Informações? Entre na freela.
Invariavelmente tem leitor perguntando como comecei da vida de Freela. Outros, como um grande amigo que acabei de encontrar dizem em alto: “Freelancer de m…que você é…trabalhando aqui 8 horas por dia…”
Embora desconexos os dois períodos acima registram um a resposta do outro, ou até mesmo, são a fotografia de dois momentos que se sucedem em evolução. O primeiro a dúvida de quem se solta no espaço e quer saber como alguns conseguem sobreviver com um escritório em casa. O segundo a evidência de que cada um tem seu método e o meu, por motivos pessoais, inclui ter algo fixo.
Como o Inagaki salientou:
…Tenho tentado conciliar a estabilidade de um emprego (com as benesses do establishment como vale-refeição, assistência médica…) com os free-lancers que faço aqui e ali Web afora.

photo credit: koishikawagirl
Meu momento freela começou na montanha-russa da época de ouro internético. Saí de uma agência de propaganda multinacional, cheio de boa vontade querendo revolucionar o mundo interconectado e atraído por uma proposta que dobrou meu salário e minhas responsabilidades.
Caí numa produtora que fez história no mercado, que me levou a conhecer profissionais com os quais trabalho até hoje (pelos projetos a fora).
Um belo dia os e-mails e Im´s começaram a pipocar: estavam mandando gente embora! Mas como? Não íamos ser os novos senhores da informação? Tudo não seria .com?
Eram 10, 15, 20 pessoas mandadas embora por dia. Um tapinha no ombro e você era chamado para conversar numa salinha, e saía de lá com um duro choque de realidade: desempregado.
Foi assim comigo, e garanto com muitos de vocês. Dois anos depois tinha três filhos e estava na rua. E comecei a correr atrás de meus clientes. Foram pintando os projetos, depois outros, e eu no meio disso tudo tentando entender como se deve lidar com clientes de vários tamanhos, equilibrando na realidade de não se ter um salário fixo e um longo etc.
Mais dois anos se passaram e estou aqui: com algo fixo sim, na área, e batalhando por fora para garantir não só uma renda extra, mas também escapes criativos e mudança de ares profissionais, sempre necessárias.
Resumindo: cada um começa como pode. E cada um continua como pode. Não tem fórmula. Nem antídoto: uma vez freela, sempre freela.
Publicado em 17/06/2004 às 2:52 na categoria Inspiração. Acompanhe os comentários pelo Feed. Deixe seu comentário, ou um trackback do seu site.











Mauro,
Vou relatar resumidamente minha vida profissional esperando seus preciosos conselhos e, quem sabe, serve para ilustrar como algumas vezes vc pleneja sua vida por um caminho mas tudo te leva para outro.
Recem formado em publicidade fui convidado por um amigo que tinha um Studio de Design para criar uma agência. Minha função era planejamento e prospecção. 2 anos depois e com alguns clientes (pequenos mas fiéis) decidimos convidar um terceiro sócio (não tinhamos funcionários), um cara fera em marketing e na parte administrativa. Tudo acertado, reforma da agência a pleno vapor e, sem mais nem menos, meu antigo sócio decide desfazer tudo e veta a entrada do novo (corajoso) sócio. Nesta situação, por uma questão de ética e afinidade pessoal decidi partir com o novo sócio para montar outra agência, o único problema é que nem eu nem ele éramos da área de criação e por isso convidamos outro amigo para a empreitada.
Alugamos uma pequena sala (em BH) e trabalhamos demais na prospecção dos primeiros clientes. Neste período apenas eu sobrevivia da agência, meus sócios tinham outros empregos que pagavam bem melhor e após um ano o primeiro deles (criação) pulou fora. Eu já vinha dividindo com ele a responsa da criação e acabei me dando bem. Aprendi CorelD e tomei gosto pela coisa. Passei a me dedicar quase apenas para criação. Mais dois anos se passaram e entramos em um ciclo vicioso pois não tínhamos capital para ampliar e nem conseguíamos atender novos clientes. A agência não podia crescer e o outro sócio parte para outra. Desde então (3 anos) me tornei um freela sem saber. Alguns períodos eu contratava um estagiário que dava uma força na criação e fazia os orçamentos, atendia telefones, etc. Tinha um escritório, empresa constituida, legalizada, contador e o diabo… Tinha uma carteira com mais ou menos 40 clientes, a maioria pequenos, que me procuravam 2 vezes ao ano para pequenos trabalhos e uns 3 com volume maior de serviços. Destes clientes, tenho 2 que me dão visibilidade, que são detacados no mercado e recomendam meu trabalho.
No fim do ano passado comecei a ler o carreira solo e descobri que sou um freela e decidi transferir meu aparato completo para minha casa, onde estou trabalhando hoje. Ainda preciso me disciplinar nesta situação mas acrdito que o saldo (econômico e pessoal) será positivo mas tenho um novo problema, juntamente com as despesas os clientes tb diminuiram, não porque passei a trabalhar em casa, pois o volume de trabalho já vinha decrescendo todo o ano passado. Acho que o caminho é selecionar os trabalhos mas sinto que preciso algo mais, talvez partir para web e ampliar meu campo de atuação. Ainda tenho meus principais clientes e os outros que sumiram não partiram para outras agências, apenas “deram um tempo” (segundo me informaram), estão esperando as coisas melhorarem…
Sua opinião será muito bem vinda e caso decida entrar para o mundo da WEB, que caminho devo seguir? Já participei da criação de 2 sites e isto é tudo que sei de internet!!!!
Abraço
Ronaldo
Eu também pretendo iniciar a minha carreira de freela, apesar do tempo ser o mínimo possível. Mas vou fazer um grande esforço para poder me desenvolver nesta área.