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Quero montar uma editora. Como fazer?

por Carolina Vigna

Algumas linhas gerais. Mas é extremamente importante que você siga a sua intuição e não leve isso aqui a ferro e fogo, ok?


Nota rápida do Editor: a Carol responde seus e-mails com posts. É um hábito que, para o leitor que mandou o email é uma surpresa e tanto e para o editor aqui um presente sempre bem-vindo: um post prontinho! Então aí vai mais uma resposta fundamental para uma dúvida bastante especial da comunidade dos freelancers brasileiros. Capítulo de hoje: montar a própria editora!


Choices?


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photo credit: Shraddha Rathi

O mercado editorial está em transformação e, muito sinceramente, ninguém sabe direito para onde vai. Não tem fórmula mágica, acredite. Vou tentar te passar aqui algumas linhas gerais mas é extremamente importante que você siga a sua intuição e não leve isso aqui a ferro e fogo, ok?


0. Linha editorial

Botei “zero” de propósito, por ser o ponto mais crucial de uma editora. Tenha uma linha editorial definida e seja fiel a ela. De nada adianta você receber, por exemplo, o novo original do Harry Potter se você não publica livros infanto-juvenis. Você não vai conseguir trabalhar o livro direito, até pela falta dos canais certos e vai acabar matando o original. Com o crescimento natural da editora, nada te impede de, depois, abrir novas linhas, ou até mesmo novos selos editoriais, mas mantenha-se sempre fiel às suas escolhas, por mais tentador que seja algo diferente. É melhor recusar um livro ótimo do que matar um livro ótimo.

1. Tiragens pequenas

É muito comum que a gente, por entusiasmo, dimensione as vendas de um determinado projeto com um otimismo além da conta. É fácil cair nessa armadilha porque os projetos editoriais são feitos com tanto carinho que é muito difícil acreditar que o resultado final não vá revolucionar o mundo e vender feito água no deserto. O mercado editorial é um mercado de paciência. Você pode mudar o mundo sim, mas não vai ser com uma única publicação. É tudo muito devagar e tudo muito aos poucos. Então, pelo menos no começo, limite suas tiragens a mil exemplares (o mínimo de gráficas). Não tem nada de errado – muito pelo contrário – em rodar uma segunda edição se precisar depois. Tem uma piada velha no meio: “Como o editor se suicida? Pula do alto do seu estoque.” Então lembre-se: pense muito, crie muito, imprima pouco.

2. Use tudo que puder

Eu estou absolutamente convencida de que a solução para o mercado editorial vai vir dos novos. Use twitter, plurk, orkut, qualquer coisa. Desenvolva aplicativos (joguinho, coisas pro facebook, etc), crie sites colaborativos (e gerencie-os bem!), coloque vídeos no youtube. Enfim, use as ferramentas que as editoras grandes não estão usando ainda (juro que não sei se por ignorância ou arrogância). Não ignore os pequenos. Tente conseguir que autores e/ou ilustradores seus visitem escolas ou universidades, dando palestras sobre o trabalho deles e monte uma banquinha na porta. Mesmo que a venda nestes lugares seja efetivamente pequena, vá onde está o seu público leitor, dê atenção a ele, valorize a sua opinião, escute o que tem a dizer. Se você conseguir ganhar o respeito do seu leitor, você está feito na vida. E para isso você precisa ir onde ele está. Converse com o seu autor sobre destinar alguns exemplares gratuitamente, dependendo do caso é claro, a professores, blogueiros ou outros “disseminadores”.

3. Cuidado com listas de discussão

Especialmente na linha editorial que você pretende seguir, que aqui no Brasil ainda é bem restrita (e portanto uma oportunidade interessante editorial, boa escolha!), as listas de discussão tendem a ser panelinhas fechadas e qualquer iniciativa de divulgar o trabalho nelas será entendido como spam. Entre, participe, debata outros temas e, claro, quando couber na conversa, divulgue o seu trabalho. As listas são essenciais mas precisam sempre ser entendidas como um centro de debate, nunca como um grande mailing.

4. Seleção de originais

Quando você abrir para chamada de publicação, precisa deixar claro os seus termos. Deixe claro que é submeter original para análise e que você não responde por telefone, etc. O processo de ler e analisar um original é e deve ser lento para ser bem feito, mas é como em uma festa: quem está na festa se divertindo não sente o tempo passar mas, para quem está na porta esperando, cada minuto é uma tortura. Ou seja, não importa o quão rápido você seja nesta análise, o autor sempre estará ansioso do outro lado. É natural e você precisa respeitar o seu autor, mas não permita que ele o leve à loucura tampouco.

