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Freelancer se aposenta? Parte IV: os planos de previdência pessoal

Rafael Amaral

Atuário

Depois de avaliar tudo o que os planos oficiais ou particulares podem oferecer para o seu futuro, chegou a hora de conhecer os investimentos que você pode fazer, pensando em um fluxo de rendimentos que o ajude a “colocar o boi na sombra”. Hoje vamos avaliar de tudo um pouco, acompanhe:

FGTS, Tesouro Direto, Imóveis e Ações. A Previdência Pessoal

Chamei de plano de previdência pessoal aqueles investimentos que fazemos pensando na geração de renda passiva que no final das contas é o conceito de aposentadoria. É natural que optemos por esquemas de investimento pessoais ao invés dos sistemas tradicionais, afinal no Brasil temos um triste histórico de crises econômicas e logros perpetrados por empresas pouco idôneas.

Quem tem mais experiência vai recordar dos montepios que foram empresas de previdência privada criadas nos anos 60. Os planos dos montepios não tinham cláusula de correção pela inflação o que corroeu as reservas e benefícios de milhares de pessoas, acabando com a poupança realizada por décadas.

Outro ponto é que os planos de previdência cobram taxas de carregamento, saída e administração que são menores ou até inexistentes em outros tipos de aplicação.

Por último e não menos importante temos que o plano de previdência tem como objetivo principal o pagamento de renda vitalícias, o que garante o pagamento durante toda a vida, mas impede que deixemos os valores acumulados para nossos filhos e netos. Em contrapartida a previdência pessoal não conta com os dois incentivos tributários dos planos de previdência.

O primeiro incentivo tributário diz respeito ao abatimento das contribuições aos planos na declaração anual de imposto de renda. Nós podemos abater contribuições equivalentes a 12% da renda bruta tributável anual, o que diminui o total de imposto a pagar. Para aqueles que não se beneficiam desse sistema pode-se ainda contribuir a um VGBL, que não tem essa característica mais em contrapartida é tributado só sobre o rendimento na alíquota de 15%, podendo parte desse valor ser restituído na declaração do IR.

O segundo incentivo é que o pagamento do Imposto de renda é feito somente no resgate ou pagamento de benefício e de acordo com alíquotas mais baixas que aplicações normais. Isso significa que você não paga imposto quando muda o perfil de investimento, diferente do que ocorre com uma aplicação normal.

Vamos conhecer um pouco melhor as quatro opções mais indicadas para a sua fonte de renda passiva?

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Publicado em 13/03/2012 às 10:00 na categoria Dicas, Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Freelancer se aposenta? Parte III: os planos de previdência individual

Rafael Amaral

Atuário

O terceiro artigo da série que vai dar as dicas para você, profissional freelancer, conseguir montar seu plano de aposentadoria. Já abordamos em artigos anteriores o plano de previdência tradicional, o INSS e os planos de previdência patrocinados. O papo hoje é sobre os planos de previdência individual.

PGBL, VGBL e Planos Associativos. A Previdência Individual

Chamei de plano de previdência individual os planos que são contratados em agências bancárias, em seguradoras e os planos destinados a associações de profissionais liberais como advogados, médicos, professores, etc. É o segmento que mais cresce, já rivalizando em reservas com os planos patrocinados.

A característica principal desses planos é que você escolhe muitas das variáveis do seu plano o que deixa a maioria das pessoas sem norte. Qual a data de aposentadoria ideal? Qual o valor de contribuição? Qual plano deve escolher: PGBL? VGBL? Os dois? Qual o fundo de investimento: Renda fixa? Renda Variável?Que empresas em Renda Variável?


Creative Commons License photo credit: -syauqee-

Ocorre que na maioria absoluta das vezes os corretores não estão preparados para realizar uma venda consultiva, ou seja, não estão preparados para avaliar o perfil do cliente e montar o seu plano de previdência, o que eles fazem é apenas preencher como informações padrões sem conversar com o cliente e expor a importância de cada decisão tomada.

