O que fazer quando o cliente liga e você não pode falar?

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Vamos ser sinceros: nem todo mundo que faz seus freelancers é 100% freela. Muitos de nós trabalhamos no horário comercial em algum lugar e, após o expediente e nos finais de semana, atendemos a nossos clientes. Fazemos isso porque precisamos de certos benefícios e estrutura, ou porque ainda não nos sentimos suficientemente seguros para iniciar nossa Carreira solo.

Isso não quer dizer que não sejamos profissionais, muito pelo contrário. Somos profissionais em dobro. Mas, tem um tipo de situação que me tira o sono.

O que fazer quando aquele prospect resolve ligar quando, no seu escritório, estão todos em volta?E ainda por cima cheio de idéias sobre o novo projeto?

Algumas idéias

(ah sim, estou considerando que você ao ser entrevistado não acertou que iria continuar a fazer seus freelas, ok? Quando isso acontece, show de bola, nada do que tem aqui embaixo faz sentido)

  • Trate como um amigo conhecido há tempos e comente que está um pouco enrolado naquele momento, mas que em tal hora liga sem falta.
  • Agradeça, avise que está numa outra ligação e aproveite para sugerir um papo via Instant Messenger
  • Temos uma área para café? Jura que temos uma área para café? Pô, vá caminhando até lá e comece a papear com seu cliente
  • Trate seus contatos somente por e-mail e libere seus números somente com o aviso de tal e tal horário. Tá, também não gosto dessa…mas…tinha que avisar
  • Bom, existem os serviços de secretária virtual, que muitos consultores utilizam. Se você já tiver uma carteira de clientes que necessita de contatos constantes, pode ser uma boa alternativa>

Mas, pega mal atender cliente no escritório em que trabalho?

Pô, cara…pega. Pode parecer bobeira, mas todo mundo é de mercado e entende que você está utilizando o seu tempo ali naquele escritório para benefício próprio. Eu sei, você também faz isso quando consulta seu saldo no banco ou liga para sua mulher (marido) avisando que vai chegar mais tarde; mas é diferente.

Funciona como uma mais valia reversa e, se você ainda é empregado e não 100% freela, entende que algumas regras devem ser cumpridas. Mesmo que, ainda, não sejam as suas.

O Projeto encolheu. O que faço?


O cenário não é novo e se repete, provavelmente, desde que Moisés subiu no monte. Devem ter prometido algo do tipo: “Olha serão 35 leis revolucionárias, impressas em papiro e bordados a ouro”.

Chegando lá, a voz nem tão tonitroante como no começo do processo, admite que, “sabe como é, o orçamento do reino celestial é mais curto do que os mortais imaginam, os anjos me custam os tubos com aquela mania de cítaras de ouro e as pesquisa indicam que precisamos ser mais conservadores no tom da mensagem”

Para encurtar a história e entregar o projeto, haja visto que o público estava se matando no vale abaixo, o patriarca teve que se contentar com duas placas de pedra e o redator só teve o orçamento aprovado para 10 leis. Enfim, coisas da vida.

Ele nunca mais me ligou

E na sua vida de Profissional Freelancer não será diferente. Poucos não serão os clientes que chegarão prometendo mundo e fundos, uma casa decorada e escola para os filhos que vocês terão juntos e, no final, você vai entregar apenas aquele site com cinco seções, o mais institucional possível. Mas até aí, vida que segue.

A questão que motiva este post é aquela que surge quando você acredita num cenário que não existe. Prepara sua agenda e conta bancária para um mega portal e acaba fazendo apenas um banner. E tomando um belo calote ainda. Casos como esses acontecem e, evita-los (o famoso “Como Dizer Não”) é mais do que “o pulo do gato”; é a oitava vida do felino. Mas vamos as dicas:

  • Quando o cliente, que não é da área, chega decupando um escopo completo, tente intuir se ele não está apenas repetindo a fórmula que acabou de ler na revista da moda. Se você está sempre antenado e é leitor das publicações do meio, vai sacar logo. Um projeto imenso pode ser apenas fruto de desconhecimento
  • Treine o olho para sacar se os planos do cliente são enormemente distantes da realidade de seu negócio. Uma pequena padaria criar uma rede social em quatro línguas? Eu sei, é difícil resistir. Mas, respire fundo. Ambição não é defeito. Falta de noção, é.
  • Tem uma pergunta clássica que resolve mais da metade dessas situações que é saber quanto o cliente está disposto a gastar. Com disse recentemente: “…você pode saber sem perguntar qual é a faixa de orçamento do projeto para o qual você está sendo cotado. Saber sem perguntar evita que você pareça desesperado por aquele Freela (mesmo que esteja) ou que quer fazer um preço de ocasião, o que deve ser evitado.” Leia as dicas deste post destacado e treine em avaliar de quanto o cliente REALMENTE está falando. Depois você pensa no escopo.
  • Outra dica que sempre funciona é, mesmo se o cliente insistir no escopo astronômico, você ser sutil o suficiente para concordar discordando. Como você faz isso? Simples: crie um faseamento que, além de representar a evolução natural do projeto; crie uma faixa de segurança - baseada aí na experiência que você tenha de seu mercado -, do que é possível, do que é factível e do que é vendável. Serve de termômetro para os dois, no que se refere ao trabalho de um e de outro.

E existem aqueles momentos…

Em que tudo dá certo. Ou até mesmo que você foi contratado para fazer um pequeno trabalho e viu sua participação aumentar, seu escopo crescer, o orçamento idem e todos foram felizes para sempre. Às vezes dá certo. Por isso estamos aqui.

Comentem!

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Conversamos longamente (via Skype) e, ao final, percebemos os dois que, dada a minha ocupação atual seria difícil corresponder a demanda. E repensamos a proposta para uma parceria mais a longo prazo.

Após a conversa, vi que ali tinha conteúdo interessante para vocês, leitores do Carreirasolo.org, e combinamos uma entrevista justamente para falar de seu processo de trabalho e de sua opção por Profissionais Freelancers e como ele lida com isso.

A seguir, um pouco da história que tem tudo a ver com o Carreirasolo.org

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