Faço freelas para uma agência de comunicação que me repassa uma pequena parte da porcentagem de sua comissão como pagamento. Isso está certo?
Esta veio hoje mesmo por e-mail e achei tão interessante que postei imediatamente. O leitor que nos enviou a questão participa de uma parceria com uma agência de comunicação que funciona da seguinte maneira: a cada trabalho, ele recebe uma comissão sobre o valor recebido pelo cliente.
Já viram disso? Eu não. Cá entre nós, achei entranho. Acompanhe os detalhes a seguir e paricipe da discussão. Vamos ver no que podemos ajudar?
A velha questão: quanto cobrar?
Já abordamos em postos iniciais e até no minicurso, mas a questão, realmente, nunca quer calar. Quanto cobrar? E, como descobrir que não se está cobrando errôneamente?
Cada caso, sempre será um caso, não adianta. Mas, ainda assim, temos boas práticas que nos ajudam a resguardar o valor real de nosso trabalho. Nunca vi um modelo de cobrança semelhante a esse, baseado em comissão. Na experiência que tenho em orçamentos, projetos, propostas e inevitáveis calotes, costumo indicar dois modelos que nada têm a ver com o apresentado. São eles:
- Por hora trabalhada: Indicado para PROJETOS e não para PEÇAS SOLTAS. O mais importante neste método é quantificar uma pacote de horas mínimas para o trabalho. E, claro, o de horas máximas. Estourando seu pacote de horas, reinicie a negociação. Não alcançando as horas mínimas, cobre-as. Não se esqueça que a conta de luz, o provedor de banda larga, o açougue e a escola das crianças não aceitam horas como pagamento. Não se esqueça: o valor da hora dependerá, obviamente, de sua senioridade, especialização, área de atuação…e, até, infelizmente, época do ano. Pesquise entre amigos e parceiros profissionais os valores praticados. É bom estar sintonizado sempre
- Por escopo fechado:É uma modalidade um pouco mais arriscada. Pratique-a somente com parceiros de longa data e, mesmo assim, proteja-se com uma proposta muito bem amarrada. Escopo fechado, apesar do nome, raramente o é. Sempre aumenta.
É isso turma. Quem tiver uma opinião diferente, ou quiser ratificar/acrescentar mais alguma coisa, não tem outro jeito senão comentar logo abaixo.
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Publicado em 16/12/2005 às 9:00 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.



A questão é: se você tá na dúvida se está certo ou não é sinal que tá errado e deve tá recebendo uma mixaria. Porque se estivessem pagando bem você não estaria reclamando e muito menos duvidando do negócio…
Caramba….
Desculpem a minha ingenuidade… Mas qual é o certo então?
Eu tbm trabalho desse jeito…
Eu indico sempre o modelo por horas. Mas deve-se obervar a maturidade da relação entre você e seu cliente direto. Quando mais abertos e claros vocês forem, mas este sistema funciona
O modelo de horas é o padrão, pois ser mais claro. Porém eu já vi esse caso e sim e ele é mais usual em agencias pequenas do que parece..
Isso se chama ‘Parceria’. Você ao invés de receber por contratos de projetos soltos ou completos, participa através de % do produto final comercializado seja pela agencia ou por qualquer outra empresa que oferece um serviço de comunicação.
Isso pode ser vantajoso também, depende muito da relação sua com seu cliente exatamente como o Mauro falou.
ex:
Se uma empresa pequena te propoe uma parceria para fazer um projeto que se der certo pode render 5000 reais, se vc ganhar 10% de comissao, seu trabalho sai por 500 reais. Isso pode dependendo do seu nível sair mais proveitoso do que o valor por horas ou por projeto.
Agora se der certo voce pode acabar perdendo a longo prazo, entao aconselho um acordo bem discutido, apresentando-se em casos como parceiro e casos como contratado.. pense muito antes de dizer qual é a sua forma.
Eu conheço bem o sistema de comissão, me apresentaram a ele uma vez eu eu nem mesmo terminei de escutar a proposta. O dia que a agência fechar um super-job, por um preço irrisório, você está na M***.
Apesar disso o pratico com contatos publicitários que às vezes conseguem um job pra mim. Mas o trabalho deles é apenas captar o cliente e iniciar a venda, toda a negociação, produção, etc… fica por minha conta, e ai comiciono-os entre 15 e 20% do valor do contrato.
Para cobrar por hora é preciso entender muito do seu trabalho, e que o cliente confie nas horas que você falar que trabalhou. Cobrar por escopo fechado é uma saída arriscada, pois os projetos sempre crescem, para isso só dê o preço depois de muito negociar e pesquisar sobre o projeto e cliente.
Eu costumo fazer um misto de cobrança por horas e escopo do projeto. Primeiro eu analizo o projeto, tento definir ao máximo tudo que vai entrar, todas as telas, funções, etc que o site/sistema vai ter, e ai transformo isso tudo em horas trabalhadas…
O final da mistura é um valor híbrido, onde sempre acrescento uns 15%, todo cliente chora, principalmente os mineiros, nas choradas do cliente vou descontando dentro dessa faixa de 15% e depois ainda vou segurando, durante o desenvolvimento, para evitar que o projeto cresça mais que o esperado.
