Bibliotecas da Infância
Estou pensando em um post sobre as Bibliotecas da Infância de cada um…a meu ver elas determinam a personalidade e atividade profissional de seus usuários.
E vocês, o que acham?
Contribuam com as suas também.
Publicado em 18/10/2006 às 11:32 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.












Na minha infância existiam uns livros+disco de vinil com histórias, lembro do pinóquio e vários classicos da disney. Logo em seguida conheci os quadrinhos(disney e depois marvel)
O legal que para quem não sabia ler ainda, a opção do vinil ajudava bastante.
Fabiano,
Seria algo como o que tem nessa página aqui? Aguenta coração!
http://www.musicararafacil.blogspot.com/
Valeu,
Pierre
Ótimo, Mauro. Acho muito complicado que alguém se apaixone pela leitura depois da barba na cara. Minha infância foi marcada pela imagem de minha mãe lendo seus romances Julia e afins, lembram? Por isso ou não sempre fui fissurado em livros, mas admito não ser daqueles que lêem 2 livros por semana. Eu namoro eles, flerto todo dia antes de deflorá-los. Mas depois é amor eterno. Não me contento em torná-los bibêlos na estante. Preciso emprestar pra todo mundo.
Minha biblioteca infantil foi marcada primeiramente por uns livros de uma turma de ratinhos muito bonitinhos. Isso ali pelos 6, 7 anos. Depois vieram os clássicos da Série Vagalume, Sidney Sheldon e Frederick Forsyth.
Os gibis da Turma da Mônica me acompanharam até os primeiros bigodinhos. Hoje quando pego alguns da minha irmã me surpreendo como eles mudaram, evoluiram no gráfico, mas o conteúdo já foi melhor. Não sei se o mais gostoso é a leitura por si só ou o mundo que ela abre pra você. Uma obra que li ali pelos 16 anos, ou um pouco mais, que eu adorei foi Quase Memória. Quase Romance, do Cony. É uma quase biografia ótima.
Ah, aproveitando meu primeiro comentário aqui, quero dizer que admiro muito teu blog, todo dia venho aqui e sempre encontro algo muito interessante. Um grande abraço e parabéns.
Muito legal, Mauro. Acho que ler na infância é fundamental… Como o Pierre aí em cima, também me lembro da minha mãe lendo Júlia, Bianca etc todas as noites. Não são os melhores livros do mundo, mas o exemplo dela lendo sempre foi fundamental. Eu começei a brincar de ler antes de entrar pra escola com os “Picolés” lembram? Aquelas palavras-cruzadas super fáceis para criança… Minha mãe ajudava e quando entrei pra escola foi tudo muito mais fácil. Eu também tinha os disquinhos que eram ótimos! Você podia ouvir e acompanhar a historinha pelo encarte. Revistinhas da turma da Mônica, Monteiro Lobato, O Rei de Quase-Tudo, Chapeuzinho Amarelo (do Chico Buarque
… Tinha um livro (não lembro o nome) de uma centopéia que não conseguia ir a festa pq levava muito tempo para calçar seus sapatos que eu adorava… Todos esses fizeram parte da minha infância. E com a idade foi só migrar para livros juvenis, depois livros mais adultos… Ler é uma delícia, e com certeza é um hábito legal de ser criar nas crianças.
Bom, no início era um livrinho pra crianças, desses grandes, com 10 páginas no máximo – chamado “Pinguinho”. Minha mãe tinha que lê-lo toda noite pra mim. Depois eu decorei cada frase, e “lia” em voz alta o livrinho.
Depois os disquinhos da Disney, já citados acima, e um sobre um coelho e uma floresta de espinhos, que eu achava assustador.
Turma da Monica e os Patos da Disney vieram em seguida – nunca gostei do Mickey. Adorava os Escoteiros-Mirins, e as mega-aventuras do Tio Patinhas e cia – que mais tarde inspirariam entre outros, o Indiana Jones. Eu tinha aquele Supermanual do Escoteiro, com chave e tudo!! E cheguei muito cedo aos super-heróis: Shang Chi, Surfista Prateado e Motoqueiro Fantasma na “Herois da TV”, X-Men e NOVA no Almanaque Marvel da RGE, Homem-Aranha, e Lanterna Verde/Arqueiro Verde e O Pequeno Ranger na Ebal.
