Resposta rápida: reúna os e-mails trocados para comprovar o que foi combinado e não entregue os arquivos-fonte antes de receber o valor acordado. Se o cliente não pagar, avalie com um advogado a cobrança, lembrando que o processo custa tempo e dinheiro. Para os próximos trabalhos, tenha um contrato padrão.
Revisado em setembro de 2026: esta resposta rápida e perguntas frequentes.
Você fez um freela para o cliente (site, logo, texto) mas sua negociação foi apenas registrada por e-mail? Deu um desconto contando com a manutenção e depois viu o cliente mudar de idéia e ainda por cima pedir todos os aquivos fonte? Situações como essas acontecem.
Este caso, infelizmente é muito comum. O brasileiro não tem o costume de formalizar contratos, muito menos procurar profissionais especializados para elaborá-los.
Nestes casos, não deixe de reavaliar os emails trocados para ter a exata noção do comprometimento de cada um nesta relação, dando maior força ao entendimento de que os códigos fonte do site não devem ser cedidos até que o cliente efetue o pagamento do valor inicialmente acordado.
Caso você se sinta seguro através da leitura deste e-mails sobre o que foi combinado entre as partes e o acordo financeiro realizado, você poderá brigar pelo seu direito de receber o valor do site por inteiro ou as parcelas restantes referentes aos 12 meses de atualizações.
Veja que neste caso você terá uma grande chance de ter que entrar com um processo contra seu cliente para conseguir receber os valores combinados, o que custará dinheiro e levará tempo, que é um bem muito precioso hoje em dia.
Segundo o Rodrigo Toledo, o consultor Jurídico que me ajudou neste post, o melhor é procurar o auxilio de um advogado especializado na área contratual para avaliar os emails trocados, e elaborar uma minuta de contrato feita sob medida para os serviços que você normalmente executa, para que num próximo trabalho você reduza ao máximo o risco de passar por uma situação como esta novamente.
E nas próximas vezes, dependendo do tamanho do projeto, considere a contratação de um profissional para a elaboração de um contrato padrão. De repente nem custa tanto quanto você imagina e vai poupar várias dores de cabeça.
Outras dúvidas? Mande um e-mail para mim.
Perguntas frequentes
Sou obrigado a entregar os arquivos-fonte se o cliente não pagou?
Não, se o combinado era a entrega após o pagamento. Os e-mails trocados servem de prova do acordo.
Acordo por e-mail vale como contrato?
Pode valer como prova do que foi combinado, mas um contrato assinado deixa tudo mais claro e facilita a cobrança.
Como evitar esse problema?
Tenha um contrato padrão com etapas de pagamento e a regra de entrega dos arquivos. Veja quanto custa um contrato personalizado e o guia Precificar e proteger seu trabalho.