Como publicamos recentemente, uma pesquisa americana aponta que nada menos do que 38% da força produtiva daquele país é formada por freelancers ou profissionais independentes que, a partir de seu home-office desempenham as mais variadas funções. Aliás, sobre as funções, você pode ler aqui também que, dentre as 20 mais badaladas quando o assunto é trabalhar de casa, as focadas na área de saúde ocupam as posições superiores.

Como você sabe, as vantagens de se trabalhar de casa não são poucas: fugir do trânsito caótico, baixar o custo da montagem de um escritório e, claro, melhorar sua qualidade de vida são só algumas delas. Veja o caso da Dra. Mariana Coelho, radiologista radicada nos EUA que, para conciliar seu curso de especialização com suas atividades profissionais, optou pela telerradiologia como sua atividade principal.

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Mariana, que começou sua carreira em 2012, como radiologista titulada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, em serviços hospitalares e de clínicas de radiologia no Rio de Janeiro, teve contato com a telerradiologia logo no início de sua jornada profissional.

Seu primeiro grande movimento em direção ao trabalho remoto foi como integrante da equipe de radiologistas em um escritório central da Pró-Laudo, onde logo depois, assumiria a coordenação da equipe médica, no segundo semestre do mesmo ano.

Com o decorrer dos meses de trabalho no escritório da empresa e o grande crescimento da equipe médica foi possível usar alguns períodos da semana para realizar o mesmo tipo de atividade de forma remota, com uma agenda pré-estabelecida de horários, bem como reuniões via videoconferência.

Uma das maiores conquistas deste tipo de alocação, segundo Mariana foi a flexibilidade de horários bem como ganho de horas de trabalho que antes eram perdidas no trânsito caótico do Rio de Janeiro. Segundo a médica, é também possível resolver problemas de urgência médica, liberando resultados de exames que diagnosticam patologias agudas e que necessitam de intervenção imediata do médico assistente sem o inconveniente de perda de tempo com deslocamento do médico radiologista, acelerando a conduta clínica necessária para o melhor tratamento do paciente.

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Em seu home-office, nos EUA, Mariana estabeleceu horários e fluxos de trabalho e assim, consegue atuar profissionalmente enquanto segue estudando.

O grande achado, contudo, foi o impacto na formação continuada da profissional. Segundo ela:

O trabalho remoto me permitiu realizar um sonho antigo de especialização em radiologia do sistema músculoesquelético em um hospital universitário norte-americano sem perder o ritmo de trabalho como médica radiologista brasileira.

A experiência tem se mostrado enriquecedora. Elaborar laudos mais detalhados, estudar novas patologias, discutir casos com outros especialistas e participar de trabalhos de pesquisa científica foram algumas das inúmeras conquistas adquiridas com a especialização no exterior.”

O que mudou com a telemedicina?

O avanço na tecnologia dos sistemas de telerradiologia permitiram a este tipo de especialista mudar dinâmicas de laudos (a conclusão de um médico ao olhar o seu exame de imagem) e aceleraram as transmissões e downloads das imagens. Assim, um radiologista pode, de casa, manter uma excelente produtividade e acesso à alguns dados pertinentes às condições clínicas e história patológica pregressa dos pacientes.

Este último fator ainda é um impasse tanto para telerradiologia como para o sistema de saúde como um todo. O radiologista por muitas vezes tem dificuldade em obter uma anamnese detalhada dos pacientes o que dificulta seu pensamento na elaboração de um diagnóstico por imagem.

Consolidar um sistema de prontuário único e digital para os pacientes que permita o acesso à exames anteriores indispensáveis para comparação e análise evolutiva é um grande desafio para medicina nacional e para telerradiologia.

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Mudança só foi possível com muita organização

Para se preparar para trabalhar a partir de seu escritório em casa, Mariana organizou uma operação toda especial. O horário de trabalho é pré combinado e reservado para que ela se mantenha online no sistema laudando exames e coordenando a equipe médica. Todos os radiologistas tem horários pré-estabelecidos que ficam dispostos em uma agenda online controlada pela coordenação e diretoria médica.

Sua atividade envolve “laudar” exames radiológicos, ou seja, emitir um parecer técnico baseado nas imagens que recebe a partir de um sistema fechado de exames, criado pela empresa especializada em telerradiologia Pró-Laudo, sediada no Rio de Janeiro.

Sua rotina começa as sete da manhã (Horário central dos EUA) organizando as prioridades de seu trabalho, envolvendo revisões de exames, emissão de segunda opinião de casos clínicos, bem como elaboração de laudos tanto de urgência/emergência como de rotina ambulatorial, neste último caso ela ainda libera exames da especialidade de músculo-esquelético, área de sua especialização na Universidade de Tulane.

E você, também tem uma profissão tradicional que está rolando no home-office?

Agora chegou a sua vez: se você tem uma profissão dita “tradicional” mas que já está usufruindo das facilidades do home-office, mande um e-mail e faça como a Dra. Mariana Coelho da Pró-Laudo: conte sua história para nós!