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Porque o Q.I é tão importante?

Barbara Axt

Jornalista

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Creative Commons License photo credit: David Boyle

Todo mundo que não é sobrinho do Roberto Marinho[bb], primo do Bill Gates[bb] ou filho do presidente da empresa já reclamou algum dia do famigerado “quem indica”, ou QI. O bom e velho “pistolão”, como eu sempre ouvia falarem quando era criança, sem entender para que servia uma pistola tamanho família na hora de arrumar emprego (e eu sempre imaginava ela bem grande, tipo objeto de cena dos Trapalhões).

A questão é que não adianta reclamar da necessidade de uma indicação. Ela existe, mas às vezes é muito menos injusta do que parece. E não é exclusividade do Brasil, não. Aqui na Inglaterra, você só é alguém se conhecer vários outros alguéns. E se esses alguéns falarem bem de você.

Fala bem e falem de mim

Outro dia mandei um email me apresentando e me oferecendo para fazer frilas numa revista bacana. E coloquei no texto do email: “fiz o curso tal, inclusive alguns dos meus colegas eram o Joãozinho, o Manoelzinho e a Mariazinha, que estão trabalhando aí.” Na mesma noite fui encontrar um pessoal no pub e o Manoelzinho (nomes fictícios, é claro – todos são inglesíssimos) disparou: “Hoje lá no trabalho estávamos falando de você!”

Ou seja, não adianta somente dizer que conhece, os caras vão lá e perguntam de mim, se eu sou legal, se eu presto, essas coisas. E só depois de debaterem abertamente a minha capacidade (ou incapacidade), é que decidem se vão me dar uma chance ou não.

É por isso que eles gostam tanto de eventos de networking aqui. E a coisa é super estruturada, as pessoas abordam umas às outras, “Oi, eu sou a Fulana, trabalho na empresa Tal, e você?” E o papo segue enquanto os dois lados considerarem interessante trocarem idéias. Aí eles viram para o lado e abordam outra pessoa, nos mesmos termos. Não é amizade, é networking.

Logicamente eu e minha amiga italiana ficamos no canto nesses eventos, tentando pegar o jeito de uma coisa tão formal e conseqüentemente tão estranha para as nossas culturas. Um dia a gente chega lá.

Quem nunca fez networking que atire o primeiro nome

Outra coisa que eles adoram é saber que você estudou numa instituição de renome. Eu sempre aconselho as pessoas a fazer Mestrado em Artesanato em Oxford, ou Doutorado em Ponto de Cruz em Cambridge, se possível. Ninguém se importa se o curso que você fez não é o mais bem conceituado da instituição. Eles adoram nomes.

Inclusive, existe até um nome para isso aqui: “dropping names” Significa despejar em cima do interlocutor os nomes das instituições que você já trabalhou, as pessoas que você conhece, os cursos que você fez (com as devidas universidades, é claro). Eles adoram isso, e abrem um olhão desse tamanho quando você despeja um nome certo.

Pare de reclamar e faça alguma coisa!

Para finalizar, eu queria só explicar o que eu disse no começo do texto que essa história de “quem indica” não é assim tão injusta. Para mim é muito claro que desenvolver uma rede de contatos e indicações tem mérito, e muito.

Conhecer as pessoas, fazer um bom trabalho a ponto de elas te indicarem, ser uma pessoa interessante o suficiente para Fulano ou Beltrano lerem seu blog, seguirem seu twitter ou quererem ser seus amigos não é pouco não. É trabalho duro, e não precisa ter nascido com pistolão para conquistar isso.

É lógico que para alguns é mais fácil (por morar na cidade certa, por ter dinheiro para pagar cursos e viajar, por ter um irmão que já é bam-bam-bam naquela área, essas coisas), mas mesmo sendo mais difícil não há desculpa para se paralisar.

Existem bolsas de estudo aos montes por aí (como a que eu ganhei para fazer meu mestrado), e principalmente, em dias de internet, todo mundo tem acesso a informação e, principamente, acesso uns aos outros.

E com licença que eu vou ali mandar um email, combinar um evento de networking e mandar umas sugestões de pauta para o editor da tal revista não esquecer que eu existo, e já volto.


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Publicado em 20/05/2008 às 9:42 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Recibo básico para projetos fora do país

Mauro Amaral

Editor Chefe

Downlado IconRicardo Eccel, que assina a coluna Globalize, acabou de publicar um rápido post sobre uma dúvida pertinente sobre emissão de recibos para clientes no exterior.

Como exemplo, trouxe este modelo de recibo proposto a ele por um cliente espanhol. Vale a lembrança de que é apenas um recibo de serviços prestados.


