já me respondeu negativamente:

    “Embora tenhamos encontrado na obra qualidade literária, não podemos assumir, no momento, o compromisso da publicação.”

    Mas eu vou continuar tentando. Quem sabe algum dia…

    Parabéns novamente ao blog! Um grande abraço!

  52. Carolina Vigna-Marú -

    Willian,

    É isso aí! Imagine se a J. K. Rowling tivesse desistido…

    Boa sorte!

    []s
    Carolina

  53. cristiane palma -

    Olá,Carolina

    estou terminando meu livro e ele tem várias fotos, gostaria de saber se mando somente o texto ou posso colocar a indicação do local das fotos?
    tenho que fazer o registro na Biblioteca Nacional antes de tudo?
    Obrigada,

    Cris

  54. erivan -

    Bom dia, Carolina, eu aqui novamente…
    Bem, meu romance foi aprovado por uma editora e indicado para a “COLEÇÃO NOVOS TALENTOS DA LITERATURA BRASILEIRA”, mas a editora pediu que eu arcasse com a compra de 500 exemplares, infelizmente não consegui juntar o capital necessário, devo ligar para o editor dizendo que não poderei aceitar??

  55. marcella -

    como faço para publicar um livro que escrevi?

  56. Marcio -

    Estou escrevendo um livro tenho 40Pag em 3cap, gostaria de saber, existe esse negocio de enviar uma prévia, e se gostarem continuar? Até mesmo pra saber se é bom..sei lá.

  57. Carolina Vigna-Marú -

    cristiane palma,
    Dá uma lida no post intitulado “Devo mandar o registro autoral junto com os originais?”, acho que pode te ajudar.
    Sobre as fotos, escreva uma carta explicando que vc gostaria de apresentar fotos junto como texto e mande no máximo 3 fotos.

    erivan,
    Te respondi por email diretamente, mas torno a responder aqui, o mais genericamente possível, por acreditar que possa ser de valia a outros.
    É sempre de bom tom avisar o editor que vc não vai comprar os exemplares ou qualquer outra ação do autor em relação ao texto.

    marcella,
    Aqui no Carreira Solo tem vários posts a respeito. Dá uma olhada, espero que te sejam úteis.

    Marcio,
    Aqui no Brasil a leitura de parte de original não é o habitual (e muito menos o padrão). Não conheço todas as editoras do país, mas conheço certamente boa parte. Das que conheço, nenhuma aceita avaliar parciais.
    Nos Estados Unidos esta é a prática mais comum.
    Você pode – se te interessar, naturalmente – contar com o serviço das casas editoriais. Felizmente temos aqui no Brasil muitas e excelentes casas. Citando agora de cabeça (e certamente cometendo uma injustiça com muitas), lembro da Miró e da Ofício Editorial.

    Abraços,
    Carolina.

  58. clarice mascena -

    Olá,
    Já escrevi tantos livros e ninguém me deu a menor pelota. Tudo bem, a maioria dos letrados não gosta de romances bobinhos tipo água com açúcar ou revista de bolso. Mas é o que gosto de escrever e fiz um blog meio sem vergonha onde posto muitos romances para download. Foi o único jeito que eu encontrei para que alguém lesse o que escrevo. São poucas as visitas aos meus livrinhos, mas, se eu não usasse essa estratégia, nem isso eu teria conseguido.
    Para complicar ainda mais, sou ceguinha, entre outras coisas que nem de longe me habilitam a me apresentar em algum lugar. Não tenho o bio tipo necessário para alguém de sucesso. E a idade também não ajuda muito. Ou seja, já perdi toda a esperança de algum dia ser bem sucedida como escritora.
    Mesmo assim, achei muito interessante o que li aqui. Vocês, ao menos, parecem estar tentando ajudar aos escritores que batem de porta em porta.
    Um abraço e, se possível, visitem o blog da ceguinha e leiam um de meus livros. É a Coleção Romances no Rio. Quem sabe um dia fico famosa?

  59. Ed -

    Concordei com quase tudo que voce escreveu, alias, obrigado pelas dicas. Com relacao ao enviar apenas para um editor, funcionaria, acredito eu (nao sou nenhum especialista), se voce souber quem é o editor. Se nao vejamos, no meu caso, que sou um total desconhecido, nao tenho sobrenome famoso, nem tao pouco dinheiro; eu apenas acredito no meu trabalho e no que eu escrevo, e agora preparado para enviar meu primeiro trabalho para analise; eu acredito que minhas chances seriam maior se eu sim, enviasse para mais de um editor. No meu caso tambem pretendo tentar o mercado americano, no momento meu trabalho está sendo corrigido por uma amiga de Nova Iorque. Então, o que você poderia me dizer?

    Mais uma vez obrigado pela atenção.

