Desde o início dos tempos que a culpa é um sentimento recorrente na alma das mulheres. Não se sabe se a culpa (olha ela aí) é de Eva e sua famigerada maçã (que não engorda, logo, não deveria haver culpa ao comê-la) ou da serpente, o fato é que: Se casamos cedo nos culpamos por deixar de lado uma carreira profissional ou acadêmica inconclusa ou até não iniciada. Se optamos por não casar, vem a culpa que a família impõe por querer a continuidade do seu nome através dos filhos que também nos culpamos quando decidimos não gerar.

Mas e quando o que acontece não é nem uma coisa nem outra? Agora estamos falando daquela mulher de sucesso que estudou e adquiriu bagagem acadêmica para inserí-la de maneira sólida no mercado de trabalho e que, depois de alcançar os seus objetivos profissionais, resolveu retomar um desejo antigo; o de formar a sua família.

Para isso sabemos que é necessário dar um brake na carreira, afinal, não dá pra ser “99% mãe perfeita e aquele 1% trabalhadora” nos primeiros meses de vida do bebê.

Porém, passada a rotina frenética de amamentação de 3 em 3 horas, troca de fraldas, umbigo que cai, cólicas neonatais (e tudo mais que acompanha esse início de vida do bebê) é natural que aquela warkaholic sinta vontade de retomar suas funções profissionais, sem deixar de ser uma mãe que ama seus filhos (e sem culpa de preferência).

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Mas onde está o circulo social daqueles tempos de happy hour pós-trabalho? Nesse momento a mulher percebe que o mergulho na vida familiar a absorveu de tal maneira que, não há sequer um número de telefone de alguém que possa ajuda-la nessa reinserção na vida profissional. E agora? O que fazer?

Graças à Deus o mundo é grande, mas, muito menor que o universo feminino e suas agruras e doçuras. Foi por necessidade de voltar a trabalhar e também por passar pelos mesmos problemas que duas mães criaram uma rede social só para mulheres como elas: a Après.

A Après nada mais é do que um Linkedin para mães de família cuja carreira foi deixada de lado e agora desejam voltar a trabalhar, porém, sem ter que delegar 99% do exercício da maternidade para babás e afins. O site coloca mulheres e empresas em contato de modo a adequar cada profissional na empresa que deseja o seu perfil e que também tenha um modelo de gestão adequado à rotina e necessidades dessa mulher.

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Na nossa pátria mãe gentil (infelizmente) ainda não temos nada tão específico (como um site ou rede social). O mais próximo que se chega de algo como o Après são empresas a exemplo da Lillo, Klin, Kuka onde ser mãe é o diferencial que se procura na mulher e, convenhamos, não é à toa já que todas são voltadas para bebês.

Em bom carioquês: Partiu criar um Après Brasilis?

Precisamos nos livrar da culpa em ser mães e ter que abrir mão da carreira e vice versa.

Eu sou Fátima Mara, mãe, mulher e trabalhadora sem culpa.

Beijo me clica!