Cinco Roteiros que ninguém mais atura na Propaganda
Ainda no rastro do último Braincast que gravamos, no desagrado que foi ver uma campanha de um produto que promete regular o intestino de mocinhas e senhorinhas do meu Brasil e ainda na leitura diária do blog do amigo Fábio Seixas, um verdadeiro gerador de Memes…pensei num aqui. Ah, o Mario AV vai dizer que não são Memes, são apenas listas ou correntes. Mas vamos lá assim mesmo. Sabemos que a propaganda mundial caminha meio que trocando as pernas na tarefa de encontrar plots e sinopses interessantes para seus comerciais de 30segundos. A julgar pelo que se vê fora dos festivais, a coisa está complicada. Por isso, pensei aqui em perguntar para vocês:
Quais são os 5 modelos de roteiros que você simplesmente não consegue mais aturar na propaganda?
Segue minha contribuição:
- Depoimentos de artistas fingindo que são espontâneos ao falar do produto que, com certeza, conheceram no estúdio de gravação
- Apropriação estética de cada nova campanha da Apple em produtos variados. Se não me engano a última foi um curso de inglês usando o estilo fundo de cor quente + contorno em alto contraste do personagem, como eles fizeram com o iPod. .
- Você na praia com um notebook acessando seu banco esquecendo que 1) o sol detonaria o equipamento; 2) Conexão Wi-Fi é uma nota preta; 3)Qualquer ser humano normal resolve estas coisas no quarto de hotel antes de descer para a praia com as crianças; 4) Dá para agendar tudo antes de sair de viagem
- Pseudomodernidades nos refrigerantes. Já notaram que estão sempre um passo atrás do que é realmente moderno? Parece que a última onda agora é o…HipHop.
- Falso Consumo Gerado pelo Consumidor…essa quase engana. Tem gente que jura que foi o consumidor que mandou o vídeo para um certo comercial de trilha sonora. Conhecendo o meio e a maneira como este tipo de estratégia é recebido, tenho certeza que não é.
Como vocês viram nem entrei no mérito das cervejas, dos carros, dos cartões de crédito, dos portais de internet…ou seja, tem é pano para manga…ou para post.
E para isso convido Carlos Merigo, Fábio Seixas, Cris Dias, Raphael Vasconcelos, Alex Castro, Rafael Galvão, Biajoni, Inagaki, MarioAV e quem mais quiser!
Publicado em 08/03/2007 às 7:01 na categoria Carreirasolo, Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.



O link do Raphael Vasconcelos está “quebrado”, nada muito grave, mas considerando que ingorantes (ou não geeks) também acessam internet, não é aconselhável deixar ‘links quebrados’ por aí..
Ah, e para as mulheres que chegarem até aqui, um feliz dia da mulher!!
[]‘s
Ahahahaha Amei a lista!!!! Principalmente a parte dos refrigerantes!!! HAhauahuah
Link corrigido!
Coberto de razão. Essa dos serviços bancários, naquele estilo “bem de vida e nem aí pro resto” realmente já deu. Dos comerciais de cerveja com mulheres nem precisa falar. O varejo é tão previsível que se deixar de fazer no formato padrão, deixa de ser varejo – fui pressionado várias vezes, em várias agências, a fazer exatamente o que as pessoas não aguentam mais, para não correr o risco da perda de identidade do segmento, pode isso? Mas levanto a lebre de outro produto que já está dando: pick up. Já foram aos confins do mundo, já fizeram esses carros rodarem todo tipo de terreno, enfim, só falta chegar na lua. E sempre do mesmo modo, no mesmo padrão. Eu fico me perguntando se, na real, precisa de tanta caricatura pra vender esses veículos. Porque quando a comunicação de um tipo de produto começa a se repetir a ponto do consumidor correr o risco de confundir as marcas, creio que a culpa já não é dele, consumidor.
Quanto às pick-up´s vale sempre lembrar que 99,9% delas rodam na cidade, com imensos cilindros de GNV…que os impossibilita subir a mais discreta das ladeiras de Sta Teresa…
Não seria o caso de apagar os spams descarados?
Olá Mauro, Sou publicitária por formação, mas trabalho como webdesigner atualmente estou estudando programação. Achei essa matéria uma crítica bastante interessante, principalmente porque são grandes empresas que costumam fazer esse tipo de propaganda.Agora eu te pergunto porque será que as pessoa contiuam se “iludindo” com esses tipos de abordagem?
Geovana,
Nem todo mundo toma a pílula azul