Não sei como os meninos de hoje interpretam os mangás que lêem, mas esas histórias em particular foram responsáveis por boa parte da minha formação ética. Eram muito fortes nesse sentido, vcs lembram? O Surfista, sempre questionando porque os homens se odeiam tanto, amam a guerra e o preconceito etc; Shang Chi, um Mestre Kung Fu que tinha que combater – e matar -o seu próprio pai para salvar o mundo (Santo Freud, Batman?!?); o Motoqueiro, um cara que vendeu a alma e depois vivia fugindo do Coisa-Ruim; o Aranha estava numa fase pesadíssima, com as ressacas do Vietnã, da contracultura e da morte da Gwen ecoando – sem contar a Tia May que SEMPRE estava na UTI…O Lanterna e Arqueiro também tratavam o tempo todo dos pés-de-barro da poderosa “América”…
Nos XMen, um caso á parte. Na primeira historia deles que li, morre um dos heróis !?!? O apache Passaro Trovejante. Uma formação muito estranha – um homem-lobo, um jovem russo, um criminoso irlandes, uma deusa africana, um diabinho da Alemanha Oriental…Caramba!! E um debate ético e moral constante – a aceitação/repulsa da selvageria de Wolverine, seja em relação ao grupo, seja em relação a si mesmo… Lembro de Logan às lágrimas. “Eu sou diferente de vocês, Eu mato! Ororo, eu sou um Animal”. Hoje em dia o cara é até considerado um sex-symbol, eu sei, mas naquela época…o Magneto era um vilão muito mais complexo – não era só um papo de “vamos dominar o mundo”. Tem uma coisa do tipo: “Já me colocaram num campo de concentração uma vez, e não vão colocar lá de novo.” Todo o papo de preconceito e evolução, bem explorado nos filmes 1 e 2. E toda a Saga da Fênix, sub-aproveitada no 3. “O Poder corrompe, e o Poder Absoluto corrompe absolutamente…”
Paralelamente, os livros. Os primeiros Vagalume – Ilha Perdida, Atíria, Escaravelho, Tonico; os clássicos “Grandes Aventuras” – os do Julio Verne, os do Alexandre Dumas, o “Corsário Negro”, Tom Sawyer e Hucleberry Finn, etc; li muita coisa da Agatha Christie; tardiamente, cheguei nos livros do Monteiro Lobato – lembro que me surpreendi com a “violência” e “drama” do “Chave do Tamanho”; e aí, finalmente, os best-sellers de espionagem, Fred Forsyth, Ken Follet, Leon Uris; e os primeiros do Sheldon.
Aí, um dia, li “As Brumas de Avalon” em 72 horas quase ininterruptas, fiquei deprimido com o final e nunca mais consegui terminar um livro de ficção. Me dedico a comprá-los, ler-lhes as orelhas, e enfeito as prateleiras – uma versão patológica do post anterior do Mauro.
E ainda nem chegamos no post, hein?
Aguardem…
A Volta ao Mundo em 80 Dias
Moby Dick
Os Náufragos da Ilha Perdida
Gibis do Pato Donald
oi, Mauro!
Amei a idéia… achei o máximo!
Isso porque consulto minha biblioteca infantil até hoje!!! Lógico que nos dias atuais, eu pude enriquecê-la pra caramba!!!
O universo infantil sempre foi a fonte de inspiração no meu trabalho…
Sempre li de tudo, e desde pequeno. Lia os livros infantis e infanto-juvenis das Edições Paulinas que minha comprava. Ganhei a coleção completa do “Sítio do Pica-pau Amarelo” da Brasiliense, grande, bonita e ilustrada. Lia enciclopédias, romances, tudo o que tinha em casa. Na adolescência descobri Agatha Christie e li cerca de 80 livros dela.
Nota 10 para o comentário do ZehCid. Me fez viajar no tempo, e refletir sobre a riqueza de conteúdo que as HQs apresentavam naquela época. Quanta história! Heróis em meio a guerras, conflitos étnicos e morais. Se isso não é uma boa iniciação a leitura, não sei o que pode ser.
[]´s
Pierre
Espero o post.
Quando criança eu adorava pegar os livros dos meus irmãos mais velhos da série vagalume. Eu simplesmente me apaixonei por livros quando vi a pilha que eles tinham. Eu também gostava muito daqueles livrinhos da Disney que vinham com fitas. Até hoje sou louca por livros, se acabo de ler um livro e Grana está curta, eu vou até o Sebo e sempre acho coisas ótimas lá.