Sempre quis ter um sistema de curadoria de conteúdo para me ajudar a conquistar independência criativa e ir atrás das melhores fontes, tão importantes em minha carreira de Designer Web. Mas, com o tempo (aliás, há muito tempo), eu comecei a perceber que tinha virado um escravo do Google Reader.

Mesmo depois de sua “morte”, notei que também tem uma galera que ainda se sente órfão da ferramenta. Tive certeza disso quando estava conversando com um amigo sobre como eu me mantinha informado e batemos um longo papo contanto sobre a minha estrutura. Este post nasceu após essa conversa. Espero que gostem.

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É importante lembrar que o Google Reader era uma ferramenta fantástica, não só para aqueles que gostavam de assinar Feeds RSS de seus sites favoritos, como também, atendia a muitos profissionais de marketing digital que acompanhavam e monitoravam suas marcas e produtos (e de concorrentes também!) através das redes sociais e blogs, salvando as buscas que geravam um endereço Feed RSS e organizavam tudo por categoria na saudosa ferramenta.

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Para essas pessoas, talvez o Feedly não tenha atendido como deveria a essa demanda. Mas para as pessoas comuns, o encerramento da plataforma nem foi tão traumático assim, justamente porque os usuários, realmente se mantinham informados através dos seus amigos nas redes sociais, ao mesmo tempo, que outras aplicações começaram a fazer curadoria baseada em algoritmos e que mudou substancialmente o hábito do usuário comum.

A questão é que o volume de informação continua crescendo, bem como a oferta de novas redes e ferramentas de comunicação e está cada vez mais difícil acompanhar tudo o que está acontecendo na Internet.

É complicado organizar esse fluxo de informações sem uma ferramenta adequada. Isso sem falar que, no mundo online, nosso comportamento muda todo o tempo, principalmente quando surge uma nova rede ou app como WhatsApp, Periscope, [complete aqui com o app da vez]…

O resultado é aquela sensação de que você está perdendo algo e que está por fora do assunto mais bombado do momento, só porque não consegue assimilar tudo ao mesmo tempo. Eu também passo por isso e desde o começo de 2015 eu me reorganizei. Tomei essa decisão, principalmente por conta do meu retorno ao Facebook.

Em 2013, eu havia bloqueado a timeline em busca de produtividade e defini o Google+ como a minha rede social padrão durante pouco mais de um ano. Eu fiquei com aquela sensação de estar por fora dos principais assuntos e era muito comum um cliente falar de algo que ele tinha visto no Facebook e eu não. Decidi então retornar e óbvio, que a minha produtividade caiu bastante e aí eu comecei a planejar a estrutura que estou até hoje.

Leitura sem distrações

Para me manter sempre no foco, independente do volume de informações, eu abandonei definitivamente o Feedly e escolhi o Pocket como ferramenta de leitura e abandonei definitivamente os Feeds RSS contando apenas com os meus canais.

Então, nos intervalos entre uma demanda e outra, reviso todos os meus canais e tudo que eu decido que é importante eu envio para o Pocket e leio com calma depois. No meu Chrome há um botão para isso, com a opção de inserir ‘tags‘ também. Minha estrutura consiste em deixar aberta as abas dos principais canais onde busco as minhas informações e clico no “send to Pocket”.

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No Pocket ainda é possível integrar com outras ferramentas aumentando a minha comunicação, sem perder a produtividade. Por exemplo, eu uso o IFTTT para salvar algumas postagens diretamente no meu Tumblr “Bastidores do Bunker Web” e no blog “Tudo sobre e-mail marketing“, usando “recipes” para isso. Basta eu marcar uma postagem com uma determinada ‘tag‘ no Pocket, e pronto. Ele publica automaticamente!

Com esse formato simples, eu deixei de ser escravo do Feed RSS e foco apenas no que é importante! Minha produtividade agradece. Agora, vamos conhecer os meus canais:

Ouro na cidade fantasma Google+

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Eu começo a curadoria de assuntos na melhor rede social e mais incompreendida (na minha opinião!) do mercado, o Google+. Digo isso, porque eu vejo um enorme valor na rede por conta do comportamento editorial de seus usuários.