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Publicado em 08/03/2012 às 10:13 na categoria Dicas, Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Freelancer se aposenta? Parte II: os planos de previdência patrocinados

Rafael Amaral

Atuário

Voltamos com a série de posts que vai dar as dicas para você, profissional freelancer, conseguir montar seu plano de aposentadoria. No artigo anterior, falei um pouco sobre o plano de previdência mais tradicional, o INSS. Lá você descobriu que ele é com uma boia salva-vidas. Não serve para atravessar o atlântico, mas também, não deixa que você morra afogado.

Agora, seguimos com a explicação dos planos patrocinados. Acompanhem!

Empresariais, Fundações e Regimes Próprios. A Previdência Patrocinada

Chamei de plano de previdência patrocinado os planos que são instituídos por pessoas jurídicas para os seus funcionários e que tem contribuições realizadas pela empresa.

A contribuição feita pela empresa para seu funcionário é a principal características desses planos. Outro ponto interessante é que esses planos administram montantes financeiros gigantescos sendo considerados os grandes investidores institucionais do mundo moderno.

No Brasil, podemos estimar, que suas reservas chegam a mais ou menos R$ 1 Trilhão (Fundos Fechados, Fundos Abertos e Regimes próprios), sendo os principais acionistas das empresas listadas na Bolsa.

Vocês podem se perguntar por que escrever sobre esses planos para o público do Carreirasolo? Afinal, não somos todos autônomos?

Ocorre que uma parcela considerável dos profissionais autônomos já trabalhou em grandes e médias empresas, e durante esse período é provável que vocês tenham contribuído para um desses planos. Durante esse período foram formadas reservas que são suas por direito mas que só podem ser recebidas futuramente, na data prevista para a aposentadoria.

Não esqueçam desse dinheiro. Isso pode significar muito no futuro, esse dinheiro continua rendendo esse tempo todo, e o que era ninharia na sua juventude pode virar uma bolada graças aos juros compostos.

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Publicado em 20/10/2011 às 10:30 na categoria Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como o profissional freelancer se aposenta? Parte I: o INSS

Rafael Amaral

Atuário

Nota do editor: na série de artigos que vai explicar como um profissional freelancer pode pensar em sua aposentadoria, falamos primeiro sobre como os planos de previdência tradicionais enfrentam dificuldades para funcionar no século XXI. Mas não se assustem! Agora, vamos entender em detalhes todos os tipos de plano que vocês podem contratar. Leiam com atenção e, caso tenham dúvidas, mandem um e-mail para nós!

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Existem várias formas de explicar os tipos de plano de previdência, desde as mais técnicas separando os planos em Benefício Definido, Contribuição Definida, Contribuição Variável, Contribuição Definida Puro, às mais comerciais separando em planos PGBL, VGBL, Tradicional, Empresariais, Fechados, Abertos, Corporativos,etc.

O INSS não vai falir pois é do governo.

Mas infelizmente essas formas de explicar atendem as necessidades de que explica os planos e não de quem esta em dúvida. Se quem explica é um técnico ele quer agrupar os planos pelas suas características técnicas, já se for um vendedor, quer separar-los pelas suas características comerciais e, no meio disso tudo, você fica perdido achando que esse é um assunto muito complexo e desiste de comprar um plano de previdência ou deixa que outros tomem essas decisões por você.

O objetivo dessa série de artigos é explicar os planos de previdência, focando nos aspectos mais importantes para a decisão de compra desse produto, expondo suas principais vantagens e desvantagens e ao final dando dicas e sugestões sobre a melhor forma de se beneficias de suas vantagens e minimizar o efeito das desvantagens.

Os planos foram divididos em:

  • INSS – Previdência Social
  • Empresariais, Fundações e Regimes Próprios – Previdência Patrocinada
  • Individuais e Associativos – Previdência Individual
  • FGTS e investimentos – Previdência Pessoal

Nesta primeira parte vamos abordar as características, vantagens e desvantagens do mais tradicionais deles, o INSS

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Publicado em 14/10/2011 às 11:10 na categoria Finanças. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Por que o sistema de previdência tradicional não funciona para os profissionais do século XXI?

Rafael Amaral

Atuário

O conceito de previdência vigente hoje começou a ser implantado no período pós 2ª Guerra Mundial. Ele foi ancorado em um tripé composto pelo governo, empresas e trabalhador. Nesse tripé cada um tinha sua responsabilidade.

