Cliente pode usar meu trabalho sem pagar?

Jolly Roger
Creative Commons License Foto de: internets_dairy

Quando você cria um site no risco, deve pensar muito antes de oferecer para um cliente. Ele pode querer usar o design que você criou. Pode querer reaproveitar o código que você preparou. Pode até mesmo utilizar o conteúdo sem pagar um centavo por isso. Essas coisas acontecem todos os dias desde que Tim Berners-Lee resolveu pensar em textos que se conectavam uns aos outros nas máquinas de todas as pessoas no mundo.

Contudo, sempre devemos pensar em maneiras de nos resguardarmos dos abusos que Profissionais Freelancers sofrem aqui e ali. Seguem algumas dicas:

  • Proposta comercial deve ter apenas três coisas: preço, prazo e escopo. Fuja de clientes que exijam em propostas “uma idéia de como o site vai ficar”. Você tem um portfólio, não? Ah sim, dê uma olhada em nosso modelo de proposta web
  • Em concorrências é muito comum que você tenha que preparar um conceito criativo. Nestas horas, não custa nada solicitar o preenchimento de um documento de confidencialidade. Pesquisei este modelo aqui para vocês
  • Uma dica mais “conceitual” é investir em clientes idôneos que não tenham sido “negativados” por amigos e parceiros. Assim que receber o pedido de proposta, dê um pulinho do Google e pesquise. Informação, como você já deve ter percebido, nunca é demais.

Mais alguma coisa?
É claro que deve ter…mas, aguardo vocês me perguntarem.

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Publicado em 15/02/2007 às 6:02 na categoria Respostas. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.





9 Comentários para “Cliente pode usar meu trabalho sem pagar?”

  1. Daniel de Paola -

    Boas dicas Maurão… eu sempre faço isso e mais um pouco. O que não abro mão em hipótese alguma é do termo de garantia de propriedade intelectual, no caso de ter que apresentar um protótipo para algum job.

    Além dessas dicas, o ideal é ter um contrato bem amarrado principalmente em relação a prazos e deveres do cliente. Nada como ter amigos advogados… hehehe

    Pra quem tá começando, não deixem de fz isso, pois, só assim garantirâo seu dindin no fim do job.

  2. Roberto -

    Mauro, concordo plenamente com essa história de fugir de clientes que exigem um conceito criativo… Mas aqueles designers que fazem isso SEM o cliente exigir, normalmente vêem suas chances de o projeto fechar serem sensivelmente aumentadas….

    Eu, por exemplo, tento avaliar o cliente antes de apresentar a primeira proposta. E um dos motivos é bem simples: se o potencial do cliente for alto, eu apresento um conceito criativo logo de cara, embora muita gente não recomende isso…

  3. Mauro Amaral -

    Eu só acho que, assim, você aumenta o risco em vários “%”. Foi o que quis dizer com o portfólio falando por você. A apresentação do portfólio, a meu ver, também aumenta suas chances.

  4. Juliana -

    Mauro, sempre leio o seu blog e até faço menção, no meu, em relação ao seu. Gosto muito, em geral. Falando sobre o comentário de hoje, adorei, pois sempre tenho dificuldade de apresentar e negociar a proposta inicial de trabalho. É impressionante como tem cliente que, na “cara dura”, quer que você apresente toda a proposta, ainda na negociação. Entretanto, estou me esforçando para ter algo mais simples, direto e que não me prejudique, no final da negociação. Obrigada pelas dicas.
    Obs: sou consultora financeira, mas as dicas se aplicam mesmo assim.

  5. Roberto -

    Mauro, com certeza aumenta o risco sim.
    Mas o aumento das chances de fechar o negócio, é bem substancial também. Lembre-se que o cliente não tem essa visão espacial que nós temos, essa capacidade de imaginar como será o projeto. E isso faz com que ele pense duas vezes antes de sair apostando suas fichas em uma empresa desconhecida.

    Além do mais, com o layout nas mãos, normalmente a proposta pode ir até um pouquinho depois, com uma certa “modificação de valores”, influenciada pelo índice de aprovação do material por parte do cliente… se é que você me entende….

  6. Marcelo -

    E quando você faz todo o trabalho (nada muito complicado, mas chato e demorado), e você visitando sites que tratam do mesmo assunto encontra os seus arquivos lá? Os caras até mudam a fonte, mas o conteúdo é o mesmo… até os comentários no meio do código.

    E o cara nem é cliente pra reclamar. Isso sim dói.

  7. Rúbia -

    Muito útil esse atigo, eu fico super insegura quando envio o power point pra cliente ver, ou quando simplesmente coloco a proposta on-line pra ele aprovar… principalmente quando o cliente não volta mais a falar com vc, o q quase sempre acontece comigo.

    Fico verificando o link depois pra ver se ele não roubou o desenho do power point, algo do gênero…

    vlw pessoal, bsitos
    Rúbia

  8. Tio_Wlad -

    Jamais abro mão de meus instintos, adoro lógica pura, física quantica etc etc…. mas na hora de fechar qualquer negócio tendo a ser instintivo. Não concordo em apresentar nada pronto, para isso tem portifólio, a última concorrência que entrei foi em …. nem lembro, se for para o governo então ……. fui. Básico mas crucial, nada de começar absolutamente coisa alguma sem um contrato, vou repetir para quem não gravou: Faça um contrato!

  9. Nadal -

    Consultem um advogado – não só para resguardar vosso trabalho contra as cópias, mas para montar bons contratos. Vale cada centavo gasto.

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Mauro Amaral

Editor Chefe

Mauro Amaral é Editor, Arquiteto de Informação e Estrategista de Mídias Digitais. Bio | Envie sua dúvida

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