  60. Carolina Vigna-Marú -

    clarice mascena,
    Vou fazer alguns comentários aqui bem técnicos que não refletem de forma alguma nenhum tipo de julgamento, ok? Estes comentários tem única e exclusivamente a intenção de te ajudar.
    Partindo do fato de que vc optou por um caminho online:

    1. O seu site tem muita cara de blog de adolescente. Mesmo com ferramentas gratuitas, você pode ter uma presença online mais profissional e portanto valorizar mais o seu trabalho. Pessoalmente recomendo um site no WordPress (mesmo que em sua versão gratuita online) e o uso de ferramentas como o Scribd ou o Issuu, que permitem a visualização do seu trabalho com um aspecto livro mesmo. O ideal é você contratar um profissional de web (como o Mauro Amaral, por exemplo) para cuidar disso para você mas eu não sou partidária da opinião (comum) de que é melhor não ter presença online se não for bem feita. Acho que existe um meio-termo onde é sim possível existir na web profissionalmente usando ferramentas gratuitas mas selecione com cuidado, não são todas iguais. Notei que você já usa o Scrib, por exemplo, pque não colocou o embed do livro diretamente no seu site, sem obrigada o leitor a ir até o esnips?
    2. Aspecto físico em literatura não conta quase nada, juro. Às vezes acho até que são os mais estranhos e fora dos padrões que fazem mais sucesso. E cego por cego, lembro rapidamente de Homero e Jorge Luís Borges. Dois nomes da memória imediata, sem fazer muito esforço.
    3. Colocar seus trabalhos em sites como o 4shared é criar um transtorno para o leitor. Eu mesma, confesso, não tive paciência de ficar esperando a contagem de segundos para baixar um segundo livro.
    4. Como disse, não li todo o seu trabalho. Falando especificamente sobre “Coleção Romances no Rio 8 – Gritos do passado”, as quebras de linha sem sentido atrapalham a leitura. Sei que pode parecer bobagem e que o importa é o conteúdo mas se um editor/leitor, com uma pilha de talvez 150, 200 originais para ler, pega este texto seu, impresso desta maneira e a leitura cansa na segunda página, ele não vai continuar. Vai simplesmente descartar todo o trabalho e pegar o próximo na pilha. É cruel, é injusto, é tudo isso, mas é assim. É preciso ter um cuidado com a apresentação. Tanto do material impresso quanto do online.

    Espero que não tenha ficado chateada com as observações. Por favor tenha a certeza absoluta de que foram feitas com a melhor das intenções no coração.
    Força aí e sucesso!

    Ed,
    Escolha com cautela as editoras para onde manda, selecionando por linha editorial principalmente. De nada adianta, por exemplo, enviar um livro de vampiros para a Forense. Escolhendo com cuidado realmente, não serão tantas assim para onde enviar.
    Normalmente as editoras pagam leitores-beta para analisar o seu texto. Digo, isso aqui no Brasil. Existem países onde os originais são pré-selecionados a partir do resumo fornecido pelo autor e portanto o custo para a editora é menor. Pessoalmente, prefiro o método brasileiro porque todos os textos tem chances. Quando a análise é pelo resumo, aí sim conta muito o sobrenome do autor, por exemplo. Nós somos bem mais lentos mas bem mais democráticos, na minha opinião naturalmente.
    Enfim, como as editoras tem custos para analisar o seu texto, não é recomendado realmente enviar para mais de uma simultaneamente. Lógico que isso não é uma lei escrita a ferro e fogo e se você acha que vai ser legal para você, manda ver. Esta é uma decisão sua. O Carreira Solo, o meu blog e os comentários que faço a respeito são necessariamente genéricos e portanto devem ser lidos como dicas, não como regras.
    Agora, fiquei em dúvida: vc mencionou que o seu trabalho está sendo corrigido em NY. Pque? Está em inglês ou apenas pque a sua amiga por acaso está lá? Qual a relevância desta informação? Pergunto isso porque se vc for enviar o seu texto em inglês para editoras norte-americanas, a lógica é TOTALMENTE diferente. O mercado é outro, é tudo diferente. Vc precisa de um agente literário, é um outro universo editorial. É importante ressaltar que todas as dicas e comentários que já fiz a respeito referem-se ao mercado brasileiro, ok?

    Abraços e boa sorte a todos!

  61. Carolina Vigna-Marú -

    Ed,
    Procura na Amazon um livro intitulado “2010 Writer’s Market”, de Robert Lee Brewer.
    Acho que pode te ajudar bastante no que diz respeito ao mercado norte-americano.
    Abraços,
    Carolina

  62. clarice mascena -

    oi,
    Gostei dos conselhos. Mas tenho alguns agravantes, pelo menos, é o que eu acho.
    Como disse sou ceguinha. Não nasci assim. Perdi a visão há pouco tempo. Não aprendi, como muitos deficientes, a mexer no Pc. Faço as coisas que fui aprendendo sozinha, pois, nem para um curso de informática tenho cndições financeira.
    Com relação a quebra de linhas, nem sei como resolver esse problema. Escrevo com o programa DOSVOX, para deficientes e não consigo fazer uma boa transição para o WORd. Nunca dá muito certo.
    Com relação ao BLoG, não sei mexer nesse onde meus livros estão. Como disse, minha situação financeira não me permite ir muito mais além.
    O meu sonho, que considero impossível, é que alguém, que conheça alguémm importante, indique meus livros para uma editora. O que é praticamente sem esperança, já que as únicas duas editoras que trabalham com o tipo de coisas que escrevo, não abram suas portas para autoras nacionais. A Harlequin Books e a Nova Cultural só trabalham com autoras da lingua inglesa.
    Mesmo assim, adorei que vocês me respondessem. Geralmente, ninguém me dá bola!
    Um abração a todos!

