Submarino.com.br

Arquivo para a categoria 'Fotografia'

Posso fotografar profissionalmente com meu iPhone?

Maria Claudia Ferrini

Fotógrafa

Poder você pode tudo, só resta saber se o cliente vai gostar de ver o fotógrafo profissional cobrar por um serviço imaginando que ele fará o trabalho com uma câmera profissional, e ele chegar com um “telefone celular”.

Na minha opinião é inviável fotografar profissionalmente com um celular, por melhor que ele seja jamais chegará ao nível e qualidade de uma câmera profissional.

Four Yesss
Creative Commons License photo credit: Robert S. Donovan

A câmera acoplada no iPhone 4s tem apenas 8 MP, que já é um grande avanço para uma câmera de um celular, porém ainda não chega a altura das profissionais que já tem 21MP de resolução. Apesar de ter alguns comandos iguais como: foco automático, lente de grande abertura f/2.4 e balanço de branco, não dá para confiar em fazer um trabalho com tão poucos recursos.

As câmeras profissionais existem para que sejam usadas profissionalmente, é justamente pensando nisso que as empresas lançam a cada 6 meses um modelo novo de câmera com mais mega pixels, para aprimorar cada vez mais o trabalho do fotógrafo profissional.

Se você parar pra pensar no custo benefício não vale a pena, pois esse celular custará mais ou menos o valor de uma câmera semi-profissional que é em média 1.500 reais.

Pense bem, se você deseja trabalhar com fotografia profissionalmente, à princípio é melhor esperar mais um pouco até juntar mais “din din” e comprar uma câmera que atinja e supra suas necessidades sem surpresas!

 


Publicado em 27/10/2011 às 6:51 na categoria Fotografia, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como montar minha tabela de preços de fotografia?

Maria Claudia Ferrini

Fotógrafa

Para montar sua tabela de preços é preciso separar os custos fixos dos outros custos que seriam adicionais a cada trabalho produzido.
Para cada trabalho existe um tipo de custo e é muito importante antes de fazer um orçamento, que você entenda muito bem o que o cliente deseja para não “comer bola” e depois ter que tirar do seu lucro para cobrir eventuais prejuízos.

Os custos fixos são aqueles que independente do trabalho você terá todo mês: manutenção e desgaste da câmera fotográfica, equipamentos de iluminação, flash, pilhas, baterias, computador e etc.

Os custos adicionais entram na planilha de acordo com o tipo de trabalho. Vamos supor que você faça um orçamento para uma festa de aniversário ou um casamento, o que é preciso saber: o local da festa, quantidade de horas trabalhadas (produção e pós produção), se o trabalho vai ser entregue em CD ou álbum e a quantidade de fotos etc. Esses ítens deverão estar especificados no orçamento para o entendimento do cliente e do valor que ele estará pagando. Normalmente, esse tipo de evento é cobrado por horas trabalhadas, mas isso não impede que se feche um pacote e cobre um valor pelo evento todo e não por horas.

Mod Holga 3
Creative Commons License photo credit: angelo.goldthin

Não existe uma tabela de preços que esteja pronta para cada orçamento e é difícil colocar um preço final apesar de todos os ítens estarem descritos, pois sempre terá alguém que fará por um valor mais barato ou mais caro. Mas é muito importante que o fotógrafo tenha em mente que é preciso separar os custos fixos e adicionais além do seu lucro, pois só quem trabalha com fotografia sabe o quanto é caro comprar e manter seus equipamentos.

Valorize-se sempre e faça um preço justo. Trate o seu trabalho com seriedade e responsabilidade para sempre ter bons e fiéis clientes!



Publicado em 11/10/2011 às 3:00 na categoria Fotografia, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Três cursos que um fotógrafo freelancer precisa fazer

Maria Claudia Ferrini

Fotógrafa

Antes de um fotógrafo pensar em fazer algum curso, ele precisa saber dominar totalmente seu equipamento, seja ele freelancer ou não. É obrigação de qualquer fotógrafo profissional conhecer a fundo seu equipamento.

Photographer Kiyo
Creative Commons License photo credit: ignat.gorazd

Acreditem, existe muita gente que acha que a câmera profissional faz “milagre”, mas ela não faz. Uma câmera DSLR no modo automático, funciona exatamente igual a uma Cybershot porém com mais qualidade pelo tamanho de resolução dos pixels. Mas, sendo mais clara, quais seriam os cursos básicos para poder se considerar um fotógrafo em experiência? São três: o básico, o de iluminação e, claro, dos softwares mais utilizados. Seguem detalhes

Leia mais »


Publicado em 07/10/2011 às 1:30 na categoria Fotografia, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Assistente de fotografia tem portfólio?

Maria Claudia Ferrini

Fotógrafa

A maioria das pessoas que estão começando no ramo fotográfico são assistentes de fotógrafos mais renomados e com mais experiência. Sendo assim, os trabalhos produzidos também levam o nome do assistente nos créditos como colaborador. Essa é uma boa maneira para começar a montar seu portfólio.