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Publicado em 19/05/2008 às 1:48 na categoria Ferramentas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Posso emitir recibo para clientes fora do país?

Ricardo Eccel

Designer


Convention CLX-UFJ
Creative Commons License photo credit: DaffyDuke

Em tese, sim. Tudo varia de acordo com o valor do projeto em questão e o relacionamento com o cliente. Regra geral, um simples recibo normalmente dá conta do recado, ou seja, garante para o cliente o controle sobre as finanças da empresa, relativas aquele projeto.

Por isso você emitindo um recibo/fatura sobre o trabalho prestado já vai servir para a contabilidade deles.

Esta dúvida veio em boa hora pois vou poder respondê-la com um caso real. Há poucos dias realizei um trabalho para uma empresa da Espanha, onde eles me pediram uma Fatura (recibo) após a finalização do trabalho.

Eu não sabia o que exatamente eles queriam e o que eu deveria colocar, mas eles mesmos me deram uma dica de como queriam este documento, então apenas preenchi e enviei. Para melhor organizar as coisas, ele foi postado lá na seção Ferramentas, com o título Recibo básico para projetos fora do país.

Atenção: o documento é um simples recibo de serviço prestado. Não saberia dizer o efeito do mesmo caso haja descontos e tributos. Acredito que este documento é apenas um controle contábil que formaliza a realização financeira da prestação de serviço.

Caso a comunidade tenha um outro modelo ou queira contribuir, estamos por aí, ok?


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Publicado em 19/05/2008 às 12:40 na categoria Globalize. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Vale à pena participar de concorrências no risco?

Mauro Amaral

Editor Chefe

Acontece nas melhores carreirasolos. Seja porque foi com a cara do freguês, seja para fazer uma média com o cliente, por ter uma vaga certeza de que pode ganhar, ou até mesmo, por acreditar no produto/idéia/pessoa que você vai “vender”; ninguém está livre de dizer sim para a famosa pergunta:

Você aceita participar de uma concorrência inteiramente no risco?

Bobeou, caiu
Você aceita. A boa notícia é quem mesmo depois de concordado, você pode se resguardar, evitando ver seu trabalho utilizado para outro cliente, garantindo um “fee” mínimo para pagar pelo menos seus custos fixos e, até mesmo, negociar futuros projetos e/ou indicações como pagamento indireto. Tudo vai depender do seu poder de negociação e principalmente da sua capacidade de entender que o risco maior é sempre do cliente e não o seu.

Garantindo o ir e vir.
Das vezes que aceitei, tratei de reservar pelo menos um pixulé para evitar que eu pagasse para trabalhar. Tipo uma reserva mínima baseada em sua hora-trabalho que cubra deslocamentos e viradas.

Esta idéia se auto-destruirá em uma apresentação
Outra coisa, mais difícil, é tentar evitar que a criação desenvolvida para você não seja reciclada para outra oportunidade ou, até mesmo, para clientes da casa. Acontece, acreditem. Claro que se você foi sondado E PAGO para isso, sem problemas. Uma saída é deixar claro nas propostas que o trabalho foi desenvolvido exclusivamente para cliente tal para campanha tal, assim, asssado.

Ficou para uma próxima oportunidade
Você vai ouvir muito isso ainda. A gente não consegue ganhar todas mesmo. A boa notícia é que este pode ser um bom momento para amarrar futuras propostas e contatos. Aproveite para saber como foi recebido seu trabalho pela agência e até mesmo pelo cliente quando possível. Demonstre um profissionalismo básico, sem mágoas mas com vontade de melhorar sempre.

Parabéns. Levamos!
Aí é só alegria. Mas para esta alegria não terminar quando você gatar o último centavo da fortuna que você orçou para uma concorrência sem prazo, aproveite para sondar quem vai atendera a conta, agora que ela está na agência. Acontece que você acabou ficando íntimo do produto, sabe um bocado do cliente….porque não? Às vezes cola.

Onde acontece
Tem cliente/conta mais suscetível a trabalhar por este método. Na verdade nem é o cliente que prefere, são as agências e produtoras web cada vez mais enxutas que vira e mexe optam por montar “forças-tarefa” de ocasião. Normalmente isso acontece quando

1. A concorrência é para governo
2. A famosa campanha de inverno dos shoppings
3. Lançamento de um novo produto
4. Campanhas Políticas
5. A agência não encara a dura realidade de não ter equipe
6. A agência está com a equipe toda alocada e precisa de gente a mais
7. Todas as anteriores.

Duas para terminar.
A vida de freela está começando agora, você está doido para aumentar seu portfolio? Aceite. Está precisando de grana rápida? Evite


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Publicado em 09/08/2004 às 3:43 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.