Você deve lembrar, afinal não faz tanto tempo assim, em que a sua diversão era ir ao parque de manhã para ver os campeonatos de aeromodelismo. Aqueles aviões em miniatura, monitorados por controle remoto, pareciam ser o ápice da tecnologia. Mas aí chegaram os drones, ou VANTS (Veículos Aéreos Não Tripulados), e o que até então estava apenas em roteiros de ficção agora é tão real e presente quanto aquela sua preguiça às segundas-feiras de manhã.

Criados para uso militar, os drones em pouco tempo conseguiram ampliar suas funcionalidades e, claro, se transformaram em um mercado de vários dígitos. O setor agrícola é um que se rendeu aos Drones que têm se mostrado muito eficientes no mapeamento de áreas para o plantio, além de ajudar no monitoramento de falhas nas plantações, por exemplo.

Profissionais do audiovisual também conseguiram um plus em seus negócios com o surgimento desses robôs. Com a possibilidade de captura de novos ângulos, tanto fotógrafos quanto cinegrafistas passaram a incorporar os drones em seus eventos e, consequentemente reduziram seus custos, já que o helicóptero, em muitos casos, passa a ser dispensável na cobertura de imagens aéreas.

Aliás, por falar em cobertura, veículos de comunicação estão criando uma nova forma de chegar à notícia. Através dos Drones, jornalistas conseguem registrar situações tidas como perigosas, como áreas destruídas por fenômenos naturais. Ao incorporar essa tecnologia, os drones se tornam uma ferramenta a mais em prol jornalismo.

E é claro que os criativos embarcaram na ideia. Já rolou pedido de casamento com a ajuda de drone, entrega de pizza, desfiles, exposições e pichação. Isso mesmo: pichação!

A “vítima” foi um painel publicitário da Calvin Klein, com a modelo Kendall Jenner, em Nova Iorque. O autor da “arte” foi Katsu, que acoplou uma lata de spray a um Drone e justificou o ato como nada mais que um teste, já que a ideia é criar um drone grafiteiro.

Eis que surge o tão questionado “outro lado dos drones”. Ainda que a ideia do artista esteja voltada para o grafite, o que se viu foi um ato que pode ser encarado como vandalismo. E por mais que os robôs possibilitem o acesso à notícia até então inacessível, ele também é capaz de ultrapassar o limite entre o homem e sua câmera, para desespero das celebridades que temem por sua privacidade.

Estas ações, no entanto, são ilegais, e por isso não devem diminuir os “bons feitos” dos drones, como o controle de incêndios, patrulhamento em estradas e auxílio no resgate de desaparecidos. De qualquer forma, a polêmica está aberta e só tende a aumentar com a sua popularização.

E pra você? O drone está mais para mocinho ou vilão? Ou será que a resposta está na mão de quem opera esse Veículo Aéreo Não Tripulado?