ProFocus
Creative Commons License photo credit: ignat.gorazd

Sim você pode divulgar as fotos nas quais fez assistência, contanto que o fotógrafo esteja ciente de que vc estará usando as imagens como portfólio e não irá vendê-las ou ceder à terceiros. Além de sempre comunicar ao cliente e/ou se for postar em sites, deixar claro que as fotografias foram produzidas pelo fotógrafo “X” e que a assistência foi feita por você (descrita sempre nos créditos).

Boa sorte a todos iniciantes e lembrem-se sempre que um bom portfólio faz toda a diferença!



Tags: ,

Publicado em 06/10/2011 às 2:30 na categoria Fotografia, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como montar um portfólio de fotografia?

Maria Claudia Ferrini

Fotógrafa

Primeiramente, para montar um portfólio é preciso que o fotógrafo escolha sua área de atuação e saiba exatamente para quem vai enviá-lo.

Um exemplo disso para facilitar o entendimento, vamos supor que o fotógrafo faça trabalhos de Moda. Ele vai selecionar todas e as melhores fotografias já produzidas, montá-las na ordem de produção seja impressa ou digital e vai apresentá-las para os Diretores de Arte das revistas ou agências. São os Diretores de Arte que analisam os portfólios, portanto o fotógrafo tem que estar ciente de que eles não tem muito tempo para ficar “namorando” seu trabalho, sendo assim o número de imagens para um bom portfólio tem que ser em média entre 15 a 20 imagens.

Não importa se suas fotografias são conceituais ou comerciais, o importante é focar no tema e não fugir dele de jeito nenhum. Vc não vai apresentar fotos de Paisagens para alguém que trabalha com Moda, não haveria sentido algum.

Todos os fotógrafos fazem traballhos de diversos temas, a minha sugestão é separar esses materiais por pastas e deixá-las sempre organizadas, pois assim ficará mais fácil de apresentar seus trabalhos de acordo com cada cliente.

Outra dica interessante e muito importante é o fotógrafo não apresentar ou enviar links dos famosos “flickr” e “carbonmade” para seus clientes apesar de ser uma forma simples, rápida e barata de apresentação de portfólios, porém esses sites não são profissionais e não tem uma apresentação adequada para mostrar seu trabalho.

A dica é montar um site, nem que seja simples mas que tenha uma ótima apresentação para impactar suas fotografias. Sim, as fotografias são mais valorizadas quando são apresentadas em um formato mais adequado. 50% das suas chances estão na apresentação seja ela impressa ou digital.

Para fotografias impressas, o ideal é que estejam em caixas revestidas de couro ou veludo envoltas em paspartur com o mesmo número de imagens citadas acima, entre 15 e 20. As primeiras imagens devem ser em ordem de importância ou produção e acima de tudo as melhores, as do meio poderão ser medianas e as últimas voltam as ser a melhores novamente, para que o impacto seja do começo ao fim para quem está analisando e assim conseguir uma boa colocação entre os concorrentes.

Outra forma mais tecnológica para apresentação, dessa vez digital são os famosos Tablets. Eles são perfeitos para apresentações rápidas e seguras, lembrando que os Diretores de Arte não tem muito tempo para analisar seu trabalho e tampouco esperar vc ligar o notebook.
Seja breve e objetivo, as pessoas gostam de agilidade e competência!

Mãos à obra e boa sorte a todos, espero ter ajudado!!

 



Tags: , , ,

Publicado em 05/10/2011 às 2:30 na categoria Fotografia, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como ganhar concursos de fotografia?

Carolina Vigna-Marú

Editora

Photog
Creative Commons License photo credit: tombothetominator

Sou fotógrafo mas (ainda) não sou conhecido

Concursos fotográficos podem ser um bom início. Em um mundo ideal, assessoria de imprensa seria bom, mas nem sempre isso é po$$ível. Então, encarne você mesmo seu lado divulgador e se inscreva em concursos para fazer seu nome aparecer.

Existem alguns concursos tradicionais, como o da National Geographic, da Nikon ou o Pilsner Urquell.

Nestes casos, ficar entre os 3 primeiros colocados é garantia de boas matérias na mídia especializada e de bons clientes no futuro.

Outros concursos que merecem sua atenção

Muitos destes concursos estão com inscrições abertas, é bom ficar atento!

Dicas rápidas

Mesmo com tantas “janelas” possíveis, existem boas práticas para se sair bem em concursos de fotografia. Separei algumas delas e se alguém tiver mais, é só comentar.

  • Leia com atenção as regras
  • Pesquise sobre vencedores de anos anteriores
  • Envie o máximo de fotografias permitido
  • Quando for enviar um resumo biográfico seu em outro idioma, peça para um professor ou tradutor revisar para você. Os idiomas são vivos e, mesmo você se considerando fluente no idioma, um profissional da área saberá melhor adequar e modernizar o seu texto.
  • Se você tiver cartão de visitas, é de bom tom enviá-lo junto com o material, mesmo que em português e com um telefone que a organização do concurso jamais utilizará.

