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Como criar uma tabela de preço para Freelancers?

por Mauro Amaral

A questão que NUNCA quer calar.


Quando os primeiros projetos começam a pintar, você fica em dúvida. Quanto cobrar por um site? Quanto é um trabalho de programação visual? Um logotipo, quanto vale? E se eu quiser fechar um contrato de manutenção com o cliente, quanto devo cobrar? Quer pagar quanto? Em quantas vezes?

E sempre alguém levanta a mão da primeira fila: você tem que ter uma tabela muito bem detalhada que, inclusive, esteja publicada em seu site.

grana

Tá. Pode ser. Mas às vezes eu acho que não.

Tabelas generalizam seu trabalho. Só para citar um exemplo pessoal: assim que comecei…(no século XX…caramba…) fazia umas malas-diretas para um restaurante japonês e havia tabelado o trabalho em “tantas estalecas”.

Dois anos depois, tínhamos mudado totalmente a linha editorial, era praticamente um jornalzinho, a tiragem havia aumentado, vários cadastros haviam surgido através do conteúdo criado, consolidando seu clube de fidelidade etc etc… e eu cobrava as mesmas “tantas estalecas”. Resultado: fui pedir uma reconsideração do valor e fui sumariamente trocado por um redator mais barato.

Lição aprendida: tabelas nunca mais. Proposta Comercial sempre.

E agora vou dizer por quê

Um mesmo trabalho pode variar de preço de várias maneiras:

  • Você tem mais experiência ao longo dos anos e por isso deve ter uma valor de Hora-de-Trabalho mais caro.
  • Se seu trabalho vai para um grande público, a chance do retorno sobre o investimento é maior. Portanto, aumente o seu retorno e o cliente que aumente o investimento.
  • Caso você descubra que atrelou seu trabalho intelectual a uma empresa de caráter duvidoso, o preço deve ser outro.
  • Pensando em termos de Gerenciamento de Projeto, se você fareja que o escopo tem grande tendência a modificar-se e seu prazo não…deve cobrar a mais também
  • Em alguns casos acontece o inverso: você decide investir no cliente. Seja por questões estratégicas ou humanitárias, pouco importa…você acabará cobrando menos (dando um desconto, vá lá) para aquele caso em específico

Em todos os casos acima (existem centenas de outros, espero a colaboração de vocês nos comentários) o preço de uma mesma peça variou, ora para cima, ora para baixo.

Portanto, uma tabela, sobretudo se seu trabalho é subjetivo, mais atrapalha do que ajuda. Veja bem: a precificação é uma ciência exata e não cabalística. Para isso existem as propostas comerciais, não se esqueçam.

E eu, ajudei? Se você ainda não ficou satisfeito, mande um e-mail agora mesmo. Este ainda é de graça.

Mauro Amaral

Mauro Amaral

Editor-chefe

É editor, publicitário e conta histórias que o seu público vai gostar. Casado, pai de três filhos e mora no Rio de Janeiro. É o Diretor de Criação da Contém Conteúdo.

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  • http://www.morandini.com.br Morandini

    Seu texto é extremamente lúcido! Este ano meu estúdio completará 22 anos e nunca tive uma tabela fechada justamente pelos vários motivos citados aí em cima. Tenho uma tabela ‘referência’ para dar algum norte, mas os vários aspectos e as diferentes peculiaridades de cada projeto exigem uma reavaliação constante na hora de formalizar uma proposta.

  • http://www.morandini.com.br Morandini

    Seu texto é extremamente lúcido! Este ano meu estúdio completará 22 anos e nunca tive uma tabela fechada justamente pelos vários motivos citados aí em cima. Tenho uma tabela ‘referência’ para dar algum norte, mas os vários aspectos e as diferentes peculiaridades de cada projeto exigem uma reavaliação constante na hora de formalizar uma proposta.

  • http://www.wbh.com.br Tio_Wlad

    Tem que ter uma tabela de Norte, uma bem básica, inúmeras vezes o cliente virou para mim e disse: São só mais umas “paginazinhas” em média eram mais umas 8 páginas, um trabalho enorme. Depois de muito sofrimento resolvi, site básico com 6 a 8 páginas devidamente aceito pelo W3C, em css com alguns detalhes em flash direito a um formulário = US$600 dólares, menos que isso, desista o cara não precisa de um site precisa de um milagre de vendas.

  • http://www.sysgsm.com Gustavo Montes

    Gostei bastante do texto e acabei por identificar alguns pontos que passei por situações semelhantes. Sobre o preço, é algo realmente complicado, pois como bem exemplificou, existem vários fatores nisso. Eu citaria também a questão da concorrência. Em alguns casos você consegue identificar outras propostas já recebidas e cabe a você estudar e fazer sua proposta já cobrindo a do concorrente de alguma forma.