5. Gráfica

Gráfica boa, felizmente, é o que não falta no Brasil. Esta é a parte mais simples. Contrate um produtor gráfico e peça orçamento (*) em duas ou três gráficas diferentes. O produtor gráfico é o sujeito que vai ver o seu original e vai analisar que gráfica é melhor para o job, que papel é mais adequado, etc. Nem sempre a melhor gráfica é a mais indicada para aquele job. Existem autores e ilustradores geniais (Will Eisner
[bb]
, só para citar logo o rei) que criam suas obras em preto e branco. Dependendo da quantidade de preto, pode ser necessário um papel mais grosso, para não “vazar” do outro lado, mas por outro lado existem gráficas menores que fazem bons trabalhos em preto e branco, por exemplo. E você pode rodar o miolo em um lugar, a capa em outro e juntar tudo em um terceiro, coisa que pouca gente sabe.

Enfim, é uma área com muitos detalhes e, a menos que você tenha gosto pela coisa, contrate um produtor gráfico. A boa notícia é que existem muitos e bons. O custo do profissional se paga com a economia que você faz em adequar o seu job certinho.

(*) Não estranhe se depois de um certo tempo, a gráfica X sempre vier com o melhor preço. As gráficas dão descontos para clientes fiéis e como o seu produtor gráfico sabe disso, vai tentar rodar o seu job sempre nos mesmos lugares (além do fato dele já conhecer a gráfica, com quem falar, onde ir, essas coisas). Depois de umas quatro ou cinco “concorrências” é natural que você escolha algumas gráficas de sua preferência e fique com elas.

6. Distribuição

A distribuição é o calcanhar de Aquiles de todo editor. É o ponto mais dfícil. E é enlouquecedor. A maneira mais simples de não ter vontade e matar um ser humano todo dia no café da manhã é contratar um distribuidor.

O problema é que eles não aceitam poucos títulos no primeiro contrato e cobram uma fortuna. Muita gente, por falta de opção, acaba erguendo as mangas e fazendo a distribuição in house. É nesse momento que você enlouquece.

Cada livraria fecha de um jeito, em uma data, em determinadas condições. Os livros e revistas são sempre deixados em consignação nos pontos de venda e, na data de fechamento, você vai lá e recebe o que foi vendido. Nesta hora tanto você quanto o ponto de venda podem decidir renovar o estoque, manter como está ou não continuar mais (e neste caso você retira, é sempre o editor que paga a retirada, o restante do estoque).

O percentual de venda, que as livrarias chamam de “o meu desconto”, gira em torno de 50% do preço de capa. Se você for muito bom negociador, pode conseguir 40%. Se você for muito bom negociador e tiver muitos títulos, pode conseguir até 35, 30%, nunca menos que isso. Quem está começando paga 50% normalmente.

Os seus maiores custos são distribuição e papel. Sobre a distribuição, temos muito pouco a fazer. Sobre o papel, entra a figura do produtor gráfica que falei lá em cima. Ele vai saber como economizar no papel. E isso significa até mesmo mudar o tamanho da publicação para ter um aproveitamento melhor no corte da folha de papel. Portanto, contrate o produtor gráfico antes de começar a produção do livro.

7. Autores e ilustradores

Este é um contato pessoal e que a gente desenvolve com o passar dos anos. Respeite sempre o seu autor e o seu ilustrador mas se faça respeitar também. Proponha contratos corretos para ambos os lados (sim, isso é possível). Lembre sempre de colocar uma cláusula no contrato que te permita usar uma parte do trabalho para divulgação.

Se for de ilustração, deixe claro que você não vai usar a imagem para outro trabalho mas que precisa usá-la para divulgar o livro. Se for o de autor, deixe claro que você não vai republicar o texto dele sem a sua autorização mas que precisa de trechos para divulgação.

Outra coisa muito importante é cultivar o seu autor. Seja transparente. Mostre a contabilidade a ele (apesar de que eu acho que isso pode ser entendido como uma forma de tortura). Tenha uma contabilidade certinha, aliás. Atenda-o quando possível, tirando suas dúvidas ou simplesmente batendo um papo.