Para o governo coube criar um sistema de previdência universal que visa fornecer ao aposentado uma renda suficiente apenas para manter o nível de subsistência do individuo.

Para a empresa coube a responsabilidade de criar um sistema que complementasse a previdência governamental, com objetivo de preservar o nível de vida que o trabalhador tinha na empresa.

Já ao trabalhador cabia fazer uma poupança individual caso quizesse possuir uma renda igual aquela de quando trabalhava.

Linha de montagem da FORD, em 1913

 

Porém esse sistema tem prerrogativas não escritas que refletem as características da sociedade que o criou. Uma delas é a existência de megaempregadores, empresas com 1.000, 10.000 ou até 100.000 funcionários. Empresas extremamente verticalizadas, onde um fabricante de automóveis era dono de toda a cadeia de produção do seu produto, desde a mina de ferro até a concessionária.

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Publicado em 10/10/2011 às 11:30 na categoria Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Posso deduzir despesas domésticas do meu home-office no IRPF?

Mauro Amaral

Editor Chefe

Olha aí, excelente notícia essa: quem for trabalhador autônomo e trabalhar em casa pode abater suas despesas domésticas em sua próxima declaração de imposto de renda.

Piggy savings bank
Creative Commons License photo credit: alancleaver_2000

Como fazer isso?

Vale o lembrete: você tem que se programar durante o ano para isso. Você pode deduzir todos os gastos de profissionais autônomos que tiverem relação direta com o trabalho DESDE QUE informados no Livro Caixa. Para isso é preciso, além da anotação contábil, reunir os respectivos comprovantes. As despesas dedutíveis são: telefone (se for assinatura comercial), água, luz, material de expediente e consumo.

Atenção: Quem não tiver um endereço comercial, está autorizado a deduzir um quinto de todos os gastos com a manutenção da residência, exceto com reparos, conservação e recuperação do imóvel.

Mais alguns lembretes: só vale para o modelo completo da declaração. E uma dica final: para saber se valerá a pena deduzir estes gastor, você deve verificar se um quinto das suas despesas domésticas ao longo do ano corresponde a um valor maior que 20% da sua renda tributável

Quem tiver dúvida, manda aí!

Fonte: http://irpf.estacaobr.net/


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Publicado em 18/04/2011 às 10:49 na categoria Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como ganhar mais do que gasto?

Mauro Amaral

Editor Chefe



Como falamos no episódio do FalaFreela! sobre controle financeiro, o planejamento e consciência dos custos na vida do Profissional Freelacer é a chave de seu sucesso enquanto empreendedor. As dicas estão lá e recomendo que você dê uma ouvida com cuidado.

Fresh Roasted Coffee
Creative Commons License photo credit: tramod

Alguma dicas complementares para você continuar sempre em espiral ascendente quando o assunto for contar os feijões que você tem dentro de casa:

  • Saiba quanto você gasta:Faça aquela listinha dolorosa de todos os itens fixos que você tem durante o mês para saber quanto custa a sua vida profissional. Saber quanto são seus custos ajuda inclusive, na hora da negociação de um novo projeto. Não se esqueça: é imperativo ter em mente o preço ideal de seu serviço, o custo do que você oferta e a margem de lucro que isso representa para sua operação. Assim, você verá se está perdendo grana!
  • Crie sempre novos serviços: Se o que você está oferecendo não está sendo comprado pelo mercado, encontre formas alternativas de realizar o seu trabalho. Dê preferência para arroubos de inovação que garantam produtos de maior valor agregado.
  • Invista em clientes fiéis: falei aqui neste post e insisto que fidelizar cliente é a resposta que vale alguns milhões de dólares. Como já abordamos isso começa na proposta comercial, onde você deve oferecer serviços extras e focados em médio e longo prazo.
  • Faça prospeção ativa: em muitos segmentos basta sentar e esperar os trabalhos. Acontece, é verdade. Mas, em outros, é preciso colocar a cara para fora da toca e ir pegar chuva e sol no lombo. Bata nas portas certas, tenha sempre uma apresentação pronta em um pendrive colado em seu chaveiro. Esteja pronto 120% do tempo.

É isso pessoal. Aqui não estão todos os segredos e muita coisa vai variar de mercado para mercado. O que me lembra do seguinte: quem tem algo a acrescentar?


