Minha marca deve ter um nome fantasia ou meu próprio nome?

photo credit: Jeremy Burgin
Como dar o nome para meu escritório de Design? Uso meu nome ou um nome fantasia? Um de nossos leitores mandou esta dúvida recentemente e eu passei alguns dias refletindo em como repondê-lo. Porque, se você for analisar existem escritórios de design estabelecidos que carregam em suas razões sociais, os nomes de seus criadores. E, em suas criações, a mesma chancela, o que muitas vezes deixa as equipes destes profisisonais fulos da vida ; ) Mas isso é outra história.
Por outro lado, neste nosso mercado mega pulverizado, muitos freelancers montam seus escritórios com nomes um pouco mais pomposos do que a média…o que, pode parecer um diferencial competitivo.
Mas não é
E daí me veio a resposta: a escolha é sempre a da transparência. Você alcançará a confiança de seus clientes quando, ao ser apenas um freela, mostrar que o é por escolha profissional e tende a evoluir no sentido de ter uma estrutura maior e que ele, o cliente, é o parceiro ideal nesta caminhada.
E, por outro lado, será um “XPTO Design” respeitado se mostrar que esta estrutura é o reflexo de sua experiência e empregos que gerou e por isso, é até um pouco mais caro do que a média.
A verdadeira escolha não é a do nome, mas da filosofia com a qual você guiará seus negócios. Ou será transparente ou será fake, tanto para mais, como para menos.
Ah Mauro, mas e o Contém Conteúdo?
Hoje, “O” Contém Conteúdo é um blog de tendências que tem meu portfólio e, na página de projetos deixo bem claro as maneiras com as quais posso interagir profissionalmente com meus clientes. Ta lá bem claro: “Quer me Contratar” ou “Quer minha consultoria”? Veja bem que isso não bloqueia uma possível evolução. Aliás, ela é um estímulo para tal.
E quando isso acontecer, mudamos o nome, mudamos o discurso, mudamos o cliente. E mudamos o orçamento.
Transparência. Essa é a escolha.
Publicado em 16/12/2008 às 10:32 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.











Realmente essa situação é um tanto qaunto complicada pois se você se apresenta para o seu cliente como sendo uma empresa XPTO Design ele diretamente já presume que você na verdade representa uma empresa registrada, estruturada, com sede bonitinha e tals mas o que nem sempre e a realidade pois muitos de nós freelancers trabalhamos em nossos cantinho em casa na maior tranquilidade mas sempre desenvolvendo nossos trabalhos com qualidade o que pode ser afetado quando o cliente cria uma imagem de você na primeira conversa e posteriormente descobre que não se trata de uma empresa e sim de uma pessoa só. Por isso é tão importante utilizar o seu nome para já deixar isso claro logo na primeira impressão, como já dizia o velho e bom ditado “A primeira impressão é a que fica…” é por ais que falem desse ditado ele é mais realista do que muitos acham.
A transparência precisa sempre ser a nossa regra máxima, sem dúvida.
Recentemente, separei meu portfolio do meu site pessoal e criei o Lagartixa.org. O motivo, na verdade, foi bastante simples: experimente falar “vignamaru.com.br” por telefone! É praticamente impossível ser compreendido do outro lado. Daí resolvi criar um site separado, com um nome que as pessoas conseguissem guardar e escrever. Mesmo assim, logo na primeira página, está bem claro do que se trata, o portfolio de uma pessoa, freelancer.
ótimo artigo!
Eu sempre optei por me apresentar como empresa. Tenho ela formalizada a muito tempo e talvez isso tenha feito com que eu nunca pensasse a respeito do dilema: free lancer ou empresa de um só.
Ter um nome de empresa ajuda quando você telefona e a recepcionista sempre vem com a pergunta idiota: “Domene de onde?”. Pra não ser mal educado eu respondo o esperado:” Do Estúdio Next”, e fim de papo.
No começo tentei dar a impressão de que era uma empresa maior do que na realidade, mas logo percebi a cilada que é isso. Agora no primeiro encontro ou conversa já deixo claro que meu estúdio fica na minha casa.
Acho que quando o freelancer se estabelece trabalhando 100% como freela, a coisa começa a ficar borrada e se confundir como uma micro empresa ou trabalho freela. Eu sempre deixo aberta a possibilidade de contratar mais pessoas, mudar para um lugar maior e crescer como empresa. Se me considero freela essa possibilidade não entra na equação.
É a velha questão de entender o Freelancer como “empreendedor da própria carreira”.
Quando se pensa assim, tanto vale você estar empregado momentaneamente em uma contratante, ou tocando sua vida de 100% freela, o foco sempre será na empresa que é.. você.