A atividade autoral é uma atividade muito solitária, o autor escreve absolutamente sozinho e sem certeza alguma de retorno e/ou publicação. O editor precisa se colocar como um parceiro do autor e nunca como um negociante. Acredite, tanto você quanto o autor só tem a lucrar com isso.

8. Organização

Você precisa ser muito, muito, muito (eu já disse muito?) organizado. Crie arquivos fup (follow up) para cada pessoa com quem você falar, escrevendo data, horário e conteúdo de telefonema ou email (ou pombo correio, ou sinal de fumaça, ah você entendeu!). Crie cronogramas realistas. Tenha cronogramas, aliás. Planilhas são suas amigas.

Organize a sua agenda por segmento (fornecedores, autores, ilustradores, etc), vai chegar uma hora em que você não vai lembrar se o Fulano da Silva é designer ou ilustrador, por exemplo.

No começo pode parecer que o tempo que você vai gastar para criar estas ferramentas de organização é precioso demais para ser gasto com isso, mas isso vai ser tão útil para você em um futuro breve que vale a pena, juro.

9. Revisores

Português é um idioma que só não é mais difícil que aramaico arcaico. Passe seus textos por revisão, de preferência mais que uma. O meu método pessoal de trabalho é assim (ênfase em pessoal, ok?):

  • Rev1 – sempre do editor
  • Rev2 – um redator, que muitas vezes pode sugerir alguma melhoria em estrutura
  • Rev3 – revisor, para resolver todos os buracos que deixamos na língua pátria.

E, claro, no final volta ao autor. Com o tempo você vai perceber que existem autores que aceitam este trabalho bem e até te agradecem eventualmente e existem aqueles que não aceitam mudança alguma.

É óbvio que você precisa ouvir o autor e muitas vezes existe uma intenção por trás de um erro ou de uma determinada estrutura lingüística, mas você precisa ter muito cuidado (e fugir destes!) com autores intransigentes. O respeito precisa ser bilateral.

Lembre sempre que um original que não se adéqua à sua linha editorial não significa, em absoluto, que o autor não se adéqüe à sua linha editorial e é importante tratá-lo com respeito, respondê-lo quando possível, etc, até porque amanhã ele pode te apresentar um texto fantástico que você vai querer publicar.

Esta relação é sempre muito delicada porque trata-se da criação do autor, mas valorize os autores que entendem que publicação é um processo e que cada etapa é importante para o produto final.

De nada adianta um original bem trabalhado e um serviço porco em gráfica, por exemplo, ou ainda uma ilustração magnífica impressa em um papel tão vagabundo que se vê a frente e o verso juntos. Editar algo, não importa o quê (livro, revista, vídeo, cinema, áudio, etc) é necessariamente um processo onde cada etapa tem a sua importância e o seu valor.

E se o seu autor não entender isso, passe-o adiante, na boa.

Agora, isso também não significa que você é o dono do texto. Você não é. O dono do texto é o autor. E se ele te justificar algo, escute e respeite.

10. Lucro

Pois é… Aqui é o grande X da questão. Editores experientes debatem a questão todo dia. Editores de todos os lugares do mundo não pensam em outra coisa. O mercado está mudando, e muito. A fórmula preço de capa – distribuição, direito autoral, custos de produção, gráfica, etc = lucro ainda funciona mas eu tenho certeza de que por pouco tempo.

Precisamos nos reinventar e, sem saber para onde o mercado vai, é bem difícil acertar. Comece devagar, sem medo mas sem pressa. Edite três, quatro títulos e trabalhe-os bem. Tiragens pequenas. Pense em formas de divulgar os livros que saia do ordinário. Sei lá, é caso a caso, uma história em quadrinho adulta de repente pode ter uma aceitação incrível no circuito da noite, de barzinhos e etc.

Vai dar trabalho mas vale muito a pena. Quem começa agora precisa não apenas ser bom no que faz mas precisa ser melhor do que os que já estão estabelecidos. Se você pensar “ah, a editora grande XPTO faz assim, então isso é bom pra mim também” vai fracassar. Você precisa pensar “ah, a editora grande XPTO faz assim, então eu vou fazer isso e mais aquilo”. Faça sempre mais, pense muito, reflita muito e gaste pouco.

Uma dica final?

Existem editais de governo que você precisa ficar atento, porque são uma venda enorme e valem muito a pena. Acompanhe sempre o site da CBL – http://www.cbl.org.br/ – para ficar informado.