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Publicado em 15/04/2011 às 10:30 na categoria Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como fidelizar clientes de marketing digital?

Mauro Amaral

Editor Chefe

Esta é, sem dúvida alguma, uma pergunta que vale alguns milhões de dólares. Agências de todos os portes, profissionais freelancers em diversas fases de desenvolvimento pessoal, têm nesta resposta a possível solução de todos os seus problemas. E como por aqui não somos de enrolar muito, ei-la: uma das melhores técnicas para se fidelizar um cliente é antes que ele se transforme em seu cliente.

Two clones playing in just one game
Creative Commons License photo credit: madnzany

2011: um ano de propostas?

O carnaval[bb] tardio fez dos três primeiros meses de 2011, um trimestre de propostas. Gente de todas as atividades e direcionamentos, passou boa parte do seu retorno de férias (aqueles que ousaram e conseguiram tirá-las, obviamente) indo em reuniões, ouvindo, sendo brifado (e brifando) para, então, jogar no mercado sua interpretação comercial[bb] das necessidades de seus clientes e futuros clientes.

Lado bom é que proposta é o alimento da esperança do Profissional Freelancer. Aqueles mais otimistas chegam a contar com o milho no papo da galinha assim que clicam no “Enviar” e catapultam seu PDF com preços e condições. E é aí que, na pressa de atender a uma RFP, muitas vezes, deixamos de marcar um golaço.

Sim, é na proposta que se começa a fidelizar seu cliente.

Eu consideraria até mesmo um erro comum, ou pressa, ou avaliação apressada, enviar uma proposta somente com o que o cliente solicitou.

A primeira razão para afirmar isso é que, em alguns casos, ele nem mesmo sabe o que contratar. Ouviu falar em redes sociais, pede um perfil no twitter; ou então conferiu com o filho a lista dos vídeos mais assistidos do Youtube, sapeca um pedido de “um viralzinho”. Enfim, o pedido do job pode esconder desconhecimento sobre as possibilidades em questão.

A segunda é que, furtando o cliente da possibilidade de outros serviços, você perde chance de mostra-se proativo e, assim, diferenciar-se da manada…digo, maioria.

1. Tente entender a maturidade do cliente: pedidos pontuais podem esconder “inocência”. Ou seja, seu cliente pode estar contratando o que “ouviu tocar no rádio”. Em seu primeiro contato tente, de forma bem sutil, descobrir o quão conhecedor é seu cliente. Se muito, seja parceiro. Se pouco, seja didático;

2. Quando solicitarem determinada atividade, pergunte por quê: sem essa de, “Sim senhor, estaremos enviando o orçamento em alguns minutos”. Seja um perguntador, e tente levantar as razões daquele job e o porque da solicitação pontual.

3. Pense de forma reversa: se o objetivo é levantar assinantes, por exemplo, será que só o hotsite solicitado é suficiente? Demonstre que tendo um objetivo em mente, sua participação pode ser inclusive a de oferecer as ferramentas para se chegar lá

4. Quando for montar a proposta, faça-a modular. Se é inteligente oferecer mais do que foi pedido, não é de bom tom encapsular suas condições comerciais. Nada de venda casada, viu? É feio. A ideia é, então, montar uma proposta modular que tenha como centro o pedido inicial e ao redor, outras possibilidades de contratação

Para fechar: seja flexível nas entregas

Fidelizar, muitas vezes quer dizer, facilitar. Se você vai oferecer mais do que foi pedido, não espere que tudo seja contratado de uma vez só. Muitas vezes, o cliente é maduro (1), sabe porque está contrando (2), gostou dos serviços extras (4) mas não tem como contratar tudo de uma vez!

É aí que pode residir o pulo do gato: monte uma proposta faseada, mostrando “Tempos e Movimentos” para sair do Ponto A (onde você está prospectando um novo trabalho) para o Ponto B (onde você assina um contrato).

Sim? Não? Comentários?


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Publicado em 01/04/2011 às 4:09 na categoria Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como um freelancer pode se aposentar?

Leonardo Rangel

Economista

Nos últimos dias, fomos surpreendidos com a notícia da aposentadoria de um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Depois de muitos anos atuando por várias equipes diferentes e uma penca de títulos e prêmios, Ronaldo “Fenômeno” anunciou que era hora de pendurar as chuteiras.

