Quantas opções levar ao cliente?

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Creative Commons License photo credit: my big blue gorilla

Quando você trabalha com material criativo, precisa entender que ele apresenta uma grande carga de subjetividade e aquilo que ele representa para você com certeza não será o mesmo para seu cliente, numa sala fechada de reunião.

E muito menos para o consumidor, quando encarar sua criação na rua, na fazenda ou numa casinha de sapé. Que, aliás, é o normalmente o objetivo do seu trabalho.

Profissionais Freelancers que assumem seus primeiros projetos, ou até mesmo já têm alguma estrada e precisam encarar um cliente difícil, costumam interpretar superficialmente a necessidade de opções, apresentando, na dita reunião, um campo fértil para dúvidas e inseguranças em vez da solução esperada.

Mas como saber quantos layouts, logos, arranjos diferentes, “cut´s” da master, enfim, como quantificar e estabelecer um critério que separe as situações “você é um cara muito criativo” de “nossa…que confusão…e agora? Qual escolher…”?

Algumas dicas:

  • Não leve variações do mesmo tema. Leve temas diferentes.
  • Verifique se cada uma das opções realmente responde ao briefing que você coletou. Em caso negativo, obviamente, ela não é uma opção.
  • Não caia no erro de levar uma opção “só para ser reprovada”
  • Lembre-se sempre que seu trabalho não é autoral. Sem apegos emocionais por tanto.
  • Se a reunião empacar e você notar uma mudança de direcionamento do briefing reforce isso. Se o briefing mudou, a solução deve ser outra. E peça mais prazo.
  • Sim, você pode conseguir a aprovação com uma solução apenas. Talvez neste caso, você precise é levar várias opções de defesa ;)

Opção é importante.
Mas não é a única maneira de acertar é bom que se diga. Um caso interessante de se pensar é que uma quantidade exagerada de opções pode representar um briefing mal colhido.

Para fechar, voltamos ao início: não se esqueça de defender sempre a tese de que a aprovação ali deve levar em consideração o local real de aplicação de sua idéia. De nada adianta, por exemplo, aprovar um cartaz de loja com letras minúsculas na mão de cliente. Pendure-o na parede para ver se funciona com todos na sala[bb], certo?

Bom, agora queria ver muitas opções de comentários. O que vocês acharam do post?

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Publicado em 29/11/2007 às 12:55 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.





12 Comentários para “Quantas opções levar ao cliente?”

  1. Mauro Amaral -

    Alguém mais não conseguiu comentar?

  2. Rafael Apocalypse -

    Grande Mauro,

    O número exato de ‘propostas’ que devem ser apresentadas a um cliente, é mesmo impossível saber, mas é preciso tomar muito cuidado para não confundir o cliente.

    Um pouco sobre minha experiência com isso aqui: http://www.ideiadigital.org/opcao-demais-confunde-o-cliente

    Grande abraço,

    RA

  3. EAD -

    Olá tow adorando este blog!!Com bons conteúdos continue assim!!
    sucessos

  4. Rafael -

    Ótimo post Mauro…
    vc é sensacional!!!!!!!!

    Parabéns mesmo.
    Adoro seu blog.

    Grande Abraços

  5. Lu Ribeiro -

    Adorei o texto, as dicas são MUITO relevantes, mas odeio atendimento. Você poderia escrever umas dicas sobre isso. Parece coisa de medrosa, mas se existem duas tarefas que me deixam realmente tensas – embora as realize no mínimo uma vez por semana – são: atendimento e fechamento de arquivo para produção gráfica. Será caso de procurar ajuda psicológica? rs
    abs,
    Lú.

  6. Mauricio Domene -

    Eu trabalhei em um estúdio de trilha sonora que o diretor sempre me fazia compor duas trilhas para apresentar ao cliente como opção. Eu detestava aquilo e acabei saindo de lá.

    Talvez tenha sido mal acostumado com o estúdio onde trabalhei antes. Lá a gente só apresentava uma única versão. Essa aqui é a certa, ou o que nós que somos especialistas em música achamos que é a melhor. Se o cliente não gostar, ai sim faziamos outra. Mas o meu diretor naquela época sempre dizia que se a gente apresenta 2 ou 3 versões estamos mostrando insegurança ou mostrando que não sabemos o que é o melhor. Se nós não sabemos, quem é que vai saber?

    Hoje no meu estúdio eu faço assim também. Nunca dou opções. Se o cliente não gostar, refaço até ele gostar. Mas sempre apresento A versão que acho mais correta. Nunca 2 ou 3.

  7. Daniel Perera -

    Gostei muito do post Amaral, com certeza sanou minhas “opções de dúvidas” hehe. Digo isso pois, você acabou quebrando várias icógnitas com um post só. Uma coisa que eu não tinha pensado é em questão a essa insegurança de mandar várias opções em que o Mauricio falava. Seja, quiçá, insegurança nossa elaborar muitas opções. Mas logo penso que elas podem sim, desencadear insegurança no próprio clinte causando probleminhas “pequenos” de atendimento como o que a Lú Ribeiro expôs ou como você relatou quando há mudanças de briefing (ARGH!). Talvez seja psiquica essa coisa de confundir os clientes… não por nossa culpa ou intensão, mas por um triste acaso.

  8. David Santos -

    No dia 17 deste Mês, vamos todos mostrar nossa solidariedade com Flavia.
    Jamais te falte saúde.

  9. David Santos -

    No dia 17 deste Mês, vamos todos mostrar nossa solidariedade com Flavia.
    Jamais te falte saúde.

  10. Luciana Santos R, -

    Muito bom este post. Ontem mesmo apresentei dois layouts diferentes para um cliente e ele gostou de ambos, ficando em dúvida. Onde vc disse “não leve variações do mesmo tema”, a carapuça me serviu pq foi isso que aconteceu.
    Primeira vez que visito seu site, já está nos meus favoritos e tb vou linkar :)

  11. Jiuliano Mariano do Amaral -

    “Parente” (brincadeira)

    Mauro estou começando agora, não tenho experiencia alguma com criação, porém é uma atividade altamente ampla e com muitos clientes, então to aqui para te agradecer pois seus posts estão começando a clarear minhas ideias. Obrigado

  12. daniel pedrosa -

    Mauro muito bom o post, cheguei aqui por acaso e agora esta no meus favoritos.

    Bem, com relação a propostas para clientes, geralmente no caso de logomarcas, eu apresento duas propostas diferentes. Por experiência percebi que informação demais para o cliente pode aumentar o tempo para fechamento do projeto e assim para o pagamento final. Nos casos para design depende do tipo de cliente e nicho de atuação, mas tendo evitar o excesso de informação.

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Mauro Amaral

Editor Chefe

Mauro Amaral é Editor, Arquiteto de Informação e Estrategista de Mídias Digitais. Bio | Envie sua dúvida

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