  • http://www.agenciaartedigital.com.br/erikmarques Erik Marques

    Realmente temos que ter uma tabela base e depois estudar caso a caso.. vou preparar a minha.. rsrs

  • Danilo

    Mauro, como sempre um texto excelente!

    Exatamente na medida do que tenho falado para amigos e colegas por aqui: avaliação e levantamento de valor-hora para precificação deve sempre possuir critérios claros.

    Falou pouco mais você falou tudo quanto diz não haver tabelas de preços pois, dependendo da maturidade/experiência profissional um trabalho pode ficar, de início, muito demorado (e com valor-hora baixo, considerando mais a questão de aprendizado e início de mercado) ou mas rápido e ao mesmo tempo com um valor-hora um pouco mais compen$ador para o executor do projeto.

    Nesta semana havia comentado com um amigo sobre estas questões e avaliamos riscos, custos, depreciação (tecnológica e de conhecimento), planejamento etc.

    É muito bom saber que há mais pessoas “por aí” pensando nessa mesma linha. Meu latim não foi investido em vão.

    Abraços, continue sempre com os ótimos textos.

  • http://www.ideiadigital.org rafael apocalypse

    Preços devem ser calculados, SEMPRE, de acordo com o tanto que você trabalhou em determinado projeto. Para meus jobs como freela eu sempre calculo com base em uma quantidade estimada de horas de trabalho. O calculo da hora pode ser feito como o michel esplica aqui [eu uso o mesmo método]: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/02/03/afinal-quanto-cobrar/

    ainda erro bastante nas estimativas de hora, mas nada que um sistema de gerenciamento de projetos e um time-tracking não ajudem a melhorar esse cálculo de estimativas… Com o tempo a gente aprende a acertar e a cobrar melhor.

  • Rejane Esmanhoto

    Olá, Mauro!!
    antes de mais nada, gostaria de parabenizá-lo! por vários motivos.. primeiro pelo teu site, que é incrível!! acabei chegando até ele somente hoje, dei uma passeada, li várias coisas.. sem te conhecer, já te admiro, pelo cara bacana e solidário que vc é, por querer “ganhar sempre”, vendo o quanto se ganha ajudando os outros!! também pelas informações de tanta qualidade, bom senso e senso de realidade que vc nos coloca!! realmente percebe-se a grande bagagem que vc carrega!! mais um motivo de admiração..

    bem, sou designer de móveis e interiores, atualmente estu começando a encarar o trab de freela fazendo 3D, maquete eletrônica.. na verdade, não sabia nem por onde começar, e vc já me deu várias “luzes” a respeito de muita coisa.. quero te agradecer! fiquei muito feliz em encontrar um grupo como este, receptivo, bem humorado, e de altíssima qualidade. Espero, na medida do possível, poder também agregar.

    Grande abraço, e votos de sucesso!!

    Rejane.

  • Mônica

    Gostaria de parabenizar e agradecer pelas dicas, pelo site e por estar compartilhando suas experiências. Estou começando a carreira agora e estou aprendendo muito com as dicas da galera.

    Gostaria de informar que o link para o Minicurso não está funcionando e eu tenho interesse em ler os capítulos.

    Obrigada.

  • Mauro Amaral

    Hugo,

    Já abordamos o tema "en passant" em diversos ep´s. Mas valeu a dica, tá anotada!

    • Lucio Paulo

      Olá Mauro tudo bem, vejamos o seguinte: Sou formado em Técnico em Eletrotécnica deste 1991 e também tenho formação na área de ADM, mas o meu maior foco é na área de elétrica e telecomunicações, atualmente sou sócio de uma empresa de manutenção e montagem industrial, mas estou querendo abrir o meu próprio negócio na área de elétrica, inicialmente preciso de uma nome forte que agreei para tais atividades como: Instalações elétricas residencias e industrias, manutenção e montagem, projetos elétricos, consultoria e assessória com ART (Anotações de Responsabilidades Técnicas) conforme as normas legislativas.
      O que você acha do nome: CONEXÃO ELÉTRICA MANUTENÇÃO E MONTAGEM.

  • http://www.hugofelipe.com Hugo Felipe

    A melhor opção no meu caso foi calcular um valor para a minha hora de trabalho e construir uma tabela de referência para ganhar tempo na negociação.

    Algumas atividades mais diretas é possível sim usar uma tabela como base, como criação de layouts mais simples, banners… Isso ajuda muito na negociação com um cliente pois fica mais objetivo e claro para o cliente. Mas é preciso tomar cuidado para gerenciar trabalhos em que você usou uma tabela fechada como base para que o trabalho não fique maior do que o previsto.

