Mariana, que começou sua carreira em 2012, como radiologista titulada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, em serviços hospitalares e de clínicas de radiologia no Rio de Janeiro, teve contato com a telerradiologia logo no início de sua jornada profissional.
Seu primeiro grande movimento em direção ao trabalho remoto foi como integrante da equipe de radiologistas em um escritório central da Pró-Laudo, onde logo depois, assumiria a coordenação da equipe médica, no segundo semestre do mesmo ano.
Com o decorrer dos meses de trabalho no escritório da empresa e o grande crescimento da equipe médica foi possível usar alguns períodos da semana para realizar o mesmo tipo de atividade de forma remota, com uma agenda pré-estabelecida de horários, bem como reuniões via videoconferência.
Uma das maiores conquistas deste tipo de alocação, segundo Mariana foi a flexibilidade de horários bem como ganho de horas de trabalho que antes eram perdidas no trânsito caótico do Rio de Janeiro. Segundo a médica, é também possível resolver problemas de urgência médica, liberando resultados de exames que diagnosticam patologias agudas e que necessitam de intervenção imediata do médico assistente sem o inconveniente de perda de tempo com deslocamento do médico radiologista, acelerando a conduta clínica necessária para o melhor tratamento do paciente.
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Em seu home-office, nos EUA, Mariana estabeleceu horários e fluxos de trabalho e assim, consegue atuar profissionalmente enquanto segue estudando.[/caption]
O grande achado, contudo, foi o impacto na formação continuada da profissional. Segundo ela:
O trabalho remoto me permitiu realizar um sonho antigo de especialização em radiologia do sistema músculoesquelético em um hospital universitário norte-americano sem perder o ritmo de trabalho como médica radiologista brasileira. A experiência tem se mostrado enriquecedora. Elaborar laudos mais detalhados, estudar novas patologias, discutir casos com outros especialistas e participar de trabalhos de pesquisa científica foram algumas das inúmeras conquistas adquiridas com a especialização no exterior.”