Eles cruzaram milhares de e-mails e as expressões mais usadas por quem mente e publicaram estudo sobre suas descobertas

Se você mentir, seu nariz vai crescer. Quem nunca ouviu isso certamente ainda não nasceu. O conto de fadas do Pinóquio é uma das primeiras formas que nossos pais (e os pais dos pais deles) encontraram de nos ensinar que “a mentira tem perna curta”.

Porém, depois que a internet nos permitiu estar onde quisermos (ao menos teoricamente) a bicicleta que leva o boy até a firma pôde facilmente ser transformada num carro possante e importado, bem como, aquele fim de semana tedioso em casa se tornar a viagem dos sonhos que nunca foi feita.

No filme "O mentiroso" (1997), Jim Carrey vive o advogado Fletcher Reede que passa por uma situação complicada: somente dizer a verdade.

No filme “O mentiroso” (1997), Jim Carrey vive o advogado Fletcher Reede que passa por uma situação complicada: somente dizer a verdade.

Mentir na internet é quase tão comum quanto o ato de respirar, mas os pesquisadores Stephan Ludwig, Tom van Laer, Ko de Ruyter e Mike Friedman criaram um algoritmo capaz de acabar com a festa. A proposta é algo tão automático quanto um detector de spam.

Não é piada, leitores, é sério. Os quatro pesquisadores cruzaram milhares de e-mails e as expressões mais usadas por quem mente. E, ao que parece, chegaram à fórmula secreta que deixa todos nós (quem nunca?) de calças na mão.

Quem avisa amigo é! O algoritmo é um analista minucioso de tudo o que se escreve nas mensagens de correio eletrônico e vai sim denunciar você, homem casado que está passando por solteiro convicto para aquela namorada virtual que mora do outro lado do mundo! Todo cuidado é pouco e inútil, já que, todo mundo sabe que mentir envolve um processo subconsciente que nos denuncia para aqueles que têm um olhar mais apurado sobre a alma humana.

Nesse ponto um dos pesquisadores, Stephan Ludwig, discorda ao dizer que o algoritmo é muito mais sagaz na hora de saber quem está mentindo do que os melhores analistas do comportamento humano. Segundo ele, seres humanos captam a mentira 16% menos do que o algoritmo. A proporção é de 54% para nós contra 70% para a máquina.

Ok. 1 a 0 para o algoritmo que jura que sabe o que você fez no verão passado. Agora, “vamo combiná?” Eu quero ver esse algoritmo detectar nessa imensidão do Brasil, com a pluralidade verbal que usamos ao falar e escrever, as mentiras que dizemos querendo e sem querer.

É óbvio que, e-mails em linguagem corporativa, serão facilmente denunciados, mas duvido ele perceber o sete um do xis nove na quebrada da cem pra finalizar a mina.

Entendeu? Aposto que o algoritmo também não.

Beijo me clica! ®