Ronaldo
Creative Commons License photo credit: currybet

Assim como o famoso ex-atleta, milhares de (anônimos) brasileiros todos os anos decidem que é hora de encerrarem suas vidas laborativas e passarem para a inatividade. Aproveitando o ensejo da aposentadoria do “fenômeno”, vale questionar o que é a aposentadoria e como se preparar, ao menos financeiramente, para ela.

No Brasil, os trabalhadores empregados com carteira assinada estão automaticamente cobertos pela Previdência Social. A Previdência Social é uma espécie de seguro que garante a renda do trabalhador contribuinte e de sua família em caso de acidente, doença, gravidez, morte, velhice, entre outros. Mediante contribuição mensal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 8, 9 ou 11% do seu salário limitado ao teto de R$ 3.689,66, o empregado com carteira assinada garante uma vasta gama de benefícios, não apenas a aposentadoria.

O trabalhador que não é empregado – o empresário, profissional liberal ou um freelancer – também pode se filiar a Previdência Social. Neste caso, a filiação ocorre na categoria de Contribuinte Individual. Para tal, basta acessar o site da previdência social e proceder com a inscrição. Após isso, o contribuinte individual deve se comprometer a recolher mensalmente contribuição ao INSS.

Com relação a contribuição do contribuinte individual, existem duas possibilidades. A primeira é a contribuição com o montante de 11% sobre o valor do salário-mínimo, sob o Plano Simplificado de Previdência Social. Para este caso, o valor da aposentadoria será igual ao salário-mínimo e ela apenas ocorrerá aos 65 anos de  idade para homens ou 60 anos para mulheres.

Há também a possibilidade de contribuir com 20% dos rendimentos declarados a previdência social, limitado ao teto que no momento é de R$ 3.689,66. Por exemplo, se o freelancer (que é um contribuinte individual para a Previdência) declara seus rendimentos (salário de contribuição) no valor de R$ 3 mil, a contribuição mensal ao INSS será de R$ 600. Desta forma, ele estará coberto contra uma vasta gama de riscos.

Isto é, Previdência Social não é apenas aposentadoria, que fique bem claro. Após 35 ou 30 anos de contribuição se homem ou mulher, o contribuinte individual poderá solicitar a aposentadoria por tempo de contribuição. Seu valor será a média dos 80% maiores salários de contribuição multiplicada pelo fator previdenciário. Em linhas gerais, o fator previdenciário pune quem se aposenta com idades precoces e bonifica os que se aposentam com idades mais avançadas.

Além da aposentadoria por tempo de contribuição, há também a aposentadoria por idade. Neste caso, é preciso comprovar 65 ou 60 anos de idade para homens ou mulheres e 15 anos de contribuição para o INSS.

Complemente

Existe também a possibilidade de investir em fundos de previdência complementar, mais conhecidas como previdência privada. Neste caso, o indivíduo deve procurar um banco que oferece determinado produto e contratar um plano que lhe é mais conveniente. No entanto, escolher um plano de previdência privada pode ser mais complicado que escolher entre as diversas opções que as empresas de telefonia móvel nos colocam a disposição.

Independente do plano que se vá fazer, deve-se atentar para a solidez da instituição financeira. Ora, ninguém quer arriscar a poupança destinada a aposentadoria.

Outro detalhe, e dos mais importantes, são os custos desse plano, as chamadas taxas de administração, taxa de carregamento e taxa de saída. Quanto menores, maior montante de sua contribuição será destinada para capitalização para sua aposentadoria futura. Entre os planos de previdência privada há os da categoria Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e os chamados Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A diferença entre eles é basicamente em termos de tributação. Enquanto estes tributam apenas os rendimentos, aqueles tributam o total do montante investido.

Por fim, há de se atentar para a tabela de incidência do Imposto de Renda, se regressiva ou progressiva. Esta última segue a tabela de incidência do imposto sobre os salários. Já na primeira, quanto mais tempo o recurso está investido, menor a do alíquota do imposto incidente.

Invista no tesouro

Por fim, para os que conseguem se programar e já entendem um pouco mais dos instrumentos financeiros existentes, há sempre a possibilidade da compra de títulos públicos com vistas a formação de uma poupança para aposentadoria.

