A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón é uma boneca (roleta) russa.
Entre a segunda quinzena de dezembro e os primeiro mês do ano, normalmente quando estou de férias, diminuo a quantidade de horas conectado em nome de uma limpeza mental associada, mui intimamente, à literatura.
E vez por outra apareço aqui comentando obras de Borges, livros caça-níqueis madalenistas (uma delícia de se ler sem compromisso) e coisas mais contemporâneas como as do Johnatan Safran Foer.
A novidade desta vez fica por conta do “A Sombra do Vento“ do espanhol Carlos Ruiz Zafón.
Considerado uma grata revolução atual, o espanhol radicado em Los Angeles nos premiou com uma obra plural. Sem se prender a academicismos que tolheriam sua forma, investe em vários fios narrativos, ora no tempo presente, ora no passado e, o grande achado, num tempo contínuo. Estilisticamente também se mostra versátil ao misturar o romance policial com o folhetim, que caíram muito bem na Barcelona pós-guerra.
À semelhança daquelas bonecas russas que você vai tirando uma de dentro da outra até não poder mais, “A Sombra do Vento“, me arrisco a dizer, apresenta três histórias que se entrelaçam como uma cadeia de DNA…
A primeira nos leva ao Cemitério dos Livros Esquecidos, onde o jovem Daniel Sempere, conduzido pelo pai pelos labirintos desta estranha confraria encontra um exemplar de “A Sombra do Vento” do enigmático e semi-desconhecido Julián Carax.
A segunda é a própria vida de Julián que Daniel vai desvelando ao longo de toda sua infância e juventude através de peças coladas e que remontadas guardam mórbida semelhança entre tempo presente, passado e continuo.
A terceira história, esta do tempo contínuo, pulsa dentro das obras de Julián como combustível para a transformação do próprio Daniel, que vive suas conquistas e desilusões num mundo cercado de livros (é ajudante do pai na livraria da família), histórias e finais nem sempre felizes.
Vale a leitura, principalmente se você é fã dos livros e pode até jurar que eles têm personalidade própria.
Publicado em 22/01/2008 às 2:08 na categoria Livros. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.
















O post aqui no novo layout ficou muuuito melhor
Adorei ler o livro.Alem de escritor é um poeta com as palavras!Li-o não devorei-o em dois dias!Parabéns ao escritor. Que continue com essa inspiração sempre.
nossa… amei o livro, confesso que chorei mtoooo….. Parabens Carlos Ruiz Zafon
o melhor livro que já li na minha vida
Estou lendo o livro. As vezes me acho parecido com Daniel outras vezes com Julián.
O livro é muito bem elaborado. Que cabeça, a de Zafón!
Esse livro é muito bom, eu li em 2008. É um dos melhores livros que eu já li.
Ganhei “A Sombra do Vento” de aniversário e nem dei muita importância… até me deparar com grandiosidade da obra! Apesar de achar algumas sacadas comerciais e efeitos cinematográficos desnecessários (que às vezes me parecem imaturidade do autor, quando à preocupação em agradar o público supera a paixão pela a arte da literatura), virei mega fã de Zafón. Poucos autores sinestesiam tão bem.
A bola da vez agora é “O Jogo do Anjo”, segundo da quadrilogia barcelonesa de Zafón, e creio, mais excitante que o primeiro. Estou sem coragem de ler o fim e perder a minha melhor companhia para tardes chuvosas.
Boa leitura a todos!
se gostam de ler e gostaram de A Sombra, leiam O Jogo do Anjo…
Estou louca para ler esse livro. Ja li o Jogo do Anjo e fiquei fascinada, a quem não leu o jogo do anjo, eu recomendo!
Carlos Ruiz Záfon fica lado a lado de Dan Brown em melhores livros.
Ao iniciar a leitura fica muito difícil parar de ler.
Ha muito nao me deparava com um livro tao bom.Li tambem O jogo do anjo e achei tao bom quanto A sombra do vento.Ruiz mostra um talento para mexer com as emoçoes que raros autores conseguem fazer.
Amei o livro. Devorei-o em leitura impaciente em 2008. Poetar de palavras dentro do livro é cativante para nossa alma se sintonizar com o clima histórico.
Eu li os dois livros, e achei o “A sombra do vento” ligeiramente melhor, apesar de ter me apaixonado por “O jogo do anjo”. Entrei no site do Carlos Ruis Zafon, e la tem um livro chamado “Marina”, alguem já leu???
Eu também li o livro em poucos dias. Confesso que fiquei fascinada e não queria largar a leitura por um momento sequer. Comungo do mesmo pensamento que a Patrícia, porque para mim foi muito difícil ler o último capítulo, eu não queria perder a minha companhia diária. Agora por indicação dos amigos do tópico quero ler ‘o jogo do anjo’.
Eu já li ambos: A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo. Vou resumí-los em uma única palavra – FANTÁSTICOS!!!
Ao ler, mergulhei em momentos de angústia, pesar, meloancolia, ansiedade, torcida, indignação, encantamento, surpresa, tensão…
Fiquei sem ar, meu batimento cardíaco acelerou por muitas vezes, chorei.
Ao chegar às páginas finais, vivi um dilema: queria terminar a leitura para conhecer os mistérios que me seriam revelados pelo autor, mas ao mesmo tempo não queria de jeito nenhum romper os laços que criei com os personagens. Sofri!
E, depois da última página e palavra, fiquei com saudade. Saudade boa!
A sombra do vento é um livro maravilhoso, uma leitura originalíssima, imperdível.
Acabei de ler o livro do Zafón. Confesso que estou fascinada, nunca li livro tão bom.Não vejo a hora de ler outro livro do autor, pra ver se encontro satisfação similar a leitura de "A sombra do vento".
Li este livro graças a sua postagem e lhe devo meus mais sinceros agradecimentos.
Com toda a certeza, o melhor livro que já li até hoje.
Os que ainda passam perto é a menina que roubava livros e a menina que não sabia ler, mas
nem assim conseguem alcançar a essa arte que é esse livro.
Muito grata,
Dy..
Meu livro preferido. Nunca li um melhor que A Sombra do Vento