Viagem pela sétima arte ajuda a entender os altos e baixos da vida

E aí meus leitores? De boas? A vida é feita de fases. Como um mar, somos navegantes (ou náufragos) que vivem ao sabor  das marés. Uma hora estamos na crista da onda, no instante seguinte somos puxados para o fundo ou um mar de problemas invade o nosso barquinho chamado vida. O que fazer?

Algumas pessoas oram, outras meditam, tem gente que toma um porre (ou vários), quem tá bem de grana faz análise, viaja…
Eu assisto filmes. A Sétima Arte é a minha terapia.

Cinema, para mim, é a arte de contar uma história fazendo uso de um bom roteiro, do talento dos atores, de uma fotografia primorosa e da trilha sonora perfeita. Sem essa modinha de excesso de cortes, efeitos especiais, monstros gosmentos ou explosões mirabolantes. Gosto do cinema puro, simples, onde a arte predomina e nada mais.

Portanto, vou dividir essa parte sensível de mim com vocês e, não esperem filmes novos, sou da velha guarda do cinema embora saiba que “o novo sempre vem”.

almodovar-kikaFazer rir onde o óbvio seria chorar ou sentir nojo: eis uma habilidade que poucos possuem e, em tempos de estupro coletivo, vale a pena assistir Kika (1993), de Pedro Almodóvar. Nem quero dar esse spoiler, mas, não sintam culpa pela crise de riso provocada na cena de estupro. Não é culpa sua (nem minha), Almodóvar faz rir onde o politicamente correto seria chorar e, atentem para a âncora de TV “Andrea Cara Cortada,” porque o mais sensacionalista dos âncoras brasileiros, perto dela é amador. Um filme para relaxar e rir sem culpa.

rosselini_bluevelvetFalando em mistério, o policial “Blue Velvet” (Veludo Azul – 1986) faz você se apaixonar por Isabela Rosselini logo na primeira cena e ajuda a entender que certas taras (Calma! Não é filme pornô!), fazem parte da alma humana, e um pouquinho de dor, pode sim esconder um grande prazer. Mas uma relação errada, pode por em risco mais de uma vida.

Agora, se você quer chorar para desabafar, veja “La Môme” (Piaf: Um hino ao Amor / 2007) história real sobre a vida da cantora francesa Edith Piaf e que nos faz refletir que, a vida de glamour daquela estrela, escondia toda uma existência de dor e sofrimento. Muito válido para nos mostrar que nossos problemas são ínfimos diante do sofrimento alheio. Assista e depois me diga se você já ouviu falar de alguém mais sofrida na história das divas imortais.

Mas se você gosta de ser impactado, não perca a chance de conhecer “Sorry Haters” (Esperança e Preconceito – 2005) com roteiro e direção de Jeff Stanzler, o filme que fala das consequências do “11 de setembro” na alma dos norte americanos e de como cada um recomeça de um jeito diferente após passar por uma grande tragédia. Prepare-se porque você vai levar um soco no estômago e ficar vários minutos com a respiração suspensa. Me conte depois como foi a experiência, ok? Eu (só de lembrar) já fico sem ar. Pobre cãozinho…

ilha-das-flores-capaSe você é adepto de uma rapidinha ao mesmo tempo em que se amarra em temas reais e filosóficos veja o curta metragem “Ilha das Flores” de Jorge Furtado. O filme é do ano de 1989, mas os valores ali discutidos são eternos. O caminho que o dinheiro faz e as diferentes estruturas sociais por onde ele passa fazem deste um documentário, para mim, eterno. O curta dura 15 minutos e quem assistir, por favor, me diga se a Ilha das Flores ainda existe ou foi extinta. Afinal, tem lei (12.305/10) que trata disso.

Bem, sou criança toda vida, e curto demais desenhos animados então A Era do Gelo (todos) por sua importância histórica e pela saga dos animais pela sobrevivência me encanta.

“A Fuga das Galinhas” pelo caráter revolucionário e pela luta das pobres galinhas em ter uma vida longa e digna e não virarem recheio de torta, literalmente faz a minha cabeça.

Pra encerrar devo dizer que o filme mais “recente” que me seduziu foi “Invocação do Mal” porque assisto Thriller desde que tinha 6 anos de idade e o primeiro que me deu pavor mesmo foi esse (a ponto de quase fazer xixi na calcinha por medo de ir até o banheiro). A possessão espiritual da mãe daquela família e o amor por essa família como o verdadeiro exorcista da trama deixam claro que o amor vence tudo. E que não há bem maior que uma família feliz e em paz.

É claro que por gostar de filmes sempre vou atrás de novidades, mas, “gastar um post” com eles só vale a pena se eu me sentir emocionada de alguma maneira e entender que o que eu vi é algo ímpar e capaz de mudar o pensamento ou atitude do espectador de alguma maneira.

É o que eu chamo de Sétima Arte. O resto é filme. Beijo me clica!®