É justamente o fato dela não ser popular é que faz com que o conteúdo que é gerado por lá seja de qualidade. Principalmente depois da criação da “feature” Coleções, o Google+ ganhou contornos de boas referências e engajamento. Sempre há boa discussão sobre temas por lá, tanto que é comum ver comentários mais pertinentes independente do tema!

Há conteúdo bom no Facebook também!

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Acredite, de uns tempos pra cá, não sei precisar exatamente, o Facebook mostra interações de seus amigos na sua “timeline“, independente se você segue ou curte. Como por exemplo um comentário que o seu amigo fez numa fanpage que você não segue, ou até mesmo algo que ele tenha acabado de curtir. É interessante o quanto o comportamento de alguém relevante para você pode influenciar na sua decisão de acessar ou não aquele link.

O incrível Linkedin

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De longe a plataforma que mais me dá conteúdo relevante para ler. Depois que foi disponibilizada a ferramenta Pulse de publicação de conteúdo, a rede ganhou muito mais interação, tanto que eu passei a publicar os meus artigos por lá também.

Além das conexões nativas da sua rede, é possível ainda seguir perfis influenciadores que trazem conteúdo altamente relevante por lá. Lembrando que o Brasil é a terceira maior presença de usuários no Linkedin com 22 milhões de cadastrados. Com boas conexões, além de oportunidade de trabalho, você consegue bons conteúdos também.

Twitter rules! \0/

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Eu adoro Twitter por conta da sua objetividade e flexibilidade, além de gostar muito das minhas listas! É uma forma bem bacana de segmentar perfis baseado no conteúdo postado. Algumas eu possuo colunas no meu Tweetdeck (via browser) que eu reviso periodicamente em busca de conteúdo relevante. As que eu mais gosto são “E-mail Marketing“, “WordPress World“, “Profissionais Web” e “Meus mestres“.

Estou sempre cadastrando novos perfis nessas listas sempre que vejo alguma indicação ou conheço por outro site. A questão é do Twitter, eu consigo boas referências de leitura diariamente e de forma bem segmentada.

O ecossistema Medium

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Confesso que levei muito tempo para usar o Medium. Sempre achei o propósito nobre de facilitar para todo tipo de usuário o compartilhamento de conteúdos próprios, além de criar um ecossistema em rede de interação. Apesar dessa proposta, sempre achei a plataforma muito confusa, e ainda acho, apesar de ter melhorado muito.

O fato é que o Medium estimula os famosos “textões” e ainda de quebra dá um controle facilitado ao usuário de diagramar textos e mídias de forma bastante requintada e que na minha opinião, influencia comentários com níveis bem elevados.

Pelo fato da ferramenta ser baseada em rede é bem comum ver outros conteúdos vindo de textos de pessoas que você não segue, seja por comentários (em qualquer parte do texto) ou em canais em que os seus contatos passam a seguir. Isso aumenta o fluxo de novos conteúdo.

Testando novos canais

Recentemente eu abri mais três abas para testes. O Flipboard, Twitter Moments e TSU.co, sendo que esse último estou mais inclinado a desistir de acompanhar. Meus contatos por lá pouco publicam, e quando fazem, ou é irrelevante, ou é replicado de algum outro canal que eu já sigo.

Separando o joio do trigo

Depois de enviar todos esses links para o Pocket, eu separo alguns minutos para decidir o que vou ler. Em média eu envio entre 20 e 30 links para o Pocket e leio umas 10 postagens de forma completa. Metade desses links são “favoritados” e vão direto para os meus blogs.

O mais legal é que todos esses links também são compartilhados em formato de ‘cards‘ no Trello, num ‘board‘ destinado à minha newsletter “Links para Viagem“. Eu movo os ‘cards‘ através das listas de produção conforme relevância de conteúdo para criar a pauta da semana.

Viu, mesmo com muita demanda e um fluxo grande de conteúdo para separar e ler, é possível ficar por dentro do que está rolando na Internet sem perder a produtividade.