Espiral do Marketing.
Entre minhas leituras diárias, logo pela manhã, o Logic+Emotion, que tem por conceito “creativity, insights, ideas”, ocupa um lugar garantido, principalmente pelo saudável hábito de transformar tudo o que se fala em gráficos elucidativos.
No artigo de ontem, por exempo, o tema era a transformação do “funil de decisão” no que eles batizaram de “Espiral do Marketing”. O ponto abordado é que em vez de decisão agora falamos de envolvimento através de um ciclo que começa com a primeira interação e vai acrescentando voltas numa espiral até nos transformar em evangelistas daquela marca/produto.

Tá. Concordo. Só que gostaria de lembrar que, a despeito do tom do artigo, isso não é uma novidade criada pelas tecnologias digitais de interação. Comprar e se encantar por uma marca através da voz de envangelistas sempre foi um comportamento humano do mais típico. Líderes religiosos sabem disso, o sabonte Lux sabia disso, por exemplo, neste comercial de 1981, com Sophia Loren:
O que faltou dizer foi que as ferramentas de hoje possibilitam que a OPINIÂO seja a formadora da decisão e não o FORMADOR DE OPINIÃO por si só.
E vocês, o que acham?
Publicado em 23/08/2007 às 10:26 na categoria Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário. Infelizmente, trackbacks estão suspensas.














“O que faltou dizer foi que as ferramentas de hoje possibilitam que a OPINIÂO seja a formadora da decisão e não o FORMADOR DE OPINIÃO por si só.”
Esta frase me lembrou um trecho do BLS, quando um blogueiro (não dos convidados a mesa principal) falou sobre essa mudança dos formadores de opinião…
Ponto importante: temos uma ilusão de que o leitor comum se preocupa com o AUTOR. Não, ele se preocupa com a OPINIÃO que figura quase como uma entidade maior do que tudo.
Acho interessante como essas teorias são repetitivas e só servem para formalizar o que já é realizado pelo ser humamo a muitos anos.
Todo mundo sabe q antes de comprar um produto especifico sem conhece-lo antes, procura-se referencias em amigos ou pessoas que vc sabem q o utiliza. Isso é óbvio.
Mas o que realmente interessa é esse trecho do texto que diz que o importante é a opinião q esse formador terá sobre o produto. Então antes de colocar a imagem de um cara ou uma mulher famosa na tela dizendo q adora o produto por causa disso ou daquilo é necessario fazer com essa opinião seja verdadeira também para o consumidor final.
A melhor maneira? Criando experiências e integrando o consumidor à marca e vice-versa…
mais do mesmo…
Bruno,
Realmente teorias só podem registrar aquilo que, no “campo” já acontece. A teoria é uma formulação de um dado empírico, coletado sob certo método, visando legitimar um comportamento existente. Não existem teorias sobre algo que não existe, certo?