Resposta rápida: para trabalho criativo, o autor desaconselha a tabela fixa: o mesmo serviço muda de preço conforme a sua experiência, o alcance do projeto, o risco de o escopo crescer e a estratégia com cada cliente. Em vez de tabela, use propostas comerciais, calculadas a partir do valor da sua hora.
Revisado em setembro de 2026: esta resposta rápida e perguntas frequentes.
Quando os primeiros projetos começam a pintar, você fica em dúvida. Quanto cobrar por um site? Quanto é um trabalho de programação visual? Um logotipo, quanto vale? E se eu quiser fechar um contrato de manutenção com o cliente, quanto devo cobrar? Quer pagar quanto? Em quantas vezes?
E sempre alguém levanta a mão da primeira fila: você tem que ter uma tabela muito bem detalhada que, inclusive, esteja publicada em seu site.

Tá. Pode ser. Mas às vezes eu acho que não.
Tabelas generalizam seu trabalho. Só para citar um exemplo pessoal: assim que comecei…(no século XX…caramba…) fazia umas malas-diretas para um restaurante japonês e havia tabelado o trabalho em “tantas estalecas”.
Dois anos depois, tínhamos mudado totalmente a linha editorial, era praticamente um jornalzinho, a tiragem havia aumentado, vários cadastros haviam surgido através do conteúdo criado, consolidando seu clube de fidelidade etc etc… e eu cobrava as mesmas “tantas estalecas”. Resultado: fui pedir uma reconsideração do valor e fui sumariamente trocado por um redator mais barato.
Lição aprendida: tabelas nunca mais. Proposta Comercial sempre.
E agora vou dizer por quê
Um mesmo trabalho pode variar de preço de várias maneiras:
- Você tem mais experiência ao longo dos anos e por isso deve ter uma valor de Hora-de-Trabalho mais caro.
- Se seu trabalho vai para um grande público, a chance do retorno sobre o investimento é maior. Portanto, aumente o seu retorno e o cliente que aumente o investimento.
- Caso você descubra que atrelou seu trabalho intelectual a uma empresa de caráter duvidoso, o preço deve ser outro.
- Pensando em termos de Gerenciamento de Projeto, se você fareja que o escopo tem grande tendência a modificar-se e seu prazo não…deve cobrar a mais também
- Em alguns casos acontece o inverso: você decide investir no cliente. Seja por questões estratégicas ou humanitárias, pouco importa…você acabará cobrando menos (dando um desconto, vá lá) para aquele caso em específico
Em todos os casos acima (existem centenas de outros, espero a colaboração de vocês nos comentários) o preço de uma mesma peça variou, ora para cima, ora para baixo.
Portanto, uma tabela, sobretudo se seu trabalho é subjetivo, mais atrapalha do que ajuda. Veja bem: a precificação é uma ciência exata e não cabalística. Para isso existem as propostas comerciais, não se esqueçam.
E eu, ajudei? Se você ainda não ficou satisfeito, mande um e-mail agora mesmo. Este ainda é de graça.
Perguntas frequentes
Freelancer deve ter tabela de preço?
Uma tabela pode servir de referência interna, mas publicar preços fixos costuma prender você a valores que ficam defasados. Propostas sob medida refletem melhor cada projeto.
Como calcular o preço de um trabalho?
Parta do valor da sua hora de trabalho, estime as horas do projeto e ajuste pelo alcance, pela complexidade e pelo risco de mudanças. Veja como calcular a sua hora técnica.
Quando dar desconto?
Quando for estratégico, como para conquistar um cliente importante, e deixando claro que é uma condição especial. Mais no guia Precificar e proteger seu trabalho.
Como saber se meu preço está compatível com o mercado?
Pesquise quanto cobram profissionais com experiência parecida na sua região e para clientes do mesmo porte. Preço muito abaixo da média também afasta clientes, porque passa a ideia de pouca qualidade; preço muito acima pede portfólio e posicionamento que o justifiquem.
Tabelas referenciais de preço funcionam?
Como referência, sim; como regra, não. O mesmo trabalho vale valores diferentes conforme o porte do cliente, o uso, o prazo e a exposição da peça. Use a tabela para não errar feio e ajuste pelo valor que o trabalho gera para cada cliente.