“Wall Street é o único lugar onde as pessoas chegam em um Rolls-Royce para obter conselhos daqueles que pegam o metrô.”

Warren Buffett

E aí, pessoal? O que vocês têm achado de nossa série? Comentários são sempre bem-vindos, ok? Como prometi, essa semana vou tratar somente sobre o mercado de ações. É claro que três artigos não dão conta de explicar tudo o que esse tema envolve, mas, acredito, já serve como primeiros passos. Segunda-feira, falei sobre a parte conceitual, ou seja, o que é uma ação. Hoje, vamos dar um exemplo rápido de como você pode começar a negociar com elas.

Se você chegou agora, dá uma lida no que publicamos até agora: Parte I, Parte II e Parte III. Eu espero.

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Esse artigo tem como objetivo ajudar aqueles que não estão familiarizados com a investir em ações começar a operar. Ou seja, como começar a comprar ações.

O primeiro passo é abrir conta em uma corretora. Particularmente prefiro concentrar minha vida financeira em um único banco, acho prático e simples, além de aumentar o poder de barganha como o gerente. Então, aconselho que você abra sua conta de investimento na corretora do seu banco, que provavelmente irá ligar sua conta de investimento diretamente a sua conta corrente.

Nos grandes bancos comerciais você pode fazer esses procedimentos pelo homebanking. Para isso basta logar a sua conta, acessar a aba de investimento e na sequência entrar em homebroker. Nessa página cada banco instrui o seu correntista no processo de abertura de conta de investimento.

Outra vantagem desse processo é que após criar sua conta o banco irá disponibilizar on-line um farto conteúdo sobre o mercado de ações, análise de empresas e carteiras de ações recomendadas para cada perfil de investidor. Inclusive são disponibilizados cursos e tutoriais ensinando a utilizar cada opção do seu homebroker.

Você pode utilizar essas análises como um primeiro filtro para as empresas que irá escolher, mas aconselho fortemente a não seguir apenas as informações desses relatórios. Após lê-los o ideal é procurar informações mais profundas nas páginas de Relações com Investidos (RI) das empresas que mais lhe chamarem atenção.

Vale lembrar que existem taxas a serem pagas para comprar e vender ações. É necessário pagar um valor para a CBLC (Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia), outro de Emolumentos e por último a corretagem. A boa notícia é que essas taxas são baixas, um percentual do valor TOTAL (compras+vendas) transacionado. Em maio de 2015, comprei R$3,4 mil em ações e essas três taxas conjuntas foram de R$4,50, que corresponde a aproximadamente 0,13% do valor transacionado.

Algumas corretoras também vão cobrar uma mensalidade fixa, para manter a sua carteira de ações. Esse valor é debitado da sua conta corrente, independente da realização de negociações ou do valor que você tem em carteira. Após abrir a conta, você deve começar a entender o funcionamento do homebroker da sua corretora.

O que é um HomeBroker?

O HomeBroker é sua mesa de operações. Nele você vai acompanhar o valor dos papéis que pretende comprar e dar as ordens de compra. Saberá quais são as ofertas de compra e venda, qual as últimas notícias, se sua ordem foi executada ou não. Tambem saberá dos últimos proventos (dividendos, juros, bonificação) anunciados para as ações de sua carteira, as datas de crédito e valores. Outra dica importante é acessar o site da bolsa brasileira, a BMFBovespa, lá existem toneladas de informações sobre o mercado, empresa e corretoras.

Bem, é isso pessoal. Espero que essas dicas os incentivem a abrir uma conta de investimentos.

 “Se investir é entretenimento e você esta se divertindo, provavelmente não está ganhando dinheiro. O verdadeiro investimento é chato.”

George Soros