Ah, claro, não falo em horas com meu cliente, não dou preço na primeira reunião, não esqueço de incluir valor dos impostos, transporte, idas ao cliente, tempo de pesquisa/reuniões, etc…
Quer a dica? Não se desespere por não ter a fórmula certa para colocar um preço. Ela varia de cliente para cliente, de job para job, e além disso ninguém acerta sempre. Com o tempo você se aprende a colocar um preço mais ‘justo’ ao seu trabalho…
Mauro,
já tive a infeliz oportunidade de fazer um projeto dessa maneira para NUNCA MAIS!!! Dependendo da agência, ela pode muito bem te falar que fechou o trabalho por X, mas na realidade ter fechado por Y, reduzindo assim sua parcela do $$.
Quem tem que dizer quanto vale o nosso trabalho somos nós e não os outros. A agência vai querer fechar o trabalho a qualquer preço e não podemos nos sujeitar a isso.
Percentual, nunca mais.
Abs
Mas tbm não é assim que a coisa funciona né gente….
Eu por exemplo não fecho um trabalho no escuro… Antes de fechar alguma coisa, fica estipulado o valor do projeto. A empresa diz assim: “eu tenho um trabalho de 2000,00. Se fechar eu te pago tanto, vc topa?” Daí é só fazer as contas pra saber se vale a pena.
Em alguns casos, quando eu já conheço a empresa, e tenho uma média de quanto vale cada trabalho, até monto um projeto pra ser apresentado ao cliente antes de saber quanto eu vou ganhar, desse jeito, tanto eu quanto a empresa, corremos o risco de sair no prejuíso, mas se der certo, os dois saem ganhando.
Essa história remonta exatamente a tal “parceria” que sempre gera os mais famosos calotes já aqui descritos. Eu sempre pego projetos com meu preço, que varia de acordo com cada cliente. Recentemente fiz meu primeiro freela in loco, o combinado então foi um valor X por Y dias de trabalho, a ser renegociado caso ultrapassasse isso. Fique claro, fui chamado pra aliviar a agenda, quaisquer fossem os serviços, que eram vários mas todos simples. Eu pesquisei o mercado em BH pra saber sobre a quanto anda uma diária de “freela”. Cobrei menos do que anda sendo praticado, mas eu não sou freela dos mais conhecidos, então é apenas uma relação que se inicia. Outro caso, fui numa agência pequena, não era o caso da outra, e eles me pediram uma tabela de preços baseada no que cobro, mas com um valor mais camarada, onde eles pudessem adicionar o valor da comissão deles. Resumindo, o preço era meu, que no final seria como o preço deles, eles assinando os projetos mas sem deixar de pegar, mesmo que apenas recebendo comissão. Como ainda não rolou nada, não sei quanto eles adicionam. Mas parceria, é como o Mauro fala, não paga contas…
Ola, o interessante desse raciocínio é o argumento do succes fee, remuneração por resultados, etc. Na maioria das vezes isso é usado por algumas agências na sua relação com os clientes. Qto mais sucesso tem a comunicação, melhor a remuneração. Uma agencia q aposta nesse modelo é a Kipany:
http://wagnertamanaha.multiply.com/journal/item/22
Pelo q li, essa agência tem autonomia suficiente para decidir os investimentos e a estratégia em relação ao cliente.
Se esso modelo funcionar, é natural q possa ser replicado no relacionamento com fornecedores e equipe. No entanto, acredito, não deve ser uma relação de desigualdade de forças e opiniões.
Bom, eu faço trabalhos para agências de publicidade também e nunca vi nada sobre isso.
Eu não trabalho muito por horas trabalhadas, geralmente quando é presencial, pois é mais fácil. Quando é tele-trabalho, é meio difícil você conseguir estipular um número de horas concretas, pois vc pode estipular 50h, mas d cada hora, trabalhar somente 45min, o q acaba não estipulando da maneira exata.
Eu prefiro estipular por um preço de projeto, por exemplo fecho por R$3000 e mando o orçamento. Aí a Empresa joga qualquer preço a mais, dependendo d qnt quer faturar… Aí teremos o preço final…
Logicamente que pesa o que o Mauro falow sobre essa aspecto cnofiança, eu conheço todas as pessoas das agências, estudei com eles, etc… Então a coisa fica mais fácil.
Agora cabe a cada um ver qual é o melhor para cada projeto… Variação eh normal na nossa área ;]
Abraços.
Bom, no mercado que trabalho [veículos / compra de mídia] acontece de agencias grandes não ter deptos de internet, e aí ela terceiriza esse trabalho e não paga nada, e aí essa outraagência / produtora fica com o BV ou com os honorários eventualmente.
abs
Sou arte finalista de uma gráfica e faço alguns trabalhos por fora..só que geralmente me enrolo na hora de cobrar, porque nao tenho uma base certa para cobrar o serviço…vcs poderiam me dar dicas..como por exemplo, criar logos, embalagens, folders..nunca sei se estou cobrando caro demais ou barato demais para o cliente…
Grato
meu msn é: cayosilva@hotmail.com quem quiser adicionar para trocar ideia…