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Homem de Ferro. Com esse você pode baixar a guarda: é ótimo.

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Homem de Ferro (EUA – Marvel Studios – 2008 – Jon Favreau) é, sem sombra de dúvida, a melhor adaptação do universo de HQ até agora. É ágil, enxuto, engraçado, violento, bonito. Tony-DowneyJr-Stark nasceu para o papel e Gwyneth Paltrow[bb] me faz pensar como é feliz Chris Martin[bb] que depois de fazer um show a encontra em casa, enfim, dizendo “Calm Down, baby…I´ll Fix You”. ;D

Antes de começar a escrever esta rápida resenha, dei uma volta pelos blogs e sites especializados e posso garantir que assino embaixo de tudo o que está publicado por lá, com destaque para o Especial Homem de Ferro do Omelete, que tem se firmado como a referência em termos de cultura pop no cenário da internet brasileira.

Digo isso porque sendo o Subsolo esta seção de referências que é, vez por outra precisamos sair do formato tradicional e apontar algo que some a voz corrente. Neste caso, sobre o Homem de Ferro, gostaria de falar sobre…

…o show do lado de cá

Um dentre os muitos méritos da versão cinematográfica de Homem de Ferro está do lado de cá da tela. Na sala onde estava pude contar pelo menos dez casos como o meu: pais trintões levando suas famílias para ver o “gibi que o pai lia quando era criança”. As mães reclamando “ai, quanta violência”, os pais, adorando: “Noosssaaaaa” ou “Olha lá o Stan Lee, ele sempre dá um jeito de aparecer”. E os filhos…

…bem, a moleacada desta vez tomou conhecimento do que vem a ser um alter ego bem interpretado. Sim, porque em adaptações anteriores, seja o emo-Peter Parker, o pastelão-Reed Richard ou o Shrek-Hulk; autores e diretores miraram num público neo-adolescente que quase ou nada teve de contato com os dilemas sessentistas-setentistas, fonte de grande parte dos roteiros dos gênios Lee, Jack Kirby e sua turma.

Homem de Ferro, não à toa a primeira produção assinada integralmente pela Marvel Studios, parece ser a versão turbinada de um bom gibi dos que se lia depois da escola. Ou tudo o que passava na cabeça da gente quando tentávamos imprimir movimento aos quadrinhos.

Especifique, construa, pinte!

Mais uma: ao lado de Minority Report[bb] (EUA – 2002 – Steven Spilberg[bb]) Homem de Ferro é um dos raros filmes onde se tem uma preocupação genuína com a direção de arte do “maquinário” e sua tecnologia.

A armadura, que o mestre Maron batizou de o cavaleiro definitivo, é de uma precisão assombrosa me fazendo lembrar várias vezes os circuitos desenhado por John Byrne nos anos 80-90 para o laboratório do Sr.Fantástico.

A estação de trabalho de Tony Stark, garanto, é sonho de consumo agora de metade da nerdolândia que assistiu ao filme. Incluindo este editor. Inteligência artificial, mesa de simulação 3-D em tempo real, sistemas pervasivos…tá tudo lá. E o que é o “construa, pinte”, que Tony Stark manda para seu assistente Jarvis, um mordomo-robô movido a inteligência artificial, que monta a armadura enquanto ele vai tomar uns drinques em alguma festa pela cidade?

Filme de menino

Mas não posso discordar das mães presentes: Homem de Ferro é, por fim, um filme de meninos, com brinquedos que gostamos. E que usa isso para product-placements bem inteligentes. Quer mostrar telefonia 3G? LG[bb]. Computadores robustos o suficiente para acompanhar o intelecto do bad-boy bilhonário? Dell[bb]. Correr pela cidade como um bom playboy? Audi[bb]. Acabou de chegar do cativeiro e não se segura de vontade de comer um junk-food? Burger King[bb] neles! E por aí vai.