    No desenvolvimento de sites ou projetos mais elaborados eu apresento a proposta com base no banco de horas, por exemplo: um site institucional eu passo o orçamento para o cliente da seguinte forma:
    1) Planejamento estratégico: 5hs
    2) Elaboração das interfaces gráficas: 20hs
    3) Desenvolvimento do website (programação): 30hs
    —————————————–
    custo da hora de trabalho: R$50,00
    custo do projeto: 55hs x 50 = R$2.750,00

    Fazendo a proposta dessa forma eu consigo assegurar que caso o trabalho ultrapasse o número de horas estipulado, será cobrado um valor adicional. Acredito que uma proposta assim passa mais credibilidade.

    As vantagens de se trabalhar com o calculo de hora/trabalho são muitas. Notei também que quando você passa uma proposta para um cliente com o preço calculado com base no número de horas o cliente perde aquela sensação de que estamos chutando um preço para o projeto. Outra vantagem é em relação ao prazo de entrega, pois o cliente passar a ter mais noção do tempo que será gasto e então não ficará na sua cola lhe atormentando antes do prazo estipulado.

    Trabalhando dessa forma é importantíssimo realizar o gerenciamento do projeto, apresentar uma planilha de horas para o seu cliente para que ele acompanhe o andamento do projeto. Dessa forma ele mesmo limitará seus novos pedidos de atividades que rolam ao longo do projeto ou estará sabendo do custo adicional.

    Sempre tive problemas durante um projeto em dizer ao cliente que aquele pedido que ele me fez custaria mais caro, exemplo: “hugo, será que você poderia fazer mais um bannerzinho pra gente?”. Hoje esse problema acabou pois quando recebo um pedido desses eu respondo o seguinte: “Claro meu amigo, posso sim. Mas isso irá gastar 1X horas do projeto ok?”.

    Bom é isso. Valeu.

    mestre Mauro, não sei se já rolou um #falafreela sobre esse assunto mas acho muito interessante um podcast sobre isso.

    • Edgar

      Hugo, muito bom!, Obrigado cara.

  • viniciuswebmaster

    Bom direcionamento…
    Estou começando agora, e vejo que os "descontos" devem ser considerados…
    E existem várias tabelas por ai na net (algumas bizarras), mas tbm podem ajudar a ponderar preços e tempos de projeto…

    parabens pelo post e pelo blog! ^^

  • Pingback: Na prática: quanto o redator deve cobrar por um freelance? | Bruno Lacerda Blog

  • http://www.paolagiovana.wordpress.com Paola Giovana

    Também acredito que não devemos ter uma tabela fixa de preços. De qualquer forma, é bom termos uma tabela de referência para alguns produtos ou artes, para que exista uma margem de variação justa de acordo com cada trabalho. É útil, inclusive, para criarmos mais segurança na hora de dar preços, evitando a tortura de recalcular toda vez que for fazer um cartão de visitas, por exemplo. É importante também considerar os custos com os fornecedores, no caso de vender o produto final e não apenas a arte.

    • http://www.mauroamaral.com mauro_amaral

      Paola,
      Muito obrigado por seus comentários. Espero ter suas ideias sempre por aqui!

  • http://www.paolagiovana.wordpress.com Paola Giovana

    Também acredito que não devemos ter uma tabela fixa de preços. De qualquer forma, é bom termos uma tabela de referência para alguns produtos ou artes, para que exista uma margem de variação justa de acordo com cada trabalho. É útil, inclusive, para criarmos mais segurança na hora de dar preços, evitando a tortura de recalcular toda vez que for fazer um cartão de visitas, por exemplo. É importante também considerar os custos com os fornecedores, no caso de vender o produto final e não apenas a arte.

  • http://www.paolagiovana.wordpress.com Paola Giovana

    Também acredito que não devemos ter uma tabela fixa de preços. De qualquer forma, é bom termos uma tabela de referência para alguns produtos ou artes, para que exista uma margem de variação justa de acordo com cada trabalho. É útil, inclusive, para criarmos mais segurança na hora de dar preços, evitando a tortura de recalcular toda vez que for fazer um cartão de visitas, por exemplo. É importante também considerar os custos com os fornecedores, no caso de vender o produto final e não apenas a arte.

  • http://www.paolagiovana.wordpress.com Paola Giovana

    Ei Mauro! Obrigada você pelas dicas valiosas! Tomara que minhas "idéias" também sejam úteis pra galera que não sabe por onde começar ;)
    Bjos!

  • Bianco

    Eu acho que existem várias "variáveis" nessa história e tentar montar uma tabela de preços é realmente complicado. Alguns pontos que levo em consideração na hora de fechar um orçamento:

    - Se eu já estou com outros projetos em andamento eu tendo a cobrar um pouco mais caro para pegar novos projetos.