E, claro, boa sorte!

Venha para a turma do @falafreela

Antes de ir, queria fazer um convite: ouça o nosso podcast. Respondemos dúvidas e debatemos assuntos bem legais, todas as segundas-feiras. É só dar um PLAY aí embaixo e ouvir!

Carolina Vigna

Carolina Vigna

Editora, designer e ilustradora. É também amante de animação e fotografia.

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98 Responses to “Quero montar uma editora. Como fazer?”

  1. Felipe,

    É, no momento, a melhor saída que existe. Só que não é suficiente. Ainda não dá para ficar sem a livraria. Mesmo com a entrada dos e-readers, acho que vamos demorar ainda umas boas décadas para conseguir sobreviver sem o ponto de venda.

    Abraços,
    Carolina.

  2. felipe says:

    carolina,
    como se dá o processo de negociação formal do direito autoral (seja para autores/autoras daqui, seja para traduções)? é preciso o acompanhamento de um advogado, para montar contratos?

  3. felipe,
    Aprendi da pior maneira possível que é sempre bom ter um advogado acompanhando qualquer contrato, por menor que seja.
    Agora, sei que a realidade nem sempre é essa. Normalmente as editoras possuem contratos padronizados que, obviamente, as protege.
    Algumas armadilhas conhecidas são contratos que prevêm renovação automática para novas edições* (no, no!) ou qualquer uso do material. Por outro lado, é sempre bom permitir que a editora use o seu material para divulgação daquela edição (proibir seria “jogar contra”, entende?).

    * Vale a lembrança que edição é diferente de reimpressão. A reimpressão ocorre quando os exemplares estão esgotados e o contrato ainda está em vigor (tudo bem, isso, é seu interesse que venda o livro também!). Uma nova edição, como o próprio nome diz, é um novo trabalho, muitas vezes com novas ilustrações ou design.

    Enfim, se vc tiver um advogado amigo para acompanhar pelo menos o primeiro contrato, melhor. Do segundo em diante vc meio que já vai saber o que esperar e o que não aceitar.

    Abraços,
    Carolina

  4. felipe says:

    Carolina, uma sugestão (quase implorada): você podia fazer um post sobre distribuição.

  5. felipe,
    caramba… será que eu consigo? eu sempre contratei gente para isso, sei coisas muito básicas.
    vou pensar a respeito, tá?
    abração,
    carol

  6. Marçal santucci says:

    Carolina, que bacana o que você está fazendo, geralmente ler estes textos é uma penúria, mas o seu é relaxante e descontraído!
    não olhei (ainda) o seu site todo, mas gostaria de saber qual o seu trabalho como editora e se estaria aberta a desenvolvermos algum trabalho em conjunto…

    Um abraço

    • Carolina Vigna-Marú says:

      Almir,
      No momento não, mas tenho planos em um futuro próximo de voltar a ser editora, aí quem sabe…

  7. Carlos says:

    Olá,
    Primeira pergunta: vc tem uma editora?
    A outra é: existem requisitos legais a serem seguidos para ser editor? E para publicar obras? Quais as leis que existem sobre o assunto? Obrigado!

    • Carolina Vigna-Marú says:

      Carlos,
      Tive, por muitos anos, depois de trabalhar em e para editoras por mais outros tantos.
      Voltarei a ter em breve.
      A sua empresa precisa ser editora na razão social, até onde eu saiba. Não sei se é exigido alguma formação específica, mas mesmo que não seja uma exigência legal, parece-me aconselhável alguém na equipe com formação em letras, jornalismo, filosofia, história, alguma humanas…

      PS: Perdoe-me pela demora em responder. Este semestre foi muito muito complicado e só estou colocando em dia as respostas pendentes agora.

  8. Flor says:

    Olá, estou no último semestre de Letras e preciso desenvolver uma revista com o tema português brasileiro.
    Estou pensando em uma entrevista, três textos (artigos, ensaios), palavra cruzada, uma seção de sugestões de filmes e livros, mas queria alguém para montar a revista pra mim. Quero que fique o mais próximo possivel de uma revista de circulação real.

    Será que fica muito caro?

  9. Pensando em montar uma editora procurei no google algumas informações e ele me levou ao seu excelente artigo. Parabéns.

