Se o conteúdo não é mais o mesmo, porque seus produtores deveriam ser?

Steve acaba de ser contratado para trabalhar como redator na Coudal Partners, uma pequena agência de Chicago. Assim que chega é apresentado à equipe e, nas semanas seguintes, tenta a todo custo travar contato com seus convivas. São várias tentativas, todas frustradas. Algo muito estranho parece envolver a empresa que,de fora, parecia tão perfeita. Até que ele descobre…
Este é o “plot” do pequeno vídeo que a própria Coudal Partners criou e divulgou recentemente, com direito até a loja de souvenirs. A brincadeira, que oscila entre a ironia e o humor quase inglês, é um manifesto curto sobre como entendemos e produzimos conteúdo. O link me foi enviado pelo amigo Rafael Apocalypse 1/2 hora antes de começar a escrever este post…porque não resisti em utilizá-lo como introdução para a discussão que queria promover, há tempos, entre os leitores.
Vamos a ela?
O conteúdo está mudando. Podemos afirmar que, cada vez mais, ele será um registro de opiniões (pessoais ou de uma comunidade) acerca de temas/produtos/momentos/pessoas. Nesta perspectiva de mudança, seria ousado demais afirmar que a própria figura do produtor de conteúdo não conseguirá escapar intocada? Sinceramente, acho que não. Para iniciar o papo, alguns pontos pessoais:
- Creio na adaptação constante.
- Creio na universalização das experiências e do conhecimento.
- Creio no compartilhamento, na simplificação e, fundamentalmente, em um toque mais humano naquilo que produzimos.
E vocês?
Publicado em 08/11/2005 às 7:00 na categoria Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.



O conteúdo muda, a forma de produção do conteúdo também muda, mas com tanta gente produzindo conteúdo, e de forma tão livre, o profissional que produz conteúdo de qualidade, estruturado, embasado ganha espaço e visibilidade.
Steve ensinou o pessoal da agência a ‘ler’, ‘produzir conteúdo’, porque antes, mesmo com toda a liberdade ninguém produzia conteúdo de qualidade.
Acredito que com o tempo, veremos mais pessoas produzindo conteúdo, mas veremos redatores valorizados, redatores, jornalistas, escritores, produtores de conteúdo, cada vez mais requisitados.
ps.: Pq isso não acontece com design??? Sniff…
Sabe, desde que eu mandei aquela pergunta ao Mauro sobre profissionais de conteúdo (jornalistas), fiquei me questionando o que é conteúdo, e nesses meios digitais (não pensemos só em sites. Existe um mercado bem mais amplo pros meios digitais, não ?) conteúdo é texto, é imagem, é video, é, parafraseando o Irapuan Martinez lá na comunidade Web Brasil, “tudo o que for relevante para o usuário”.
Portanto, nesse novo cenário que está (ou já chegou ?) por vir, acredito eu que exista oportunidades para todo o tipo de profissional (seja os que trabalham com o textual, com o visual ou com os códigos)
Na época da bolha eu adorava uma expressão que um consultor amigo nosso utilizada: modelador de experiências.