Mas concordo que existe uma área cinza. O importante é mirar na evoulução, ou percurso de evolução que melhor se adaptar a sua vida.
Valeu Mauro, era essa a “luz” que eu esperava…rs
Como sempre o CarreiraSolo é referência no assunto.
Também venho acompanhando o FalaFreela, que por sinal é 10!
Valeu a dica.
Abraço.
Ainda não comecei a trabalhar na área, mas é uma questão que sempre me visita.
O que pretendo fazer é mais ou menos a mesma coisa que a Carol faz, como ela descreveu no comentário. É uma das liberdades do universo freelancer.
O meu caso é idêntico ao da Carolina, pois meu nome é complicado de falar.. já pensei nisso como diferencial, como algo inédito, mas o lado ‘difícil de falar’ acabou falando + alto.. então, estou optando por um nome fantasia. Acredito que seja uma boa saída, porém, deixando claro (sempre que necessário) que é uma agência de um designer só, mas que possui parceiros.
ótimo artigo, conheci o carreirasolo por indicação de um amigo.
estou no ultimo ano do curso (design grafico) e este ano pretendo tomar algumas atitudes pra dar início a minha carreira, buscando me graduar ao final do ano já com perspectivas mais sólidas.
o site apresenta uma gama de conteúdos muito interessantes, veio em boa hora.
parabéns Mauro, sucesso.
Freelancer ou não?
Venho me perguntado a tempos sobre isso e a resposta sempre me leva a solidificação de uma empresa.
Atuo na área de desenvolvimento de sites e nesta área mostrar que sou freelancer não é bom, pois um projeto sempre depende de mais de uma pessoa (designers, programadores, etc..).
Se me apresento como freelancer, a chance de não ter o devido crédito é alta.
Então na maioria das vezes fico neutro. Apenas se o cliente insiste em saber mais sobre a ITALIC (nome fantasia que adoto) eu falo que a ITALIC é uma agência e que nosso trabalho é focado em redes de parceiros, onde conseguimos agregar vários profissionais para um projeto com um custo bastante competitivo.
Ser freelance é bom, mas em alguns momentos precisamos pensar em algo maior. Como entrar em alguma licitação? Como trabalhar com empresas que exigem Nota Fiscal?
Se queremos crescer, temos que nos arriscar. Os impostos são altos, então para isso teremos que batalhar mais.
Erich
Acho que as duas correntes são válidas, e cada caso deve ser estudado com cuidado.
Me pergunto a W/Brasil seria o que ela é hoje se fosse a Washington Olivetto, Olivetto studio, ou qualquer coisa do genero.
Creio que não. Por mais talentoso que alguém seja, salvo raras excessões, as empresas querem contratar empresas. Por várias razões, e nenhuma delas tem a ver com qualidade ou design.
TEm a ver com profissionalismo. Segurança, credibilidade. Um profissional solo, hoje tá trabalhando como frela, amanhã arruma um emprego ou troca de profissão e a empresa fica a ver navios.
Empresa séria quer contratar empresa séria.
Realmente cada caso é um caso. Se a pessoa ambiciona gerenciar projetos, assumir projetos de uma amplitude maior, chamar outros freelas para montar equipes conforme a necessidade, talvez nao seja bom assumir o nome próprio.
Concordo com o Erich, não se deve deixar de ser transparente, mas no caso dele (e também no meu), não estaríamos sendo totalmente sinceros da mesma forma se disséssemos que somos um “simples” freela.
O ponto está em se você está disposto a “dar o salto” e montar uma equipe (praticamente deixando de ser freela) caso apareça algum projeto de grande amplitude, ou se você é um prestador de serviços para outras empresas.
bom eu concordo com a sua opinao so que eu acho que vc deve usar o seu nome e ñ inverta um nome pois a sua marca e o seu nome que leva a ter um reconhecimento sober a sua obra.
http://www.solendasurbanas.xpg.com.br/lenda2.html
Com certeza… Tive essa cruel dúvida logo no início quando comecei a pegar meus primeiros projetos, não sabia se investia em uma “Marca” ou assinava meu nome, como era uma atividade paralela, optei pelo nome mesmo. Hoje sou totalmente Freela e Feliz com meu trabalho, tenho bom reconhecimento na minha cidade. Mas confesso que estou começando novamente a me preocupar, pois tenho projeto de abrir uma agência e contratar alguns funcionários, e não sei se sigo em frente com meu nome ou parto agora para um nome fantasia, sendo assim, fico pensando em “construir” um reconhecimento do nome tudo outra vez… Vai dar trabalho!
Elias Boa!