Fernando Trapnell – Analista de Sistemas
Fernando Trapnell chegou aqui da maneira mais indicada: por e-mail e sem pedir licença. Por quê? Este blog é de todos, principalmente, daqueles que tem algo a acrescentar. O caso do Fernando não é diferente, ele começa sua vida de freela agora, depois de idas e vindas pelo mundo corporativo. Acho que vários de nós começamos assim. Vamos acompanhar o que ele nos conta?
Como começou a freelar?
Comecei fazendo uma pagininha pessoal, com artigos sobre hackers e ataques e segurança na Internet, coisa bem tosca mesmo, feita com FrontPage, como se fosse escrevendo texto e colando imagens no Word, daí, começei a me interessar pelo código fonte e a estudar apartir de tutoriais de HTML e JavaScript baixados da Internet, e então começei a limpar o código fonte dos meus sites, pois o Frontpage fazia uma bagunça.
Depois trabalhei em uma Agência Web, onde ganhei muita experiência com Dreamweaver, JavaScript, CGI/Perl, Photoshop, Flash e etc. Daí, começar a freelar foi fácil.
Depois começei a trabalhar com análise de sistemas para Mercado financeiro, com um sistema de Homebroker, para negociação de ações BOVESPA via Internet, trabalhando com Java, DB2, Oracle em ambiente Linux, e acabei caindo na BM&F onde desenvolvemos alguns projetos interessantes neste mesmo nicho.
Atualmente estou sem emprego fixo, saí da BM&F atrás de uma proposta tentadora para atuar como Administrador de Dados e Análise de Requisitos para um sistema para Governança de TI baseado em ITIL, porém por alguns problemas políticos entre o dono da empresa e meu diretor e meu gerente de equipe, o dono acabou dispensando quase toda a equipe, e infelizmente eu estava nesta lista, talvez por ser o mais novo no projeto, apesar de ter trabalhado feito um cão.
Tem firma legalizada?
Sou muito conservador, gostaria mesmo é de uma carreira eterna em uma empresa de grande porte, atuando como CLT, o que neste mercado é extremamente difícil se conseguir algo assim, a maioria das empresas contrata pessoal terceirizado. Portanto, fui obrigado a abrir a Calamari, s minha empresa, enquanto estava atuando na BM&F como analista de TI.
Dedica-se totalmente ou é freela “meio-expediente”?
Na verdade fiz poucos trabalhos como freela, alguns para conhecidos, outros para clientes um pouco mais importantes que me relacionei através do emprego fixo. Porém agora, como estou sem emprego fixo, estou pensando em começar a me virar como freela mesmo.
Como aborda e prospecta clientes?
Sempre que vejo alguma necessidade do cliente, geralmente em refazer um site muito antigo, ou mal feito, procuro demonstrar quais são os pontos negativos em manter o site como está e explico como a usabilidade e a clareza das informações são importantes para o usuário final e como tenho experiência em Análise de Sistemas, procuro propor algum tipo de sistema que possa ser útil ao cliente.
Costuma formalizar propostas?
Ainda não fiz um projeto com um contrato formal, na verdade, sempre trabalhei na base da confiança e admito que isto é ruim tanto pra mim quanto para o cliente (ainda bem que ainda não tive problemas), porém, possuo um processo de desenvolvimento próprio (TUP – Trapnell Unified Process, hehe) e com base neste processo, elaboro um bom briefing, um cronograma com uma estimativa de prazo e custo, e crio uma documentação com tudo o que foi acordado e desenvolvido. Eu entrego o site novo ao cliente no servidor e gravo um CD com o backup do site antigo, o site novo e toda a documentação gerada pelo processo, como já possuo empresa aberta, também entrego com nota fiscal.
Qual foi o pior calote?
Na verdade, nunca levei um cano, apenas um pouco de demora nas decisões por parte de alguns clientes, o que acaba atrasando a entrega do projeto e conseqüentemente o pagamento também.
O projeto ideal, como seria?
Um projeto ideal seria, com um cliente ideal, por exemplo, com boa vontade de atuar junto no desenvolvimento, ouvindo minhas idéias e também (porque não?) dando boas idéias. Com tempo dispónível para atuar com agilidade nas horas que é solicitado, como por exemplo em tomadas de decisões que só ele pode fazer. Que fosse desafiador, onde eu pudesse aprender novas tecnologias e que rendesse um bom retorno finenceiro tanto para mim quanto para o cliente.
Espaço livre
Mauro, gostaria de agradecê-lo e parabenizá-lo pelo site, o Carreira Solo é uma excelente idéia e demonstra muito da solidariedade entre internautas, na troca de experiências e gestão de conhecimento, com certeza é de fundamental importância na construção do caminho das pedras para uma carreira cada vez mais sólida para quem estiver interessado.
Me contaram e eu esqueci, vi e entendi, fiz e aprendi.
Confúcio
Para fechar: quem quiser contratar o Fernando, manda um e-mail para ele, certo?
Publicado em 04/04/2007 às 11:06 na categoria Galerasolo, TI. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.



É interessante como muitos profissionais estão aderindo ao “estilo de vida” do frela, algo que parece até inevitável.
Nosso ammigo diz acima que é conservador e que por ele trabalharia a vida toda como funcionário em uma empresa de grande porte, creio que como ele muitos de nós pensamos assim.(Até eu ja pensei!)
O que percebo é um efeito “Bola-de-Neve” que se forma ao nosso redor, pois cada vez mais as empresas de grande porte dispensam profissionais de ótimo gabarito para tercerizar os trabalhos.
Seguindo esse mesmo efeito, os profissionais que agora são “Autônomos” se veem obrigados a se adequar como pequenas e médias empresas, para voltar a atender as grandes empresas. (Que por isso dispensam mais profissionais….)
Bom, pretendo escrever algumas linhas sobre isso no meu blog, se acharem que pode somar, acesse http://elieldepaula.blogspot.com
Muito obrigado.
No mercado de informática acontece exatamente o que o Eliel comentou, em momento algum eu tive o interesse em abrir uma empresa, ter dor de cabeça com notas fiscais, impostos, contador, e etc… Foi uma necessidade que surgiu na própria empresa onde eu atuava, que só fazia contrato com as consultorias, que também só pegavam quem tinha empresa LTDA aberta, ou seja, foi uma necessidade, meio que imposta, por outro lado, há também o lado da evolução, pois como PJ, a empresa que contrata se isenta de encargos trabalhistas e a carga tributária é menor, sendo assim o ganho para o profissional é um pouco maior, apesar de não se ter a mesma segurança e benefícios que se tem atuando como CLT. Digo evolução, pois depois daquele momento conturbado em que você tem que abrir empresa, acertar um contador, abrir conta bancária de PJ, fazer Nota Fiscal, você começa a perceber que você pode ir além, prestar serviços para outras empresas de uma maneira mais profissional, não tem mais aquela imagem do garoto sobrinho do fulano que faz site em casa.
Também estou criando um blog para comentar tecnologia, desenvolvimento, Games e mercado de trabalho de TI, acho bem interessante e importantíssimo para os profissionais da área essa troca de experiências e conhecimento. meu blog é o: http://calamaris.blogspot.com/
um abraço e novamente parabéns ao Mauro pela iniciativa e pelo conteúdo do carreira solo que é exemplar.
Fernando Trapnell, quero algumas dicas, sobre esse curso, se é dificil, se eu preciso ser o cara em matematica ou gosta, tudo que preciso saber. pretendo fazer sistema de informação, mais qual é a diferença entre sistema de informação para ciencia da computação. valeu!