Até pouco tempo atrás, franquia era negócio apenas para quem dispunha de um alto valor de capital, ou seja, para quem tinha muito dinheiro no bolso mesmo.

Mas com a mudança do cenário econômico atual e conseqüentemente com a mudança de estrutura acontecendo nas grandes empresas, pessoas “comuns” outrora conformadas com seus cargos e salários, estão vislumbrando a possibilidade de terem seus próprios negócios.

Percebendo isso, muitas empresas com modelos de negócios médios e pequenos estão se transformando em franquias justamente para atender esse público que está se tornando cada vez maior.

Quem teve a oportunidade de visitar a última Feira da franquia da ABF (Associação Brasileira de Franchising) que aconteceu em junho de 2012, pôde perceber o aumento significativo das chamadas ‘micro franquias’ com modelos de negócios de até R$ 50 mil de investimento.

O maior crescimento está nas franquias de “serviços” com negócios inteligentes, que cobrem carências de mercado e tanto o consumidor quanto o micro empreendedor, saem ganhando. Serviços nos setores de comunicação também crescem bastante, pois com o grande número de empresas surgindo, obviamente cresce a necessidade de divulgação.

O que é mais importante salientar para os futuros micro franqueados é que todo o cuidado deve ser tomado na análise dos números mostrados pelas franquias (sejam elas grandes ou pequenas).

Um item “básico” que muitas vezes é omitido ou simplesmente esquecido pelas apresentações de números da Rede, é o tão famoso “capital de giro”.
Infelizmente, vejo diariamente muitos empreendedores que descartam a possibilidade de separar o valor de capital de giro julgando não ser necessário, pois dependendo do tipo de negócio o dinheiro “gira rápido”.

Ou seja, mesmo em negócios de baixo investimento como as “micro franquias”, é necessária sim a reserva para o capital de giro. Tenham em mente que o ideal é que a reserva ideal para o capital de giro do seu negócio é igual a três meses do seu custo fixo mensal. É a receita para o sono tranqüilo.

Outro aspecto de extrema importância a ser analisado é a identificação com o ramo de atividade. Não se deve escolher um negócio apenas porque ele é ‘barato’ e cabe no seu bolso.

Gostar do que se faz é mais de meio caminho andado para o sucesso. O retorno financeiro é pura conseqüência para fechar com chave de ouro a sua felicidade e realização profissional.

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