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Arquivo para o mês de October, 2008

Você ilustra, retoca imagens e é designer. Tá, e faz mais o quê?

Eduardo Rocha

Designer


Jean-Baptiste Debret (1768-1848), Rideau de scène du Théâtre de la Cour à l’occasion du couronnement de D. Pedro I er.

Feudos e Mente Colonial no Mundo da Criação

Essa resposta em tom cretino eu recebi, com meus 20 e poucos anos. Já era formado com 23, pelo SENAI, porque eu, estagiário de uma grande agência do Rio, estava me prontificando a fazer uma ilustração, um trabalho bobo, para um pequeno anúncio que saiu as pressas e não tinha ninguém pra fazer. Isso levou, ao final, para uma armadilha comum nesses ambientes, um boicote. Acabei saindo da agência. E como é difícil explicar que dá pra gostar de samba, heavy metal e bossa nova… dammit!

Passei a vida toda sofrendo com essa questão, eu não caibo em nenhuma definição padrão de profissional. Até agora não consegui, nem via frila, capitalizar em cima disto ou achar alguém/empresa que reconheça isso. But, what the hell?

Ainda Feudos coloniais…

Na Europa e nos Eua, a versatilidade brasileira é extremamente bem vista tanto quanto a nossa rapidez e capacidade de se virar em condições adversas. Aqui, sinal de atraso, certamente, busca-se por definições estanques e feudos são formados, onde os detentores das posições morrem de medo dos estrangeiros que batem na porta da cidadela. Perdem eles, perdemos nós, os estrangeiros, perdem as empresas. Mas, ainda bem, isso está mudando.

Hoje, vislumbro uma luzinha no fim do túnel e ainda bem que não é o trem vindo. Anos e anos dando de cara na porta estão servindo para alguma coisa e, como disse o Luli Radfahrer num Braincast que não me lembro extamente, a gente tem de se preparar para estar ativo até os 80 anos, eu espero que o ditado “antes tarde do que nunca” seja, de fato, verdade, pois, por causa de anos de falta de habilidade em lidar com isto, quase entrei num ponto irreversível da minha vida profissional.

No meu atual trabalho, tenho conseguido pequenos avanços, mas ainda é complicado. Explicando. Sou formado em design gráfico, mas por causa da grana inicial maior e de talento próprio, caí direto para a área mais técnica, de pré-impressão e finalização e, como desenho, desde moleque, o caminho para a ilustração e para os retoques digitais foi natural, o que me levou para a área de controle de cores e imagem que é, mais ou menos, restrita porque envolve talentos bem específicos.

Quando quis tentar, além disso, exercitar minha formação em desgin, logo logo descobri, para meu descontentamento, que existe uma Casa Grande e Senzala nos ambientes de trabalho em agências.

Esta outra pérola eu ouvi quando ainda era colega do Mauro, em outra grande agência “cara, você não é arte finalista mesmo, você é criativo, tinha de estar trabalhando do lado de cá e não do lado de lá”. Por quê não posso ser os dois, ou os três, quatro ou tanto quanto eu possa ser? e porque isso não é reconhecido e devidamente apreciado?

A resposta é simples, gente com muitos talentos gera medo. Medo de que os outros sejam balizados por você, pois “daqui a pouco vão querer que eu ilustre também”, e por aí vai e, quanto mais alguém exibe com orgulho e proficiência suas habilidades, mais o cerco aperta, mais os senhores sentem seus feudos ameaçados.

Daí entra-se num ciclo ruim, destrutivo, de não aceitação e sentimento de inferioridade e injustiça, o que leva a revolta e a falta de inteligência que determina o fracasso, por vezes, bem próximo do sucesso. Bem, agora vamos a parte boa da coisa.

Divulgação em escala mundial

Na “minha época”, só havia o portfólio padrão e poucos meios de mostrar qualquer coisa, ainda mais se fossem técnicas, porque não dá pra pôr em portfólio e, por outro lado, não dá pra montar portfólio se dedicando 24/7 a ralar resolvendo pepinos variados em gráficas e bureaus.

Mas hoje, a situação melhorou e muito. Hoje, através de um bom blog, de um flickr e etc, dá para cada um montar da maneira que achar melhor, um trajeto, uma bula, um escopo do que pode fazer e, montando uma boa história ao redor e com paciência e um pouco de acertividade, dá pra chegar lá, porque aí não é mais uma chance a pedir ou torcer pra alguém confiar, os trabalhos estão ali, os cometários estão ali, a explicação está ali, e as coisas são muito mais claras desta forma e, hoje, essas ferramentas são tão bem ou mais aceitas do que um portfólio tradicional.

