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Fora do Brasil pagam melhor para um Profissional Freelancer?

Ricardo Eccel

Designer

¿quién da la vez?
Creative Commons License photo credit: bachmont

No terceiro artigo da seção Globalize vamos encarar uma de Mythbusters e tentar entender se é mito ou verdade a máxima que diz que os Profissionais Freelancers que trabalham para clientes fora do Brasil são melhor remunerados.

Regra geral: sim, ganha-se melhor quando a moeda é mais forte. Mesmo em épocas de dólar baixo. Mas o que gera a diferença na hora de negociar é o que os gringos chamam de…

Skilled or not Skilled

O primeiro passo é estar bem informado sobre o valor de sua habilidade no país para o qual você vai prestar o serviço. Quanto mais habilidades e certificações você tiver (skilled) mais sua hora será valorizada em detrimento de um outro profissional sem suas habilidades (“not skilled”).

É com lembrar que o conceito de senioridade (júnior, pleno e sênior) lá fora, e sobretudo nas atividades que envolvem qualificações técnicas, é um pouco diferente daqui.

Nações mais práticas enfim, valorizam no profissional a união entre habilidades e o tempo empregado em utilizá-las e não exatamente há quanto tempo vocês está no negócio.

Pechincha, paixão (inter)nacional

Se você não conseguir levantar este valor, dê uma arriscada para cima que não faz mal para ninguém. É claro que o choro é válido (não é só brasileiro que chora não), se o valor (por hora ou fechado) for abusivo, os gringos negam na hora e te mostram que o valor não está coerente com o mercado, mas se estiver dentro do range deles, fecham numa boa sem choro: “Fair is Fair”. Não se esqueça: o requester está muito mais ligado em valores do que você.

Quando comecei a trabalhar com cliente de lá de fora não sabia quanto cobrar por alguns trabalhos, portanto no inicio acabei deixando de lucrar em projetos que poderia ter pedido um valor mais alto, mas lucrei muito em outros.

Pensando em termos hora/trabalho

Basicamente meu raciocínio inicial foi o seguinte: se eu fosse cobrar algum trabalho por hora, iria cobrar a hora que cobro aqui, mas em dólares.

Por exemplo: Se minha hora de programação em Actionscript[bb] é R$ 30,00, então iria cobrar U$ 30,00 pela mesma hora. Pensei que assim estaria ganhando praticamente o dobro por algo que já tenho uma remuneração estabelecida localmente.

É uma regra bastante artesanal e acreditem em determinados trabalhos fui verificar posteriormente que o valor da hora poderia ser ainda maior.

Escopo fechado

Em outros projetos, geralmente conceituais que envolviam criação, optei por trabalhar com valores um pouco acima dos praticados aqui e consegui fechar vários deles. Vale lembrar que escopo fechado é sempre uma caixa-preta. Você pode achar que está fechando um grande negócio, mas, mil alterações e dilatações de prazo depois, estará no vermelho!

Afinal, ganha mais ou não ganha?

Respondendo a questão, percebemos que sim, podemos obter maiores ganhos trabalhando com clientes de outros países. Mas, via de regra, temos que ficar atentos ao valor da hora e as armadilhas do escopo fechado. Ah, claro e não se esquecer de programar um sistema de pagamento seguro e rápido (tema de nosso segundo artigo) para receber seu pagamento ao final do projeto.

Quer saber mais sobre a vida dos Profissionais Freelancers que trabalham para clientes em qualquer lugar do mundo. Envie sua dúvida por e-mail que eu respondo!


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Publicado em 06/05/2008 às 8:00 na categoria Globalize, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.

Como receber freelas em moeda estrangeira?

Ricardo Eccel

Designer

Se no primeiro artigo demos uma rápida idéia de como estabelecer sua presença fora do país, agora vamos falar de um assunto ainda mais interessante: como fazer a grana entrar no caixa de forma segura e garantida?

Afinal, você estabeleceu o contato, fechou o trabalho, deu seu preço e eles aceitaram! Cercar esta transferência de cuidados e ferramentas de segurança comprovada é mais profissional e garante tranqüilidade na hora de quitar as obrigações.

Algumas dicas:

  • Depósito internacional. A primeira coisa é verificar com o gerente da sua conta, em seu banco, essa possibilidade. Alguns bancos aceitam e outros não. Além de taxas, também tem a questão do câmbio, geralmente a relação do Dólar neste caso é com o Dólar Turismo ou paralelo. Então, fique atento!
  • PayPal. É muito bom, só que para receber é um procedimento demorado. Infelizmente o Brasil é um dos únicos paises onde você não pode linkar sua conta bancária com sua conta do PayPal, o que iria agilizar e padronizar muito a relação financeira com seus clientes/requester. Mesmo assim se você quiser muito (ou for a única opção imposta pelo seu requester), eles transferem o valor para sua conta do PayPal, e assim você pede para o PayPal emitir um cheque destinado a você! Este procedimento demora cerca de 10 dias úteis, e para depositar este cheque na sua conta, alguns bancos vão cobrar taxas por se tratar de um cheque internacional.
  • Por último (e mais conveniente) são os sites de “money transfer” . Existem vários que fazem este tipo de serviço. Eles funcionam que é uma beleza, tem taxinhas, é claro… mas geralmente muito baixas. É importante informar-se muito bem antes de fazer uma transação dessas, primeiramente verificar se o site tem conexão com o Brasil e se o seu banco faz parte desta conexão. Os sites mais conhecidos geralmente tem toda a infraestrutura. Note que por sua parte (que estará recebendo) você não precisa fazer nada, apenas dar o número da sua conta bancária para o cliente/requester… este por sua vez, vai criar uma conta no site de money transfer e assim iniciar as transações.

Não se esqueça do Leão

A questão fiscal não pode ser esquecida. É interessante declarar no IR estes rendimentos, lembrando sempre que o dinheiro entra rapidinho na sua conta e a conversão do dólar depende da conexão que o site de money transfer tem com o Brasil (uns no dólar paralelo, outros no turismo compra, e assim vai).

Todos felizes?

Assim então o ciclo de fornecimento de serviços completa-se e todos ficam felizes… como já falei antes, a idéia é fidelizar o cliente/requester, para assim tornar este ciclo mais frequente e de preferência com mais contatos.

No próximo artigo vamos abordar um mito de mercado: é verdade que trabalhar para fora gera mais lucro do que para clientes nacionais? Até lá!


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Publicado em 05/05/2008 às 8:00 na categoria Globalize, Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.