Ouvir música no trabalho ajuda na concentração e na produtividade. Veja quais estilos ouvir para ajudar você no artigo a seguir.

Antes demais nada, um aviso: este post funcionará melhor para quem realmente gosta de música. Entenda bem a frase: não disse “para quem gosta da música que mandam gostar”. Pode parecer “nonsense” uma lista de estilos musicais que desautoriza indicações musicais, mas eu tenho aqui a minha explicação pessoal.

Gostar de música é, sobretudo, gostar de pesquisar sobre o assunto. Pouco importa para você as 30 mais populares da BillBoard se você pode ouvir PRIMEIRO, ou – vai lá – , antes de muita gente, a próxima banda indie que fará sucesso no ano que vem, entende?

Predileções a parte, vale lembrar também que a lista foi criada para quem trabalha com a ajuda de algum raciocínio lógico ou, como eu, tem que produzir conteúdo e gerenciar quem o produz. Isso equivale a dizer que 99% do que você terá abaixo é instrumental.

E não me venha com argumentações: escrever com outra voz no seu ouvido não funciona. Descontando, claro,  aquelas que você já ouve naturalmente e que me prometeu tratar com os devidos cuidados psiquiátricos.

Por isso, minha dica é considerar que a música precisa a) estimular seu raciocínio; b) acompanhar o tipo de tarefa que você desempenha e c) não incomodar, não ser o foco.

9. New Age: ocupa aqui a nona posição porque é difícil encontrar algo que seja melhor do que o Secret Garden. A questão é que não dá para dar um search e confiar que tudo da dupla será interessante. Mas tem muita coisa boa. É bom para começar o dia, ler os e-mails ou desanuviar a cabeça de uma ligação “quente” junto aos clientes.

8. Irish Music: se você jogou meia hora de RPG na vida, ou assistiu os 15 minutos iniciais da primeira parte da trilogia do Senhor dos Anéis, entenda este estilo de música como a trilha sonora do condado, ok? Com um pouco de paciência, você consegue ótimos temas instrumentais para acompanhar as primeiras tarefas do dia, ou aquelas em que você precisa estar alegre, ou até mesmo um pouco sentimental. Quem segue um pouco a linha são as Maedival Babes, que, vamos combinar, batem um bolão.

7. Africanos: na dúvida, fique com a turma de Cabo Verde. Se bem que a turma do Staff Benda Bilili apareceu como um tufão há uns meses atrás. Nesse caso, vale lembrar a regra do instremental cai por terra, pois os caras cantam animadões.

6. Orientais: Você consegue ótimas referências em trilhas de animês e cinema japonês. É bom para se achar em outro mundo, nessa língua atonal e ininteligível!

5. Chopin: aqui já começo a ficar um pouco reflexivo. É bom para escrever e sentir-se meio que fluindo com toda a informação que você

4. Beethoven: vitalidade. É essa a palavra para exprimir a sensação que concertos, sinfonias, sontas e demais peças do compositor provocam em quem as ouve. Não tenha medo: fique no clichê das nove sinfonias organizadas como na partitura, ou seja, na ordem dos movimentos originais. É “storytelling” na veia. Qualquer um com um um mínimo de capacidade de apreciação musical entende as frases, as “conversas”, os temas “masculinos” e “femininos” se contrapondo. Fundamental.

3. Debussy: confesso que não dava muito trela para o compositor francês mas, depois de ouvir com atenção percebi uma estreita semelhança com outro estilo, que está logo abaixo em segunda posição. Moderno, pero no mucho; sentimental, mas diet. Vale para revisitar grandes clássicos que você jura que já tinha ouvido em algum lugar

2. OSTs: de John Williams a Michael Giacchino, ouvir as trilhas de filmes e series que você curte é uma ótima maneira de emular sentimentos quando você precisa deles para trabalhar. Afinal, música de suporte ao audiovisual já tem essa função desde a encomenda: é suporte dramático. Antes que perguntem, a melhor para mim é a do Gladiador, do mestre Hanz Zimmer.

1. Bach: o que dizer? É a espiral do DNA se fosse música. Tem uma proximidade de matemática que só olhando na partitura para entender. Imagine compor seis melodias que se complementem. Não é só isso: que se complementem ao mesmo tempo. Não é só isso: que se auto-referenciem. E mais: em todos os tons cromáticos da escala pentatônica. E olha que só falamos das invenções. Primeirão, sem dúvida.

É isso. Claro que todo mundo vai comentar dizendo que eu esqueci do Raul Seixas (toca Raul!) ou do Bob Marley (tenho tudo…). Mas, para trabalhar esse é meu Top9. Complete com o seu logo abaixo, no Facebook ou onde mais você estiver.