  63. Carolina Vigna-Marú -

    Clarice,

    Você não tem nenhum parente que possa te ajudar nessa conversão do texto? Como disse, existem muitas coisas que você pode fazer sem desembolsar um único tostão. O WordPress, por exemplo, tem blog gratuito. O Scribd e o Issuu permitem a publicação online de livros gratuitamente. Existem até mesmo softwares gratuitos de diagramação, como o Scribus. A questão não é dinheiro e sim apresentação.

    Quanto a “alguém importante” que indique seus livros para uma editora, eu sinto muitíssimo mas isso não existe. O processo editorial no Brasil não funciona assim. Você precisa enviar os seus textos às editoras ou a agentes literários. As editoras não aceitam indicações de “pessoas importantes”, apenas de seus leitores-beta. E estes leitores-beta recebem textos para avaliar, não ficam por aí escolhendo textos para indicar. O processo editorial, volto a repetir, não funciona por indicação. Funciona por análise. O máximo que o melhor amigo do editor vai conseguir é colocar um original para ser avaliado mais rápido, mas o texto será avaliado, pode ter certeza.

    Espero que o seu 2010 seja ótimo e, claro, boa sorte!

    Abraços,
    Carolina.

  64. anna thereza -

    Olá Carolina,
    adorei esse espaço, suas respostas, esclarecimentos e atenção. Gosto de escrever, mas gosto ainda mais de desenhar. Gostaria de saber como devo proceder para o envio de um portfolio, sobretudo de literatura infanto-juvenil, para as editoras.

  65. charles guilherme lacerda -

    estou escrevendo um livro de ação e aventura
    tenho 13 anos quero saber se tenho chances de publicar um livro

    eles aceitam escritores jovens?

  66. Carolina Vigna-Marú -

    anna thereza,

    Obrigada! A gente mantém o conteúdo aqui no Carreira Solo com muito carinho.

    O envio de portfolio para editoras, infelizmente, não tem muito padrão. Varia tanto de editora para editora que posso te dizer que qualquer método que vc crie será adequado para alguma editora. A maioria, entretanto, gosta de um primeiro contato antes de receber o material para análise. E, novamente, apenas a maioria (não é um padrão, ok?), prefere contato primeiro por telefone do que por email. Mas olha, vê o que é mais conveniente para você e manda brasa!

    E, claro, boa sorte!

    charles guilherme lacerda

    Infelizmente eu não conheço nenhuma editora que aceite publicar livros de menores de idade, mas é importante deixar claro que isso não significa que não exista, apenas que eu não conheço.

    Pessoalmente, acho que isso vai mudar muito neste ano (2010 em diante) com a entrada forte no mercado dos leitores de ebook, como o Kindle por ex. A busca por títulos em português vai movimentar muito o mercado e os autores mais jovens passarão a ser os queridinhos dos editores por, justamente, falar mais diretamente com este leitor, acostumado à tecnologia. Agora, isso é ACHISMO da minha parte, não tenho nenhum dado para comprovar isso, ok? É apenas um feeling.

    Termina a sua estória de todo jeito e depois você se preocupa com isso.

    Acho muito legal escritores jovens.

    Boa sorte e sucesso!

  67. Rafael -

    Olá,terminei o meu livro e tenho uma dúvida. Sou menor de idade e por isso não sei como publicar o meu livro. Tenho certeza de que se for lido os editores vão gostar. Por isso gortaria muito de sua ajuda para que me diga alguma solução.
    Obrigado.
    Rafael

  68. sandrio cândido. -

    e se for um livro de poesia?

  69. Carolina Vigna-Marú -

    Rafael,
    Infelizmente eu não conheço nenhuma editora que aceite publicar livros de menores de idade, mas é importante deixar claro que isso não significa que não exista, apenas que eu não conheço.

    Sandrio Cândido,
    O método de envio de originais para análise é o mesmo.
    Especialmente em poesia, procure antes informações para ter certeza de que a editora efetivamente publica poesia. A grande maioria não trabalha com poesia contemporânea, achando (com uma certa razão, infelizmente) que não vende.

    Abraços,
    Carolina.

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Carolina Vigna-Marú

Editora

Editora, designer e ilustradora. É também amante de animação e fotografia. Bio | Mande sua dúvida

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