O maior deles, contudo, é subliminar e vai direto, novamente, ao público de trintões que encantou. Que diga o Ballantines lá de casa que sofreu um baque considerável. ;D

Um brinde a Tony Stark. E que venha o segundo! \0/

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Publicado em 12/05/2008 às 11:44 na categoria Cinema, Novas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.


7 Comentários para “Homem de Ferro. Com esse você pode baixar a guarda: é ótimo.”

  1. William de Paula -

    Muito bom mesmo o filme, uma das melhores adaptações de um quadrinho para um filme.
    Recomendo também assistirem o filme dublado, o estúdio responsável pela dublagem fez um ótimo trabalho.

  2. Walmar Andrade -

    É muito bom mesmo o filme. Entre as adaptações, é bom fazer justiça a Batman Begins na questão de alter-ego bem interpretado. Eu acho a adaptação do Nolan também uma das melhores e o segundo filme deve continuar no mesmo nível.

  3. z.e.h. -

    Concordo que uma bela bola dentro – que até supera os gibis – é a “montagem” e os “testes” da Armadura. Pelo menos por duas razões:
    (i) mostra a armadura como sendo avançadíssima, mas “concreta” – tem aço, tem ligas, tem parafuso, tem lubrificante etc. Ativa uma certa “libido automóvel masculina” sem ficar “retrô”, e é muito mais legal do que uma saída excessivamente “virtual”, “antisséptica”…”assexuada”?
    (ii) dá um caráter mais humano, no sentido de “aprender a usar os poderes”. É uma falha da franquia Xmen, por exemplo. Todo mundo nasce com poderes “E” com experiência para usá-los.

    Discordo porém de que esse é melhor de todos os tempos. É muito superior sim ao Emo-Parker, e a menos votados como o Demolidor, 4 Fantásticos etc. Mas NINGUÉM conseguiu superar ainda Superman I e II. E acho que Batman Begins e X-Men II enfrentam Iron Man de igual pra igual

    inteh
    zeh

    PS: ainda no trailer, meses atrás, já dava pra ver que Downey-Stark superaria Jackman-Wolverine e Bale-Batman (sensacionais tb, hein?) ficando á altura de Reeve- Kal-El

  4. z.e.h. -

    adicionalmente, como “nerd-fan-de-quadrinhos-feliz-da-vida” com essa onda aparentemente duradoura de adaptações de quadrinhos, sempre é bom lembrar que devemos isso ao filme que mostrou à indústria como seria artisticamente viável e fantasticamente lucrativo adaptar com cuidado e carinho as grandes HQs.

    Matrix – o primeiro, que deveria ter sido único.

    PQ Matrix é, sim, para todos os efeitos, um gibi. Que chegou nas telas sem nunca ter passado pelo papel, mas confira só a narrativa…

  5. Mauro Amaral -

    Zeh,

    Já gostei mais do Superman I e II. Mas hoje considero datado demais, anos-40 demais.

    Acho que outro ponto válido é lembrarmos nessa história toda é que agora a Marvel Studios assumiu a produção dos filmes e por isso vamos ver muitas coisas legais nas telas.

    A começar pelos Vingadores…

  6. Bruno Accioly -

    O bacana de “Homem de Ferro” foi conseguir emprestar seriedade pra adaptações de quadrinhos. Seriedade suficiente para atrair um público menos hermético.

    A “Mitologia Nérdica” talvez tenha até perdido o personagem para a Cultura Pop.

    São coisas como essa que estão tirando o estigma já datado de que o Nerd é aquele cara bitolado, bobão, que não cresceu e não pega mulher =)

    Nota 10 para esse filme!
    Nota 11 para Robert Downey Jr.!

    Grande post, Mauro!

  7. Cristiane -

    Me apaixonei…..

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Mauro Amaral

Editor Chefe

Mauro Amaral é editor, publicitário e conta histórias que o seu público vai gostar. Casado, pai de três filhos e mora no Rio de Janeiro. É o Diretor de Criação da Contém Conteúdo. Bio | Envie sua dúvida

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