  10. Mateus says:

    2 perguntas:
    como sao feitos contratos com a livraria para puplicar os livros da minha editora?
    quanto o meu autor tem de ganhar mais ou menos por livro?

    obrigado dez de já.

  11. Wellington says:

    Incrivel o seu Post…. eu pretendo abrir uma editora que mude este pensamento burro e idiota que um bom livro é criado por aqueles que fizeram um livro a 1000 anos atras temos nós nossos dias de hoje milhares de de pessoas criativas neste mundo sendo um otimo criador e livros mais o que realmente o nosso páis não vê o que esta afrente deles ou seja só quero dizer que todos nós somos criativos e temos as nossas opiniôes sobre muitoas coisas não importa se é livro só na escrita ou só mente em desenhos pois existem crianças criativas nesta terra muito mais pensativos do que nós adultos nao sí crianças mais tambem adolecentes e adultos todos nós somos criativos mais só que ficar parado e lendo livro de gente velha e que ja morreu não se cria nada de inspirador ao ler um livro pois sempre estaremos lendo as mesmas coisas que ja pesquisamos e lemos nos livros pois tudo é igual e eu acredito que algem possa mudar muitas coisas em um só livro que seja totalmente iqualado a uma nova vida…

  12. Tatiana says:

    Olá Carolina,

    adorei seu post. Sempre fui amante dos livros e amo ler, sempre estou lendo muitas vezes até dois livros de cada vez…. fiquei interessada em montar uma editora com meu pai, ele é design gráfico e já trabalhou em mts lugares, gráfica, jornal da cidade, jornal independente e em relação a artes, ilustração diagramação ele é muito bom… possui alguns contatos tb, já eu sempre quis fazer jornalismo, mas optei por administração… pensando em tudo que vc falou, creio que podemos formar uma dupla mto boa para começar.
    Somente fico na dúvida pq somos do interior de são paulo, não sei se aqui é um bom lugar para esse negocio.

    • Tatiana,
      Vc já tem a dupla de criação mais importante para uma editora: alguém que cuide do conteúdo (vc) e alguém que cuide da forma (seu pai). Vc vai precisar de alguém competente para administração também. Olha, eu sinceramente acredito que a localização não é um problema. Hoje existem editoras importantes em lugares completamente fora do eixo rio-sp, como em curitiba, por ex. Manda brasa e boa sorte!

      PS: Perdoe-me pela demora em responder. Este semestre foi muito muito complicado e só estou colocando em dia as respostas pendentes agora.

  13. [...] Quero montar uma editora. Como fazer? [...]

  14. * LN says:

    Parabéns pelo artigo, agradeço por tê-lo postado pois foi de grande valia para mim e meu esposo, dando uma "luz" sobre nossos planos futuros. ** Abç!!!

  15. Paulo says:

    gostei do texto, não sabia que existia pessoas que ajudassem os pequenos como eu. Esse artigo fez eu voltar no tempo e reavaliar algumas coisas, mas que de certa forma deram certo. Obrigado

  16. Beatriz Marcelino says:

    olá Carolina,
    Gostaria de saber, se colocamos algum ao autor, ele tem que pagar alguma coisa para a editora?
    Obrigada

    • Desculpe, Beatriz, não tenho certeza se entendi sua pergunta.
      Existem editoras que cobram para publicar, é o que é conhecido como auto-publicação. Este método tem problemas, como por exemplo não poder entrar em alguns editais importantes, justamente pque o autor passa a ser cliente e o editor deixa de ter o crivo e "a caneta", ou seja, vai aceitar o que o autor quiser e isso não necessariamente é uma coisa boa. O autor, na maioria das vezes, não tem distanciamento suficiente do seu texto para fazer ajustes necessários, por ex…

      PS: Perdoe-me pela demora em responder. Este semestre foi muito muito complicado e só estou colocando em dia as respostas pendentes agora.

  17. odailton carvalho brotas says:

    quero publicar meu livro”dai por ele mesmo…cuba e o oriente médio”.

    quero saber quais os procedimentos devo tomar.

    • Odailton,
      Acredito que várias de suas dúvidas poderão ser respondidas através dos outros artigos desta seção.

      PS: Perdoe-me pela demora em responder. Este semestre foi muito muito complicado e só estou colocando em dia as respostas pendentes agora.

