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Porém esse sistema tem prerrogativas não escritas que refletem as características da sociedade que o criou. Uma delas é a existência de megaempregadores, empresas com 1.000, 10.000 ou até 100.000 funcionários. Empresas extremamente verticalizadas, onde um fabricante de automóveis era dono de toda a cadeia de produção do seu produto, desde a mina de ferro até a concessionária.
Um dos exemplos era a empresa Ford. Seu fundador, Henry Ford foi um pioneiro do "capitalismo do bem-estar social" concebido para melhorar a situação dos seus trabalhadores e especialmente para reduzir a grande rotação de empregados de muitos departamentos, que contratavam 300 homens por ano para preencher 100 vagas. Eficiência significava contratar e manter os melhores trabalhadores.
Em 5 de janeiro de 1914, Ford anunciou seu programa "cinco dólares por dia". O programa revolucionário e sistemático incluía uma redução da duração do dia de trabalho de 9 para 8 horas, 5 dias de trabalho por semana, e um aumento no salário-mínimo diário de US$ 2,34 para US$ 5 para trabalhadores qualificados. Outra inovação para o período foi a repartição com seus empregados de uma parte do controle acionário.
E hoje?
Hoje as empresas tem como único objetivo diminuir os custos e maximizar o retorno ao acionista. Diminuir custo não significa fazer produtos baratos, em essência quer dizer fazer mais com menos. É obvio ver esse processo refletido em empresas como a Nike e Wal Mart, mas o mesmo processo acontesse com queridinhas do mercado como a Apple. Ou voces acham que é mais barato manter funcionários para desenvolver seus apps ou deixar que programadores autônomos o façam, cobrando taxas e percentuais nas vendas? Outro ponto importantíssimo era a estrutura da família. Na década de 1950 cada família tinha em média 6,2 filhos no Brasil, ou seja, cada casa contava com 8 pessoas, dois adultos e seis crianças. Nesse desenho de sociedade boa parte da renda era destinada ao vestuário, alimentação e moradia da família. Dessa forma, a parcela da renda que o trabalhador utilizava para ele mesmo era relativamente pequena em relação ao seu ganho total. Quando os filhos saíam de casa e o trabalhador se aposentava ele não precisaria de um valor de aposentadoria igual aquele que recebia enquanto trabalhava pois sua maior despesa, os filhos, havia desaparecido. Ele precisava receber apenas a renda referente as suas necessidades e as do seu cônjuge. Atualmente cada família tem em média 2 filhos e embora reclamemos das despesas com colégio e escolinha de futebol, acreditem, antigamente era bem pior. [caption id="attachment_7602" align="alignnone" width="480" caption="A família hoje vive mais."]
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Hoje uma parcela maior da renda é destinada as necessidade do chefe da família e a tendência e que essas despesas aumentem na velhice. Um idoso do Sec XXI, precisará de um plano de saúde de ponta que será ainda mais caro do que é hoje pois esse plano refletirá os avanços da medicina em diagnóstico, tratamento e equipamentos.
Além disso, precisará morar em um condomínio especial, que esteja adaptado as suas necessidades hospitalares e sociais, garantindo assim sua qualidade de vida.