Por meio do Programa Tesouro Direto o cidadão pode comprar títulos diretamente do Governo Federal. É uma opção que se apresenta menos custosa que a previdência privada, mas em contra partida requer bastante disciplina por parte da pessoa.

Em fim, os trabalhadores freelancer, apesar de não terem carteira assinada, podem planejar sua aposentadoria. Como foi apresentado, podem se filiar a Previdência Social na categoria dos Contribuintes Individuais e se assegurarem contra diversas contingências.

Além disso, há a possibilidade de investir em PGBLs ou VGBLs (planos de previdência privada) e mesmo planejar diretamente sua aposentadoria através da compra de títulos públicos de longo prazo via Tesouro Direto. O ideal seria contribuir para o INSS e, caso haja a possibilidade, combinar com algum plano de Previdência Privada ou Tesouro Direto.

Dúvidas? Sugestões? Mandem um e-mail e eu volto para um próximo post!


Publicado em 23/02/2011 às 3:59 na categoria Finanças. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Devo cobrar ou aceitar permuta?

Mauro Amaral

Editor Chefe

Day 4 - Paying off debt
Creative Commons License photo credit: quaziefoto

A única certeza que você tem quando aceita trabalhar sob permuta é a de que perdeu dinheiro. Podem burilar a argumentação, apresentar fatos e teorias conspiratórias, mas a verdade é essa. O que muda é o quanto de capital você deixa de ganhar ou, se realmente quiser entrar nessa, o quanto de grana você vai perder em nome de um projeto futuro, de uma “parceria imensamente lucrativa”, da “maior chance do mercado”.

Separei três situações para você analisar:

O cliente pode pagar, mas prefere oferecer permuta

Para sair dessa, faça um exercício de inversão da situação. Imagine que você quer comprar um carro zero, entra na concessionária senta com o vendedor, pede todas as especificações (vidro, trava, alarme, IPVA grátis, tanque cheio e som instalado) e, ao realizar o pagamento, saca seu bloquinho e começa: “Vamos lá, como você quer sua nova campanha de marketing?”.

Acha que vai funcionar? Você acredita mesmo que vai sair de carro zero porque ofereceu em troca uma página dupla e um roteiro para comercial de 30 segundos? Pois é, tem cliente que consegue fazer isso com você.

Você quer oferecer um projeto para um cliente que não pode pagar

Aqui a situação é um pouco diferente. Digamos que você teve uma grande idéia para um mercado específico. Sabe que, por exemplo, se investir em links patrocinados e criação de comunidades para uma pequena rede de farmácias no interior de Goiás, fará o rendimento deles triplicar. Só que o cliente ou não acredita, ou não tem verba separada para isso ou nem sabe o que é um link; e ainda mais patrocinado. Mas você acredita na idéia. Então vá em frente SE e somente SE sua atividade freelancer comportar uma verba de investimento.

O que é verba para investimento? Você não fez cartões pessoais pra você, ou passou três semanas criando seu portfólio online? Isso tem um valor e você investiu esta quantidade de horas. Pense da mesma forma: se sua situação atual comportar alguma verba de investimento; use-a para este tipo de projeto. Do contrário não, será prejuízo.

E mesmo se a relação com este cliente não envolver qualquer tipo de compensação financeira imediata para você, registre-a num contratinho simples entre você e o cliente. Sempre ajuda.

Você quer trocar hora de trabalho com um parceiro de atividade complementar

É um tipo comum de parceria, principalmente no mercado digital. O segredo aqui é ser transparente e contabilizar as horas gastar de um lado e de outro, criando um banco de horas a ser compartilhado em projetos futuros.

Mas atenção: busque profissionais realmente complementares a sua atividade. A sobreposição de horas, ou seja, duas pessoas trabalhando na mesma coisa, costuma dar uns atropelos de entendimento e insatisfação que merecem ser evitados.

Mas o ideal continua sendo…

Fazer seu orçamento, aprová-lo, entregar um produto final 100% e receber por isso. A permuta, como vimos pelos exemplos acima é um caso a ser encarado como exceção e não regra.

E vocês, o que acham?


Publicado em 08/09/2008 às 12:50 na categoria Finanças, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.