Search-Console

 

Dê adeus ao Webmaster Tools e diga um olá ao Google Search Console. Bom, parece praticamente impossível imaginar a internet hoje sem o gigante de buscas onipresente, o que gera duas máximas: “se não está no Google, não existe” e “se o Google desaparecer a gente nunca saberá o que houve porque não vai poder perguntar para o Google.” É óbvio que nenhuma das duas é uma verdade absoluta, apesar de parecerem, o que dá uma dimensão do que se tornou essa ferramenta.

Para o usuário esse crescimento se mostra justamente através dessa sensação de que tudo o que é preciso fazer para se encontrar qualquer coisa é digitar no Google e o mundo se abre na tela, praticamente a ideia de que poderíamos substituir “está online” por “está no Google”, o que, na prática, acaba muitas vezes sendo verdade.

Do outro lado dessas buscas estava justamente o “webmaster tools” que dizia para nós justamente que palavras fizeram os usuários nos encontrar no Google, quem eram esses usuários, de onde vinham que horas procuravam os nossos sites, entre outras informações.

A expansão imensa do buscador tornou essas análises essenciais e praticamente decretavam o sucesso ou a falência de um site ou estratégia de divulgação, mostrando onde erramos como erramos e quem atingimos com esse erro, nos deixando a imaginar o quanto deixamos de atingir. A otimização dessa ferramenta, as palavras chaves que trariam o tráfego desejado criou o conceito de SEO e a análise de gráficos de navegação um pré-requisito para qualquer site.

Essa é justamente a ferramenta que o Google está renomeando, justamente para ampliar o escopo de ação para além dos webmasters, para além da sala de T.I, já que perceberam que com tantas ferramentas capazes de colocar um site no ar, a análise dos dados não está mais exclusivamente nas mãos dos webmasters clássicos, mas de um público muito mais abrangente.

 

Outro fator preponderante pode ter sido a crescente influência das mídias sociais na atração do o público para qualquer página, bem como as páginas dentro das próprias mídias e a possibilidade de análise de dados de público e direcionamento dentro das próprias ferramentas, fazendo muitas vezes o trabalho que o webmaster tool fazia para sites, agora aplicados a páginas mais simples de visualizar e administrar.

Claro que essa expansão faz com que o próprio tráfego dos sites tenha se modificado, uma vez que boa parte agora vem das próprias mídias sociais, além do trafego na página interna de muitas dessas redes. A análise desses dados em conjunto parece ser a única alternativa  para se alcançar uma compreensão ampla dos usuários atuais.

Mais uma vez a ferramenta de busca parte para atingir um público ainda maior, tornando-se cada vez mais amigável ao público leigo e ampliando o escopo de análise para os especialistas, possibilitando uma arquitetura de informação mais precisa e que atinja um público cada vez mais selecionado. Ou como eles mesmos colocam: sai o “webmaster” em favor de todo mundo que se importa com pesquisa.