E o mais importante é que você passa a ser a sua própria empresa, mesmo estando empregado. Não é mais a empresa que te empresta visibilidade “ah, eu sou o fulano da Agência Tal”, isso não mais existe.

Hoje podemos expressar numa medida muito mais recompensadora e verdadeira a autonomia do que sabemos e gostamos de fazer independentemente de rótulos. Quem ainda pensa em feudos, é bom repensar e não há volta.

Se você é assim, multitalentoso, não espere reconhecimento, não se revolte. Faça um plano.

Abraço e boa sorte.


Publicado em 27/10/2008 às 10:38 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

No episódio 9, o Fala Freela dá dicas de divulgação de serviços

Mauro Amaral

Editor Chefe

Audio MP3

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No episódio#9 do podcast do Carreirasolo.org, a meia hora mais valiosa do seu dia, Mauro Amaral, Humberto Oliveira & Carolina Vigna-Maru, tentam responder a uma pergunta que já ocorreu a nove entre dez Profissoinais Freelancers: como fazer a divulgação dos meus serivços?

Da escolha conceitual, as melhores ferramentas até a necessidade de eterna renovação; os temas se sucedem entre a participação de um e-mail de voz e várias twittadas ao longo da semana (marcadas com o #falafreela de praxe); todos juntos para levantar a moral de quem está começando, querendo ficar sempre na ativa ou até retomar seus talentos na forma de empresa de uma pessoa só.

Para você acompanhar o podcast, alguns links

  • Carbonmade, a máquina de portfólios gratuitos que vai ajudar você
  • Moo, aquele que faz cartões pessoais bem descolados
  • O post que dá várias dicas de como montar um Portfólio online

Gostou? Queria mais? Faltou algo? Mande e-mail normal, e-mail de voz ou twitter com a hashtag #falafreela


Publicado em 27/10/2008 às 7:30 na categoria Podcasts. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Caetano – Designer Gráfico

Mauro Amaral

Editor Chefe


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Onde está: São Paulo
Porfólio: http://www.caetanosevlla.com
Contato: contato@caetanosevilla.com

Biografia

Recém formado em design gráfico, atualmente busco formação em motion graphics e animação tradicional.

Por que faz freelas

Faço freelas para pegar jobs diferentes e para poder me aperfeiçoar cada vez mais.

Venda seu peixe

Gosto de trabalhar com diversas mídias. Fico atento as tendências de design gráfico e experimentações da área, ativo e curioso por natureza.


Publicado em 25/10/2008 às 9:00 na categoria Design. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Rodrigo Rodrigues de Souza – Design gráfico

Mauro Amaral

Editor Chefe


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Onde está: Belo Horizonte
Porfólio: http://rodrigopasta.carbonmade.com
Contato: rodrigocefet@hotmail.com

Bio

Estudo Publicidade e Propaganda, fiz estágio por 10 meses na agência laboratório da faculdade UNA-BH, 3 meses na agência BR Comunicação e MKT. Atualmente sou freela full time.

Por que faz freelas

Por acreditar que clientes não são obrigados ao tradicionais 30 segundos, quando o mais importante é o BV e não o resultado esperado pelo cliente.

Venda seu peixe

Tenho ideais (e idéias) que vão além do que é ensinado nas cadeiras dos cursos superiores de comunicação. Comunicação integrada e de resultados, focada e inteligente.


Publicado em 24/10/2008 às 3:33 na categoria Design. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Luda – Ilustradora

Mauro Amaral

Editor Chefe


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Onde está: Brasília
Porfólio: http://www.ludailustra.com
Blog: http://www.flickr.com/photos/ludailustra
Contato: luda@ludailustra.com

Bio

Luda, que se formou em Desenho Industrial na Universidade de Brasília. Que é, muito além de designer, é uma ilustradora de mão cheia. Cheia de vontade de produzir. Gosta de expressar imagens que tenham um sabor bom.

Já fiz freelas para jornais universitários em Brasília, para agências de publicidade (Radiola Design e Agnelo Pacheco), e para eventos culturais.

