Como dizer não?
A despeito de teses corporativas, de livros de auto-ajuda, de neo-gurus, só existe uma maneira de dizer não para o cliente. É juntando um “n”, um “a”, um “o” e enfeitando a segunda letra com um til. Muita gente complica e tenta embasar uma atitude dessas com mil teorias. Mas é simples assim.
E dizer não para seu cliente ou prospect, acreditem, soma muito mais pontos do que você imagina.
Porque é através de bem aplicados nãos que você consegue realizar a tão falada “seleção de projetos” que na vida do Profissional Freelancer marca a diferença entre você cheio de trabalho e ganhando pouco ou você com a quantidade certa de trabalho para seu estágio atual, e ganhando o justo.
Situações em que você deve dizer não:
- No primeiro contato seu trabalho foi desrespeitado
- Sua proposta foi recebida com desdém ou foi respondida por “mas por isso eu faço três sites iguais a esse”
- Você não concorda com o produto/idéia/linha de ação da empresa
- O cliente não é idôneo
- Foram sugeridas cópias de trabalhos e/ou outro tipo de “jeitinho”
- Suas fontes levantaram que o cliente já caloteou amigos
Listei as mais básicas obviamente. Sim, eu sei que existem clientes que não são muito educados mas tem projetos interessantes (ponto1), ou que você precisa realmente levantar uma grana (ponto 2), que a proposta para um novo site de bebidas alcoólicas ou tabaco (casos que eu já recusei) é assustadoramente alta (ponto3), que o cara é trambiqueiro mas garantiu que vai pagar (pontos 4 e 6) e que você tem certeza que ninguém vai lembrar deste site sueco que querem que você copie…
Mas diga não. E garanta 100 anos de perdão.
Publicado em 11/10/2007 às 1:16 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.












Simplificando…concordei.
Saber dizer um bom não ajuda a manter o foco. O segredo do sucesso eu não sei, mas o segredo do fracasso é tentar agradar todo mundo.
Um abraço do Beto.
Grande Mauro,
Saber dizer não realmente faz diferença, mas é bom lembrar que não é dizer não simplesmente por dizer, mesmo que o cliente não pague bem, que tenha tido ‘problemas de percurso’ em outros projetos, ou que vc se sentiu desvalorizado, a equação para o não ou sim, é muito complexa.
Eu já falei não de menos, me entupi de trabalho, stress e perdi várias noites, finais de semana e feriados trabalhando… Também já falei não demais e vi as contas vencerem, acumularem juros e a poupança sumir.
Não tenho o segredo do sucesso, mas recomendo que antes de aceitar ou não uma proposta, é bom pensar, planejar e se programar… Ah, e não se esqueça de amarrar bem o contrato… tem cliente que demora pacas para fornecer conteúdo ou pagar uma parcela, e depois quem fica no aperto é vc.
Grande abraço,
RA
Eu tenho muita dificuldade em falar um não quando se trata de trabalho.
Mas ainda vou mudar isso
hahaha, estou rindo sozinho aqui…
baseado em 5 desses 6 itens, nao deveriamos ter pego nosso ultimo trabalho… e que o cliente ainda nao pagou…. ai ai…
Realmente, dizer “não” não é uma coisa fácil. Depois de muitos projetos problemáticos, estou aprendendo o caminho das pedras. A primeira iniciativa foi a criação de um contrato com os termos básicos para tocar um projeto comigo. =)
Muito bom e é uma verdade
Estava lendo suas matérias na revista do imasters, excelente.
Preciso bater um papo contigo a respeito de uma palestra de AI que talvez te interesse.
Abraços
Sou um Dinossauro, basta dizer que sei cantar o Hino do Nacional Kid, se você que está lendo não entendeu, dê uma cambalhota e siga em frente como um Inca Venuziano.
Digo Não com certa frequencia, desenvolvi uma metodologia para diminuir os problemas com cliente e espero que tenha algum valor para vocês.
1) Quantos anos a sua empresa está no mercado?
Respostas que requerem apertar o botão do Não:
- Ainda não tenho o CNPJ
- Tô abrindo agora
- Por enquanto vou usar o CNPJ da Padaria da minha prima.
2) Quando o Sr. pretende que este site esteja on-line?
- Pra Ontem, garoto.
- Imediatamente.
3) Qual a sua perspectiva de investimento na construção do site de sua empresa ?
( Seja Claro, pergunte na lata QUANTO )
- Ahhh uns 400 reais
- Unnns 300 contos
- baratinho né…
baratinho é uma senha incrível para o Não, essa palavra é fruto de um conjunto de problemas, dores de cabeça, tragédias gregas e tudo o mais travestido de Cliente.
Outros sinais ( Que partem do “cliente”)
- Eu quero um troço girando e piscando.
- Eu quero tomar as decisões pessoalmente e passo a passo.
- Quero que coloque contador de visitas.
- Não gostei do jeitão do site.
- Mas tem mesmo que assinar contrato?
- Pra que contrato?
- No momento quero investir pouquinho.
pouquinho e baratinho e demais diminutivos são
característica básicas na composição do Não.
Importantíssimo:
Somos 7 Bilhões de seres, tirando uns 4 Bilhões que são uns intratáveis, sobram 3 Bi, dá pra falar uns 25 nãos por ano sem culpas….
Concordo em número, gênero e grau, mantenha sua consciência limpa, às vezes dizendo um não, você estará dizendo sim para você.
Concordo.
Um “NÃO SINCERO” sempre vale muito a pena.
Acima de tudo temos que dar valor ao nosso trabalho.
