“A Matemática não mente. Mente quem faz mau uso dela.”
Albert Einstein

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Pelos comentários realizados nos dois primeiros posts, percebi que não expliquei muito bem as características do meu plano de independência financeira,  tendo esse sido interpretado como uma fonte de receita. Isso não é verdade. O meu plano não é o melhor nem o pior do mundo: ele é apenas o plano que faz sentido pra mim.

Cada um tem que pensar no seu. Alguns terão mais dinheiro para economizar, porém menos tempo. Outras terão mais tempo, mas menos oportunidades de investimento. Outros ainda verão as oportunidades baterem à sua porta, mas não terão tanto dinheiro para aproveitá-las. Pois é, pessoal, a vida é cheia dessas surpresas. Vamos então dar um recuo estratégico e didático? Vai ajudar a todos nós, acreditem!

Bom, para início de conversa, o plano de liberdade financeira depende de quatro variáveis interdependentes.

Receita (R)
É o quanto você recebe, independente da origem. Uma dica é sempre considerar sua receita anual, para levar em conta décimo terceiro, férias e participação nos lucros. Resumindo devemos utilizar todas as receitas que recebemos durante o ano. Essa é a variável que temos menos controle no plano. Aqui não deve ser incluída a sua renda passiva gerada pelos seus investimentos financeiros.

Despesas (D)
É tudo que você gasta. Aqui vale a mesma dica de considerar a base anual e depois mensalizar o valor. Essa é uma variável que temos um pouco mais de controle, mas deve-se tomar muito cuidado. Nem 8 nem 80. Nem começar a viver como um ermitão e nem gastar como se não houvesse amanha.

Rentabilidade (I)
É o quanto que você espera rentabilizar as suas aplicações acima da inflação. A rentabilidade depende: do tempo dedicado a estudar o mercado financeiro, da sua tolerância a risco e do montante disponível para aplicação. Quanto maior o valor, mais opções de investimentos e retorno você terá para escolher. Temos mais controle sobre essa variável do que as duas primeiras. Existem aplicações para todos os gostos e bolsos.

Tempo (T) : O tempo que você dispõe para economizar. Essa é a que podemos influenciar mais, desde que você viva para isso, né? Podemos planejar a liberdade financeira em um horizonte de décadas!

É interessante notar que essas variáveis se relacionam de forma a integrar um todo. Não é possível fazer um plano de independência financeira pensando apenas em quanto é possível economizar (“receita – despesas”) sem levar em conta o tempo e nem a rentabilidade.

Da mesma forma não é possível avaliar a rentabilidade das aplicações sem considerar quanto você pode economizar e muito tempo ter tempo sem saber quanto pode economizar ou onde e como aplicar seus recursos.

Matematicamente a influência de uma variável pelas outras ocorre da forma abaixo:

 

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No meu caso, segui essa regra: comecei estimando a minha receita, depois racionalizei as despesas, em seguida comecei a estudar o mercado financeiro, ponto em que ainda estou me desenvolvendo, como tentei demonstrar nesse post aqui.

Para estimar a rentabilidade terminei verificando o tempo que demoraria para alcançar meus objetivos. Depois fui refinando, revendo os itens despesa e rentabilidade, para calibrar melhor a equação obtendo minha liberdade financeira em um tempo que considero adequado.

Bem, é isso pessoal. Espero ter deixado a parte matemática do plano um pouco mais clara. Gostaria de encerrar dizendo que uma boa planilha de cálculo com essas variáveis é importante para iniciar e atualizar o seu plano, mas de forma nenhuma é o principal.

O principal é a mudança de “mindset” ou “modelo mental” da pessoa, é tomar para si a missão de conquistar sua independência.

“Só é digno da liberdade, como da vida, aquele que se empenha em conquistá-la”
Johann Goethe