Boa sorte!


Tags: ,

Publicado em 07/05/2008 às 8:00 na categoria Fotografia, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como faço para trabalhar de fotógrafo freelancer numa revista internacional?

Carolina Vigna-Marú

Editora

Você tem uma câmera. Você tem um estúdio. Você tem até talento e um belo portfólio. Mas isso não é tudo quando se trata da vida de fotógrafos freelancers e mercado editorial.

Sempre dá para chegar melhor e mais rápido onde se quer acumulando conhecimento e experiência de outros trabalhos e desafios parecidos.

Reuni aqui algumas dicas baseadas em minha experiência que, claro, estão abertas a sugestões e adendos. Este post começou como um comentário na minha primeira participação aqui no Carreirasolo.org e, portanto, é um “work in progress”.

Awkward Cameraman
Creative Commons License photo credit: garryknight

Regra Geral

Para começar, revistas como a National Geographic, acredito, costumam trabalhar de duas maneiras:

1 – convite (eles entram em contato com o fotógrafo para um determinado projeto) ou,
2 – projeto (você envia um projeto, normalmente já meio encaminhado, e eles aprovam).

Até onde eu saiba os fotógrafos do staff deste tipo de publicação são headhunted, ou seja, escolhidos por eles e não selecionados por contato direto.

A maioria das publicações possui regras muito definidas e claras sobre colaborações e possíveis contratações. A National Geographic, só para citar nosso exemplo, não é exceção e tem até um Faq sobre o assunto.

E de nada adianta você tentar vender algo para alguém que não quer comprar. Sempre haverá alguma publicação procurando o material que você tem, é só uma questão de procurar e se adequar.

Dicas

  • Você tem portfolio online? Pode ser uma boa forma – mesmo que em um Flickr ou um Carbonmade da vida – de ser visto, conhecido e chamado para os assignments.
  • Outra forma bastante eficaz de ser contratado é pertencer a uma agência de imagens. A própria Corbis, por exemplo, avalia portfolios para inclusão em seu banco de dados de fotógrafos. Isso vale para qualquer tipo de publicação.
  • Vale a pena, mesmo que talvez não financeiramente no início, entrar para organizações grandes como essa por que são eles que os editores procuram quando querem alguém novo.
  • Outro caminho, mas isso é apenas para poucos felizardos, é conseguir um agente, ou um “art dealer” para continuar nos jargões (e facilitar a sua busca no Google). Conselho: quando você conseguir um agente lembre-se sempre de enviar o contrato para algum advogado da sua confiança. Não assine nada antes de entender completamente as consequências do que você está assinando, ok? A grande maioria dos agentes de fotografia é correta e profissional mas infelizmente ética não é uma lei da física.

Enquando isso…na terra dos papagaios…

Isso tudo que falei acima é em termos de mundo. Quando falamos de Brasil isso é verdadeiro também mas o poder do boca-a-boca ainda é muito grande e um contato com editores diretamente pode ser um bom caminho.

  • É legal também acompanhar algumas revistas do meio, para começar a saber quem é quem na indústria. Recomento da Editor & Publisher, a Publishing News inglês e o Publish News brasileiro (tem até uma newsletter).
  • Estas revistas falam muito do mainstream, e muitas excelentes publicações e/ou editoras ficam de fora, mas ainda assim vale acompanhar como termômetro do que está em moda e, conseqüentemente, de que tipo de trabalho estão “comprando”. Por falar em “comprar”, é bom sempre dar uma espiada na Media Job Market também.
  • Importante: lá fora existe a distinção entre o “editor” e o “publisher”. Normalmente quem bate o martelo final sobre imagens é o publisher, não o editor. São poucos os lugares como o Brasil, onde o editor e o publisher são uma pessoa só.
  • Ah sim: aconselho a primeiro fazer um portfolio online e depois enviar cartas curtas e simpáticas – (curtas, já falei curtas? curtas é importante!) – para os editores se apresentando e dando o endereço do seu portfolio.
  • Não esqueça de fazer o famoso fup (follow-up), ou seja, ligue e pergunte se recebeu, se viu, se gostou, essas coisas. E claro, não esqueça de fornecer formas diferentes de contato (email, tel, celular, sinal de fumaça, qualquer coisa que você atenda sempre).
  • Os periódicos de natureza documental e/ou científica costumam funcionar muito mais por projeto. Vamos documentar as antas no cerrado! Aí você vai, escreve o projeto, apresenta e manda. Depois de você já ter feito um projeto desses, passa a ser conhecido e considerado por aquele periódico no quadro fixo.

Para fechar

Eu estou preparando um artigo com o perfil das editoras brasileiras, o que cada uma prefere publicar, endereço de contato, etc. Tá dando um trabalhão mas vai valer a pena. Será uma fonte de consulta valiosa para todos que quiserem enveredar por esta aventura que é publicar e…enfim…ser lido.


Tags: , , , , , ,

Publicado em 10/04/2008 às 7:12 na categoria Fotografia, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.