Atualmente, trabalho como ilustradora da Faculdade AIEC.

Por que faz freelas

Preciso, e muito, dar um motivo de vida para os meus desenhos. É que eles são muito existencialistas.
E eu me vejo suspirando, e para o bem, quando trabalho em algo a mais. ;)

Venda seu peixe

Primeiro de tudo, o meu peixe não está a venda, Sabe como é, ele é um peixinho dourado muito esperto, e é ele quem me dá conselhos, quem me anima quando eu estou azulada. O seu aquário fica em cima da minha escrivaninha. Quando trabalho nos meus montes de papéis, ele abre ainda mais os olhões e diz “seria muito entediante não ver você rabiscar e preencher esses papéis.

Em qualquer lugar que você for, sempre me leve junto. Eu vou sorrir muito ao lado deles, e vou fazer o local mais agradável!”.

Então é essa a função do meu peixe. O resto é vendível, negociável. Principalmente, é sujeito a agradar aos olhos de quem vê. ;)


Publicado em 24/10/2008 às 3:09 na categoria Ilustradores. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Designer para CIA2 em Porto Alegre

Mauro Amaral

Editor Chefe

A CIA2 procura por um Designer para seu escritório em Porto Alegre/RS. Eles são uma agência digital que procura gente como você que curte trabalhar no ambiente digital e está com muita vontade de botar sua criatividade pra fora. AS ENTREVISTAS serão marcadas após análise do currículo e portfólio.

Você precisa: Boa base teórica sobre conceitos de design, domínio sobre o meio internet e design interativo.

E será oferecido: um salário honesto e merecido; concretíssimas expectativas de crescimento profissional dentro da empresa; vale-transporte desde sempre; vale-refeição pra barriguinha não ficar roncando; muito trabalho, um computador bacana e alguns cafés.

Email para envio de CV: gp@cia2.com


Publicado em 24/10/2008 às 1:34 na categoria Vagas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Guilherme Barreiro Moreira – Webdesigner

Mauro Amaral

Editor Chefe


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Onde está: São Paulo
Porfólio: http://www.flickr.com/designeverytime
Contato: smellthebacon@gmail.com

Bio

Formado em comunicação para web pela UNIP, atuo com web design desde os meus 15 anos, hoje com 21 já tive experiência em agências, o que foi muito útil para mim.

Atualmente atuo como designer gráfico e arte finalista em uma empresa de comunicação visual.

Por que faz freelas

O meu maior objetivo em fazer freelas é para poder dedicar mais tempo à minha esposa e familia, uma vez que eu gasto todos os dias 1 hora e meia para ir e 1 hora e meia pra voltar do trabalho. Pretendo até o ano que vem ser freela full-time.

Venda seu peixe

Tenho experiência, me importo com o cliente, e sempre busco a melhor alternativa para campanhas on-line, pois, nem sempre, o mais caro é o melhor.


Publicado em 24/10/2008 às 1:20 na categoria Design. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Freela de Flash Develper na Imaginação Design

Mauro Amaral

Editor Chefe

A Imaginação Design procura por um Freela de Flash Developer para a produção de projetos para web. Você deve conhecer AS3, Tweener e PPV3D. Se você manja disso, envia seu portfólio para job@imaginacao.nu


Publicado em 24/10/2008 às 12:59 na categoria Freelas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Vale a pena ser multitarefa e não ser recompensado por isso?

Mauro Amaral

Editor Chefe

Now U Know
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Um dia típico na vida do profissional multitarefa é movido pela aventura de se fazer o que gosta. Contudo, quando se gosta de muita coisa, a aventura é multiplicada a infinitas potências. E é aquele rio de adrenalina e prazer, criando, executando, cantando, assobiando e cortando a cana, enfim. Tudo bem, tudo certo.

Só que um dia esse profissional multitarefa começa a trabalhar num escritório novo. Da entrevista, que fora um sucesso, ele saiu contratado com louvor. Acredita, inclusive que porque faz de tudo um muito, tem (teve e terá) larga vantagem sobre seus concorrentes. Tá, vamos concordar, é uma puta qualidade.

(Corta. Seis meses depois. O profissional multitarefa chega às 11h no trabalho, emburrado)

“Faço de tudo por aqui, mas ninguém valoriza.”, “Eu acho que deveria ganhar mais”, “Um cara de talento como eu poderia estar já em outro nível profissional”, “Preciso sair daqui….”. Essas são as frases que o outrora empolgadíssimo profissional multitarefa irá bradar, ou segredar, por entre os cantos e máquinas de café do escritório.

