Você quer saber como eu me transformei num filme perturbador?

Perturbador e tenso sem deixar de ser embalado por uma excelente trilha que é mais um personagem em meio a tantos, feito por atores de ponta em papéis secundários e outros quase novatos mandando bem nos papéis principais neste que é o, ahmmmm, tschunchh, o melhor filme de herói do ano fingindo ser o melhor filme de ação do ano uhuhahaha representando o melhor thriller psicológico do ano. Mas em que ano estamos? Você quer saber em que ano estamos? Eu posso contar para você. Estamos no ano em que, ahmmm, vão fazer um filme quase um pouco longo demais, mas na medida certa. Medidas, tudo se resume a medidas. Aliás, não se pode resumir – a vida, o que dirá 142 minutos -, num texto tão curto, este ano em que estamos. Mas podemos falar de medidas, a medida do dilema, eu dizia. Dilemas e desafios morais. Ser ou não ser, todas as questões acima. O rei sou eu e eu estou nu. Ahm…como dizer…para você. Não, não, meu lápis não vai desaparecer agora, não. Preciso dizer de forma conclusiva que…dilemas, sim, dilemas. O bem que se faz ao cometer um mau ancestral, ou o mal que se comete como desculpa para o bem renovado nas esperanças de uma cidade? Pergunte a polícia. A polícia sabe: ela atira, mas não ladra. Mata, mas não morde. Cães que mordem, sim…ahm…como cães que só mordem podem acabar com as nossas armaduras? Como anda a sua armadura? Você tem alguém para construir a sua? Ou ela toma a forma de seu corpo, mesmo se você não saiba mais onde começa o seu limite corporal e onde termina o do outro? O que é o outro se não o palhaço de todos nós? Corpo docente e discente da indisciplina global, que se manifesta nos…ahm….olha aí…nos dilemas de barcos que passeiam pela bahia sem saber se vão ou se ficam, os dois. Guanabara, Houston ou Shangai: todos dilemas dos confrontos morais. Dos que nos deixam desnorteados pelos corredores de um shopping querendo entender como falar sobre mais essa referência, aqui para o Subsolo. Ahm…talvez seja isso, subsolo, caos, lama. Da Lama ao Caos. Sim, é uma obra pós-mangue-science. 142 minutos da lama ao caos. Você quer saber como acaba? Ahnmmm…eu posso dizer pra você.
(O Cavaleiro das Trevas, The Dark Knight, EUA, 2008 – Christopher Nolan)
Tags: Bob Kane, Dark Knight, Dorchester Hotel, Guanabara, International, Kids and Teens, Police station, The Sun, United Kingdom
Publicado em 22/07/2008 às 10:39 na categoria Cinema. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.













Acho interessante os “2º filmes da série”, geralmente são mais enérgicos, mais fortes e vão direto ao assunto. No caso de Batman o assunto foi tão direto que nos deixou meio zonzos, confesso que nos primeiros minutos do filme eu não sabia se prestava atenção na história, na edição, nas referências aos quadrinhos… Vale a pena outra olhada, Batman é um dos filmes que vira outro filme cada vez que vemos e isso é bom e ruim, já que nos causa mais angustia, enfrentar formas de arte tão incríveis nos cansa, nos deixa tristes e pequenos diante de tanta perspicácia e genialidade. Filme incrível, roteiro incrível, excelentes atuaçõe, que por falar nelas, foram a base, a estrutura, o todo desse filme. Não vamos falar de Coringa (Heath Ledger) que este é irretocável e de Batman (Christian Bale), que no caso, é sempre um trampolim para outros personagens, talvez por ter noção de sua grandeza, fique em segundo plano. Gordon (Gary Oldman), Harvey Dent (Aaron Eckhart), Lucius Fox (Morgan Freeman), Alfred (Michael Caine) e a bela Rachel (Maggie Gyllenhaat) foram postos a prova a todo instante e cobrados, de forma teatral, em suas atuações, e quanto a ética de seus personagens simplesmente foram remodelados, no mais… PURO CAOS.
Christopher Nolan e Jonathan Nolan encontraram a fórmula do Batman, tudo deu certo e o Cavaleiro das Trevas tem agora um filme digno de seus amigos e inimigos.
[...] ver quem andou falando a respeito de “Batman – O Cavaleiro das Trevas” para entender, dos grandes ou dos nem [...]
“Dilemas e desafios morais. Ser ou não ser, todas as questões acima. O rei sou eu e eu estou nu. Ahm…como dizer…para você. Não, não, meu lápis não vai desaparecer agora, não. Preciso dizer de forma conclusiva que…dilemas, sim, dilemas. O melhor filme do ano?”
Desculpe mas entendi pouca coisa do que foi dito aí!
Continuo gostando do Batman, apesar dos pesares.
PS: seu artigo foi feito para ser lido e relido.
Que trega !!!!!!
muito bom, fui ver no cinema esse.