Quem tem tutano e bom humor entendeu de cara que não estamos falando de uma vaga real. Mas o título, propositalmente apressado e espalhafatoso, o é assim para representar o clima de uma geração que, salvo exceções, está entre o “X” da questão e o “Z” de ponto final.

Pois é, vamos falar rapidamente de como este lance de Geração Y tem afetado a convivência profissional entre seres da mesma espécie.

Todos por aqui no Carreirasolo.org e no FalaFreela (que aliás, voltou com seus episódios semanais!) ficaram a refletir sobre um comentário recentemente postado. Nosso leitor e ouvinte, após se formar e não conseguir estágios, nos perguntava se valia à pena ele seguir, então como consultor, já que não havia fechado nada consistente. Em suas palavras:

Me formei em Gestão de Recurso Humanos no final de 2010, e estou com grande dificuldade de arrumar emprego na área. Não por falta de vagas, mas por não ter experiência.Na época de faculdade procurei estagio, mas até no mesmo pediam experiência.Estou pensando em me tornar consultor em RH…

Peraí, pára o barco. Com que experiência? Com quais títulos? Quantas situações de crise organizacional você já enfrentou?

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Creative Commons License photo credit: jdsmith1021

No blog “Foco em Gerações”, que se estabeleceu como “um espaço para discutir a questão das diferentes gerações convivendo no ambiente de trabalho”, somos brindados com descrições, artigos e discussões sobre como é conviver ou até mesmo ser um integrante desta turma. E de outras que surgem aqui e ali.

Em resumo podemos dizer que os integrantes desta geração (nascida a partir dos anos 80 e 90) cresceram superestimulados e chegaram ao mercado de trabalho como seres nativos da internet, multitarefas e cientes do poder instantâneo desta ferramentas. Em sua maioria integrantes de famílias presentes e que lhe deram formação e subsídios técnicos e psicológicos, aparecem nas redações, salas de aula, deparamentos variados, como direi, “se achando”.

Resultado: não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo.

Entenda bem: isso não é o suficiente para determinar o caráter de um indivíduo em particular. Não estamos falando de sóciopatas! Só de gente grande ainda meio criança. Que, se fez um desenho bonito quer ganhar chocolate quando a mãe e o pai chegar em casa!

Vamos constantemente ver casos destes por aí: recém formados em direito fazendo prova para juízes, residentes com CRM novinho almejando à chefia da equipe e/ou à clínica especializada em algo muito caro; engenheiros juniores rascunhando a solução final para o trânsito e moradia em suas cidades.

Não sou contra prodígios. Eles existem.

Gente talentosa sempre esteve à nossa volta. Até mesmo gente genial, por vezes, nos dá a sorte de serem nossos contemporâneos e nos brindar com raciocínios assustadoramente simples e geniais que mudam o mundo, o fazem mais calmo, belo, organizado, musicado, esculpido,publicado e divulgado com maestria.

Sabe o que eles têm em comum? Há! Não, não é o fato de serem integrantes da Geração Y, meu caro.

São três características absolutamente puras que costumam trazer desde o berço: paixão, disciplina e humildade.

Seja da Geração de um Alfabeto inteiro, ok?