Ele está certo? Errado? Precipitado? Louco?

Não exatamente. A função deste post é ajudar a crescer uma discussão interessante, baseada em três idéias. Através delas, vamos mostrar porque este tipo de profissional por vezes cai nessa, como ele pode identificar esta armadilha antes que aconteça e, claro, como dela sair. E, bem, explicar que em alguns casos a melhor coisa que você faz é ficar onde está.

#idéia1: Separando o que você gosta de fazer daquilo que precisa ser feito

Sabe uma maneira fácil de evitar a armadilha do super aproveitamento não remunerado se você é um profissional multifunção? Entender exatamente para o que você foi contratado e separar daquilo que você gosta. Veja bem: não estou dizendo que você deve evitar tornar mais brilhantes aquilo que você cria.

Mas, guarde bem tudo o que você sabe fazer. Faça aquilo para o que você foi designado excelentemente bem. E guarde suas outras funções para “O” momento. Quando você vai com muita sede, acaba misturando as bolas e, muitas vezes, caindo nessa armadilha. Portanto, olho no laaaance.

#idéia2: Empresas são empresas. Idéias são idéias.

Por ser multitalentoso seu alimento (além de “mana”…provavelmente) são as idéias. Você não pode ver um projetinho no ar, ou uma idéia nova e quer logo executar, né?

E mais: você pensa que o ambiente ideal para o florescimento dessa sua idéia maravilhosa é a empresa para a qual você trabalha. E isso, sinto dizer, raramente acontece.

Procure então entender que uma empresa tem sua filosofia, direcionamento e missão e, mesmo que você tenha sido contratado para mudar isso, algumas vezes não funciona. (não vou citar aqui o lance da Microsoft, porque o Merigo apresentou o case em seu Videocast…).

Entrando aqui no capítulo de ações que você deve evitar para não se sentir subaproveitado, vale repetir que: Empresas são empresas. Suas idéias, suas idéias. Existem casos em que as duas coisas podem coexistir. Daí, muito provavelmente você seguiu a…

…idéia#3: A melhor empresa, quem sabe, pode ser a sua.

Se você entendeu que deve guardar aquilo que faz de melhor para o momento certo e que algumas empresas não vão mudar a maneira de pensar e agir só porque você sabe plantar bananeira numa mão só, avalie se você tem estrutura (financeira, profissional, psicológica) para dar um próximo passo: abrir sua empresa. Nela, suas idéias serão sua missão, seu tempo será seu guia e seus clientes, um laboratório perfeito.

Para fechar

Sobre o tema “avalie se você tem estrutura”, aconselho o episódio 3 do FalaFreela, nosso podcast. Onde eu e Humberto Oliveira falamos sobre a preparação que se deve ter para se lançar como “empresa de uma pessoa só”. Sobre o mundo das idéias e de como realizá-las, dê um pulo em nosso Guia, recheado de posts sobre o assunto.

Ah sim, e queria muito ouvir seu comentário sobre o que falamos por aqui. Seja no espaço aí embaixo ou levando esse papo para o twitter.


Publicado em 22/10/2008 às 12:34 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

No duelo de Nizan e Fábio Fernandes eu pediria meu dinheiro de volta. Videoteca Carreirasolo#75

Mauro Amaral

Editor Chefe


Postaram hoje no youtube e a twittolândia tratou de divulgar a briga recente entre Nizan Guanaes e Fábio Fernandes no evento MaxMídia.

Como não sou, por definição, “anti-ninguém”, registro apenas o vídeo por sua importância histórica para o mercado de comunicação. Apenas um comentário: discussões, quando nesse tom, não são essencialmente produtivas. O meu comentário maior vai para a participação da platéia.

Tá certo que todos (ou a maioria ali) estavam presentes bancados por suas empresas (inclusive pelas dos dois); mas, eu vaiaria. Tanta coisa para se falar e as comadres ficam brigando? E mediador? Está ali para o que exatamente?

Eu pediria meu dinheiro de volta, fácil.

Mas, como fiquei por aqui, recomendo esse post. Ele sim, minha opinião mais contendente sobre este tipo de situação


Publicado em 22/10/2008 às 10:47 na categoria Videoteca. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.