    - Moro no interior de MG e cobro valores mais elevados para empresas de capitais como Rio e São Paulo. Eu procuro avaliar o mercado. Quanto que está saindo um site no mercado de São Paulo? Mesmo o preço sendo mais elevado do que eu cobro aqui no interior eu tenho certeza de que pra empresa o preço ainda é vantajoso. Eu penso que é a mesma coisa que um indiano cobrar o valor que pagam pra ele em Mumbai para desenvolver um site para uma empresa de Londres. Não me parece correto.

    - Sabendo quando o cliente está disposto a investir é sempre bom, mas nem sempre fácil de saber. Eu trabalho muito para designer

    - Cobrar por hora, AO MEU VER, só serve para jobs de manutenção/atualização, coisas mais simples e bem definidas. Um projeto de um site completo pode variar muito no decorrer do percurso e é sempre complicado dizer que vc gastou mais horas do que tinha previamente conversado com o cliente. Eu também não tenho uma rotina muito fechada de trabalho então acho complicado controlar o tempo gasto. Além disso eu acho que algumas pessoas trabalham mais rápidas que as outras (eu acho que trabalho muito rápido no que faço) e fica difícil mensurar essas diferenças para que sejam incluidas no valor da hora (ou então quem trabalha mais rápido vai receber menos…)

    Enfim, eu tenho uma noção mais ou menos de quanto cobro por determinado serviço, mas o valor varia MUITO dentro dessas variáveis que foram apresentadas.

    Uma vez uma empresa do Rio me pediu um orçamento e eu estava pensando em cobrar na faixa da R$3.000 (o que aqui pra minha cidade já seria muita coisa.) Acabei perguntando pro designer qual era o orçamento que a empresa estava prevendo e ele acabou me dizendo que já tinha recebido orçamentos de R$5 mil, R$9mil e até de R$18 mil!!! Pra desenvolver o mesmo site! Acabei aumentando o meu preço para um pouco acima do mais baixo e eles fecharam comigo.

    Pra mim o preço ideal é aquele que você estará satisfeito em receber e que o cliente estará disposto a pagar. Mesmo para projetos semelhantes esse valor pode ser bastante diferente.

  • Bianco

    Eu acho que existem várias "variáveis" nessa história e tentar montar uma tabela de preços é realmente complicado. Alguns pontos que levo em consideração na hora de fechar um orçamento:

    - Se eu já estou com outros projetos em andamento eu tendo a cobrar um pouco mais caro para pegar novos projetos.

    - Moro no interior de MG e cobro valores mais elevados para empresas de capitais como Rio e São Paulo. Eu procuro avaliar o mercado. Quanto que está saindo um site no mercado de São Paulo? Mesmo o preço sendo mais elevado do que eu cobro aqui no interior eu tenho certeza de que pra empresa o preço ainda é vantajoso. Eu penso que é a mesma coisa que um indiano cobrar o valor que pagam pra ele em Mumbai para desenvolver um site para uma empresa de Londres. Não me parece correto.

    - Sabendo quando o cliente está disposto a investir é sempre bom, mas nem sempre fácil de saber. Eu trabalho muito para designer

    - Cobrar por hora, AO MEU VER, só serve para jobs de manutenção/atualização, coisas mais simples e bem definidas. Um projeto de um site completo pode variar muito no decorrer do percurso e é sempre complicado dizer que vc gastou mais horas do que tinha previamente conversado com o cliente. Eu também não tenho uma rotina muito fechada de trabalho então acho complicado controlar o tempo gasto. Além disso eu acho que algumas pessoas trabalham mais rápidas que as outras (eu acho que trabalho muito rápido no que faço) e fica difícil mensurar essas diferenças para que sejam incluidas no valor da hora (ou então quem trabalha mais rápido vai receber menos…)

    Enfim, eu tenho uma noção mais ou menos de quanto cobro por determinado serviço, mas o valor varia MUITO dentro dessas variáveis que foram apresentadas.

    Uma vez uma empresa do Rio me pediu um orçamento e eu estava pensando em cobrar na faixa da R$3.000 (o que aqui pra minha cidade já seria muita coisa.) Acabei perguntando pro designer qual era o orçamento que a empresa estava prevendo e ele acabou me dizendo que já tinha recebido orçamentos de R$5 mil, R$9mil e até de R$18 mil!!! Pra desenvolver o mesmo site! Acabei aumentando o meu preço para um pouco acima do mais baixo e eles fecharam comigo.

    Pra mim o preço ideal é aquele que você estará satisfeito em receber e que o cliente estará disposto a pagar. Mesmo para projetos semelhantes esse valor pode ser bastante diferente.

  • Bianco

    opa! Apaguei uma parte sem querer:

    "Eu trabalho muito para designer e agências e nem sempre tenho contato direto com o cliente para saber o quanto ele pode investir"

Direto do @falafreela

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