  18. Miriam Sales says:

    Minha cara amiga,ando sempre por aqui tentando aprender.
    Esse assunto das editoras está perfeito,mas,e se quiser apenas criar um selo editorial p/ publicar meus próprios livros,
    Agradeceria muito o contato. bjs como proceder?

    • Miriam,
      Vc precisa antes de tudo ter uma empresa com contrato social de editora. Daí começar… Ou então seguir o caminho tradicional de enviar a editoras, etc…

      PS: Perdoe-me pela demora em responder. Este semestre foi muito muito complicado e só estou colocando em dia as respostas pendentes agora.

  19. Dharma says:

    Olá, Carolina

    Estou terminando o ensino médio e estou naquela fase horrorosa de ter que escolher uma profissão. Tenho tido um desejo de abrir uma editora para poder publicar muitas coisas do exterior que me encantam, mas que não encontro aqui. Minha formação em inglês me permite aproveitar muitas obras interessantes, mas que infelizmente não estão disponíveis para os brasileiros (e é péssimo não ter com quem comentar uma boa leitura nas proximidades). Por isso desejo montar minha própria editora.

    Mas a minha principal dúvida é: Que tipo de formação eu preciso ter para isso? Pesquisei sobre o curso de Tradução, mas será que é o suficiente? Espero que veja este meu comentário, já que faz um tempinho desde que você respondeu o último.

    Obrigado, e adorei seu artigo!

    • Dharma,
      Alguma formação em humanas é desejável sempre, mas hoje em dia existe uma formação específica, chamada Editoração, tem na FGV eu acho. Existe também uma pós na área, também na FGV ou na ESPM.
      Boa sorte!!!

      PS: Perdoe-me pela demora em responder. Este semestre foi muito muito complicado e só estou colocando em dia as respostas pendentes agora.

  20. Olá, Carolina.

    Tenho uma muitas dúvidas a respeito de selo editorial.
    Para se criar um é necessário ter uma editora? Teria que abrir uma empresa para tê-lo? Por que desejo fazer um trabalho independente, sem o compromisso de ter uma empresa como essa.
    Pensei em fazer um trabalho com uma distribuidora e, essas empresas podem fazer esse serviço para mim? Pois alguns contatos que tenho pedem que tenha o CNPJ da Editora ou distribuidora.
    Preciso muito esclarecer esses questionamentos.

    Grata,
    Vandressa.

    • Vandressa,
      Sim, selo editorial é algo que precisa de uma editora para existir.
      E sim, editora é necessariamente uma empresa.

      PS: Perdoe-me pela demora em responder. Este semestre foi muito muito complicado e só estou colocando em dia as respostas pendentes agora.

  21. Carolina Vigna-Marú says:

    Não sei o quanto vc teria de contratar de fora. Por ex, vc faria as entrevistas? Tem alguém pra fazer as cruzadas (não é fácil fazer, não, viu?)… Vai imprimir ou é digital? Vc tem quem diagrame? E revise? O copy-desk é seu? Quer dizer, essas coisas de "quanto custa" ou "fica caro" é tão, mas tão relativo que se torna impossível responder.

    PS: Perdoe-me pela demora em responder. Este semestre foi muito muito complicado e só estou colocando em dia as respostas pendentes agora.

  22. Mand says:

    Olá. Eu gostaria de abrir uma editora. Eu não sei se você já respondeu isso antes, mas por favor me diga, em média, quanto se precisa para abrir uma editora?
    Desde já agradeço.

  23. fabio says:

    ola, pode passar o seu e-mail?

    obrigado

  24. Renan Rossito says:

    Olá Carolina, tudo bem?

    Li o seu texto e achei incrível, como funciona a questão de tradução de livros? É o mesmo esquema e em relação a valor e pagamento de direitos autorais e etc… existe algum site que eu possa ver isso?

    Obrigado

  25. Antero Leivas says:

    Não sei se lembras de mim. Vim parar aqui por ‘acidente’. Parabéns pelo artigo (e consequentemente pelo blog todo, q não li, mas suspeito seguir a mesma qualidade)
    Estou no Facebook

    Beijos

  26. Joana says:

    Adorei esse texto, foi o mais completo que eu encontrei. Parabéns a Carolina Vigna-Marú

    Editora.