Já disse não para um cliente, que era um escritório de advocacia. O rapaz com quem tratei me disse algumas pérolas como:
- este teu contrato é abusivo
- eu imaginei esse valor umas 10x menor
- isso que eu quero é rapidinho, só não faço eu mesmo porque tô sem tempo
- cara, eu sei que em meia hora tu faz isso
- pode copiar, olha só, tem esses sites aqui ó, copia mesmo, igual a esse tá bom
inacreditável
quando o cliente fala pra mim:
- é coisa pouca, fácil de fazer…
- super simples, não tem segredo
- não pago por hora, só por serviço fechado
- você pode fazer 5 jogos em flash pra depois de amanhã?
ai eu digo não com o maior prazer…
Cara, concordo com seu pensamento, mesmo não consguindo ainda dizer não pra muitos trabalhos pequenos de clientes que pedem por um preço muuito a baixo do que deveria ser feito…. acabo ocupando muito do meu tempo com trabalhos pequenos que não acrescentar nada ao meu portifolio e ganhando pouco, por ter medo de dizer não….
Abraços e sucesso..
Seu blog já está em meus links recomendados
Realmente, dizer não é o cerne da questão. Eu tenho um muito modesto escritório de advocacia que toco a tres anos. Comecei a trabalhar com doze anos de idade, em oficinas mecanicas, depois como balconista no comércio. Casei e comecei a lecionar. Fui funcionário público estadual e federal por doze anos. Resolvi dar um basta. O que eu queria mesmo era abrir uma gráfica/editora/papelaria, mas não deu. Montei o escritório. Formei em faculdade do interior, onde aproveitei menos de 20% dos professores – nunca fui um aluno estudioso, mas sempre fui muito “inteligente”. Outro dia um cliente me deu o cano, numa questão de execução de um contrato, eu notifiquei ele de que estava saindo do caso. Ocorre que eu estava muito, mas muito sem grana, ele resolveu pagar a parcela de honorário atrasada e eu retomei o caso, acho, não, tenho certeza, que errei. MAS acontece, infelizmente. Estou investindo em um novo ponto para o escritório, algo mais chique, pois em razão do local do meu escritório ser muito descolado, no sentido de eu não cuidar do visu do lugar, pequei fama de advogado de bom a razoável, e barateiro. Tem cliente que faz orçamento comigo só pra chantagear medalhões na hora de discutir honorários. Vivo em uma comarca de uns cento e setenta mil habitantes, que deve ter uns mil advogados, o mercado é concorrido, e tem gente que tem “bala na agulha – capital diga-se” para investir e aprimorar técnicas de trabalho, atendimento e captação. Eu não tenho isso tudo. Tenho medo de quando tiver finalmente o capital, esteja todo enrolado com questões antigas que me marquem de certa forma no mercado que atuo. As regrinhas básicas do não vão ficar coladas na minha mesa. Vão sim.
Só mais uma coisinha. Em minha curta experiencia solo, aprendi que se deve tomar cuidado também com a questão de trabalhos que nos chegam de clientes absolutamente incapazes de lhe pagar, independentemente de serem idôneos ou não. Eles geralmente não escondem isto, e lhe oferecem algum tipo de vantagem posterior, com o fim de que você morda a isca. Poderia exemplificar “n” casos. Mas a questão no ramo da publicidade on line, eu não sei, tem coisas que penso que mesmo se você tomar cano, divulga o teu trabalho. Na advocacia, não existe piada mais escrota do que se trabalhar de graça. É de doer.
Só mais uma coisinha II – contratos. Quando eu estava na faculdade, o que mais prestei atenção foi na forma de recebimento dos meus honorários. Nunca fiz um trabalho sem contrato, e embora dificilmente eu execute um contrato inadimplido, eles me resguardam de muita coisa. O ideal, e não estou fazendo propaganda minha e de meus colegas advogadso, é procurar um profissional especializado na confecção de contratos. Tem muita gente que tá no comércio a muitos anos, e acha que manja mais que o profissional habilitado para tanto. Mesmo um zé mané da advocacia sabe mais de contratos que um empresário com vinte anos de estrada. Aliás, quem tá há muito tempo no mercado, já deve ter seu advogado de confiança. O objeto do contrato merece atenção especial, para que você nem o cliente percam. As clausulas penais são imprecindiveis. Umas duas horas com o advogado, repassando informações sobre as peculiaridades do teu ramo, para que se produza um material bom, adptado e sem ferir quaisquer dispositivo da legislação vigente, são essenciais. Fazer um contrato que voce mesmo possa adptar algumas coisas depois também te econmiza muita grana. Mas o modelo, o corpo esqueletico do contrato, é bom fazer com advogado. Isto porque no Brasil existe uma série de legislãções que se conflitam, em termos do código do consumidor, do código civil, tributária, etc.
[...] transparente, você deve EVITAR projetos baratos justamente por isso. E esse foi o tema do post Como dizer não? Mas não é o tema [...]
[...] um banner. E tomando um belo calote ainda. Casos como esses acontecem e, evita-los (o famoso “Como Dizer Não”) é mais do que “o pulo do gato”; é a oitava vida do felino. Mas vamos as [...]
[...] Então lá vai: o momento profissional em que você tem mais chances de ver sua Carreirasolo dar certo é quando você atingiu o chamado nível pleno. Sua rede de contatos não será pequena, seu portfólio/currículo/experiência também não. Você já viveu poucas e boas (o que, segundo o, Millor quer dizer que você, na verdade, viveu muitas e más) e sabe fazer seleção de projetos. [...]
[...] A Como dizer não para seu clientes [...]