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Como avaliar o portfólio de um webdesigner?



O título da dúvida não deixa espaço para interpretações: sim, foi enviada por um cliente que já anunciou em nossa seção de Vagas. Que grande oportunidade, não?

Primeiro podemos enxergar além da fronteira do blog e imaginar como um cliente nosso vai avaliar os trabalhos que levamos a uma reunião ou, até mesmo, um e-mail nosso enviado a partir de uma oportunidade postada por aqui.

Segundo é um momento interessante para darmos dicas de como profissionais de outras áreas podem avaliar um trabalho criativo. Sim, porque a leitora em questão é do departamento de Recursos Humanos da empresa que anunciou. Ou você acha que só diretor de criação vai olhar seu portfólio?

Speak no evil.  See no evil.  Hear no evil.
Creative Commons License photo credit: KaiChanVong|Seu cérebro já levou um susto hoje?

Dicas básicas para avaliar o trabalho criativo, quando você não é da área criativa.

A primeira coisa que você ser estranho ao mundo das cores e fontes deve saber é que todo trabalho criativo deve ter um propósito, ser a resposta a uma necessidade de marca. Esta necessidade por ser vender mais produtos, fazer com que mais e mais pessoas assinem seu serviço ou até mesmo divulgar sua candidatura ao Senado de alguma república perdida no mapa.

Ao avaliar um conjunto de links procure saber (se isso já não estiver discriminado na ficha técnica de cada projeto) qual foi a missão daquela empreitada. E pense, com os olhos de consumidor final, se você seria impactado por aquela solução.

Outra dica é avaliar o quão variado é o conjunto de ideias e soluções do candidato. Digo isso porque é comum no mercado encontrarmos “profissionais de template”, ou seja, a turminha que só repete a mesma fórmula, projeto após projeto, num troca-troca de cores que mesmeriza os mais desatentos. Não seja um deles, caso note uma repetição de estruturas e soluções, pergunte sobre o por quê disso.

Não substitua a sua sensibilidade por perfumarias como jeito estiloso de se vestir e gadgets de última geração. O talento genuíno transparece em qualquer ambiente. Treine o faro para esta originalidade. Não se iluda, qualquer ser humano é capaz de identificar (em diferentes graus, é claro) criatividade genuína. É aquela de dá “um susto no cérebro”.

Você sente isso quando uma Escola de Samba entra na Avenida e apresenta um carnaval que faz história, quando uma banda de Rock cria aquela canção que vai acompanhar você por toda a vida, quando lê um livro que faz você viajar. Sim, o trabalho do webdesigner, mesmo tendo um quê de técnico e sendo resposta a uma necessidade comercial, pode (e deve) provocar isso em você.

Vale lembrar que o “você” citado no parágrafo anterior pode ser, como no caso da leitora que nos enviou a dúvida, uma pessoa jurídica. Neste caso, o foco de sua avaliação deve estar consoante aos objetivos de marca e de marketing daquela instituição. Quando for avaliar este tipo de profissional sob os olhos de uma cultura empresarial, portanto, é importante que o crivo seja esse. Você pode até gostar, mas se sentir que a “empresa” não vai gostar daquela maneira de resolver um problema de comunicação, não insista.

Para iniciar

Este é um tipo de post que gostaria de ver iniciar uma discussão trazendo pontos distintos e opiniões variadas. A pluralidade vence. E você, como avaliaria o portfólio de um webdesigner?

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Publicado em 22/02/2010 às 10:00 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.


7 Comentários para “Como avaliar o portfólio de um webdesigner?”

  1. Brivilati -

    Concordo com os pontos que você disse. Acrescentaria também, nao sei se com relevancia, mas o cliente deve sempre desconfiar de preços muito baixos. Sempre são problemas futuros e já é uma forma de julgar se o trabalho do webdesigner tem seu devido valor.

  2. Guilherme -

    Ótimo post, concordo com você igual o Brivilati sempre desconfiar de preços baixos, pois o barato sai caro.

  3. Riccardo Bents -

    Esse seria uma visão para um Designer de Web, pois o conhecido web designer deve ser mais programador que criador hoje em dia, acho que o mercado está tentando alcançar um ‘Faz tudo em 1′ com o nome de Web Designer.

  4. luciana -

    Olá, olha acho que preço baixo nem sempre é sinal de problemas futuros, mesmo porque tem muito freela no mercado hoje que por não ter firma aberta e um nome reconhecido não pode disputar os mesmos valores, mesmo sendo um profissional altamente qualificado, então nem sempre preço alto significa satisfação garantida.

  5. Transportadoras -

    Ótimo post, tambem acredito que preço baixo nem sempre é sinal de problemas futuros.
    Ana

  6. CSantos -

    Essa questão do preço é relativa demais. Existe de tudo no mercado e profissionais que estão iniciando tenderão ao menor preço com o objetivo de atrair clientes. Mas esta questão do preço nem deveria ser discutida, afinal preços são negociaveis e altamente variaveis. Agora a forma como o trabalho de um webdesigner será olhada isso é relevante. Concordo com Amaral quando ele postou que a empresa deve manter o foco da avaliação nos objetivos de marca e de marketing da instituição, isso auxiliará a buscar um profissional que atenda o perfil da empresa. O problema aqui é que raramente em uma empresa o departamento de marketing conversa com o de seleção! Nesse caso a avaliação pode se tornar superficial demais e se mesmo assim a contratação ocorrer isso também trará prejuijos à empresa.

  7. Roberto Souzah -

    O maior problema quando se dá muita importância ao preço é que se esquece do “Valor”. Fiz meu próprio site, para iniciar meu trabalho autônomo de Transporte, e hoje, faço sites e reformulo Blogs para profissionais em início de carreira, mas, alerto ao fato que SEMPRE indico um profissional Publicitário antes de fazer o trabalho. Ressalto que há vários sites e projetos, caríssimos, que não combinam com a atividade do cliente nem tem bom resultado. Sempre deixo claro que não sou profissional de desenvolvimento nem publicidade. Ps.: Adoro este site!

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Mauro Amaral

Editor Chefe

Mauro Amaral é editor, publicitário e conta histórias que o seu público vai gostar. Casado, pai de três filhos e mora no Rio de Janeiro. É o Diretor de Criação da Contém Conteúdo. Bio | Envie sua dúvida

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