  27. Jovino Santos says:

    Carolina, li agora teu texto.. de fato estou para montar oficialmente uma editora, porém me falta detalhes técnicos e providencias relacionadas a documentação, empresa e essas coisas chatas.. a linha editorial, os lançamentos estão definidos. Abração
    Jovino Santos

  28. Julio says:

    Carolina,
    Estou lançando um curso e gostaria de transformar a apostila em um livro.
    Será que eu posso registrar uma editora só para publicar este livro e terceirizar todos os trabalhos?

    Atc.

    Pr. Julio Batista

  29. Junior says:

    Carolina,

    Boa noite, poderia me enviar um modelo de contrato editorial para o cliente. Por favor

    Obrigado!

  30. Gilson Helio says:

    Oi Carolina.
    Eu já estou na ultima etapa como autor de um livro, o livro está pronto e impresso pela segunda vez, já que a primeira foi feito com muitos erros, e como o tema do livro é justamente a ineficiência das instituições, no caso, o poder judiciários, fiquei com o prejuízo, tive que pagar por nova editoração e revisão, correção da capa incluindo a cor que foi impressa com o fundo em preto, quando deveria ser em azul. Continuo mais perdido do que “cego em tiroteio”, prometi para mim mesmo que escreveria o livro nem que fosse a ultima coisa que fizesse, agora estou preso à questão da distribuição, quase mil livros com defeito, e mais mil livros bons. As editoras oferecem 10% para a venda em lojas virtuais, tenho que dar exclusividade e os exemplares que eu quiser adquirir terá que ser através deles. Para fazer a venda virtualmente, eu mesmo posso fazer, embora não tenha a mesma visibilidade, que poderei conseguir com divulgação, ocorre que, para vender pela net tenho que montar uma estrutura para recebimento do pagamento e remessa dos exemplares, abrir uma empresa e tudo o mais, “mato sem cachorro”. Vou encontrar uma saída, pode apostar, com a sua ajuda então.
    Titulo do livro “ FRATURA EXPOSTA DO DIREITO “ conto duas historias de dois processos judiciais, indenizações por doença ocupacional, na primeira o processo durou doze anos e acabou em acordo aviltante, na segunda o processo tem vinte anos e ainda continua em curso, os dissabores com as autoridades e com a instituição, e com os próprios advogados, que já perfaz um total de treze em ambas as historias, e o atual já está completamente ao lado da ré. Em uma segunda etapa eu passo as experiências adquiridas para que as pessoas aprendam a lidar com serventuários, juízes, advogados e com o processo judicial. Gilson Helio Cardoso.

  31. Marcia Graça says:

    Boa tarde Carolina,
    adorei o seu post! Muito esclarecedor! Parabéns!
    Me animei de te perguntar sobre o meu caso…
    Eu escreví cinco textos com estorinhas para crianças, um tempo atrás, eu enviei umas cópias para algumas editoras, tipo, Salamandra, cia das letrinhas, só coisa boa! Tops! Resultado da minha empolgação…nenhum…todas me mandaram cartas dizendo que meu texto era bom, mas não tinha o perfil da editora, blá,blá, blá…ou seja, não rolou. A minha idéia é a seguinte: gostaria de montar uma pequena editora, se possível em casa mesmo, com o perfil das minhas historinhas! E eu mesma editar!!! Será que pode dar certo???
    Grata pela atenção, ansiosa pela sua resposta! Um abraço

  32. Rômulo Cássio Dias says:

    Quero montar uma editora de audiolivros. Meu estudio é profissional, só que, não sei por onde começar. Me ajude por favor! O que devo fazer?

  33. Ana Julia says:

    Oi Carol, gostaria de saber se existe a possibilidade de fazer livros 100% sustentável?
    Quais e onde eu encontro matéria prima, quais meus fornecedores,

  34. Silvio Oliveira says:

    Carolina,
    muito obrigado pelas dicas. Excelente texto, realista. Trabalho nisso há mais de 10 anos, editando jornais e revistas, sempre amadorísticamente, ou seja, sem visar lucro mas utilizando as técnicas profissionais, fazendo um bom produto. Agora vou entrar no mercado, conhecendo como são as coisas mas atentando para esses detalhes que chamaste atenção.
    Um abraço
    silvio oliveira

  35. Leitner says:

    Olá,
    Ótimas informações, obrigado! Mas e quanto a legalização do negócio: quais são os procedimentos para abrir uma empresa do ramo? Existe algum documento e/ou formação acadêmica exigida para tornar-se um editor de livros e/ou abrir sua própria editora?
    Abraços

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